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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

hospitais, paciência, e cada um é para o que nasce

Fui, há uns anos valentes, a Alcoitão (ao hospital mesmo). Tenho uma ideia muito vaga disso.
Tenho um amigo que teve um gravíssimo acidente de bicicleta (sim, acontece!) quando tínhamos os dois 14 anos, e que passou lá uns meses em recuperação. Nunca o visitei nessa altura (ele não queria), mas sempre falou dessa instituição com muito carinho.
Conheci entretanto mais 3 ou 4 pessoas que por lá passaram. E que hoje têm vida autónoma graças à estadia ali.

Neste último ano fui diversas vezes e por razões diferentes, ao hospital distrital da zona onde moro. Sempre testemunhei, por horas e horas, a forma como médicos, enfermeiros e auxiliares tratam as pessoas.
Há gente bruta, que a há. Há médicos que mal olham para nós, doentes, que os há.
Mas, se tivesse de fazer um balanço, diria que ali as pessoas (e na sua maioria são pessoas de idade avançada) são bem tratadas. Tratadas com humanidade, com carinho até.

Estou há uma semana a ir à fisioterapia a um hospital conceituado em ortopedia, aqui na zona. Há pessoas (poucas) que como eu vão tratar problemas "menores" como um pulso ou um pé partidos, mas há muitas pessoas, regra geral de idade avançada, que ali estão para recuperarem a tal mobilidade que a idade ou doenças várias lhes tiram. Há "jovens" como eu que apresentam graves deficiências por causa de acidentes. Há crianças que nasceram com problemas. Há de tudo...

Tenho tido tempo para ir observando o funcionamento da coisa. As pessoas.
Dou por mim a emocionar-me (porra, que ando super-lamechas) com a forma carinhosa com que os terapeutas tratam todos. Como realizam tratamentos, transportam, conversam, conhecem muitos há alguns anos e trocam histórias. Como os abraçam, beijam, acarinham (sim, é verdade!!!). 
E os voluntários? Os voluntários andam num reboliço a transportar cadeiras de rodas do internamento ou dos cuidados continuados até ao ginásio e vice-versa. 
Em todos, mesmo, um sorriso no rosto, uma palavra amiga, um conforto.
Não tratam ninguém como "coitadinho", mas com o respeito e a dignidade que todos os seres humanos merecem.

E tudo isto faz-me pensar.
Diz-se tanto e tantas vezes, mal destes locais. Porque se espera muito, porque nem sempre ouvimos aquilo que queríamos, porque não olhamos para eles com a devida atenção.
Eu, que tantas vezes me levantava de mau humor e quando chegava ao escritório nesses dias todos percebiam que não se deviam atrever a dirigir-me a palavra nos primeiros minutos. Eu podia dar-me a esse luxo.
Médicos, terapeutas, enfermeiros, podem? Não, não podem. Porque nós exigimos sempre ser bem tratados, exigimos bom humor e um sorriso. Esquecemos tantas vezes que do outro lado está um ser humano como nós, que também tem problemas e dias menos bons.

Costumo dizer que Educadores e Professores são profissões que gabo, porque a mim dinheiro algum me pagaria ter de aturar as más-criações dos filhos dos outros. E continuar a sorrir e a tratá-los bem.

Hoje (ando há muito para escrever isto, hoje foi o dia) acrescento estas profissões a essa "lista". 
Médicos, Enfermeiros, Terapeutas, Auxiliares de Acção Médica.
Porque embora nem sempre nos sorriam, tratam-nos com todo o seu ser, dão de si, dão-nos de si e não desistem de nós, mesmo quando nós desistimos de nós mesmos.

Porque cada um é para aquilo que nasce, e eu gosto de enaltecer profissões que eu dificilmente conseguiria ter e a quem devo muito.
Obrigada.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 (ou, o fim de 2012)

Este foi o ano das dúvidas. Das decisões.
2012 foi o ano em que me vi numa encruzilhada.
Tive de descobrir o caminho a seguir.
Segui o Caminho. O meu Caminho.

