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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

ainda escola...


Mas agora sem problemas.

Vou ali babar um bocadinho sobre as boas notas de um e de outro e já volto, sim?

(ainda não saíram, mas tanto pelos testes como pelo que transmitiram, são excelentes)

escola

Como tenho pouca sarna para me coçar, voluntariei-me para fazer parte do Conselho de Turma da minha F. 
Tivemos a primeira reunião há mais de um mês, mas quero deixar aqui o registo.
Em 18 alunos, há 4 com especial mau comportamento. MUITO mau mesmo. E que vão levando os outros por arrasto.
Fez-me confusão ouvir aquilo. Dei comigo, uma vez mais, a pensar que eu nunca daria para professora, pois é-me inconcebível imaginar-me numa das várias situações relatadas e não espetar um chapadão na tromba de um deles (alunos).
Mas não foi nada disso que ouvi.
Ouvi 12 professores preocupados com a situação, preocupados em "salvar" a turma. Ouvi-os a discutir uma forma de tutoria a uma dessas alunas (a pior, mesmo), pois sabem que uma das coisas que lhe falta é uma figura parental, uma autoridade masculina. E portanto um dos professores ofereceu-se para ser seu Tutor e ajudar a encaminhar a coisa.
Quando eu e o outro pai falámos, assisti a 12 pares de olhos incrédulos virados para nós. Ao que nos disseram - e depois disto quebrou-se definitivamente o gelo entre pais e professores, era a primeira vez que num Conselho de Turma ouviam por parte dos pais presentes palavras de apoio, preocupação em relação ao mau comportamento, a procura de uma solução conjunta entre Casa e Escola para os problema. Pelo que disseram (e nem me custa acreditar), estão habituados a ouvir o oposto - que é a eles e apenas a eles que cabe resolver, e a culpa... nunca é das criancinhas.
Saí de lá preocupada (a F não me tinha contado nem metade), mas a acreditar naqueles professores, no sistema e na escola.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

opções ou oportunidades

(post escrito tardiamente face à data em que este diálogo ocorreu)

Após uma conversa com diversas amigas no facebook, diz-me assim, num tom tristonho:

- Sabes mãe, sou praticamente a única que não foi ao concerto dos One Direction (nem sei se é assim que se escreve)

Veio-me de imediato a resposta da praxe: a distância, a idade, o dinheiro gasto em deslocações e bilhetes, e, e, e...
Mas, antes de responder, pensei melhor. Calmamente, perguntei-lhe.

- Acredito, infelizmente. Mas diz-me uma coisa... 
Quantas passaram já noites entre amigos do coração, ao redor da fogueira, a cantar e contar histórias?
Quantas já dormiram ao relento a olhar as estrelas, sentiram o cheiro da terra molhada, e regressaram a casa estoiradas mas com um sorriso de orelha a orelha?
Quantas delas já partiram noite escura com outras 7 amigas, de mochila às costas à descoberta de um sítio fixe para montar tenda?
Quantas é que sabem dar valor a uma canção inventada por si, tocada em instrumentos construídos com aquilo que a natureza nos dá?
Quantas é que sabem o que custa lavar carros, vender rifas ou calendários, construir quadros de nós e cozinhar compotas para ganhar dinheiro para pagar as despesas que essas coisas têm?

- Pois... acho que só a M...
Mas eu gostava muito de ter ido.

- Acredito que sim. E eu gostava de te ter proporcionado isso.
Mas sabes que não podemos ter tudo...
E eu prefiro que tenhas experiências únicas, que te fazem feliz e ao mesmo tempo te fazem crescer. No corpo e na alma. Prefiro que aprendas a conhecer o mundo que te rodeia.
Concertos há muitos. E hás-de ir a alguns deles.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

11 anos sem pisar ovos

26 de janeiro de 2002.
A F fazia 1 ano, e seguindo as indicações da Pediatra, estava na altura de introduzir a clara de ovo cozida.
Pouco tempo depois do jantar, descobrimos da pior forma que tinha ocorrido uma alergia - a cara, as orelhas, o pescoço e as mãos tinham duplicado de tamanho e estavam disformes.
Sempre tive sangue frio nestas ocasiões, e o raciocínio imediatamente me levou a associar ao novo alimento. Um telefonema e uma rápida ida à farmácia resolveram o assunto.
Iniciamos a partir daí uma odisseia que não sabíamos na altura vir a ser tão prolongada.
Ao longo do tempo, dois episódios de choque anafilático (sem consequências de longo prazo, felizmente), consultas e testes regulares de Imuno-alergologia, um imenso rol de alimentos proibidos.
Essencialmente, ela não podia de forma alguma ingerir Ovo, Frutos Secos, Amendoim, Sementes diversas.

