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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

encerrar um capítulo

Hoje foi oficialmente o último dia desta parte da minha vida*.
Tive há dois dias o meu jantar de despedida (que apelidei antes de jantar de celebração, pois foi disso que para mim se tratou). Estiveram presentes as pessoas mais importantes, fizeram-me algo lindo, foi fantástico.
Hoje, último dia útil do mês, passei parte da manhã a enviar e-mails personalizados a diversos grupos de pessoas que me acompanharam ao longo deste tempo.

Fiz parte, literalmente, do nascimento e crescimento daquela empresa. Desde o primeiro dia, quando nem tínhamos telefones, nem internet, nem nada.
Entrei com uma função e a promessa de outra, assim aconteceu, e eu cresci. A nível pessoal e profissional. Muito mesmo.
Conheci pessoas fantásticas, conheci pessoas autenticamente fdp. Chorei muitas vezes por causa de situações geradas por estes últimos. 

Houve uma época em que o facto de me levantar para ir trabalhar era terrivelmente assustador e quase me levou a uma depressão (nos tempos em que me deixava ir abaixo com essas coisas). 

Houve diversas épocas em que ir trabalhar era algo que me fazia levantar cedo com um sorriso de orelha a orelha, que me levava a trabalhar, projectar, sonhar até com coisas que ia ou queria vir a fazer.
O meu feitio lixado faz-me segmentar as pessoas e não esconder o que sinto em relação a elas, embora isso nunca tenha afectado o meu profissionalismo - e isso é que importa.

Trago dali bons amigos. Do coração.
Saio de lágrimas nos olhos, mas lágrimas de saudade do convívio diário, do alívio pelo desprendimento que ocorre, de felicidade por saber que também ali deixei uma marca, de acreditar em mim.

Tomar a decisão de me "voluntariar" para sair não foi fácil.
Mas era algo com que eu sonhava há muito, e que não tinha tido coragem de fazer.
Há quem considere que foi um acto de loucura ou impensado. Pelo contrário. Foi uma decisão muito bem pensada, ponderada, estudada.
Tive (e tenho) um apoio fantástico neste aspecto... 
Obrigada, do fundo do coração.

O futuro assusta-me, é um facto. Mas sobretudo alicia-me, desafia-me, leva-me a dar mais de mim.
É nas horas difíceis que surgem as melhores oportunidades, right?

Encerrei um capítulo. Inicie-se outro.
Chegou a hora de dar o meu "grito do ipiranga".




*Tecnicamente acabou por ser há duas semanas atrás, uma vez que estou de baixa devido a ter partido um pulso. Pormenores...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

despedida

Foi assim, ontem. 
E foi lindo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

As minhas pessoas

Nos primórdios da internet (generalizada, entenda-se), os new-mother/baby-fóruns trouxeram-me uma pessoa que ainda hoje mantenho como amiga. Partilhamos coisas das nossas filhas, das nossas vidas, de tudo.
 
Os escuteiros trouxeram-me amigos que fiz na infância, e que hoje mantenho, que estão lá para mim, cujas famílias são amigas da minha família. Trouxeram-me, já adulta, outros amigos que guardo na mesma gaveta do meu coração. Uns com quem partilho atividades, vários que me leem, que me ajudam nas minhas loucuras. Outras que comigo vão beber um café sem café, mas com muita conversa e uns scones deliciosos, feitos com muito carinho.
 
A blogosfera trouxe-me novos horizontes, novas pessoas que fui conhecendo pela sua escrita, que fui aprendendo a gostar, a acompanhar. Trouxe-me a escrita (aquela que não guardo em pedaços de papel), a partilha, a interação num canal onde podemos ser nós ou inventar personagens. E algumas dessas personagens passaram para a vida real. A minha vida.
 