2012 trouxe-me pessoas novas.
Levou-me pessoas, outras pessoas.
Outras entraram e saíram.
Mas todas, Todas deixaram a sua marca.

Tenho novos amigos. Novos lugares são ocupados no meu coração. Cada um com o seu espaço, com a sua importância, com o seu "quê" de bom para dar e receber.
Tenho "amigos" que deixaram de o ser. Nunca o foram, portanto. Não fazem falta, portanto.
Tenho feridas que estão a sarar.
Tenho acima de tudo, espaço. Muito espaço para amar.

De 2013 espero um ano de mudança. "A" mudança.
Separar em definitivo o trigo do joio.
Alcançar os meus objetivos, lutar por eles, usufruir do que a vida me oferta.
Espero, e farei por isso, conseguir retribuir a todos aquilo que tanto me dão e tanto me alegra. Aquilo que faz de mim o que sou, o que faço e o que acredito, pelo que luto e o que conquisto.

A todos os que permanecem por aqui, pelo meu coração, pela minha vida - seja de que forma for, o meu obrigada por estarem aí. Por me deixarem fazer parte das vossas vidas.
Acredito que todos temos um papel a desempenhar, seja no mundo em geral, seja no particular de cada um com que nos cruzamos ao longo da nossa permanência aqui neste mundo.
Vocês sabem quem são.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

São ordens, são ordens...

Esta semana resolvi (finalmente) começar a cumprir as ordens do orto*.
Chego a casa, oriento as crianças e o jantar, equipo-me (botas, polar e hoje, impermeável. Phones e telesperto), e la vou eu.
Na 3a feira, pelo google earth terei feito 2,2km. Não reparei no tempo.
Hoje chovia. Liguei a app do exercício, liguei o "turbo" e fiz 3km à chuva, em 36 minutos e com um desnível de 100m.
Vou manter, daqui por 2 semanas aumento, em janeiro ataco a montanha a sério. (ordens do McBrasa)

Está a dar-me um gozo brutal chegar a casa, por os phones e espairecer.
E se preciso disso...






*daqui em diante, dr. McBrasa

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

As minhas pessoas

Nos primórdios da internet (generalizada, entenda-se), os new-mother/baby-fóruns trouxeram-me uma pessoa que ainda hoje mantenho como amiga. Partilhamos coisas das nossas filhas, das nossas vidas, de tudo.
 
Os escuteiros trouxeram-me amigos que fiz na infância, e que hoje mantenho, que estão lá para mim, cujas famílias são amigas da minha família. Trouxeram-me, já adulta, outros amigos que guardo na mesma gaveta do meu coração. Uns com quem partilho atividades, vários que me leem, que me ajudam nas minhas loucuras. Outras que comigo vão beber um café sem café, mas com muita conversa e uns scones deliciosos, feitos com muito carinho.
 
A blogosfera trouxe-me novos horizontes, novas pessoas que fui conhecendo pela sua escrita, que fui aprendendo a gostar, a acompanhar. Trouxe-me a escrita (aquela que não guardo em pedaços de papel), a partilha, a interação num canal onde podemos ser nós ou inventar personagens. E algumas dessas personagens passaram para a vida real. A minha vida.
 