Foram anos de preocupações; de idas ao supermercado para fazer listas de ingredientes e de alimentos e marcas proibidas e permitidas; foram receitas inventadas e alteradas; encomendas internacionais de substitutos de ovo que permitissem cozinhar coisas "mais normais"; bolos de aniversário "normais" que eram feitos com muito carinho a centenas de km de distância; familiares, amigos, vizinhos e pais de colegas da escola que faziam sempre algo especial para que ela pudesse comer nas respetivas festas; foi o apoio incansável no(s) colégios onde andou; foram as brigas nas escolas; foram as seringas de Anapen que felizmente nunca utilizámos; foram os escuteiros com ementas alternativas; foram as inúmeras pessoas que conheci na blogosfera e que deram receitas, partilharam anseios, dicas e truques; foram as inúmeras vezes que ela chorava por não poder comer o mesmo que os outros; foi o ter aprendido, com UM ano de idade, a perguntar a qualquer pessoa que lhe oferecesse algo para comer: "isso tem ovo? se tem não posso comer", e repetir essa questão incansavelmente, vários milhões de vezes; foi o Dia de S Martinho passado nas urgências do hospital depois de um choque anafilático severo, a cantar e a brincar ao spider man; foi tanta, mas tanta coisa ao longo destes 4.097 dias de privação total deste alimento...

Após os resultados do RAST, chegou o grande dia.
Às 9h30 estávamos pontual e ansiosamente na Cuf, munidas da mousse de chocolate feita com 2 ovos crus.
Testes cutâneos ok.
Observação ok.
De uma forma quase sádica (para nós, obviamente), a primeira colher de café de mousse foi ingerida com expectativa. Tudo correu bem, e a dose foi aumentando.
Às 15h00 teve "alta". Com distinção.
Caiu-me a ficha nessa altura... e a Dra. Susana quase teve de me dar um calmante a mim, tal era a sensação de alívio, felicidade e quebra da adrenalina que tinha sentido ao longo de todo o dia.
O Ovo pode, a partir de hoje, passar a ser inserido na sua alimentação como na de qualquer outra pessoa.
Uma vez que continua a apresentar um IGE muito alto, continua com alguma prevenção, mas pode ingerir sem receios de algo grave.

OBRIGADA a todos os que connosco partilharam estes 11 anos.
A todos os que ajudaram a prevenir, a procurar alternativas. 
A todos os que connosco dela cuidaram com tanto amor e carinho. 
A todos os que leram ingredientes vezes e vezes sem conta.
A todos os que sempre me apoiaram, aturaram as minhas crises existenciais e fases de desalento.
Valeu a pena!

Testes cutâneos

Sai mais uma colherada de mousse

Jantar comemorativo.
"O que queres comer? Ovos estrelados..."

NOTAs:
1. Continua estritamente proibida de comer frutos secos, amendoim, castanhas, pistacios, e sementes de qualquer espécie - a Anapen continua a ser necessária e essencial na sua vida.
2. Se há coisas/doenças piores? Infelizmente há. Mas felizmente a nós calhou-nos "apenas" esta.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

11 days and counting

No fundo do túnel, uma boa notícia.
Dia 26 fomos buscar as análises.
11 anos depois, os resultados do RAST desceram todos para menos de 0,5.
Ainda falar com o nosso amigo Dr. Mário Morais de Almeida, dançamos as duas no átrio central da Cuf Descobertas. Sabíamos bem demais o que aqueles resultados nos indicavam.
O coração transbordava de felicidade, queria telefonar a toda a gente, mas refreei essa vontade e resolvi aguardar.
A confirmação "oficial" surgiu uns dias depois, por telefone.
11 anos depois de evicção total ao ovo, de preocupações a cada alimento ingerido, de listas de ingredientes lidas à lupa, de marcas possíveis e marcas proibidas decoradas, das seringas Epipen que felizmente nunca foram utilizadas, de brigas e lutas contra a ignorância de quem desconhece e desvaloriza a gravidade de uma anafiláxia, temos agora uma meta muito concreta.

22 de abril de 2013

Esse é o dia em que vamos assentar praça de novo na Cuf. 
E se tudo correr bem, vamos* comer mousse de chocolate durante todo o dia, em quantidades controladas, e no fim vamos sair de lá com um problema resolvido.

