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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

serviço público

Porque tudo passou, e este ano não se está (pelo menos ainda) a repetir, sinto-me na obrigação de lançar um alerta que há um ano não  podia escrever aqui declaradamente.

E um alerta importante para quem tem filhos em idade escolar.
E principalmente, os que "andam sozinhos" casa-escola-atividades-casa, e etc.

Acontece que há precisamente um ano, verifiquei que a escola da minha filha frequenta, disponibilizava na net, sem qualquer proteção por palavra-passe atribuída e apenas disponível aos Encarregados de Educação e alunos, as listas nominais das turmas e respetivos horários. Numa pesquisa que efetuei a nível nacional* (poderia ficar-me pelo distrito onde habito, mas sim, dei-me ao trabalho de ver em escolas por todo o país), deparei-me com o facto de haver um grande número de escolas (só eu, "investiguei" mais de 20) 

Ou seja, um pouco (muito) por todo o país, centenas (ou serão milhares, não contabilizei) de crianças têm os seus horários de entrada e saída da escola ali escarrapachados a quem os quiser ver. 
E apanhar.
E conhecer horários, percursos, e tudo e tudo.

Pois que a minha então preocupação de mãe me levou a reclamar deste facto.
Como quase todos sabem, eu sou reclamadora-profissional, mas só reclamo depois de saber que tenho a razão do meu lado, antes de o fazer fui ver de que lado estava a Lei. 
E, obviamente, estava comigo.
Comigo a briga foi grande, pois a escola em questão fez orelhas moucas (e ainda me enviou diversos emails, aos quais apelidar de arrogantes e mal-educados é pouco), e teimou ter razão. Pior que isso, aparentemente (e digo aparentemente porque a mim nem se dignaram responder), a Direção Regional de Educação a que o Agrupamento escolar pertence, considerava também que isto era uma "situação habitual e perfeitamente normal".

Mas contactei a Comissão Nacional de Proteção de Dados, que não só me esclareceu telefonicamente, como me apoiou por escrito nos pedidos (e posteriores reclamações) que fiz. Esta Comissão, inclusive, aconselhou-me a fazer queixa oficial por escrito, para que pudessem atuar (o que fiz, tendo depois retirado a queixa, dado que o assunto entretanto se resolveu).

Contactei inúmeros emails do Ministério da Educação, e obtive várias respostas a dizer que estavam a averiguar o assunto ou o tinham encaminhado para os serviços respetivos.

Contactei inclusive a Polícia Judiciária (por conselho da Comissão de Proteção de Dados), que se dispôs na hora a deslocar-se à escola para os forçar a cumprir a Lei, se eu quisesse apresentar queixa junto deles também (isto não cheguei a fazer, porque felizmente não foi necessário).

Bem, provavelmente já me alonguei demais.
O "meu" assunto acabou por ser resolvido pelo próprio Ministério da Educação, e posso garantir que em poucos minutos (tal foi aquilo que terão dito/feito ao Conselho Executivo da Escola em questão) foi tudo retirado da internet.

Mas quero com este post alertar para o facto de isto continuar a acontecer por esse país fora.
E pode estar a acontecer na escola dos vossos filhos**.
Atentem.
Protejam as vossas crias.
Exijam os vossos direitos.



* Por ordem alfabética, verifiquei (no ano passado), escolas de Aveiro, Beja, Bragança, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Porto, Setúbal.
**A 3 amigos meus, a quem contei da situação, aconteceu. Mas as respetivas escolas não foram autistas como a minha, e resolveram a coisa na hora, retirando os dados do acesso público.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

"ainda" as férias escolares


A propósito disto, arranjámos uma solução temporária, na casa de um vizinho, mas que não me agrada muito porque não gosto de ficar a dever nada a ninguém e não tenho assim tanta confiança com as pessoas (que foram fantásticos).
Vir comigo ou com o pai para os respetivos escritórios é para ela mais um castigo do que outra coisa, e também não é solução.
Pensei muito na situação e em como a resolver.

