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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

serviço público

Porque tudo passou, e este ano não se está (pelo menos ainda) a repetir, sinto-me na obrigação de lançar um alerta que há um ano não  podia escrever aqui declaradamente.

E um alerta importante para quem tem filhos em idade escolar.
E principalmente, os que "andam sozinhos" casa-escola-atividades-casa, e etc.

Acontece que há precisamente um ano, verifiquei que a escola da minha filha frequenta, disponibilizava na net, sem qualquer proteção por palavra-passe atribuída e apenas disponível aos Encarregados de Educação e alunos, as listas nominais das turmas e respetivos horários. Numa pesquisa que efetuei a nível nacional* (poderia ficar-me pelo distrito onde habito, mas sim, dei-me ao trabalho de ver em escolas por todo o país), deparei-me com o facto de haver um grande número de escolas (só eu, "investiguei" mais de 20) 

Ou seja, um pouco (muito) por todo o país, centenas (ou serão milhares, não contabilizei) de crianças têm os seus horários de entrada e saída da escola ali escarrapachados a quem os quiser ver. 
E apanhar.
E conhecer horários, percursos, e tudo e tudo.

Pois que a minha então preocupação de mãe me levou a reclamar deste facto.
Como quase todos sabem, eu sou reclamadora-profissional, mas só reclamo depois de saber que tenho a razão do meu lado, antes de o fazer fui ver de que lado estava a Lei. 
E, obviamente, estava comigo.
Comigo a briga foi grande, pois a escola em questão fez orelhas moucas (e ainda me enviou diversos emails, aos quais apelidar de arrogantes e mal-educados é pouco), e teimou ter razão. Pior que isso, aparentemente (e digo aparentemente porque a mim nem se dignaram responder), a Direção Regional de Educação a que o Agrupamento escolar pertence, considerava também que isto era uma "situação habitual e perfeitamente normal".

Mas contactei a Comissão Nacional de Proteção de Dados, que não só me esclareceu telefonicamente, como me apoiou por escrito nos pedidos (e posteriores reclamações) que fiz. Esta Comissão, inclusive, aconselhou-me a fazer queixa oficial por escrito, para que pudessem atuar (o que fiz, tendo depois retirado a queixa, dado que o assunto entretanto se resolveu).

Contactei inúmeros emails do Ministério da Educação, e obtive várias respostas a dizer que estavam a averiguar o assunto ou o tinham encaminhado para os serviços respetivos.

Contactei inclusive a Polícia Judiciária (por conselho da Comissão de Proteção de Dados), que se dispôs na hora a deslocar-se à escola para os forçar a cumprir a Lei, se eu quisesse apresentar queixa junto deles também (isto não cheguei a fazer, porque felizmente não foi necessário).

Bem, provavelmente já me alonguei demais.
O "meu" assunto acabou por ser resolvido pelo próprio Ministério da Educação, e posso garantir que em poucos minutos (tal foi aquilo que terão dito/feito ao Conselho Executivo da Escola em questão) foi tudo retirado da internet.

Mas quero com este post alertar para o facto de isto continuar a acontecer por esse país fora.
E pode estar a acontecer na escola dos vossos filhos**.
Atentem.
Protejam as vossas crias.
Exijam os vossos direitos.



* Por ordem alfabética, verifiquei (no ano passado), escolas de Aveiro, Beja, Bragança, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Porto, Setúbal.
**A 3 amigos meus, a quem contei da situação, aconteceu. Mas as respetivas escolas não foram autistas como a minha, e resolveram a coisa na hora, retirando os dados do acesso público.

domingo, 13 de novembro de 2011

this is not a babyblog

Este blogue nunca foi um babyblog.
Acho eu.
Pelo menos nunca foi essa a intenção.
Isto nasceu como um não-diário*, onde ia partilhando pedaços do meu dia a dia, do qual fazem inevitavelmente parte os meus filhos.
A minha incursão na blogosfera sempre foi recatada, e nunca me dei bem pelos blogs mediáticos. Não gosto das lindas, amiguinhas, kiduxas e mais-que-tudos que se leem e comentam freneticamente, ficam neuróticas com o contador de visitas e com o número de comentários que têm nos seus posts.
Desses blogs, leio 3 ou 4 de uma forma mais ou menos regular. Leio assiduamente os de pessoas que me dizem realmente alguma coisa, com quem me identifico ou que considero "blogs com cabeça" (acho que são 2 apenas, porque um deles foi promovido há uns meses a blog-amigo).