O Facebook trouxe-me de volta colegas de escola com quem não tinha contacto há anos. Trouxe-me um grupo de amigas - algumas delas bloggers que já conhecia (ou antes, lia). Que se tornaram peças fundamentais na minha vida. Pedras basilares dos meus momentos bons, mas acima de tudo os ombros amigos dos tantos momentos menos bons que tenho tido nestes últimos meses. Ali falo tudo, de tudo, com todas e sem receios. Ali falo, oiço, aconselho e sou aconselhada. Choro e rio com as tristezas ou conquistas de cada uma.
E se tenho alternado estas duas coisas!!!
Ali tiramos fotos de looks banais, fotos de desafios loucos, partilhamos roupas, livros, receitas e dietas, falamos de filhos, maridos, namorados, aventuras, desventuras. Tão depressa nos amparamos como na hora certa e necessária damos o devido raspanete a alguma, para a fazer voltar à razão.
E isso faz-me tão bem...
O Facebook trouxe-me também causas. Causas que abracei e abraço sem pensar muito no tempo que me vão consumir. Sou pessoa de convicções e não me custa fazer opções, tomar atitudes, agir de acordo com elas. Fazer agir, fazer acontecer.
 
Outras tecnologias trouxeram-me novas pessoas, novos grupos, novos horizontes.
Gente de todo o mundo que em comum tem o gosto por uma marca. Aventuramo-nos em explorar, partilhamos, levamos ao limite, rimos, brincamos, zangamo-nos e fazemos as pazes.
Uma fase em que apostei em algo que me magoou, mas que ultrapassei e curei. Com cicatrizes, mas curei bem curadinho.
Outras pessoas que vou conhecendo a cada dia um pouco melhor. Afinidades? Sim, acredito que sim. Costumo ter um sentido apurado para "sinalizar" logo quem me inspira ou não confiança.
Com uns começou por possíveis oportunidades de trabalhos conjuntos, outros por apoio nessa mesma tecnologia, um grupo que se gerou em volta de uma marca.
Com outros começou porque sim. E esses nem sei definir. Andam no limbo. Não me são indiferentes mas não me criam laços que julgo virem alguma vez a serem duradouros.
 
Com outra pessoa começou por uma simples foto. Um estado de espírito menos bom. Um comentário a partir do qual começaram a surgir conversas. Ao início, breves. Aos poucos foram-se tornando maiores, mais profundas, mais nossas. Confiança. Relatos de vida. Afinidades. Tantas coisas comuns e outras tantas tão distintas. Mas uma grande afinidade acima de tudo. Entendimento, desabafos, conselhos, partilhas. A necessidade de contar ao outro uma novidade boa do dia, do fim de semana.  
Horas de conversa que passam depressa demais (demais!!!) e sem dar conta, perdidos no meio de tantos assuntos e histórias que surgem naturalmente, sem esforço, com total naturalidade, com à-vontade. O sorriso, o abraço, o olhar. Um olhar profundo, terno, desinteressado e amigo.
Alguém que comigo partilha a simplicidade e honestidade, a quem me agrada contar o que me vai na alma. Que sei que me escuta de coração, e tem partilhado também muito (tanto...) de si.
Faz falta alguém assim, que dá, que recebe, que não exige nem cobra.
 
Posso dar-me por contente.
Tenho pessoas, as minhas pessoas.

domingo, 2 de setembro de 2012

férias


As férias terminaram.
Como "em equipa vencedora não se mexe", voltámos a aceitar o convite da L. 
Claro, para os miúdos (todos) foi o delírio.
Para nós acaba por ser mais fácil, pois vamos dividindo as tarefas entre adultos (e este ano ainda melhor, com os dois carros), para eles mais divertido. E já é um hábito...

Este ano encontrámos uma praia mais pequenina, sem vento, onde conhecemos 2 outras famílias.
E o Xavier? Esse foi a estrela das férias. Deu um pulo enorme neste tempo. Já passeia por todo o lado, brinca, corre e adora relva. E claro, as pessoasl (quase) todas adoram mexer num peluche pequenino. Na praia ficava sossegadito no seu buraquinho à sombra, e detestava o mar. Esteve sempre solto e nunca houve problemas.