Não encontrei (ainda) soluções, mas entendi que não perdia nada em fazer um apelo direto a quem de direito.
Explicar, letra por letra, a nossa opção de vida aqui no interior, longe da nossa família e amigos.
Explicar que gostamos de cá estar, mas que temos necessidades diferentes das pessoas que aqui nasceram.
Expor o nosso problema, propor soluções, oferecer-nos para sermos parte da resolução.
Agradecer o (muito) que ainda assim, este local faz por nós.

Aguardemos...

terça-feira, 26 de junho de 2012

triste é um país

que considera que as crianças com mais de 11 anos são auto-suficientes, ou adultas, ou os pais são ricos e podem pagar um dos muitos ATL privados a peso de ouro (e mesmo assim praticamente cheios) para as ocupar durante as férias.

Pois que aqui na terrinha pelo menos, é isso que pensam.

- Até ao 5º ano, podem ficar no ATL o tempo inteiro.
- Para lá do 6º ano, fazem-me o "favor" de a deixar almoçar com os mais novos. Depois do almoço? Olha, desemerda-te e vai à tua vida...

(e ainda "tenho" de ficar agradecida...)



Ah e tal, a taxa de natalidade é baixa...
Ah e coiso, vamos combater a desertificação do interior...
Oi? 
Então e quem enfrenta essa desertificação faz o que nas férias? É que ainda há quem trabalhe...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

as férias, esse periodo maravilhoso

Este ano estava prestes a ter um colapso: ele tem o atl do costume, ela já não tem, porque está no 2º ciclo.
Atão e agora?
Pois, resolvi meter orelhas ao telefone, e lá fui eu.
Que estava esgotadíssimo! Mas reconheci a voz do outro lado, e identifiquei-me. Cumprimentei de novo e fui cumprimentada calorosamente.
"Pois que vou falar com a responsável e te digo alguma coisa. Sabes, não posso passar ninguém à frente, mas deixa ver o que ela diz".

Ah pois é... duas horas depois toca o telefone e... voilá! "Que temos de beneficiar as crianças que frequentam aqui a catequese e os escuteiros, e ainda por cima filhos de uma mãe participativa e chefe".

Que já me disseram que foi uma cunha, e que isso não deveria ser.
Não concordo.
Ou melhor, concordo perfeitamente com o facto de não dever haver cunhas em lado nenhum, mas esta situação não foi cunha nenhuma. Simplesmente fizeram uma exceção (abriram mais 2 vagas) para duas crianças que fazem parte daquele Centro noutras atividades, e por isso não foram deixadas de fora.

terça-feira, 14 de junho de 2011

depois

Depois voltamos à realidade estúpida de uma crise que estupidifica ainda mais as pessoas, as entidades, os organismos, até as vontades de quem entra no deixa-andar-que-estamos-em-crise-e-agora-não-se-pode-gastar-dinheiro-com-essas-coisas.

Mas o que nos vale é que logo à noite estamos todos juntos outra vez, e ela com o desgosto de não ter festa de finalistas (??!!!?!?!) e ele que vai chegar cheio de coisas para contar sobre a viagem de finalistas.

E é assim. Já devo ter dito isto aqui umas 20 vezes, mas sabem que tenho 2 filhos finalistas?
(e amanhã tenho de ir inscrever o mais novo... para variar deixei chegar ao último dia)


terça-feira, 7 de junho de 2011

o que uma mãe não faz

por uma filha finalista do 1º Ciclo.

Para "compensar" das festas de Natal onde não fui cantar nem dançar com as outras mães, achei que no final do 5º ano não podia falhar (e ela insistiu tanto, mas tanto...).
Assim, amanhã vou fazer parte da comitiva que vai receber um grupo de professores estrangeiros - vestida de rainha. Com direito a visita guiada (por mim e pelo Rei) ao castelo, discurso em inglês, vestido de época, manto e coroa.

uuuuuuui

(pode ser que ninguém ponha as fotos a circular)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

1, 2, 3

Um dia destes uma mãe no colégio do A. ficou pasma  quando, depois de o chamar 2 vezes e ele continuar sem vir, eu chamei num tom mais rígido e abri os olhos com o olhar nº5

Só disse: UM...*, e ele veio a correr. 
Disse ela: Ele tem-lhe um respeitinho invejável, eu às vezes estou aqui tempos e tempos à espera que o meu X queira vir para casa

E eu fiquei a olhar. Já tinha observado esta mãe uma vez, a implorar ao seu filhote que por favor viesse.
Sim, eu tenho mau feitio, mas na minha casa e nos meus filhos mando eu, e eles fazem o que eu quero. Claro que tem de haver cedências e flexibilidade quando é possível, mas eles sabem que é assim mesmo.
Comentei na mesma: Respeitinho é muito bonito e eu gosto..., e calei-me.