11 anos e uma mousse de chocolate caseira.
That's all we're waitting...







*ora pois que levo uma mousse para mim também... mereço, não?

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ui

Já há mais de um mês (26/fevereiro), o pirralho cumpriu 8 anos.
Festa com amigos, jantarzinho em casa.
Almoço de aniversário com a família, que acabou por se tornar num almoço de Páscoa (quase).
 
Pelo meio?
Problemas com a escola - que esteve encerrada por duas semanas, mais as 2 das férias da Páscoa.
Chatices e preocupações enormes.
Reuniões, comunicação social, denúncias, e tal e tal e tal.
1 mês com eles em casa, e eu parcialmente na empresa-trabalho em casa-empresa.
 
Uma roda viva que só visto.
 
Pelo meio, a nossa M. veio passar connosco a semana da Páscoa.
Foi tão bom tê-la connosco!
Pensar que há 3 anos por esta altura andávamos a enfrentar problemas com a adaptação de uns e de outros...
Ela está diferente, mais crescida. Mais senhora. Com muita paciência para os meus pequenos, que se nota à distância que ela adora de coração.
E também isso foi tão tão bom de ver.. o brilho nos olhos dela quando abraçava os irmãos!
Foi embora ontem, não sem muito insistir que quer que a F vá passar férias à Noruega.
(ofereceu-se inclusive para pagar a passagem de avião)
 
Resultado deste mês?
Estou cansada, e de novo a dormir mal.
Só que desta vez tenho verdadeiras insónias. Acordo e desperto. Pronto.
O que resulta numa média de 5 a 6 horas de sono por noite, e que é manifestamente pouco para uma pessoa como eu.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

12 invernos

A criança mais velha cumpriu 12 anos.
12.
Custa a acreditar.
Auto-intitula-se "pré-adolescente". Tem uma noção de moda muito própria (e por muito que eu tente entender, é totalmente desadequada de tudo). Vestimos as mesmas roupas (quando eu ando casual. E o facto de eu ter perdido tantos kg que não pesava tão pouco desde os meus 18 anos não interessa nada), está da minha altura. É muito inteligente mas tão despassarada que dá dó. Responsável no que toca às idas e vindas para casa e com o enorme apoio que me dá com o irmão. Menos no que respeita às suas tarefas extra. É linda, e sabe disso.
Passaram 12 anos.
Continua a gostar de cor de rosa, e de saias, e de brincos e ganchos e coisas dessas. Mas está na fase em que tenho de a obrigar a tomar banho porque voluntariamente não o faz, e se me descuido sai de casa sem se pentear.
Este ano fez anos a um sábado.
E como há vários anos (7...) que não tinha uma festa "a sério", quis tê-la. Eu não achei muita graça, mas de facto estava no seu direito.
Vieram o tio e a avó almoçar connosco.
Convidou alguns amigos para lanchar. Quatro amigas ficaram para uma festa de pijama.
À 1h00 desisti e fui-me deitar. Deixei-lhes o recado de que fizessem pouco barulho.
Às 4h00 o pai foi mandá-las dormir.
Passaram a noite na conversa, e às 9h00 já estavam a pedir os wafles que eu tinha prometido para o pequeno almoço.
Correu bem.
Fui eu que fiz o bolo. Ficou lindo, e delicioso.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

eles a crescer também é...

Irmos às compras as duas.
Ela fica com os jeans 40, eu fico com os 38...


gluuuup

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

rotinas

As aulas recomeçaram, este ano sem brigas (ainda, pelo menos).
Suspiro de alívio por não ter de andar diariamente a correr e a arranjar esquemas para os ir buscar.
Ainda não temos os livros todos (dela), ainda não temos o material todo (dele), mas as coisas vão ao sítio.

A escola que ela (mais uma vez) estreou é linda (branca demais), um bocado megalómana (mau feitio o meu), e para não variar, há coisas a mais e outras que ficaram por fazer porque se gastou dinheiro numas coisas e faltou para outras (à tuga, portanto).
Mas é boa, espaçosa, arejada, linda de morrer, e parece-me que funcional também.

Objetivos estabelecidos para os dois.
Ela - subir (mais) ou manter nas "disciplinas nucleares", subir o mais possível nas outras. Não repetir o filme do ano passado. Conversámos com calma e concordou com tudo.
Ele - melhorar a concentração/paciência, melhorar a letra, entender que as linhas existem por uma razão (e a mesma para toda a gente). Continuar a ser o Excelente aluno que foi no ano passado.