O Facebook trouxe-me de volta colegas de escola com quem não tinha contacto há anos. Trouxe-me um grupo de amigas - algumas delas bloggers que já conhecia (ou antes, lia). Que se tornaram peças fundamentais na minha vida. Pedras basilares dos meus momentos bons, mas acima de tudo os ombros amigos dos tantos momentos menos bons que tenho tido nestes últimos meses. Ali falo tudo, de tudo, com todas e sem receios. Ali falo, oiço, aconselho e sou aconselhada. Choro e rio com as tristezas ou conquistas de cada uma.
E se tenho alternado estas duas coisas!!!
Ali tiramos fotos de looks banais, fotos de desafios loucos, partilhamos roupas, livros, receitas e dietas, falamos de filhos, maridos, namorados, aventuras, desventuras. Tão depressa nos amparamos como na hora certa e necessária damos o devido raspanete a alguma, para a fazer voltar à razão.
E isso faz-me tão bem...
O Facebook trouxe-me também causas. Causas que abracei e abraço sem pensar muito no tempo que me vão consumir. Sou pessoa de convicções e não me custa fazer opções, tomar atitudes, agir de acordo com elas. Fazer agir, fazer acontecer.
 
Outras tecnologias trouxeram-me novas pessoas, novos grupos, novos horizontes.
Gente de todo o mundo que em comum tem o gosto por uma marca. Aventuramo-nos em explorar, partilhamos, levamos ao limite, rimos, brincamos, zangamo-nos e fazemos as pazes.
Uma fase em que apostei em algo que me magoou, mas que ultrapassei e curei. Com cicatrizes, mas curei bem curadinho.
Outras pessoas que vou conhecendo a cada dia um pouco melhor. Afinidades? Sim, acredito que sim. Costumo ter um sentido apurado para "sinalizar" logo quem me inspira ou não confiança.
Com uns começou por possíveis oportunidades de trabalhos conjuntos, outros por apoio nessa mesma tecnologia, um grupo que se gerou em volta de uma marca.
Com outros começou porque sim. E esses nem sei definir. Andam no limbo. Não me são indiferentes mas não me criam laços que julgo virem alguma vez a serem duradouros.
 
Com outra pessoa começou por uma simples foto. Um estado de espírito menos bom. Um comentário a partir do qual começaram a surgir conversas. Ao início, breves. Aos poucos foram-se tornando maiores, mais profundas, mais nossas. Confiança. Relatos de vida. Afinidades. Tantas coisas comuns e outras tantas tão distintas. Mas uma grande afinidade acima de tudo. Entendimento, desabafos, conselhos, partilhas. A necessidade de contar ao outro uma novidade boa do dia, do fim de semana.  
Horas de conversa que passam depressa demais (demais!!!) e sem dar conta, perdidos no meio de tantos assuntos e histórias que surgem naturalmente, sem esforço, com total naturalidade, com à-vontade. O sorriso, o abraço, o olhar. Um olhar profundo, terno, desinteressado e amigo.
Alguém que comigo partilha a simplicidade e honestidade, a quem me agrada contar o que me vai na alma. Que sei que me escuta de coração, e tem partilhado também muito (tanto...) de si.
Faz falta alguém assim, que dá, que recebe, que não exige nem cobra.
 
Posso dar-me por contente.
Tenho pessoas, as minhas pessoas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

inversão

Todos sabemos que, mais cedo ou mais tarde, a inversão de papeis se há-de vir a dar.
Claro que por todas as razões, regra geral queremos que seja o mais tarde possível.
Comigo não foi, não tem sido. Nunca foi sequer.
E sinto-me (egoisticamente) cansada. Esgotada. 
Com falta de tempo para ser apenas eu, apenas mãe, apenas filha ou apenas irmã.
Cansada de carregar às costas tantas coisas e todas ao mesmo tempo.

Life goes on. It always does...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ano novo...

O novo ano letivo está à porta.
Este ano, aparentemente, não vou ter a briga que tive no ano passado... pelo menos, as turmas já estão afixadas na escola (nova!!!) desde a semana passada, e na net... nada! Ando a considerar se "compro" outra briga (esta agora mais política que outra coisa), ou não.

Para ele temos tudo.
Para ela, ainda ando a percorrer os Bancos de Livros. No ano passado saímo-nos bem. Conforme isto, assim "brigo" ou nem por isso.

