(ao telefone)
(imaginar-me a falar normal, e do outro lado uma voz carregada de pronúncia alentejana)
Eu - Boa tarde, fala X, gostaria de confirmar o nome da senhora vereadora do pelouro do Ambiente por favor
telefonista da Câmara Municipal (CM) - aaaaahhhh, poooooiissss. Eu tenho aqui o nome da vereadora da Educação...
(silêncio)
(silêncio)
CM - Quer este nome?
Eu - Necessito do nome da vereadora do AMBIENTE, por favor...
CM - (silêncio) ... pois... isso vou ter de ir perguntar...
(silêncio)
CM - Mas quer que pergunte?
Eu - Pois, se não me sabe dizer, eu agradecia que perguntasse, se não se importa.
CM - aaahhhh... então vou mesmo perguntar. EsperA lá...
(som do telefone a pousar na secretária, seguido de passos)
CM - Já tenho, quer o quê, mesmo?
Eu - O nome da vereadora do pelouro do Ambiente...
CM - Ah, não é a Educação, não?
Eu - não... A M B I E N T E
CM - pronto, está bem. Vou passar a chamada.
Eu (quase possessa) - Eu quero apenas saber o NOME...
CM - Ah, não tinha percebido. Quer da Educação ou Ambiente?
Eu (passando do possesso ao quase riso) - Ambiente, mas se quiser pode dar-me os dois...
CM - É a mesma vereadora. A sra. X
Juro que isto se passou agora mesmo...
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sexta-feira, 12 de abril de 2013
terça-feira, 26 de junho de 2012
triste é um país
que considera que as crianças com mais de 11 anos são auto-suficientes, ou adultas, ou os pais são ricos e podem pagar um dos muitos ATL privados a peso de ouro (e mesmo assim praticamente cheios) para as ocupar durante as férias.
Pois que aqui na terrinha pelo menos, é isso que pensam.
- Até ao 5º ano, podem ficar no ATL o tempo inteiro.
- Para lá do 6º ano, fazem-me o "favor" de a deixar almoçar com os mais novos. Depois do almoço? Olha, desemerda-te e vai à tua vida...
(e ainda "tenho" de ficar agradecida...)
Ah e tal, a taxa de natalidade é baixa...
Ah e coiso, vamos combater a desertificação do interior...
Oi?
Então e quem enfrenta essa desertificação faz o que nas férias? É queainda há quem trabalhe...
Ah e tal, a taxa de natalidade é baixa...
Ah e coiso, vamos combater a desertificação do interior...
Oi?
Então e quem enfrenta essa desertificação faz o que nas férias? É que
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Mensagem aos ilumindaos citadinos que acham que morar na província é ter qualidade de vida
Sim, faço 22km para cada lado para ir trabalhar, sem transito e sem pagar portagens.
Sim, as actividades extracurriculares são genericamente mais baratas que na capital.
Sim, em caso de necessidade o vizinho da frente tem sempre ovos ou leite ou arroz para emprestar. Se esse vizinho não tiver, o do lado tem.
Mas
- Que qualidade de vida tem um sítio onde o médico não olha* para um bebé de 10 meses porque está na sua hora de almoço? (eram 13h00 certinhas, e o horário de atendimento na altura era ininterrupto entre as 9h e as 24h)
- Que qualidade de vida tem um sítio onde a enfermeira do centro de saúde se marimba totalmente para as hipóteses de reação de uma vacina anti-alérgica, porque a hora de atendimento é de 1 hora apenas, e nada mais? (não chegámos a brigar sobre este aspeto, por causa da linha seguinte)
- Que qualidade de vida tem uma terra onde para levar uma vacina anti-alérgica tenho de me deslocar 24km, e PAGAR do meu bolso pela respetiva aplicação, porque o centro de saúde local se recusa a ministrar uma vacina a uma utente (criança, ainda por cima) que não está lá registada???
Sinceramente, é nestas alturas que questiono tudo...