* Tenho instituído o sistema do "um, dois, três". Se a demora a fazer o que eu digo chegar ao três... há represálias na certa.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Férias - dia 9



Acho que voltei sim...

A poucos dias de regressar, dou comigo quase igual ao que estava quando vim.
Claro, com um bronze jeitoso, mas não é esse que conta agora.
A cabeça continua na lua, os pensamentos vagueiam entre a Terra e Marte (já vão muito para lá da lua), o coração palpitante, a ansiedade regressa a cada dia que falta. E agora faltam ainda mais.
Caramba! Não era já tempo para ter juízo nesta mona teimosa?
Por incrível que pareça, os miudos acusam algum cansaço das férias também, o que me faz pensar num regresso antecipado.
O A. fala todos os dias na escola e nos amigos (ora pois...), a F. pergunta pelo pai.
Acho que estão a ficar fartos de praia, e agora que a L. se vai embora, não sei como ficarão sozinhos. E eu.
Claro, a história da otite do A. não ajudou, pois os banhos com a cabeça de fora e o tampão sempre a cair não facilita em nada. Não tem dores desde que iniciou o antibiótico, mas ver a irmã e a amiga a rebolar nas ondas e a dar mergulhos à maluca não é tarefa fácil para uma criança de 5 anos que adora praia, que este ano perdeu o medo do mar e por isso tem implicado com elas (entre duas meninas que fazem panelinha ainda por cima).
E eu preciso de descansar das férias, que isto de vir sozinha com as crianças não é pêra doce. Já combinámos, eu e a L. Para o ano, as coisas têm de ser planeadas com mais antecedência, para podermos tirar umas horas para nós. Nem que seja à vez...
Enfim, tenho umas 10h para decidir o que fazer com o resto da semana.
(ah claro que o facto de o Zmar querer cobrar 60eur por 1 noite - a de amanhã, só porque é o ultimo dia de agosto, pesa na minha decisão...)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Férias (?!!?!!???)

Ontem "escrevi" cedo demais.
Aliás, assim que carreguei no botão "Publicar Mensagem" ouvi um choro demasiado familiar.
O A. chorava com dores no ouvido.
Com um grande historial de otites de repetição, nem exitei e rumámos ao hospital (eram 0h05 quando lá chegámos). Prognóstico já adivinhado: Otite Média Aguda, antibiótico e nada de água.
Estamos agora de partida para a praia, para ver como corre. Tampões, nada de dores desde que começou, ainda ontem à noite, a medicação.
Tava a correr bem demais não era?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

e no meio do desespero

lá se resolveu uma parte, e quase implorámos a outra.

Ela está com a madrinha, numa semana de férias que tenho a certeza vai ser fantástica, com praia, primos para brincar, um novo tio cheio de energia e paciência, tudo o que uma criança quer nas férias de verão. Sabe que não vai ter tanta liberdade no mar (onde enfrenta as ondas como gente grande já), mas explicámos que era perigoso o primo tomar conta de 3 crianças dentro de um mar revolto, e ela percebeu perfeitamente. Acredito que se vai portar mjuito bem, pois ela é assim. Mimosa e bem comportada - e não é baba de mãe, eu é que sou exigente demais com eles e estou sempre a criticar, mas sei bem o que criei e que tenho ali uma menina crescida e bem educada.