Sei que vou estar em estado de ansiedade até se saber como ficou a questão da professora de inglês. Se o pedido dos EE não resultar, vamos ter de investir tempo e dinheiro numa escola exterior. É triste, mas esta é uma disciplina nuclear, e eu não quero arriscar que ela tenha uma má preparação logo nesta fase inicial.
Sei que com os outros professores estou descansada, e com a DT ainda mais. Resta-nos agora a "nós" trabalharmos em casa e atingir os objetivos que traçámos para este ano letivo.

Ela vai estrear (outra vez) uma escola. Ampla, arejada, salas amplas (pelo menos as dos 5º/6ºs anos), equipamento novo e do melhor que há. Salas de estudo, salas multimédia, e tudo e tudo. Está contente por isso, e eu também. Ter aulas nos contentores não foi "mau", mas também não foi uma coisa muito boa...
Sei que vou ter mais uma briga: a segurança no controle de entradas/saídas, mas dessa não vou abdicar. Assim como assim, de "chata", "incómoda", "exigente", "picuinhas", "manias de lisboeta" e outros adjetivos que nem me lembro já, já não passo. Por isso, siga!
Vou tentar convencê-la a ter também aulas de viola - pelo menos para experimentar. Como já faz tanto exercício físico, preferia isso ao ballet. Mas não sei se ela vai nisso, e não a quero/posso obrigar.


Ele vai continuar com a mesma professora também. Sabe que tem de trabalhar mais a caligrafia (as linhas existem por uma razão...), e tem de começar a perceber que "só" o charme não resolve tudo. Mas melhores notas é impossível pedir-lhe. Apenas que as mantenha.
Este ano vamos inscrevê-lo numa escola de percurssionismo (não sei se é assim que se chama). O miúdo tem um sentido rítmico que impressiona, e de tudo ou em tudo transforma em batuque. (no Natal vou oferecer-lhe um djambé ou um bombo - conforme as aulas derem).

Eu?
Eu estou um pouco indecisa quanto ao que vou fazer com o meu "tempo livre". As coisas aqui não me agradam. Vou manter-me no projeto que iniciei em Maio, mas quando esse acabar não sei o que faça. Não gosto de compadrios, não gosto de "meninos queridos" e os outros. Não gosto de malta que não sabe/não quer/não confia para delegar funções e depois anda constantemente a queixar-se de excesso de trabalho e falta de tempo. E obrigar os outros a reunir/fazer as coisas em cima da hora por causa disso. 
Ainda por cima este ano é ano de Regional, e o meu instinto faz-me crer que ainda me vou aborrecer com isso - esta malta faz de tudo uma tempestade num copo de água, e uma simples atividade transforma-se num projeto "gigantesco" carregado de problemas e coisas que se resolveriam mais facilmente se as pessoas desligassem mais o descomplicómetro. (gostava de os ver a organizar/pensar sequer numa atividade tipo o II Acanuc - ver Tag "Acanuc") (um estágio no Oriental fazia bem a muita malta daqui).
Não quero sair do Movimento, mas como estou não me satisfaz, não me completa, não cabe no meu conceito. Sem falsas modéstias, sinto-me "desaproveitada". E com falta de atividade, que tanta falta me faz*.
Nisso, fazer parte do GI vai dar-me gozo. Já está a dar. Pena estar longe de Lisboa, ou seria ainda mais e melhor. 

Bem, mas de qualquer forma acho que me vou dedicar à escrita "a sério", e a projetos profissionais mais arrojados. Ou diferentes, pelo menos. (a conjuntura atual e dos próximos 6 meses vai ditar muita coisa)

Como uma amiga me disse há poucos dias, o verão "acabou", o Natal está mesmo aí à porta...




*Taizé não está esquecido... mas não consigo ainda saber como vou estar por essa altura, sim?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

:(

As últimas semanas têm sido pródigas em notícias menos boas. Más mesmo.
Não diretamente a mim ou aos meus familiares, mas aos meus amigos.
E as palavras fogem-me, e os atos resumem-se a um beijo, um abraço (ainda que virtuais por vezes). E um gigantesco sentimento de impotência que me assola.
E as palavras de uma dessas pessoas que tem tido diversos revezes mas continua de sorriso nos lábios "Deus dá-nos na medida daquilo que conseguimos suportar".