Com ela, nós pais conseguimos o que queríamos em relação à professora de inglês (yaaaaay), e esta eu conheço bem - é do tempo da M. Vai recuperar tudo o que devia ter aprendido no ano anterior, não tenho dúvidas.
Com ele, as AEC estão este ano mais atribuladas e restritas, mas as mais importantes (para mim) vão-se manter, e isso é que importa.

Falta recomeçarem os escuteiros e a catequese, e tudo volta à "normalidade" (e as piscinas para levar um e outro).

Eu estou a conseguir conciliar o trabalho regular com o regresso às tão desejadas rotinas, com algum trabalho pro bono que me tem dado muito gozo, e a vida familiar. Ainda me custa ter de sair de casa cedo às 3ªs e 5ªs para ir à fisioterapia - e cada vez mais, por causa do frio que agora faz a essa hora, mas tudo se leva.
E tendo em conta que ainda não atingi o ponto de loucura decisivo, é bom sinal.

É bem verdade, o Verão acabou, e o Natal está mesmo aí à porta...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ano novo...

O novo ano letivo está à porta.
Este ano, aparentemente, não vou ter a briga que tive no ano passado... pelo menos, as turmas já estão afixadas na escola (nova!!!) desde a semana passada, e na net... nada! Ando a considerar se "compro" outra briga (esta agora mais política que outra coisa), ou não.

Para ele temos tudo.
Para ela, ainda ando a percorrer os Bancos de Livros. No ano passado saímo-nos bem. Conforme isto, assim "brigo" ou nem por isso.

Sei que vou estar em estado de ansiedade até se saber como ficou a questão da professora de inglês. Se o pedido dos EE não resultar, vamos ter de investir tempo e dinheiro numa escola exterior. É triste, mas esta é uma disciplina nuclear, e eu não quero arriscar que ela tenha uma má preparação logo nesta fase inicial.
Sei que com os outros professores estou descansada, e com a DT ainda mais. Resta-nos agora a "nós" trabalharmos em casa e atingir os objetivos que traçámos para este ano letivo.

Ela vai estrear (outra vez) uma escola. Ampla, arejada, salas amplas (pelo menos as dos 5º/6ºs anos), equipamento novo e do melhor que há. Salas de estudo, salas multimédia, e tudo e tudo. Está contente por isso, e eu também. Ter aulas nos contentores não foi "mau", mas também não foi uma coisa muito boa...
Sei que vou ter mais uma briga: a segurança no controle de entradas/saídas, mas dessa não vou abdicar. Assim como assim, de "chata", "incómoda", "exigente", "picuinhas", "manias de lisboeta" e outros adjetivos que nem me lembro já, já não passo. Por isso, siga!
Vou tentar convencê-la a ter também aulas de viola - pelo menos para experimentar. Como já faz tanto exercício físico, preferia isso ao ballet. Mas não sei se ela vai nisso, e não a quero/posso obrigar.


Ele vai continuar com a mesma professora também. Sabe que tem de trabalhar mais a caligrafia (as linhas existem por uma razão...), e tem de começar a perceber que "só" o charme não resolve tudo. Mas melhores notas é impossível pedir-lhe. Apenas que as mantenha.
Este ano vamos inscrevê-lo numa escola de percurssionismo (não sei se é assim que se chama). O miúdo tem um sentido rítmico que impressiona, e de tudo ou em tudo transforma em batuque. (no Natal vou oferecer-lhe um djambé ou um bombo - conforme as aulas derem).

Eu?
Eu estou um pouco indecisa quanto ao que vou fazer com o meu "tempo livre". As coisas aqui não me agradam. Vou manter-me no projeto que iniciei em Maio, mas quando esse acabar não sei o que faça. Não gosto de compadrios, não gosto de "meninos queridos" e os outros. Não gosto de malta que não sabe/não quer/não confia para delegar funções e depois anda constantemente a queixar-se de excesso de trabalho e falta de tempo. E obrigar os outros a reunir/fazer as coisas em cima da hora por causa disso. 
Ainda por cima este ano é ano de Regional, e o meu instinto faz-me crer que ainda me vou aborrecer com isso - esta malta faz de tudo uma tempestade num copo de água, e uma simples atividade transforma-se num projeto "gigantesco" carregado de problemas e coisas que se resolveriam mais facilmente se as pessoas desligassem mais o descomplicómetro. (gostava de os ver a organizar/pensar sequer numa atividade tipo o II Acanuc - ver Tag "Acanuc") (um estágio no Oriental fazia bem a muita malta daqui).
Não quero sair do Movimento, mas como estou não me satisfaz, não me completa, não cabe no meu conceito. Sem falsas modéstias, sinto-me "desaproveitada". E com falta de atividade, que tanta falta me faz*.
Nisso, fazer parte do GI vai dar-me gozo. Já está a dar. Pena estar longe de Lisboa, ou seria ainda mais e melhor. 