Isto nunca foi um babyblog.
Frequentei foruns em busca de informação sobre a gravidez e primeiros tempos de vida principalmente quando a F. nasceu, e daí trago 2 Amigas,  ou 3 conhecidas e pouco mais. Nunca achei piada andar a ler furiosamente se A ou B ou C (que eu não conhecia) estava com 30 ou 39 ou  21 semanas de gravidez, pelo simples facto de que aquelas que realmente me importavam eu conheci antes dos blogs, ou conheci já depois de as crias terem nascido.
Nunca encarei a gravidez como algo naturalmente maravilhoso e lindo, até porque eu da F, como já comentei aqui, detestei estar grávida, odiava ver-me ao espelho, e tirando o facto de adorar senti-la e daí ter resultado uma das minhas obras-primas nesta vida, passava perfeitamente ao lado disso. Ah, e não suporto ver barrigas de grávida. Por isso, grávidas ao pé de mim, só "tapadinhas".
Escandalizados? Mudem já de blog, please.
 
E sim, vou continuar a pespegar aqui as gracinhas dos meus cada vez maiores pequenos, porque isto é uma espécie de diário.

E acho que dos meus leitores só uma saberá do que falo.
Essa não se importa. Acho eu.




ATENÇÃO: nada contra os babyblogs, tá?


*O primeiro nome deste espaço

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

inverno

Sim, a água faz falta e as barragens estavam já com os níveis em baixo, e a agricultura e bla bla bla.
Mas escusava de chover assim tanto na altura em que eu preciso ir à biblioteca, ou ao supermercado, ou mesmo de conduzir.
Escusava de ser de noite quando saio do trabalho e quando os miudos saem da escola.
Adoro conduzir, mas gosto cada vez menos de conduzir à noite, e ainda menos de conduzir à chuva. Quando se junta chuva e noite... estão a ver.
Ao fim de um dia de trabalho ter de fazer 22km numa estrada muitas vezes estreita e com curvas e lençóis de água, nestas condições climatéricas (e com sono...), é do piorio...



Não podia vir o verão outra vez?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Escola IV - Eu-2; Escola-0 / Cheque Mate

A guerra chegou ao fim.
No dia em que tudo acabou por se resolver, recebi um mail verdadeiramente inacreditável por parte do Executivo.
Honestamente, eu quero acreditar que a professora que o assinou estava sob o efeito de coisas estranhas quando o escreveu.
Só pode.
É impossivel que alguém que está à frente de uma escola com cerca de 600 alunos seja tão inconsciente, tão ignorante, tão insensível à segurança dos seus alunos e dos apelos dos pais.
E que seja assim mal-educada como ela foi. 
Fiquei chocada. Muito chocada.

Mas Deus escreve direito por linhas tortas, e meia hora depois recebo um mail do próprio Ministério da Educação.
Como eu já sabia (eu raramente não "refilo" sem saber que tenho a razão e a Lei do meu lado...), a "ordem" que o Executivo me acusava de querer dar tinha mesmo de ser cumprida. Nesse mail, dizia ainda que o Agrupamento já tinha sido contactado e iria resolver o assunto.
Assim que acabo de ler isto, vou ao site da escola.
Já estava!!!

Fiquei eufórica. Por ter ganho, por ter conseguido proteger os interesses da minha filha, por tudo estar acabado.
Mas é muito triste ter tido que chegar ao ponto que chegou...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Escola III: Eu-1, Escola-0

É triste, e estou verdadeiramente aborrecida, chateada, triste, tristíssima.
Tive de partir para a solução "a mal", porque as minhas tentativas de diálogo não resultaram.

Ainda por cima, concluo que aos olhos das pessoas com quem falei, eu é que sou conflituosa.
Badamerda.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Escola II,5: Eu - 0, Escola - 0

Estou a ver o programa da RTP sobre Educação, e ao lembrar-me (entre outros aspectos) da minha briga com a escola onde a F vai entrar na 5ª feira, não sei se ria se chore...

Entretanto já passaram as 18h00 e nada de resposta.
Vamos ter de partir para a briga a sério.
É verdadeiramente triste.

A sério, estou desiludida. Muito.