*era mesmo SÓ olhar: eu não tinha a certeza se era varicela ou não, e a minha pediatra ainda não faz adivinhação
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
o direito à greve
Na 6ªf quando cheguei à escola do A., estava lá um catrapázio a informar que na próxima 3ªf não haveria almoço, pelo que deveríamos ir buscar as crianças às 12h00 para almoçarem em casa.
Pois que as senhoras da cantina vão fazer greve. aliás uma ação de protesto contra a discriminação do poder local.
Confesso, estava cheia de pressa e não liguei muito à coisa. Até ontem me terem perguntado o porquê da greve, e eu não ter sabido responder (mas já me informei).
Cada um sabe de si e Deus sabe de todos, já diz o ditado, mas a mim isto deixa-me chocada.
Elas são funcionárias públicas (as cantinas do 1º ciclo são da responsabilidade da câmara municipal), têm "regalias" superiores ao normal, e ainda querem mais?
O meu filho amanhã não vai à escola.
Eu, funcionária numa empresa do setor empresarial do estado, e que trabalho a 23km de casa, não me posso dar ao luxo de sair do meu trabalho a meio da manhã (12h00 lá...), dar almoço ao meu filho, almoçar e regressar perto das 14h. Não posso perder esse tempo no meu serviço e não posso suportar mais essa deslocação.
Como eu, estão muitos outros pais (alguns, vá).
Se estas funcionárias, que na próxima semana vão aderir à greve geral, se podem dar ao luxo de no mesmo mês prescindir de 2 dias de salário, digo eu que esse salário é mais do que suficiente para elas e consequentemente não precisam de aumentos.
Estarão no seu direito de o fazer, é um direito que por Lei lhes assiste, ok, mas em consciência acho isto escandaloso.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
SNS - explicação
O último post não ficou bem explicado.
Sim, foi fantástico demorar-me pouco tempo, mas isso tem uma explicação. Mas saliento que no meio dos 20 minutos que demorei entre o subir as escadas e voltar a descê-las, esteve uma suposta consulta médica. Não medi o tempo que estive no consultório propriamente dito, mas assim que abri a porta já a médica estava a perguntar o que se passava, e ainda eu não tinha acabado de falar, quando ela me estendia a receita e a mão para se despedir, encaminhando-me para a porta.
Sim, no meio disto tudo, o que demorou menos foi a "consulta". Não estive com a médica nem 5 minutos!!!
Eu, que como disse e repito, até à data não tinha qualquer razão de queixa deste centro de saúde e desta médica em particular, saí de lá com uma receita na mão, mas sem sequer ter tido tempo de explicar tudo o que precisava para que as causas do meu problema fossem investigadas e diagnosticadas.
Infelizmente, quem não tem dinheiro ou um seguro de saúde, está tramado.
Sim, no meio disto tudo, o que demorou menos foi a "consulta". Não estive com a médica nem 5 minutos!!!
Eu, que como disse e repito, até à data não tinha qualquer razão de queixa deste centro de saúde e desta médica em particular, saí de lá com uma receita na mão, mas sem sequer ter tido tempo de explicar tudo o que precisava para que as causas do meu problema fossem investigadas e diagnosticadas.
Infelizmente, quem não tem dinheiro ou um seguro de saúde, está tramado.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
SNS
Como em 18 anos nunca tive razão de queixa da minha médica de familia nem do centro de saúde de Lisboa onde ainda estou inscrita, resolvi continuar a acreditar nisso e marquei uma consulta para ver se resolvia de uma vez por todas este meu dramático problema com o sono.
A consulta estava marcada para as 9h30.
Cheguei ao centro às 9h25, tirei senha para me inscrever. Fui chamada, paguei. Fui logo chamada pela médica, entrei no consultório.
