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sexta-feira, 10 de outubro de 2008



Olá a todos!

Venho pedir a vossa colaboração para assinarem uma petição online. Esta petição é proposta por um grupo onde estou inserida (Nós-Adoptamos), e pela Associação Bem-me-Queres – associação de apoio à adopção.


Pretende-se recolher 4.000 assinaturas, que irão possibilitar a inserção em debate parlamentar da criação do Dia Nacional da Adopção.


Achamos este Dia necessário, porque a Adopção em Portugal é um tema muito esquecido, porque há mais de 11.000 crianças “fechadas” em instituições, para um número de aproximadamente 800 candidaturas a pais adoptantes, porque a Segurança Social tem um número insuficiente de pessoas a trabalhar nas equipas de adopção, etc etc etc.



Queremos mudar esta situação, e queremos pôr este assunto na discussão pública. A criação de um Dia Nacional da Adopção é um primeiro passo para que tal aconteça.


Não custa nada, basta apenas aceder ao site, inserirem o vosso nome e número do Bilhete de Identidade (este último fica oculto).


Peço ainda que divulguem isto pelos vossos amigos… necessitamos das assinaturas antes do dia 10 de Novembro.


A petição está online, vão lá assinar por favor, é aqui:

http://www.peticao.com.pt/dia-nacional-adopcao



Obrigada!!!


(estou disponível para prestar mais esclarecimentos em particular)


Sofia



terça-feira, 5 de agosto de 2008

novidades (de férias)

Eu sei que esta frase se está a tornar repetitiva, mas… tantas coisas se têm passado nos ultimos tempos que nem sei o que hei-de escrever aqui.
Bem, alteraram-se algumas situações (ou nem por isso), estivemos uma semana de férias na praia, regressei para montes e montes de trabalho que me espera. Recebemos uma primeira boa notícia da SS, a Filipa passou de ano com excelentes notas, o André teve uma avaliação final muito engraçada. Neste momento, a Filipa frequenta um ATL, o André está por casa com a avó (que ganhou um Pompeu de prenda de aniversário… eheheh), eu continuo cheia de trabalho e umas vezes muito entusiasmada e outras nem por isso, e o Zé por lá anda.

A semana na praia correu bem. O André dizia que preferia ir para uma praia sem mar nem areia – realmente só ia para o mar ao colo e só deixava molhar os pés, mas em contrapartida na areia rebolava e fazia bolos e castelos como ninguém. Continua a fazer as suas birrinhas, passou a semana a parar em todas as lojas onde via Crocs e a querer comprar umas para as professoras (e sabia as cores e números correctos!), acha que os gelados são muito frios, continua a adorar o homem das Bolas de Berlim da praia e a chamar por ele a plenos pulmões.

A Filipa, essa está na fase em que perdeu de todo o medo e temos agora de ter cuidados máximos com isso, pois passou os dias a aventurar-se para fora de pé. Ok, era Algarve e não havia ondas, mas uma criança fora de pé (ou não) inspira sempre cuidados e atenção. A bicicleta já quase não tem segredos para ela, deu-se bem numa primeira abordagem aos patins da pista de gelo, ganhou um bronze invejável em tão pouco tempo e está giríssima.

Comemos gelados, passeámos – eu consegui manter o peso!!!, dormimos e descansámos.
De regresso a casa uma surpresa menos boa com a electricidade, e vários prejuízos com as coisas que estavam no frigorífico e na arca, mas tudo se foi resolvendo.
E mais? Pouco mais há a dizer. Está muito calor por aqui…

De resto, iniciámos a nossa espera. Essa espera sem data final…


terça-feira, 1 de julho de 2008

Somos todos irmãos,
somos todos diferentes:
há uns que têm bico,
há outros que têm dentes,
há uns que têm escamas,
outros que têm asas,
na terra e na água
fazemos nossas casas.

Eu só tenho pescoço.
Eu voo pelo ar.
Eu nado a quatro patas.
Eu cá gosto de andar.

Somos todos diferentes,
mas todos queremos bem
à boa da galinha
que é a nossa Mãe.
in Os Ovos Misteriosos

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

ano novo, ...