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ela

Ela jogava à defesa, escaldada com o último abanão que tinha levado.
Ela, que gostou dos elogios mas que reagiu a frio para não voltar a ter esperanças.
Ela, que riu, que absorveu todos os conselhos, que escutou, que olhou, que observou, que desejou.
Como desejou...
Ela que se sentiu apavorada com o abraço oferecido e que não conseguiu aceitar na altura, por medo.
Ela que transpareceu favor em vez de medo ou vontade.
Ela, que no meio da ansiedade foi estúpida, infantil e intempestiva.
E assim ficaram.
Na distância de uma frase mal dita, de uma paragem imediata, de um medo irracional.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

deserto

Acordou ali, no meio do nada.
Um deserto absoluto, pleno de dunas de areia que o rodeiam e se perdem no infinito. Nem uma vegetação, nada.
Apenas o sol poderia indicar-lhe o norte. Mas ele não consegue sequer ver o sol.
Caminha ao acaso, guiado pela sua intuição. A intuição que tantas vezes lhe indicou o caminho a seguir.

Mas isso agora não basta. É necessário ultrapassar este deserto, caminhar em direção à vida.
À noite, quando o peso do cansaço o vence e consegue por breves momentos fechar os olhos, sonha com a vida que gostaria de construir.
Sente-se a pior pessoa do mundo nesses sonhos. Sonha com os seus sonhos, as suas ambições. 
Exclui todos os que se lhe aparentam como entraves.
E sente-se a pior pessoa do mundo por isso.

O deserto não tem norte nem sul, este ou oeste.
É uma imensidão de espaço, vazio. Ele caminha pela inata necessidade de colocar um pé à frente do outro.
Falta-lhe o ar. Por mais que respire, naquele deserto falta-lhe o ar. 
O coração acelera sem razão aparente. 
Sente-se preso. 
Amordaçado. 
Encurralado num espaço que não lhe dá uma saída.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ele e Ela

Ele chegou e foi entrando na vida dela, pedindo licença.
Com toda a delicadeza, gentil, educado e linguagem cuidada.
Inicialmente a medo, aos poucos, Ela foi recebendo as suas palavras doces e foi aprendendo a dar também um pouco de si.

Entre si, fizeram um pacto: haveria sempre frontalidade e sinceridade.
Hoje, lembrar-se-ão disso?
Ela cumpriu, e continua a acreditar que Ele o fez de igual forma.
Ela faz faz agora parte de Ele.
Epiderme...

Houve momentos diversos entre os dois, momentos de afastamento e momentos de cumplicidade.
Muita cumplicidade, amizade, dor, alegria, partilha, dir-se-ia mesmo, Amor.

Ele esteve sempre lá para Ela, nos momentos bons e maus. Teve sempre uma palavra amiga, encorajadora, um verso ou uma canção. E por isso Ela lhe agradeceu sempre, do fundo do coração.
Ela acredita ter conseguido retribuir. Pelo menos esforçou-se, com todas as suas forças. Faz parte do seu ser, ser assim.

Um abraço...
O abraço tantas vezes escrito, descrito, tantas vezes sentido à distância e no entanto ali tão presente. O abraço que tantas noites os embalou.
O beijo, enlaçado...

Ela acredita no arriscar, no dar uma oportunidade ao amor. Não há amor sem risco, sem opção, sem nos darmos. Acredita e assume...
Ele receia. Ele foge desse abraço palpável. Caiu já muitas vezes, e tem medo de amar. Tem medo de magoar e de ser magoado.

Ele é já parte de Ela, tal como Ela acredita ser parte de Ele.
A nenhum dos dois é fácil confiar, e Ela confiou.