Ainda não estava sentada já ela me perguntava de que me queixava. Sentei-me e descrevi o que me está a acontecer há vários meses, o que já tomei e o que tenho feito. enquanto me ouvia, escrevia no computador. Vira-se finalmente para mim e começa a levantar-se. Na mão esquerda um papel com uma receita, a mão direita estendida para se despedir. "Pronto, aqui tem a receita. Vai dormir, quando acordar a meio da noite toma um comprimido destes e a coisa resolve-se. Leva já duas caixas e quando precisar de mais é só vir cá pedir. Bons sonhos". Encaminha-me para a porta e pronto - acabou ali a minha consulta.
Ainda incrédula, desci ao 2º piso para fazer uma pergunta sobre a vacinação da F. Aguardei um pouco pela Enfermeira. Perguntei e fui esclarecida.
Saí do centro de saúde eram 9h45.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Ontem assisti/participei numa cena
que me fez pensar no melhor e no pior que há dentro de nós.
Estava numa farmácia, à espera da minha vez.
Estava numa farmácia, à espera da minha vez.
De repente ouvem-se gritos, pessoas a correr. Inicialmente, e ao ver o "tipo" da maioria das pessoas que corriam, por uma questão de etnia (...) pensei que tivesse havido um assalto (muitos deles era ciganos). Poucos segundos depois percebo que não. Tinha havido um atropelamento.
O meu instinto inicial foi semelhante ao de todas as pessoas presentes - as que passavam na rua, as que comigo estavam na farmácia, mesmo os familiares da vítima - virar a cabeça para não ver. Do sítio onde estava podia ver que alguém estava debaixo da viatura, mas nada mais. A cena aparentava o pior. A mãe da criança (descobri depois) gritava sem se mexer. Todas as pessoas que assistiam gritavam, comentavam, mas ninguém fazia nada.
Nada.
Afligi-me com o que poderia ter acontecido e com o estado em que a criança aparentava estar. O meu primeiro instinto foi, confesso, virar a cabeça de horror. Peguei no telemóvel que tinha na mão e liguei o 112. À minha volta toda a gente gritava, chorava, mas ninguém se chegava ao carro nem à criança.
Até que um dos farmacêuticos sai detrás do balcão e dirige-se à viatura. A falar com o INEM, fui atrás dele sem pensar, e ainda arrastei litaralmente comigo um jovem que estava ao meu lado.
Os três conseguimos tirar o menino de 4 anos debaixo da viatura, praticamente ileso, que chorava convulsivamente. Visível, apenas um grande hematoma na cabeça.
Só nessa altura a mãe se aproximou e tomou a criança nos braços.
Informei o 112 do estado da vítima, acalmei a mãe, deixei-lhe as instruções básicas até à chegada da ambulância, e retomei a minha vez na espera na farmácia.
Tudo isto se passou num espaço de 10/12 minutos.
Não sei o que teria acontecido àquele menino se o farmacêutico não tivesse tomado a iniciativa de lá ir. Havia umas 20 pessoas ou mais a assistir, e nenhum deles sequer se aproximou para ajudar. Nenhum pegou no telemóvel para chamar a ambulância, nenhum ajudou a remover a criança, nenhum dos familiares agradeceu ao farmacêutico que tomou a iniciativa.
Acabou em bem, felizmente.
Mas a inércia e a cobardia daquelas pessoas, onde eu inicialmente me incluí, assustaram-me imenso.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Nova classe social
Na nossa busca por uma praia ideal para o A., (sem ondas), e para mim (sem gente), descobrimos a praia perfeita, mas onde abunda uma nova classe social: as Pita-Tias.
Hilariante... mas agora não tenho tempo para escrever tudo o que quero sobre elas. Sim, porque merecem um post só para elas.
terça-feira, 14 de junho de 2011
depois
Depois voltamos à realidade estúpida de uma crise que estupidifica ainda mais as pessoas, as entidades, os organismos, até as vontades de quem entra no deixa-andar-que-estamos-em-crise-e-agora-não-se-pode-gastar-dinheiro-com-essas-coisas.
Mas o que nos vale é que logo à noite estamos todos juntos outra vez, e ela com o desgosto de não ter festa de finalistas (??!!!?!?!) e ele que vai chegar cheio de coisas para contar sobre a viagem de finalistas.