Escola II: Eu - 0, Escola - 0

Ainda não responderam de uma forma definitiva, mas como mandaram um mail a justificar essa ainda não-resposta, vou alargar o prazo até às 18h00 de hoje.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Escola (brigas)

Ainda a escola não começou, e já comprei a primeira briga do ano.
Tá bonito tá...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Como eu falhei na profissão, ou como poderia perfeitamente ter uma carreira paralela (fosse isso render alguma coisa de jeito) - parte I

Com um problema que não entendo de maneira nenhuma (não, a culpa não foi do adormecimento do Tico e do Teco, falei com várias pessoas entendidas na matéria) no meu TMN, liguei para o apoio ao cliente, onde um rapazinho com uma voz fantástica e de uma simpatia e disponibilidade irrepreensíveis me indicou que o próximo passo seria ir pessoalmente a uma loja TMN (os clientes pré-pagos têm algumas desvantagens face aos outros...).
Fui de imediato.

Cheguei lá eram exactamente 15h33m, confirmado pelo talão da máquina de distribuição de clientes (sei lá o nome daquilo), e pelo tal telefone (o problema foi no plafond de navegação que sacaram mesmo, o bicho funciona muito bem).
Exactamente às 16h21 fui chamada.
Tive portanto 48 minutos onde pude estudar os 16 clientes que tinha à minha frente, as condições da loja, as funcionárias, até o carros que estavam estacionados em frente à loja.

Nesse tempo, espantaram-me várias coisas.

1. Na mesma "loja", atendem-se clientes da Meo, TMN e Sapo - ok, tudo empresas do mesmo Grupo, mas com serviços complementares (idênticos até nalgumas circunstâncias), mas para todos os efeitos, empresas diferentes e clientes com problemas diferentes.

2. Nessa loja, que teria uns 25m2 (mais ou menos o tamanho da minha sala, daí saber a medida), existem apenas 3 cadeiras para os clientes que aguardam. (eu tinha 16 pessoas à frente, ok?)

3. Nessa loja, os expositores estavam arrumados, mas os folhetos desordenados e sem nenhuma lógica (depois explico porque sei isto*). Havia inclusive folhetos de promoções que passaram há 3 meses. (não que me interessasse, mas para passar 48 minutos à espera, a malta lê de tudo).

4. Nessa loja, havia 4 balcões disponíveis, mas apenas 3 funcionárias a atender. E claro que neste meio tempo duas delas foram lanchar (uma de cada vez, mas claro que atrasou o serviço - a culpa não é delas, porque têm obviamente de comer).

5. O atendimento foi irrepreensível na simpatia. No entanto, passei à rapariga uma pequena rasteira** e ela caiu - não estava muito preparada para falar do meu tarifário, estava constantemente a ir à net buscar informação (eu não via o monitor, mas ela lia a mexer os lábios e nem procurou disfarçar).

6. Saí de lá às 17h05 (hora e meia depois de ter entrado), e com duas reclamações no bucho***, mas sem solução à vista.

7. Ah, e na reclamação que me levou lá, apenas trouxe uma cópia da carta - com o número do processo, e a certeza absoluta da funcionária de que eles não vão cumprir o prazo de 10 dias que me escreveram num simpático sms. "É muito raro eles responderem dentro desse prazo..." disse ela. "Ai não? E para onde eu começo a ligar quando esse tempo terminar?"


Agora pergunto eu, às pessoas menos reclamantes do que eu, com menos mau feitio (eu não disse bom feitio... eheheh), e com um olho felizmente para elas menos bem treinado* para alguns pormenores: Isto é normal?
48 minutos de espera?
Sem cadeiras?
Uma loja de 3 empresas, totalmente desleixada?
A própria funcionária assumiu que o prazo a que eles se propõem não vai ser cumprido?

Mas, saí de lá satisfeita. Deixei a minha mensagem, reclamei o que devia ter reclamado, agradavel e educadamente, e quase nos tornámos melhores-amigas (se eu me desse a essas coisas com pessoas que acabo de conhecer e um bocadinho loiras)
Sim, nasci para reclamar.
Estou na profissão errada. Ou tenho de arranjar forma de retomar a minha antiga actividade-paralela (próximo post).