Eles (e nós) vieram morenaços e saudáveis. Felizes. A pensar no ano que vem. É bonita esta amizade que cresce assim, em duas semanas de ano a ano, e que quando os reúne parece que passaram apenas 3 dias.

Levantar, arrumar as tralhas, distribuir a malta pelos carros, praia, brincadeiras, passeios, mergulhos, voltar, compras, banhos, jantar, passeios, café, parque infantil, gargalhadas, descanso. Em modo repeat durante semana e meia... 
Ah, este ano conseguimos ir todos à feira, eu escapei-me de andar com a M. naquele carrossel horroroso, e nenhum teve de ir ao hospital. Estamos a fazer progressos!!!
Deu para descansar a mente. O corpo... esse nem sempre.

A foto de cima (créditos de Lurdes Silva), tem por título "4 amigos e um cão" (o cão não gosta de água, não apareceu na foto), e não podia descrever melhor estas férias e estes miúdos. 
Fantásticos, todos os 4!

Os dois da esquerda têm 7 anos. As duas da direita têm 11 e 14. Qual é qual?
(se não fossem as formas mais femininas da adolescente, não seria fácil, pois não???)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

:(

As últimas semanas têm sido pródigas em notícias menos boas. Más mesmo.
Não diretamente a mim ou aos meus familiares, mas aos meus amigos.
E as palavras fogem-me, e os atos resumem-se a um beijo, um abraço (ainda que virtuais por vezes). E um gigantesco sentimento de impotência que me assola.
E as palavras de uma dessas pessoas que tem tido diversos revezes mas continua de sorriso nos lábios "Deus dá-nos na medida daquilo que conseguimos suportar".

terça-feira, 19 de junho de 2012

MC

Não consigo imaginar a dor de lutar contra uma puta de uma doença que durante 14 anos nos tenta levar um filho, e perder...


E fico por isso sem palavras, sem ação, sem nada.
Apenas a dor, que consome...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

a oeste, nada de novo

Voltámos a Lisboa, para a rotina no alergologista.
Nada de novo a assinalar. Continuamos com as (poucas) restrições por mais um ano. Depois dos primeiros 10 anos e meio, o que é mais um?

Almoço de amigas. Aquelas que nem consigo descrever.
Como diz a AR, trago-as sempre no bolso, e há sempre alguma a tomar conta do tasco, seja a que horas for.
Fêmeas e respetivas crias, nunca mais aquele local vai ser o mesmo.
Até os nossos miudos se dão bem!

quarta-feira, 28 de março de 2012

26.Mar.2012

Há coisas que não se explicam. Vivem-se. Sentem-se. Entranham-se em nós e ficam na nossa epiderme.
Eu tenho amizades assim, como não sabia ser possivel de existir, de conquistar.
Num espaço de pouco mais de 2 horas conheci pessoalmente pessoas com quem falo há algum tempo mas que nunca tinha visto "de verdade". 
Na realidade, já as conhecia a todas. Moram no meu coração. Vivem as minhas alegrias e as minhas tristezas.
Sentei-me com elas, beijei-as uma a uma como se tivéssemos estado juntas desde sempre e aquele fosse apenas mais um encontro.
Não foi. Foi o primeiro de muitos.

e foi um dia cheio de emoções do início ao fim.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Porque ainda há gente boa neste país (e gente amiga, e gente que sabe o que custa a vida), este ano consegui poupar uns trocos valentes com os livros escolares (que a partir de agora são a dobrar).

Obrigada Rita!!!

terça-feira, 12 de julho de 2011

mas...

Num dia de tanta felicidade para nós, surge uma notícia muito triste de uns grandes amigos.
E não tendo conseguido disfarçar o choque que levei (até porque eles ouviram a conversa), depois de lhes explicar o que aconteceu e porque aconteceu (como se isso fosse possível), eles comentavam, tristes, mas sem "perguntas difíceis".