E é assim. Já devo ter dito isto aqui umas 20 vezes, mas sabem que tenho 2 filhos finalistas?
(e amanhã tenho de ir inscrever o mais novo... para variar deixei chegar ao último dia)
segunda-feira, 6 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
05.Junho.2011 - III
Já Passos Coelho soa monocórdico, com uma notória dificuldade em articular a sonoridade que se queria num discurso de vitória.
Fala com pausas despropositadas nas suas frases, e isso obriga-nos a nós, ouvintes, a fazer um esforço suplementar para o entender.
Não é, de todo, um bom comunicador, nem de perto nem de longe, e não foi com as suas prestações oratórias que ganhou estas eleições.
E achei piroso este Hino de Portugal no fim do discurso e antes das perguntas dos jornalistas.
Fala com pausas despropositadas nas suas frases, e isso obriga-nos a nós, ouvintes, a fazer um esforço suplementar para o entender.
Não é, de todo, um bom comunicador, nem de perto nem de longe, e não foi com as suas prestações oratórias que ganhou estas eleições.
E achei piroso este Hino de Portugal no fim do discurso e antes das perguntas dos jornalistas.
05.Junho.2011 - I
Goste-se ou não, vote-se nele ou não.
Uma coisa creio que é inegável: José Sócrates é um Político nato e um Comunicador de mão cheia.
E um líder.
Soube perder, soube parabenizar os vencedores e os seus companheiros de governo, de campanha, e os seus eleitores.
Gostei do seu discurso.
E até parecia genuinamente feliz quando dizia que tinha uma vida pessoal para viver.
Foi inclusivamente um gentleman ao responder a certas perguntas.
Uma coisa creio que é inegável: José Sócrates é um Político nato e um Comunicador de mão cheia.
E um líder.
Soube perder, soube parabenizar os vencedores e os seus companheiros de governo, de campanha, e os seus eleitores.
Gostei do seu discurso.
E até parecia genuinamente feliz quando dizia que tinha uma vida pessoal para viver.
Foi inclusivamente um gentleman ao responder a certas perguntas.
quarta-feira, 23 de março de 2011
o inevitável
aconteceu, como se sabia desde a semana passada.
Não estou triste, é um facto.
Não estou contente, é outro facto.
Estou tremendamente mais preocupada (ou mais consciente???), e é isso que me faz sentir desconfortável.
Não estou triste, é um facto.
Não estou contente, é outro facto.
Estou tremendamente mais preocupada (ou mais consciente???), e é isso que me faz sentir desconfortável.
Censos 2011 - parte II
Vim para casa cedo, e enquanto via as notícias, ia tentando finalizar os censos.
Mais 45 minutos e consegui.
yupiiiiiiiiii
Mais 45 minutos e consegui.
yupiiiiiiiiii
sábado, 12 de março de 2011
Manif
As coisas não estão nada fáceis também para nós, e tive muita pena de não ter ido à manif.
Mas faço exactamente aquilo que gosto, e isso de momento basta-me para continuar a lutar.
E afinal, a Luta é Alegria!
Mas de facto uma viagem a Lisboa nesta altura do mês, sem um fim muito específico, não convém nada à conta bancária.
Acompanhei com emoção as coisas pela televisão, fazendo zapping entre a RTP-N (excelente cobertura) e a SIC (péssima cobertura).
Achei fantástico que tantas e tantas pessoas tivessem participado.
Tive muita pena, pois não acredito que vá ter resultados práticos, além da tomada de posição.
Acredito que esta geração (na qual eu me incluo também) não tem a vida facilitada, como eu não tenho, mas acredito também que muitos não fazem nada por isso, antes esperam que as coisas lhes caiam no colo de mão beijada.