De coração descompassado e totalmente aberto, as palavras que foram ditas necessitavam de crescer.
Mas não cresceram.

Ela já não faz parte dos pedaços em que Ele se rasgou.

Porque amar doi, mas só amando se consegue atingir a felicidade.

Mas Ela não receia ser feliz. Pelo contrário, Ela quer ser feliz. E acredita que só o consegue se arriscar, se se atrever a amar e ser amada.


Ele, não...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

tenho MUITAS saudades

dos tempos em que o Natal era uma festa alegre em familia.

sábado, 25 de dezembro de 2010

"Chegámos à idade em que a vida deixa de nos dar coisas e comeca a tirá-las"
...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Entre pensamentos, firmei isto para mim:

"Estarei por lá, mas para ti, se faz favor, serei invisível. Até que alguma vez me proves o contrario, deixei de existir no teu mundo!"





retirado daqui

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

diferente, eu?

Dizem-me as mais variadas pessoas que eu estou diferente.
"Diferente, eu?" pergunto. "Naaaaaa"
.
Sim, sei que até estou, mas não pensei que se notasse tanto... Até porque comentários destes vêm de pessoas tão diferentes, tão distantes que nem se conhecem, e isso dá que pensar.
Uns disseram-me que é pela maneira de vestir, outros pela maneira de vestir - roupas menos "sérias" e com mais "estilo", mais sensual (o que uma pessoa ouve, meu Deus!) mas também pela maneira de estar - mais alegre, mais expansiva, menos fechada em mim. Outros dizem que, a somar a isto, tenho um brilho diferente no olhar.
.
Sim, sei que este ano me fez mudar, e a vários níveis.
.
Comecei o ano com um pontapé profissional que me permitiu somar pontos. Foi um mês complicado, muito trabalhoso, mas que me deu um enorme gozo e me fez aprender muito. Consegui mostrar o meu valor e consegui mostrar no meio de uma crise que o meu trabalho faz falta, e muita.
Progredi e ganhei mais confiança em mim própria também. Sinto-me bem comigo mesma.
.
Entretanto, uma crise pessoal que me tem feito pensar muito na vida. Na minha vida. Na nossa vida familiar. Na minha vida. Minha.
Essa crise surgiu numa altura muito conturbada, e teve muitas consequências. Consequências graves. Tantas consequências que a minha vida, o meu ser, a minha consciência, nunca mais vai ser a mesma. Não vai...
Confundi sentimentos, questionei o futuro, o meu futuro, o nosso futuro. Passei muito tempo a pesar prós e contras, nem por isso tendo chegado já a uma conclusão.
.
Tive grandes crises de ansiedade este verão. Crises de me fazer faltar o ar, crises de me pôr a chorar convulsivamente. Saía da empresa e ia dar uma volta, à torreira do sol na maior parte das vezes. Arejar, espairecer, acalmar. Bati no fundo nesta altura, quase que afundei.
.
Fez-me muito bem ir de férias na altura em que fui, com quem fui e nos moldes em que fui. Foi tão bom, mas tão bom, mas tãaaaaaaaaaaaaaao bom estar fora deste meu meio durante duas semanas. Muita praia, muita conversa de mulheres, muita brincadeira de crianças, muita conversa da treta. Arejei a cabeça, arejámos a cabeça.