Ele está na casa do avô. Pouca ou nenhuma praia terá, mas terá mimo, já acelerou no aranhiço (moto 4 que o avô tem parada na garagem), já foi à festa da sardinha, andou no comboio, no carrossel e de certeza que pouco vai faltar para ir à roda gigante. Ah, e ainda vai ao Mac, porque promessas são promessas, e a A. não brinca com essas coisas. Provavelmente vai comer gelados todos os dias, não vai comer sopa, vai ver o Panda sempre que estiver em casa e vai andar a correr entre a casa do avô e a casa da Predileta, onde mais mimo e mais doces o esperam. Sei também que vai fazer umas fitas, que vai saber dar-lhes a volta com o seu charme, com o seu sorriso encantador, com o seu poder persuasor que herdou provavelmente do pai.

Estão separados por uns escassos 10km, e rezo aos santos para que não se cruzem, porque ele não pode nem sonhar que a irmã está ali, na praia a curtir.
Foi o possível, e acredito que ambos se vão divertir. Estou agradecida por ter conseguido resolver assim as coisas.

Foi difícil deixá-lo a ele a choramingar, mesmo sabendo que 5 minutos depois já andava contente em cima do tal aranhiço e que à noite se divertiu e nem perguntou por nós.
Foi difícil deixá-la a ela por ver o seu desprendimento cada vez maior (ok, vou contradizer-me e dizer que fico muito contente por ela estar feliz por ir de férias com a madrinha e os primos).

Ambos estão bem, contentes, e eu posso trabalhar estes últimos 7 dias descansada e sem correrias.

A viagem de regresso foi silenciosa.
Sem gritos, sem brigas, sem o cd dos Homens da Luta.
A casa está silenciosa demais, a piscina vazia.
Hoje levantei-me à mesma hora do costume, e cheguei à empresa às 8h25.
Saí às 17h45, ainda fui ao centro da cidade, vim a 90km/h e quando cheguei não tive de ir implorar mil desculpas por chegar atrasada ao ATL.
Cheguei, deitei-me no sofá e pude ver os meus canais favoritos, sem brigas por causa da sic K, do Panda e dos outros que tais.
O facto de não ter de fazer o jantar já é um alívio brutal. Come-se o que há.
Hoje ainda estou "aliviada". Sei que amanhã ou depois vou começar a carpir com as saudades.

Passei o dia a pensar e a cantar mentalmente aquela música pirosa da Ágata: "Sou mãe solteira...".

terça-feira, 3 de agosto de 2010

incrível

O desapoio que o Estado dá às familias espanta-me cada vez mais.
O colégio do A. (5 anos) fechou na semana passada, e só volta a abrir no dia 1 de Setembro. Já foi discutido pelos pais, e embora me suspeite que não tivéssemos tido muito a ver com a decisão final, pelo menos na sala do A. todos concordámos que, embora difícil para as familias, pedagogicamente falando (porque eles não iriam aumentar o pessoal, o que significava que as pessoas que estariam a acompanhar as nossas crianças, e logo, a qualidade do tempo que lá passassem, diminuiria) era melhor assim.
Como já desabafei aqui, este vai portanto ser um mês complicado.
O pai só pode ter férias a partir de Setembro.
A escola começa entre 9 e 13 de Setembro.
Eu não posso tirar o mês todo de Agosto, por razões óbvias de trabalho.
Não temos familia próxima que possa ficar com o A.
...
Agora em relação à F. (9 anos).
Por acaso, na localidade onde vivo, a autarquia dá um apoio que me surpreendeu quando fomos para lá morar. Existe uma espécie de ATL, onde as crianças podem ficar durante o periodo lectivo - depois das aulas, mas apenas até às 17h30, e fora do periodo lectivo, entre as 9h00 e as 17h45. Nos dias bons, eu trabalho entre as 9h00 e as 18h00 (quer dizer, tenho de estar no escritório, porque trabalhar, é mesmo sempre que for preciso).
Com esforço da minha parte, compreensão das pessoas que estão no ATL, alguma responsabilização da F., apoio da minha empresa (?!!?) que me "deu" um portátil e me "deixa" ir trazendo trabalho para casa, lá tenho conseguido resolver este probleminha. E ainda me dou por muito contente (mesmo! sem ironias) por ela ter onde ficar. Fazem coisas engraçadas, jogos, vão às piscinas 2 vezes por semana, têm almoço e ela adora.
Pela módica quantia de 10€/mês.
...
Para o A. estou verdadeiramente assarapantada. O que é que esta gente (entenda-se, o Estado) acha que se faça às crianças? FECHA tudo.
Para esta idade, a única coisa que encontrei pediram-me 90€/semana. E com um grande favor, porque ele é pequenino, e quase teria de mentir ao dizer que como ttem 5 anos, estava "quase" a entrar na escola. Porque só a partir dos 6 anos.
O que faço? Despeço-me? Peço licença sem vencimento?
Ontem passou o dia comigo no escritório, coitadito.
Ele é reguila, mas portou-se muito bem, atendendo a que é uma criança com 5 anos, que adora dormir a sesta, e que estava fechada num escritório. Fez desenhos, viu filmes num computador, e correu tudo bem até um colega meu ter tido a triste ideia (não tem filhos...) de lhe ter dado uma bola, e ele ter ido jogar à bola para o piso da administração (que até nem foi quem refilou...), e ter incomodado (é óbvio) quem por ali trabalhava.