Quando fiz 18 anos, detestava o sítio onde vivia desde os 15. Sabia que os meus pais não me podiam pagar um curso superior, e muito menos a minha estadia noutra cidade. Nem pensei duas vezes. Acabei o 12º ano, e comuniquei que ia sair de casa, começar a trabalhar, regressar a Lisboa, pagar os meus estudos. Durante 5 anos trabalhei de dia (inicialmente em part-time), estudava à noite. Os meus pais continuavam a dar-me uma ligeira ajuda - a possível essencialmente com a alimentação, mas eu pagava o meu curso numa universidade privada, os transportes, grande parte da alimentação, roupa, a carta de condução que entretanto resolvi tirar, e ainda um curso no British Council.
Foi fácil? Claro que não.
Consegui logo um trabalho na minha área de estudos? Claro que não.
Consegui uma remuneração imediatamente equivalente às minhas habilitações? Claro que não... ainda hoje não a tenho.
Mas fui à luta, nunca neguei um trabalho, e acima de tudo sempre optei pela minha independência financeira em detrimento de ficar sentada no sofá à espera do tal trabalho na minha área.
São opções.
Admito que não é fácil andar a estudar 4 anos em Relações Públicas e Publicidade para depois ter de aceitar um trabalho como secretária (sem demérito pela profissão, que tive durante vários anos e que respeito muito), mas era aquele trabalho que me garantia estar activa e a sustentar-me. Nunca exitei.
O que vejo muito hoje em dia (ok, poderão dizer-me que é um universo relativamente pequeno, e claro que como em tudo há excepções), são jovens que tiram a sua licenciatura nuns míseros 3 anos à custa dos pais, que nunca lutaram pelo que queriam, e que esperam agora, aos 21 22 ou 23 anos sair da faculdade sem saber nada de útil (sejamos francos: o que é que aprendemos na universidade sobre o mercado de trabalho a SÉRIO???) e ter logo ali à espera deles um trabalhinho (ou um emprego) onde sejam tratados por Drs e Engs e lhes paguem 2000 euros. Não querem começar por baixo, não gostam de reconhecer que lhes falta a experiência, não aceitam começar a ganhar 700eur e subir com o tempo, depois de mostrarem o que valem na realidade.
Os pais, esses coitados que se sacrificaram uma vida para pagar os cursos sentem-se frustrados também. Acreditaram que o curso seria o passaporte para os filhos seguirem a sua vida, Drs e Engs, começando pela porta grande. Foram ao engano? Muitos acho francamente que sim, pois era quase assim no seu tempo. Tirava-se um curso e arranjava-se logo um emprego bem pago. Mas nesse tempo a quantidade de pessoas com cursos superiores era bem inferior à actual. E as pessoas não vêm isso.
Desanimada estou eu (força de expressão, que não sou de baixar os braços), que não sou aumentada há 5 anos, que tenho agora (no ano em que as carreiras deveriam descongelar) a carreira congelada, e sem previsões de vir a descongelar.
Mas faço exactamente aquilo que gosto, e isso de momento basta-me para continuar a lutar.
E afinal, a Luta é Alegria!
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
como
Como é que uma pessoa fica (em especial uma Mãe), depois de ler uma história destas:
O Diário do Professor Arnaldo
Lavada em lágrimas?
Eu fiquei...
O Diário do Professor Arnaldo
Lavada em lágrimas?
Eu fiquei...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
greve geral
- Mãe, já sei porque é a greve de amanhã! É porque as pessoas não gostam do governo, e então não vão trabalhar para provocar problemas. Mas ó mãe, se as pessoas não trabalham, as escolas fecham e as empresas fecham, e se fecham não dão dinheiro, certo? E se não dão dinheiro, não podem pagar mais, e as pessoas o que querem é ganhar mais dinheiro, certo? Se não podem pagar mais porque as pessoas não trabalharam, porque é que elas fazem greve? Não tem lógica não achas?
F, 9 anos e 10 meses de idade.
Simplista, claro (9 anos...). Mas aqui nesta simplicidade fica resumido porque eu não faço greve amanhã.
F, 9 anos e 10 meses de idade.