.
Quando regressei, passei de novo por um periodo menos fácil, e por momentos contrastantemente muito bons. Muito bons mesmo. Foram dias de saudade, de ansiedade, dias muito felizes, livres, sem problemas nem futuro.
.
Mais um periodo menos bom se meteu pelo meio, e um grande abalo nos meus pensamentos, na minha cabeça, nas minhas questões para o futuro. Para o meu futuro, para o nosso futuro. Uma vez mais pesei prós e contras, uma vez mais não cheguei a conclusões.
.
No meio disto tudo, uma certeza.
Sim, estou diferente.
.
Mas eu própria não consigo definir a que nível se operou ou se está a operar essa diferença.
Sei que no meio de tudo isto, sei de uma coisa, cheguei a uma conclusão muito certa (passando a redundância):
Gosto muito de mim.
Gosto de mim, sinto-me bem comigo e com o meu corpo (estou-me nas tintas para os 6kg a mais).
Voltei a sentir-me viva, voltei a sentir-me a mulher para além da mãe.
Gosto de mim, e quero ser feliz (só ainda não sei bem como).
Gosto de vestir um vestido giro, uma saia curta ou comprida, gosto de me arranjar, gosto que me digam "estás bonita hoje".
Gosto de usar uma maquilhagem básica para disfarçar as olheiras, e gosto de caprichar um pouco se me apetecer.
Gosto de vestir uns jeans e uma camisola grossa e sentir-me super confortável.
Gosto de ir para o campo e de me deitar na terra, de olhos fechados, sentir o cheiro, a textura, ouvir os sons do campo e do chão.
Gosto de prender o cabelo, abrir os vidros do carro e conduzir com a música em altos berros. Uma música bem alegre, bem mexida, bem ritmada.
Gosto de rir com gargalhadas sonoras.
.
Até nos gostos musicais eu sei que mudei. E sei quem me ajudou a mudar... a conhecer novos artistas, a ouvir todos os estilos.
.
Por dentro sinto-me ainda inconstante, um pouco incerta, uns dias mais triste e pensativa, outros dias super-confiante. Por fora faço por ter sempre um sorriso no rosto quando saio de casa.
.
Não tenho fim à vista para estes contrastes.
No entanto, encaro agora essas incertezas com muito mais serenidade. Não uma serenidade plena mas qb para que não volte a bater no fundo.
.
Este blog andou estranho nestes últimos meses? (vários comentários que me fizeram neste sentido)
Pois andou, e agora quem o lê tem um pequeno vislumbre do porquê.
Poucas pessoas sabem realmente do que falo aqui, mas acreditem que todos, de uma forma ou de outra, me ajudaram muito ao longo deste ano.
Obrigada por me aturarem.
.
Em conclusão: Respondendo à pergunta inicial deste post...
Não estou diferente. A minha postura e a forma como agora tento encarar a vida é que estão diferentes, para melhor acho eu.
.
Pensei, disse e fiz coisas que nunca pensava vir a pensar, dizer ou fazer. Aprendi a não dizer Nunca. Aprendi a olhar certas atitudes que antes encarava como proibidas como possíveis. Aprendi a amar e a amar-me.
.
Um dos meus novos lemas?
"Quando você se sente bela, os outros acham-na mais bela" (lembram-se do anúncio?)
MUDASTIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