Bem, mas de qualquer forma acho que me vou dedicar à escrita "a sério", e a projetos profissionais mais arrojados. Ou diferentes, pelo menos. (a conjuntura atual e dos próximos 6 meses vai ditar muita coisa)

Como uma amiga me disse há poucos dias, o verão "acabou", o Natal está mesmo aí à porta...




*Taizé não está esquecido... mas não consigo ainda saber como vou estar por essa altura, sim?

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Acanac (last) / Acagrup

Voltou felicissima, sujíssima e cansadíssima.
Eu já tinha as malas feitas e o jantar pronto. Foi chegar a casa, tomar banho por 3 tshirts dela e os calções a lavar (e secar), comermos, meter tudo no carro e rumarmos a Troia.
Ela veio de um acampamento... para outro acampamento.
Os primeiros 5 minutos de viagem contou coisas sobre o que fez (e começou a contar as coisas "menos boas", depois aterrou de tal forma que ao cheguei ao acampamento, tirei tudo do carro, montei a tenda, e só a consegui empurrar tipo zombie para cima do saco cama (descalcei-a, apenas).
Foi divertido, foi cansativo, foi diferente.
Muita coisa mudou em 25/27 anos.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

(ainda) Acanac - IV

Continua a descrever a atividade como "brutal mãe, brutal mesmo!", e a cada dia que passa sinto na sua voz uma alegria maior.

Uma coisa que me encheu de orgulho foi o facto de, uma vez que não têm sopa na ementa de campo, e pelos vistos salada muito pouco, a Patrulha dela resolveu juntar o dinheiro que cada uma levou e comprar salada para comerem com as refeições "normais".

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Acanac - III

Mesmo sem a ter visto (pelo menos, ainda) na tv, tenho estado para aqui a chorar que nem uma madalena arrependida (again).
E recordando a conversa que tive com ela ontem, não posso deixar de partilhar isto aqui.
Sei que são gostos individuais, e opções de cada um.
Sei que um número como 17.100 pessoas todas juntas assusta quem não conhece a organização brutal que tudo tem, e a responsabilidade dos adultos que lá estão.
Sei, porque já estive em grandes atividades, que muitas vezes a comida atrasa algumas horas, ou que é menos do que se esperava. Que por vezes eles se perdem nos jogos e dizem que querem vir embora porque estão assustados. Que as horas de sono nem sempre são as desejáveis para uma vida "normal". Que os acidentes acontecem a qualquer um, e a minha não é exceção.
 
Falamos de aproximadamente 14.000 crianças e jovens entre os 6 e os 22 anos de idade, acompanhados por cerca de 3.000 voluntários adultos, que deixam as suas casas, as suas famílias, tiram dias de férias, para ali estar. E que os voluntários (tal como os profissionais) também se cansam, também se enganam...

Mas sei que experiências como esta marcam para uma vida, e que nos bons e nos maus momentos ela vai retirar desta semana recordações e ensinamentos que farão dela uma jovem e adulta preparada e ativa na sociedade.
Mesmo não estando lá, orgulha-me muito fazer parte de um Movimento que tem esta capacidade de mobilização, de organização e de educação.
Porque Escuteirar é Educar para a vida!

Acanac - II

Tem ligado ou enviado sms todos os dias, como combinámos.
Diz que tem saudades, mas quando lhe perguntamos se está a gostar, a resposta é invariavelmente "é brutal!!!".
Que a Abertura foi fenomenal, que jantar com os "vizinhos" do Algarve foi estranho, que os duches ao ar livre são um espetáculo e uma animação.

Também já foi à enfermaria, mas afinal não era nada de grave.
Já houve um incêndio* em campo, que rebentou uma botija proque alguém a deixou ao sol, que uma amiga da outra Expedição do Agrupamento já teve de ir para casa porque adoeceu, que outros tantos estão internados no hospital de campo, "mas não é nada de grave mãe, é só por precaução". 
Contou-nos isto tudo com uma voz rouquíssima e quase impercetível, ao que lhe perguntei: "apanhaste frio, foi?". Riu-se muito. "não mãe, é de gritar muito nos jogos".