* É que eu já fui Cliente-Mistério
** Disse uma aldrabicesita descarada que ela não soube desmentir - e que estava escarrapachada no site, porque foi lá que eu também aprendi
*** Aproveitei e reclamei do meu Meo congelar frequentemente - afinal, eu estava lá não era? Mais valia aproveitar

quarta-feira, 3 de março de 2010

Como eu me revejo...

completamente neste post da Rita:
Para ler Aqui

terça-feira, 27 de outubro de 2009

inhos

Nas minhas frequentes pesquisas de receitas - bolos e outras coisas sem ovos, deparo-me com frequência com blogs dedicados (quase) exclusivamente à culinária.
Até aqui, tudo bem, eu própria tenho um quase com esse fim.
Mas o que me irrita solenemente é ver que grande parte das pessoas que escrevem nesses blogs criam à sua volta verdadeiras comunidades de inhos e inhas, pelo que escrevem (e sobretudo pela frequência com que o escrevem) dedicam-se quase em exclusividade à cozinha e a fazer posts nos seus blogs sobre essa actividade.
Até aqui, tudo estaria bem se não fosse o facto de levarem a mal quando fazemos uma pergunta (inha), e nos respondem simpaticamente, mas com grande admiração pela nossa desmedida ignorância (zinha).
Pior que tudo isso - a mim cabe-me o direito de agradecer a resposta e nunca mais voltar a chatear, é o facto de na maioria desses blogs elas (principalmente) serem e tratarem tudo e todos por "inhas".
Caraças, estar a ler uma receitinha, de um peixinho, onde é necessário um iogurtinho, e depois de prontinho leva-se o tabuleirinho ao forninho, não é irritante (zinho)????
Falar com as amiguinhas e amiguinhos em todos os postesinhos, agradecer sempre a sua atençãozinha e o carinho (este é mesmo assim), os beijinhos, os abracinhos e os obrigadinhos pelas constantes visitinhas ao meu simplesinho bloguinho????
Irrita-me.
Pronto.
Obrigadinha por aturarem esta chatinha.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A criança teria entre os 5 e os 6 anos, nem mais, nem menos.
Assim que cheguei à praia, o aparelho branco de marca Acer estava em cima de uma cadeira, daquelas que se levam para a praia para sentar, mas não lhe liguei.
Toalhas, protector, banhos.
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Quando regressei da água, uma melodia familiar ouvia-se à distância...
Assim que me aproximei, reparei que a "Leopoldina e o mundo encantado dos brinquedos" soava do pequeno computador dos vizinhos do lado, estridentemente. Correcção, não era dos vizinhos, mas sim da criancinha, porque ela não deixava que nenhum dos avós tocasse no seu computador.
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Quem me conhece, calcula como fiquei entusiasmada com tal espectáculo, que ainda melhorou...
Após ouvir aquela música umas 7 ou 8 vezes (pelo que a criança, de seu nome Camila, dizia aos avós, era a sua preferida e por isso queria ouvir muitas vezes para não se esquecer), lá o avozinho conseguiu convencer a sua estremosa neta a chegar-se para perto da água.
Mas o meu descanso durou breves instantes, até S. Exa. se apreceber que para chegar à água tinha de andar, e que o Avô não a iria levar ao colo (não sei como ele conseguiu resistir).
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Regressados, ela sentou-se de novo na sua cadeira, e queria brincar aos castelos.
Submisso, o Avô querido foi buscar um balde de água do mar à netinha. Mas o azarado do senhor colocou o balde 2 palmos mais ao lado do que a Camilinha queria, e ela desatou num pranto.
Atenção, que quando digo "pranto", é um daqueles a sério, com direito a baba, ranho, pontapés na areia, e no respectivo balde (que para lhe pregar um pontapé ele afinal estava mesmo a jeito).
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Ao ver a minha cara horrorisada, a Avó ainda ficou amofinada, e exclamou "estas pessoas são tão enjoadas que até mete dó", mas com medo de levar um pontapé da menina eu nem respondi...
Claro que esta cena terminou apenas quando o Avô foi buscar outro balde cheio de água, porque a menina se assim não fosse não se calava.
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E nas 2 horas que eles estiveram na mesma praia que nós, aquela criança fez pelo menos 3 birras, nunca saiu da sua área de conforto - entenda-se, a que estava protegida pelo chapéu-de-sol, e no fim lá carregou tudo em cima dos avós para irem para casa porque ela estava cansada.
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Bem, tudo isto para dizer que esta história, por incrível que pareça, é verídica.
Passou-se esta manhã na Praia do Alvor, em Portimão.
Não sei se tenho mais pena da criança ou dos pais.
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Depois disto, restam-me as saudades dos tempos em que ia para a Costa da Caparica de barco e autocarro, e ao nosso lado se instalavam gigantescas famílias com o belo do Rádio de Pilhas em altos berros o dia todo...