Quando escolhi o curso que queria tirar, imaginava-me a trabalhar numa grande empresa, multinacional de preferência, a fazer grandes campanhas, estudos de mercado gigantes, a lançar novos produtos, definir técnicas de merchandising e campanhas publicitárias, trabalhar com altos budgets, e assim tudo em larga escala e muito versátil.
Quando a minha vida profissional deu finalmente uma volta no sentido de conseguir trabalhar dentro da minha área de estudo, nada disto se verificou. Não me estou a queixar, muito pelo contrário - gosto muito do que faço, e sempre tive a perfeita noção de que os sonhos de estudante andavam muito longe do que viria a ser a minha realidade futura (infelizmente).
Por muito que tenha já aprendido, ao longo da vida, que o mundo é cruel e que cada um olha apenas para o seu próprio umbigo - estou claro a falar do mundo empresarial, de cada vez que me deparo com situações concretas não consigo deixar de ficar desiludida.
Nunca me interessei por política (embora sempre tenha sonhado fazer marketing político, mas isso é outra história), e cada vez a detesto mais. Vou votar sim, mas voto de uma forma pouco coerente com partidos políticos - não voto sempre no mesmo só porque sim, tento conhecer os programas e votar em consciência com os mesmos e com o líder que encabeça o projecto.
O que é certo é que nos últimos tempos fiquei com uma aversão ainda maior a esta classe. A ignorância, a falta de consciência, a falta de verdade de uns e de outros, fazem com que os desacredite cada vez mais.
Gosto muito do que faço, mas neste contexto é duro.
A vida é dura...