Ando cheia, mas memso muito cheia de vontade de vir aqui escrever, mas sem inspiração nenhuma para tal. Mesmo nenhuma.
Em jeito de balanço, posso dizer que entrei (entrámos) em 2008 de uma forma pacata, entre familia e amigos e sentada à mesa a comer (como de costume...). Diria que foi uma boa forma de começar um novo ano. Nada como boa companhia e boa comida na mesa.
2008 começou para a malta cá de casa de uma forma muito agradável, portanto, se falarmos da passagem de ano propriamente dita.
Aquelas coisas das resoluções de ano novo nunca fizeram muito o meu género - nunca fumei, não bebo por hábito, emagrecer é uma decisão há muito tomada, e outras questões de fundo também já estão decididas.
No entanto, quer queira quer não um ano novo traz-me sempre alguma esperança, ainda que meramente psicológica (o que, convenhamos, já não é nada mau).
2008 começou assim com os mesmos problemas, o mesmo emprego, o mesmo vencimento ao final do mês, as mesmas contas para pagar, os mesmos filhos lindos, inteligentes e saudáveis (alergia não conta), e uma mudança pensada e quase anunciada.
Há muito tempo que tenho no meu PPV* um objectivo que espero começar a realizar este ano. Pensados os prós e contras pessoais e familiares, estamos (eu e o Zé) a ultimar as negociações para o começar a concretizar. É algo pelo que anseio muito, que me faz ter o coração a pular de ansiedade - passe a redundância - e que creio nos vai completar e fazer ainda mais felizes. (Sim, porque isto dos problemas afinal não passam de obstáculos que temos de ultrapassar para continuarmos a crescer e para nos fazer dar cada vez mais valor ao que temos e ao que somos, certo? Um pouco de optimismo não faz mal a ninguém nesta época, e o Natal é quando o Homem quiser)
Há dias numa reunião lá no escritório, um colega dizia que tinha a certeza que 2008 iria ser um ano de grandes mudanças.
Também acho que sim! Espero que sim!
*PPV - Projecto Pessoal de Vida

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

2008

Ano novo, sonhos velhos, projectos novos...
Bem vindo 2008! (tava custoso de chegar)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Partir em Missão

No fim da reportagem de ontem na SIC sobre os Missionários Portugueses em África, uma enorme sensação de vazio assolou-me a alma.
Sempre gostei de me entregar a causas. O escutismo fez parte integrante e completa da minha vida desde os meus 11 anos, até há 3 anos atrás. Nesse tempo todo participei em diversas actividades que me fizeram sentir bem, útil, sentir que eu conseguia marcar a diferença para alguém.
Desde a participação no Dia do Doente, nas visitas a lares e hospitais, nas BA que fazíamos diariamente (ou nem sempre assim...), no voluntariado dos domingos com as crianças do hospital de D. Estefânia que me permitiram conhecer crianças tão pequeninas e tão sofridas mas com tanta alegria e tanto para nos ensinar, nas Irmãs Oblatas, nas acções esporádicas de apoio a instituições diversas, nas crianças e jovens que acompanhei de perto, que vi crescer e que espero ter ajudado a tomar as melhores decisões para o seu caminho.
Ao mesmo tempo, fui acompanhando e sonhando baixinho com os Missionários, mas nunca pensei nisso muito a sério, porque apesar de perto de casa, eu sentia que estava realmente a fazer coisas úteis.
No entanto, e agora que me vi forçada a deixar essa parte de mim (deixar activamente, porque quem faz a Promessa de Escuta nunca deixa de estar vinculada a ela, e não deixa de se sentir escteiro de corpo e alma), agora que estou aqui, só com a minha familia e o meu trabalho, vendo uma reportagem que me mostra pessoas que abdicaram de tudo, de vida, de estudos, do conforto do lar e do progresso para se entregarem a outros seres humanos... sinto-me vazia.
A abnegação dessas pessoas faz-me sentir pequenina, inútil, tão fechada no meu mundo e esquecida dos que me rodeiam, dos que sofrem mais do que eu, dos que do pouco que têm fazem uma festa, a festa da vida. Faz-me pensar no sentido que estou a dar à minha vida e que sentido é realmente esse. Faz-me ver que estou demasiado virada para mim e para o meu umbigo. Faz-me ver que me esqueci dos outros, daquilo que sempre defendi.
Como eu admiro que tem a coragem de se esquecer de si, de sair de suas casas durante 2 anos inteiros e se atirar de corpo e alma a causas tão imensas, tão intensas, tão necessárias. Fazer da alegria do outro, do seu sorriso e dos seus progressos a sua própria alegria.
Ser Missionário é tudo isso e muito mais, e para todos eles a minha admiração, o meu apoio.