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domingo, 17 de janeiro de 2010

Quando escolhi o curso que queria tirar, imaginava-me a trabalhar numa grande empresa, multinacional de preferência, a fazer grandes campanhas, estudos de mercado gigantes, a lançar novos produtos, definir técnicas de merchandising e campanhas publicitárias, trabalhar com altos budgets, e assim tudo em larga escala e muito versátil.
Quando a minha vida profissional deu finalmente uma volta no sentido de conseguir trabalhar dentro da minha área de estudo, nada disto se verificou. Não me estou a queixar, muito pelo contrário - gosto muito do que faço, e sempre tive a perfeita noção de que os sonhos de estudante andavam muito longe do que viria a ser a minha realidade futura (infelizmente).
Por muito que tenha já aprendido, ao longo da vida, que o mundo é cruel e que cada um olha apenas para o seu próprio umbigo - estou claro a falar do mundo empresarial, de cada vez que me deparo com situações concretas não consigo deixar de ficar desiludida.
Nunca me interessei por política (embora sempre tenha sonhado fazer marketing político, mas isso é outra história), e cada vez a detesto mais. Vou votar sim, mas voto de uma forma pouco coerente com partidos políticos - não voto sempre no mesmo só porque sim, tento conhecer os programas e votar em consciência com os mesmos e com o líder que encabeça o projecto.
O que é certo é que nos últimos tempos fiquei com uma aversão ainda maior a esta classe. A ignorância, a falta de consciência, a falta de verdade de uns e de outros, fazem com que os desacredite cada vez mais.
Gosto muito do que faço, mas neste contexto é duro.
A vida é dura...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Os dias correm numa sucessão inesperada de acontecimentos.
O trabalho aumenta a olhos vistos, chovem solicitações de todos os lados, os projectos em que entretanto trabalho começam finalmente a avançar (novidades já já a seguir), e na familia os acontecimentos e as novidades começam a chegar (destas espero falar brevemente).
Com os amigos falo brevemente por entre mensagens do msn - cada vez menos, sms ou telefonemas muito rápidos. Parece que não é só comigo, e todos andam ocupados, apressados. Será por vezes bom sinal, mas acabamos por nos afastar um pouco, ainda que temporariamente.
Enfim, surpreendentemente tive ontem da boca da minha filha uma surpresa muito boa. Afinal, por vezes pensamos que eles ainda não percebem certas coisas, que talvez não vão aceitar muito bem algumas situações, etc, mas ela deixou-me de queixo verdadeiramente caído.
O tempo escasseia, e é preciso saber aproveitá-lo...