Até que ela, do alto dos seus 10 anos:
"Já viste como a vida é injusta mãe? Como é que é possível que no mesmo dia haja notícias tão boas e notícias tão más... não é mesmo nada justo"

segunda-feira, 13 de junho de 2011

4 dias em 7 fotos

Os Reis, Príncipes e súbditos à espera que o espectáculo começasse
Ballet à noite

No hospital pela manhã
 
Santos Populares 2011

Altar de Santo António
Vida difícil


Uma Cache ao final do dia, num miradouro espectacular

terça-feira, 7 de junho de 2011

Não, não é tpm, nem tdm, nem estou grávida

Mas fiquei muito comovida com um mail que recebi de uma amiga que nunca vi pessoalmente.

Ganhei o dia, e que me estava a correr tão mal.
É isto.


Hoje estou muito lamechas.

sábado, 21 de maio de 2011

Como é que nos dividimos quando na mesma noite temos dois amigos em sitios diferentes a sofrerem uma imensa dor igual?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Hoje

fazem anos:

- O meu irmão
- A minha prima
- O meu amigo Secan
- O Eusébio
- O Ramalho Eanes

Dia importante, não?
(e eu, que há 10 anos atrás pensava que era mais uma a somar à lista...)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

fds III

(fotos sem qualquer ordem cronológica)

fds II

terça-feira, 2 de novembro de 2010

21 anos depois

Graças ao Facebook, reencontrei muita malta que não via há imensos anos...
Principalmente o pessoal que andou comigo na ESA (Escola Secundária dos Anjos), e que eu deixei de conseguir contactar há precisamente 21 anos.
Bem, reencontrei-os, recomecei a falar com alguns, marcámos um "mini-cafézinho ESA" num centro comercial, e lá fomos.
Como diz a Teresa, foi um "mini mesmo mini", mas de facto foram poucas e boas.
Neste sábado revi a Teresa, a Rita e a Elsa...
Não sei explicar bem o que senti. Muito mais do que alegria, muito mais do que emoção, muito mais do que saudades.
...
Tinhamos marcado às 15h30, no Parque Infantil. Mas chovia, e o parque estava todo molhado. Fiquei lá por perto com os filhotes, e entretanto liguei a confirmar se estaria mesmo no sítio certo. Estava, o resto do pessoal é que ainda não tinha chegado.
Chegámos "todas", arranjámos uma mesa, lá conseguimos que nos vendessem os cafés, as águas e os chupas.
O tempo passou a correr e pusémos parte da escrita em dia. Pelo menos, a versão curta do "o que tens feito estes anos todos", em que cada uma explicou mais ou menos sucintamente por onde tinha andado este tempo e o que fazia agora.
...
Apercebi-me que deixei esta malta sem dizer nada, abruptamente.
Foi no ano em que os meus pais resolveram mudar-nos de Lisboa para o Cartaxo. Foi no ano em que a minha adolescência e os meus amigos de longa data foram cortados quase pela raiz. Foi na época em que deixava 8que remédio tinha eu) a minha mãe interferir com essas amizades, o que fez com que eu deixasse de falar com grande parte das minhas amigas, com que nem uma explicação lhes desse na altura.
Espero agora ter explicado a situação.
Foi tudo tão de repente, saí de lá tão contrariada, tão revoltada, tão triste...
...
Uma vez mais, e embora a conversa não tenha tido tempo para evoluir muito para além do que já atrás referi, foi muito bom confirmar que os anos não apagam a cumplicidade da amizade. Ao fim de 21 anos, voltámos a falar e a brincar com o mesmo à-vontade que tinhamos antes.
Cada um foi para seu curso, cada um está em seu lado do país, mas continuamos a ter algo em comum, algo tão simples e tão forte como o termos feito parte de uma escola mal-afamada mas magnífica, unida, em que alunos, professores e funcionários se conheciam a todos.
Neste reencontro partilhámos episódios das nossas vidas actuais, e eles continuam a reforçar os laços que estabelecemos antes.
No que depender de mim, não vai ficar por aqui.
Gostei muito de vos voltar a ver, e quero muito voltar a fazer parte do grupo.
Quero muito recuperar o tempo que não estive convosco.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Foi bom