Simplista, claro (9 anos...). Mas aqui nesta simplicidade fica resumido porque eu não faço greve amanhã.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
meeeeeeeedo
As notícias das ultimas semanas assustaram-me.
Principalmente porque sei que grande parte do alarido era mentira, mas isso sou eu que estou por dentro de grande parte do assunto, e isso sou eu que não posso falar do assunto. Principalmente por falar com o meu chefe e por ouvir nas suas entrelinhas o que daí viria. Pelas cabeças que ainda estão por rolar, pelo rebuliço, pelo seu ar sério, verdadeiramente preocupado, pelo pouco que deixou cair e que eu já aprendi a reconhecer como sendo verdade ou mentira. E neste caso tem um grande fundo de verdade...
O comunicado de há pouco do nosso PM assustou-me.
Tenho notado nos ultimos 2 anos, como milhares ou milhões de portugueses, um decréscimo acentuado no meu poder de compra. Eu sei que não sou propriamente uma pessoa poupadinha, mas nunca fui despesista (como agora é chique dizer-se), e o que é certo é que de mês para mês custa mais fazer esticar o dinheiro. Quando estica...
Assusta-me pensar que, não sendo aumentada há 3 anos, não tendo este ano nem tido direito ao acerto da inflacção, tendo a carreira congelada, a comissão de serviço cada vez mais longe, o aumento do IRS de Junho passado, esses já escassos euros vão ter de durar ainda mais, pagar o mesmo com menos dinheiro.
Adivinham-se tempos complicados, a todos os níveis.
Para cúmulo (ok, esta é mais psicológica, e eu tenho cá um poder de encaixe... tipo estômago: vai esticando), não posso dar-me ao luxo de refilar. Sou daquelas que tem de estar ao lado dos cabecilhas, cabeça erguida e defender a empresa, o sector e o patrão grande a todo o custo.
Ah pois é...
Mas, tem graça (ou talvez não), estas circunstâncias não surgiram precisamente na altura em que foram congelados aumentos, carreiras e progressões?
Adivinham-se tempos muito difíceis.
Muito mesmo.
Principalmente porque sei que grande parte do alarido era mentira, mas isso sou eu que estou por dentro de grande parte do assunto, e isso sou eu que não posso falar do assunto. Principalmente por falar com o meu chefe e por ouvir nas suas entrelinhas o que daí viria. Pelas cabeças que ainda estão por rolar, pelo rebuliço, pelo seu ar sério, verdadeiramente preocupado, pelo pouco que deixou cair e que eu já aprendi a reconhecer como sendo verdade ou mentira. E neste caso tem um grande fundo de verdade...
O comunicado de há pouco do nosso PM assustou-me.
Tenho notado nos ultimos 2 anos, como milhares ou milhões de portugueses, um decréscimo acentuado no meu poder de compra. Eu sei que não sou propriamente uma pessoa poupadinha, mas nunca fui despesista (como agora é chique dizer-se), e o que é certo é que de mês para mês custa mais fazer esticar o dinheiro. Quando estica...
Assusta-me pensar que, não sendo aumentada há 3 anos, não tendo este ano nem tido direito ao acerto da inflacção, tendo a carreira congelada, a comissão de serviço cada vez mais longe, o aumento do IRS de Junho passado, esses já escassos euros vão ter de durar ainda mais, pagar o mesmo com menos dinheiro.
Adivinham-se tempos complicados, a todos os níveis.
Para cúmulo (ok, esta é mais psicológica, e eu tenho cá um poder de encaixe... tipo estômago: vai esticando), não posso dar-me ao luxo de refilar. Sou daquelas que tem de estar ao lado dos cabecilhas, cabeça erguida e defender a empresa, o sector e o patrão grande a todo o custo.
Ah pois é...
Mas, tem graça (ou talvez não), estas circunstâncias não surgiram precisamente na altura em que foram congelados aumentos, carreiras e progressões?
Adivinham-se tempos muito difíceis.
Muito mesmo.
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