Que apoios há, pergunto eu de novo?
Cheque-bebé (aquele que afinal não há)?
Abono de familia (aquele que nunca chega)?
Pré-escola pública (aquela que fecha fora dos periodos lectivos)?

Em Agosto, penduramos as crianças na corda da roupa, para não fugirem? (mas à sombra, por causa dos escaldões)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Este fim de semana

tive uma certeza:

- Não tenho 2 filhos.
Tenho 2 peixes.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Desespero

Se alguém souber onde ou com quem posso deixar o A. (5 anos) durante os 1ºs 19 dias de Agosto, aqui a mãe agradece.
É que o colégio fecha dia 31 (daqui por 10 dias portanto), e ainda não tenho destino para ele.
Estou desesperada.
Mesmo.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

hora de baba II

Ela, 9 anos e 5 meses:
- Avaliação final do 3º ano:
" A F. manifestou facilidade na actividade escolar em geral.
Mostrou-se autónoma, muito responsável e empenhada nas actividades em que se encontrava envolvida.
Interiorizou e aplicou correctamente os conteúdos trabalhados ao longo do ano, ao nível das diferentes áreas escolares.
Apreendeu com facilidade as aprendizagens e adquiriu as competências exigidas.
O seu aproveitamento escolar é Excelente.
Parabéns!"
Ah, e pela primeira vez em 3 anos, não vem escrito que "poderia ter um desempenho ainda melhor se fosse mais atenta e menos conversadora.

hora de baba I

Ele, 5 anos e 4 meses:
- Já anda de bicicleta perfeitamente sem as rodinhas;
- Já anda na piscina sem braçadeiras, nada, flutua e mergulha.

terça-feira, 29 de junho de 2010

vazio

As ultimas semanas foram marcantes, e nem sempre pelos melhores motivos.
Estou em casa há semana e meia, e embora esteja a gostar do solinho, da piscina, do bronze que estou a ganhar, começo a ficar farta de estar aqui.
Os primeiros dias foram de perfeito descanso, assim a saúde o obrigou.
Repouso, recuperação física (que a outra vai com o tempo, aquele que tudo cura), nada de esforços e muita calma.
Depois foi a semana da festa do A. (que merecerá um post próprio, a seu tempo), depois a festa do ballet da M. e da F..
Uma correria - nem sempre aconselhável mas que teve de ser, para acudir a tudo e a todos, para estar nas festas, nos ensaios, nas despedidas.
...
Sim, a M. foi-se embora. Fomos deixá-la a Cascais no sábado, e a casa está agora um pouco mais vazia. Ela ia triste... chorou, agarrou-se a nós, mas ansiosa também por voltar.
A ultima semana dela cá foi uma tragi-comédia (outro post próprio, com tempo), em que para não variar brigámos, ficou de castigo, mas também saiu à noite e acabou por ter alguma liberdade extra.
O certo é que amanhecer no domingo e ver a cama dela vazia, desfeita, criou um vazio nesta casa. Uma miuda com problemas, e que nos trouxe algumas chatices, mas que entrou nos nossos corações e que agora regressou ao seu canto, levando um pouco de nós.
...
Aqui está muito calor, e só mesmo dentro de água ou na sala é que se está bem, fresquinho e calmo.
Aproveitei grande parte do dia de hoje para espreguiçar ao sol, molhando-me a cada 15/20 minutos por causa do calor. O dia esteve impecável, apenas ouvia os pássaros e um carro ou outro que passava na rua lá em baixo.
Fomos buscar o A. logo à hora do lanche, e fomos os 3 para dentro da piscina.
O carro marcava, às 16h00, 36ºC.
Um fim de tarde espectáculo, a antever o dia de amanhã.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Como eu me revejo...