Muito bom voltar à universidade, ainda que para um cursinho ultra light e que nada tem a ver com o meu mundo profissional.
Foi muito bom voltar aos Anjos, ver o pessoal, a nova-velha sede e sentir-me em casa. Sabem, aquele sentimento de estar em casa, na minha casa? Eu senti-me assim.
Foi bom voltar a ver os rostos que me acompanharam de perto durante tanto tempo, os "meus miudos" que agora são adultos quase feitos, os meus amigos, a minha familia.
Foi saboroso jantar na casa do E e da L, com a S, e ficar na conversa sem dar pelas horas passarem (desculpa L...), e quando reparamos eram 2h00 e eu tinha uma viagem pela frente.
Foi reconfortante.
Foi recuperador.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

"Há sempre alguém que nos diz... tem cuidado
Há sempre alguém que nos faz... pensar um pouco
Há sempre alguém que nos faz falta, aaaaaai
Saudade..."


(sim, ninguém nos percebe e ainda bem... obrigada por me fazeres ter cuidado e pensar... fazes-me falta aqui pá!)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Férias!

Finalmente "desliguei o botão". Que é como quem diz, fechei o último berbicacho no trabalho e posso pensar "só" nas férias, no protector solar, nos mergulhos, na trouxa da praia e no jantar.

Vim para baixo no domingo, e juntei os amigos "diferentes".
Deu bom resultado, numa manhã de praia e uma tardada como de costume... à mesa. Caipirinhas, churrasco, muita conversa da treta, muitas brincadeiras de miudos e graúdos. Um dia em grande, portanto.

Ontem começámos as férias a sério.
Eu, a L. e as crianças (2 minhas, 1 dela e outra emprestada - respectivamente 5, 9, 5 e 12 anos).

O ritmo tem sido... levantar, pequeno almoço, fazer o farnel, meter o pessoal no carro, praia, comprar jantar, vir para casa, banhos, jantar, café com esplanada e parque (bendita conjunção), crianças na cama, conversas de gaja, um pouquinho de net (hoje deve ser o ultimo dia, vou tentar), cama. Estar na praia o dia inteiro é uma experiência que está a resultar, gastamos rios de protector solar é certo (a média tem sido de 4 besuntadelas por dia por criança - factor 50, que a malta não brinca com estas coisas), mas poupamos no gasóleo, no desgaste de andar para trás e para diante, e os miudos adoram.
Têm é perguntado o dia inteiro pelo almoço, não obstante as sandes, yogurtes, águas, linguas de gato, bolachas, fruta, sumos e bolas de berlim que passam o dia a comer. Ainda não perceberam que aquilo é o almoço. Mas cooooomem, ou se comem, santo Deus!

S. Torpes continua igual a ela própria, embora hoje estivesse com gente a mais do que é costume. Amanhã vamos tentar uma praia menos concorrida, em especial com menos malta do nuorte carago, pois gritam que se fartam, só faltou hoje levarem o fogareiro para a praia, e isto para mim fica demasiado parecido com o Algarve - e isso é coisa que eu este ano não quero.

Não sendo tarefa fácil andar com toda esta malta para trás e para diante, estamos já todos a encarrilar com o esquema, e as rotinas (como a simples ordem pela qual devem entrar nos carros por causa das cadeiras, ou aquilo-que-cada-um-leva-para-a-praia-cada-um-tem-de-trazer-da-praia) começam a estar mecanizadas já.

Por isso, esta noite já não estamos tão cansadas, principalmente de estar sempre a dizer a mesma coisa ou de estar sempre a perguntar se falta algum, se se perdeu alguma coisa, ou se é preciso mais alguma coisa.

Nós, as adultas, porque eles continuam frescos que nem alfaces.