terça-feira, 16 de novembro de 2010

É justo viver uma mentira? Ou talvez, uma semi-verdade?
É justo agarrar-me ao que tenho, com pena ou por comodismo ou com medo da incerteza do que não tenho?
A vida é feita de escolhas, umas vezes fáceis outras nem por isso. O que é certo é que, à medida que crescemos, que vamos assumindo responsabilidades dos mais variados níveis, essas escolhas tornam-se mais difíceis, mais complicadas, com muitas mais implicações.
As escolhas deste ano têm sido duras. Sinto que tenho estado constantemente a ser posta à prova, e não percebi ainda porquê.

Estou com síndroma de Peter Pan.
Quero ir para a Terra do Nunca.
Quero voltar a ser criança e não mais voltar a crescer.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Em directo

Assisto em directo às reportagens e ao resgate do 21º mineiro do Chile.
Não consigo evitar a tremenda emoção que sinto...
É tão complicado imaginar sequer a angústia daqueles homens, a 700 metros de profundidade, no escuro, quase sem contacto com o exterior.
É igualmente complicado imaginar a angústia daquelas familias, o medo, a saudade, o desespero de não saber o desfecho desta odisseia.
Eu, que ficava apavorada de cada vez que o Z andava de avião... Que ficava em suspenso, com um medo inexplicável enquanto não o ouvia do outro lado a dizer "cheguei, estou bem".
O engenho humano é fabuloso.
A capacidade de ajuda, quando os Homens querem, é fantástica e imesurável.
A resistência, a capacidade de sobrevivência, a capacidade de lutar e de se adaptar às maiores diversidades, a Fé...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Facebook

Quando apareceu, demorei bastante até me convencer a criar lá uma conta.
Mas... lá fui na onda.

Continuo sem achar grande graça aquilo, mas o que é certo é que acaba por trazer algumas vantagens.

Eu explico:

- No meu dia-a-dia profissional, tenho necessidade de "controlar" (entenda-se, monitorizar, observar tendências, auscultar opiniões) uma certa classe profissional, e o sítio mais fácil de o fazer é a internet. Ora na internet, seja a um nível mais profissional seja a um nível mais pessoal, toda a gente acaba por estar numa ou noutra rede social. Logo, toda a gente acaba por estar no Facebook, nos blogs, no twitter, etc. Mas genericamente, o FB é a rede onde encontro mais consenso de opinião, mais partilha, mais fotos, mais presença.
Acho que será por permitir quase tudo: podemos controlar exactamente quem vê o quê, partilhar fotos apenas com alguns amigos ou com todos, bloquear aplicações ou jogá-las todas, bisbilhotar as informações do pessoal que se descuida com estes bloqueios, contactar amigos e conhecidos, etc.

- No FB reencontrei já pessoas que não via há imenso tempo. Uns há mais de 20 anos mesmo... Reencontrei uma pen-pal da Finlandia, com quem me correspondi durante anos quando as duas tínhamos uns 10/12 anos. Da Finlândia, imagine-se!

Não me rendo totalmente, no entanto. Como disse logo no início, tenho as minhas informações no FB muito controladas (aqueles que eu vejo nem sempre quero que me vejam a mim... ou a parte profissional misturada com a pessoal), e não costumo colocar lá informações sobre por onde ando, o que faço, ou outros dados específicos.
Sou fiel ao meu blog, a este blog. Gosto de escrever e de não ter de controlar a quantidade de palavras.
Aqui, mesmo sem fotos pessoais, mesmo sem nomes e sem caras, sou muito mais Eu, sou mais genuína, mais verdadeira, mais pessoal.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

so truth...

(copiado, com a devida autorização, daqui)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Um facto

é que a angústia toma conta de mim a cada dia que passa, e não sei como dar a volta.
Já não tenho 17 anos, para superar isto com a mesma facilidade, tenho compromissos, uma vida intensa de anos e anos, e uma outra por viver ainda.
É esta que não sei como prosseguir.
Sinto-me numa encruzilhada. Estou numa encruzilhada.
Precisava, como diz sabiamente o Rui no seu blog, do Caminho hoje. Não daqui por um ano.
Preciso da minha liberdade que não tenho.
Preciso de um abraço forte. Daquele abraço forte. Aquele que não tenho.
Preciso das minhas férias. Aquelas que começam no sábado.
Não queria ter de ir à consulta amanhã e ter de contar tudo, passar por tudo de novo.
E tenho medo, pois dei comigo nos ultimos dias a desejar uma coisa muito má.
"Tem cuidado ao desejares muito alguma coisa, pois pode vir a tornar-se realidade..."

quarta-feira, 28 de julho de 2010

se

se eu tivesse pachorra, criava 2 blogues.
- 1 para despejar os meus profundissimos pensamentos e estados de espirito
- outro para os disparates e devaneios do dia a dia de uma familia fora do comum

é que assim isto fica uma salganhada, assim tipo os interruptores: uns dias para cima, outros para baixo.

Mas como não tenho pachorra... nem tempo... nem disposição...