Parece que hoje foram filmados pela RTP1. Estejam atentos, portanto. Se virem uma miúda gira com um lenço verde ao pescoço, é a minha!









*Pequenino, e prontamente apagado pelos Exploradores e Dirigentes que lá estavam.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Acanac

Feliz da vida, ela foi para o grande ACANAC
Fui deixá-la às 8h, fiquei a vê-los até às 8h30. Não fiquei para o embarque no autocarro. 
Soube entretanto que chegaram e que está tudo bem.

Mas, sabendo que tudo vai correr bem (quase sempre, que nestas grandes atividades há sempre coisas que correm mal), sabendo que se vai divertir muito (algumas vezes pode até chorar e dizer que se quer vir embora, mas faz parte), estou um bocadinho apreensiva.
Sempre são 17.000 pessoas no total.
5.500 são da idade dela, a fazer as mesmas atividades e a competir pelo Grande Jogo.

Pronto, no fundo tenho um bocadinho de inveja. Em 27 anos de escuteira, nunca estive numa atividade desta dimensão.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

"ainda" as férias escolares


A propósito disto, arranjámos uma solução temporária, na casa de um vizinho, mas que não me agrada muito porque não gosto de ficar a dever nada a ninguém e não tenho assim tanta confiança com as pessoas (que foram fantásticos).
Vir comigo ou com o pai para os respetivos escritórios é para ela mais um castigo do que outra coisa, e também não é solução.
Pensei muito na situação e em como a resolver.

Não encontrei (ainda) soluções, mas entendi que não perdia nada em fazer um apelo direto a quem de direito.
Explicar, letra por letra, a nossa opção de vida aqui no interior, longe da nossa família e amigos.
Explicar que gostamos de cá estar, mas que temos necessidades diferentes das pessoas que aqui nasceram.
Expor o nosso problema, propor soluções, oferecer-nos para sermos parte da resolução.
Agradecer o (muito) que ainda assim, este local faz por nós.

Aguardemos...

terça-feira, 26 de junho de 2012

triste é um país

que considera que as crianças com mais de 11 anos são auto-suficientes, ou adultas, ou os pais são ricos e podem pagar um dos muitos ATL privados a peso de ouro (e mesmo assim praticamente cheios) para as ocupar durante as férias.

Pois que aqui na terrinha pelo menos, é isso que pensam.

- Até ao 5º ano, podem ficar no ATL o tempo inteiro.
- Para lá do 6º ano, fazem-me o "favor" de a deixar almoçar com os mais novos. Depois do almoço? Olha, desemerda-te e vai à tua vida...

(e ainda "tenho" de ficar agradecida...)



Ah e tal, a taxa de natalidade é baixa...
Ah e coiso, vamos combater a desertificação do interior...
Oi? 
Então e quem enfrenta essa desertificação faz o que nas férias? É que ainda há quem trabalhe...

segunda-feira, 30 de abril de 2012


Graças à T., ontem estrearam-se* no teatro.
Foi bonito o espetáculo ("Pinóquio", de Filipe Lá Féria), mas eu honestamente estava à espera de mais.
Ele passou talvez a primeira emia hora de boca aberta, admirado com tudo o que o rodeava, as personagens, as canções, os sítios por onde apareciam as coisas.

E qual é a probabilidade de, numa sala cheia, nos sentarmos precisamente ao lado de malta conhecida?
yup...





*ele estreou-se. Ia jurar que ela já tinha ido... mas como sou uma super-mãe não me recordo bem desse facto

quarta-feira, 25 de abril de 2012

banalidades

Ela (11 anos) - Mãe, o que é uma coisa banal?
Ele (7 anos) - daaaah, é uma coisa que abana

sexta-feira, 6 de abril de 2012

a oeste, nada de novo

Voltámos a Lisboa, para a rotina no alergologista.
Nada de novo a assinalar. Continuamos com as (poucas) restrições por mais um ano. Depois dos primeiros 10 anos e meio, o que é mais um?

Almoço de amigas. Aquelas que nem consigo descrever.
Como diz a AR, trago-as sempre no bolso, e há sempre alguma a tomar conta do tasco, seja a que horas for.
Fêmeas e respetivas crias, nunca mais aquele local vai ser o mesmo.
Até os nossos miudos se dão bem!