completamente neste post da Rita:
Para ler Aqui

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

É Natal

Chegou o Natal.
Cada ano mais diferente, cada ano melhor nuns aspectos, pior noutros.
Tenho tantas saudades dos Natais passados em casa cheia de primos, tios, a familia toda reunida, as correrias pelas prendas, a emoção dos doces, o abrir os presentes, os fritos típicos, o dormir no chão de um quarto cheio, ficar na conversa e brincadeira até tarde.
Este ano foi mais calmo sim. Não tive de fazer de enfermeira, tive ajuda para tudo, partilhámos tarefas. Tivémos o bacalhau com batatas e couve portuguesa, o caldo verde e o lombo recheado. Tivémos a Roupa Velha no dia seguinte, o bolo Rei e a lampreia de ovos.
Temos a M., e como tudo é novo para ela. Tivémos biscoitos ("pequenos bolos" como ela diz) da Noruega, Grot e uma bebida que nem me lembro o nome. Temos o A. que ainda acredita fielmente no Pai Natal, a F. que quer acreditar, tivémos a ida ao 1º andar para vestir pijamas e lavar dentes, e o Pai Natal que gritou nesse tempo e deixou as prendas ao monte junto à árvore. O A. que desceu as escadas a correr e a gritar de contentamento, a F. que vinha logo atrás.
As prendas... as prendas que todos abrimos com maior ou menor surpresa, os Gormittis, a Operação, o perfume, as luvas, a Wii, os jogos da Wii, o DVD, os livros, as roupas, e tudo o mais.
As primeiras brincadeiras com as prendas abertas, montar a Wii, jogar até tarde. Ir dormir sem muita vontade, a excitação de saber que no dia seguinte haveria tanta coisa nova para continuar a brincar...
E no entanto... no entanto continua a faltar-nos tanta coisa.
O Natal que esteve para ser ainda mais preenchido e afinal não foi.
A forma como os adultos continuam a suportar, a esconder, a ocultar sentimentos e revoltas.
Foi um Natal agradável, sim, no entanto. Foi o Natal possível, que continuaremos a construir a cada ano que passa.
Feliz Natal!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Numa perspectiva

um pouco diferente da do post anterior, mas que no fundo acaba por reflectir-se no todo que é o crescimento, a educação e a formação das nossas crianças e jovens, há muitas outras coisas que me afligem.
Algumas vezes dou por mim zangada comigo mesma, por ver a exigência que faço aos meus filhos com certas coisas. Umas dessas vezes tenho razão, outras sei que estou no caminho certo (pelo menos na minha perspectiva, claro), outras confesso que possa exagerar um bocadinho.
Mas afinal, quem não gostaria que os seus filhos fossem perfeitos em tudo?
É estafante tanto para mim como para eles - e para quem eventualmente nos ouve, estar sempre a repreender pequenas atitudes.
De facto, passar refeições interias a repetir, dia a pós dia, minuto a minuto,
"não se fala com a boca cheia"
"não se mastiga com a boca aberta"
"tira a mão da cabeça que ela não cai"
"pede-se licença antes de falar"
"não se interrompe as conversas dos adultos"
"usa o garfo e a faca, não as mãos"
"encolhe os braços, pareces um avião"
"ninguém se levanta da mesa sem todos acabarem de comer"
"a faca é que empurra a comida, não são os dedos"
"não se faz barulho a comer"
e tantos, mas tantos outros avisos que não me lembro agora, é cansativo, desgastante e por vezes frustrante.
Mas o que é certo, é que eu sei que os meus filhos dificilmente me vão fazer passar vergonhas quando saímos, quando vão a casa de amigos ou a festas de anos.
Sei que muitas vezes, depois de alguma repreensão destas, se saem com "mas lá no colégio/escola os outros fazem todos assim", mas desde o mais pequeno à mais velha, a minha resposta é sempre "sim, mas eu não tenho nada a ver com a falta de educação dos outros... tu és meu filho/a, e vais aprender a portar-te bem".
Confesso, faz-me muita aflição ver crianças de 7/8/9 e até 12 anos a sorver a sopa com enorme barulho, que não sabem para que serve a faca, que mastigam a comida de forma a que quase se vê o conteúdo do estômago, etc. E isso acontece-me em grande parte das vezes em que a F. convida alguém para comer connosco...
Sei que a exigência para com o de 4 anos não é a mesma do que com a de 8, mas um e outro têm atitudes que me deixam orgulhosa e sem qualquer tipo de medo "de etiqueta".
Claro, já passei diversas vezes por cenas em espaços públicos, onde apontam despudoradamente para adultos que estão a fazer tudo aquilo que a eles não lhes permito. Já por umas 4 vezes ouvi alto e bom som (eu e toda a gente nos restaurantes em questão) um "ó mãe, mas porque é que aquele senhor está a comer de boca aberta? Isso não se faz pois não?".
Há alguma altura certa para incutir hábitos de educação aos nossos filhos? Acho que não... Acho que devemos fazê-lo desde pequeninos, desde que saibamos o que lhes podemos exigir em cada idade.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Perguntam-me com frequência por que carga de água me fui meter nesta aventura de mandar vir uma adolescente de fora.
"Já não te bastam os teus? Então e quem é que a sustenta? E o que ganhas tu com isso?" são as perguntas mais frequentes.
Pois...
Os meus não me bastam? Bastam sim, mas esta é sem sombra de dúvida uma experiência gratificante a vários níveis. Ela dá mais trabalho do que eu julgava, é um facto. Mas isto deve-se a características pessoais dela e da familia verdadeira que nunca a habituou a fazer certas coisas em casa. O certo é que, embora por vezes torça o nariz, ela está a entrar no ritmo e sabe que tem de cumprir as tarefas que lhe forem destinadas pelo Conselho Familiar (entenda-se, eu e o pai). E garanto que está muuuuuuito melhor. E garanto ainda que quando chegar à Noruega vai direitinha que nem um fuso, a conhecer todas as lides domésticas e a ser uma menina muito mais asseadinha e arrumada.
Quem a sustenta são os pais naturais dela, sendo que nós "apenas" damos a alimentação que faz em casa, e as despesas que fizer quando vai connosco a algum sítio - comer fora por exemplo. De resto, não pago mais nada, e nem eu me metia num encargo que não posso suportar.
O que ganha a minha familia com isso? Esta questão é mais aberta, mais subjectiva. Posso afirmar que ganhamos a experiência. Estamos a conhecer uma cultura diferente (se bem que eu acho que ela e a familia dela não são noruegueses típicos, mas isso dá outro post), estamos todos a aprender ou alargar as noções de partilha diária, de tolerância - a vários níveis, nomeadamente a lidar com as diferenças brutais que surgem em coisas tão pequenas e tão naturais para nós. Pessoalmente, estou a antecipar o que poderá surgir assim que os meus filhos chegarem à adolescência, etc.
Aprendi ainda que não sou uma pessoa tão desarrumada nem tão desorganizada como pensava, e estou a aprender a controlar-me muito mais antes de explodir cada vez que tenho de a mandar arrumar ou limpar alguma coisa.
Os miudos, em especial o A. estão a aprender umas palavras em inglês...
Eu estou a revelar-me uma excelente professora de português (e ela ao fim de 2 meses já consegue manter uma conversa básica na nossa língua), e principalmente, a ter a paciência suficiente para o fazer sem me aborrecer.
O certo é que ela já é um de nós, e acho que em Junho a separação não vai ser muito fácil...