Mostrar mensagens com a etiqueta pai. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pai. Mostrar todas as mensagens

sábado, 28 de janeiro de 2012

28/01

Há seis anos atrás, estava também um dia (ironicamente) lindo e muito frio.
E no dia seguinte nevou...
Ainda hoje acredito que não foi coincidência.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

26.Janeiro.2006

Há 5 anos atrás, o meu dia não foi nada fácil.
Um novo Administrador na empresa e funções acrescidas para mim fizeram com que tivesse de estar numa reunião até perto das 20h00.

Em minha casa, o pai com os dois pimpolhos, mais a madrinha S., o A. e os seus dois filhotes. Das 4 crianças, a aniversariante era a mais velha. Quando cheguei, já tinham começado a jantar (era uma 5ª feira, e no dia seguinte quase todos se levantavam cedo, crianças incluidas.
O jantar correu bem. Fizemos fondue, refeição que geralmente agrada a miudos e graúdos, e que permite a todos irem conversando e comendo, sem dar muito trabalho.

A dada altura, estávamos a finalizar o jantar, a S. recebe um telefonema e sai da cozinha.
Não sei bem porquê, mas tive um pressentimento estranho quando ela regressou.
Pouco depois, chamou o Z. à parte, que regressou de cara alterada.
Começámos a levantar a mesa, para trocarmos os pratos e cantarmos os parabéns, mas não o chegámos a fazer.

O Z. chamou-me ao quarto, de voz grave e cara séria. Muito séria.
Lembro-me que ainda briguei com ele, não queria ir. Não fazia ideia do que se tratava, ou que parvoíce teria eu dito ou feito, mas não queria ir. Não queria saber o que raio o tinha posto naquele estado.
Mas ele insistiu, insistiu muito e cada vez mais sério, e eu subi com ele.
Ainda hoje me lembro da cara dele, a voz a tremer e os olhos raiados de lágrimas. Disse apenas:
"O teu pai..."

Já não cantámos os parabéns. Aliás, embora lembre como se fosse hoje os três dias seguintes a este, o resto daquela noite permanece em branco ainda. Tenho lembranças muito vagas da S. me vir abraçar, de me dizer que tinha entretido as crianças e que lhes tinha dado bolo, embora sem parabéns a você.

...

Por ter acontecido no dia do aniversário da minha filha, fui a última pessoa a saber da morte do meu pai. Já toda a minha familia lá estava em casa com a minha mãe, menos eu. Nesse sentido, e para que a F. não tivesse o seu dia estragado, eu sei que foi o melhor que podiam ter feito.
Mas o dia ficava assim marcado pela tristeza, pela dor. Ficou marcado. Marcado para sempre.

O ano seguinte foi um ano de sentimentos muito contraditórios.
Celebrávamos o 6º aniversário da F. e o 1º sobre a morte do meu pai.
Nesse ano contornámos a questão da festa, fazendo um lanche para os amigos da escolinha, ao final do dia (até era último ano na pré-escola e tudo).
A habitual festa familiar, para a qual os adultos não tinham nem cabeça para pensar porque a ninguém apetecia rir, cantar, brincar, foi contornada com a distância que nos separa da familia. Conversámos com a F., e sem lhe dizermos a verdadeira razão, pedimos-lhe se não se importava de fazer assim, um lanche com os amigos, e a festa da familia um mês depois, junta com a do mano, para "os primos não fazerem tantos km todos os meses". Ela gostou da ideia, e aceitou na boa, como sempre.

...

Claro que o dia é sempre complicado, não há que esconder.
A F. não sabe disto ainda.
Saberá a seu tempo, quando perguntar ou quando somar 2+2 e tirar as suas conclusões sobre as datas.

Quanto a mim... A dor não desapareceu, não desaparece nunca, mas vai tomando contornos mais suaves, mais de saudade. Aquela dor aguda que sentia nos primeiros anos transformou-se numa moinha, num sentimento que não vai embora, que não mata mas que moi como se costuma dizer.
Não fica mais fácil, nunca, mas aprendemos a viver com isso.

Eu aprendi no dia 26 de Janeiro a celebrar a vida em vez da morte.
Celebro todos os anos com redobrada alegria o aniversário da minha filha, como sei que o meu pai o celebra também, embora lá de cima.

"Ironicamente, estava um dia tão lindo..."
"Obrigado pela neve"

domingo, 21 de dezembro de 2008

3!!!

De facto... parece que como diz o ditado, não há uma sem duas, nem duas sem três.
Vejamos:

O Pai:
Saiu ontem do hospital, afirmando que não lhe doía nada (???), que se sentia bem, que já "bebia" o possível. Passou a viagem a queixar-se (claro), sem posição para estar sentado, e chegou a casa numa lástima de dores.


O Pimpolho:
Está cheio de tosse, apesar de não ter febre. Tem o nariz sempre ranhosito e queixa-se por vezes de dores de garganta. Por causa da tosse, de ter estado 1 semana assim só com a avó, 2 dias com tios que o mimaram ainda mais, ou por ver o pai doente, fica ainda mais "cola", faz de conta que lhe doi tudo, e nem sempre é possíve distinguir se está a dizer a verdade ou não. Apesar de perceber que o pai está doente, não se cansa de o moer, quer à força estar sempre a dar-lhe beijos e abraços, e ainda não se lembra de fechar sempre muito bem a porta do quarto para não sair o frio.


A Pimpolha:
A meio de uma grande luta com o acomodar do Pai cheio de dores, recebo um telefonema a dizer que ela está cheia de febre, e se não será preferível ir buscá-la ao acampamento, uma vez que está um frio de rachar. Já quase desesperada, lá fui de novo para o frio, com o Pai na cama a chorar com dores e o filho a queixar-se com sono e tosse.

align="justify">...
...


No meio disto, dá para perceber que a situação cá em casa não está fácil.
Não sei bem para que lado me virar, ou para onde ou quem me virar primeiro.
Um tosse, outro espirra, outro não come e doi-lhe tudo.
Ontem, às 4h30 (sim... 4,30 da manhã!!!), estava a montar uma cadeira de escritório para o Pai se instalar e tentar dormir assim.
Antes disso, à 1h30 já tinha brigado com ele para beber um medicamento, antes disso tinha tentado mover céus e terra para conseguir uma cama articulada (que não consegui, pelo menos nesta semana do Natal), feito 2 sopas - para ele e para os filhos, dado 2 jantares, arrumado a casa e aquecido 2 quartos.
No meio da confusão, lá consegui dormir um bocadinho entre as 6h30 e as 9h...
Espero que a noite que se aproxima seja bem melhor...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Como se domina a ansiedade de tantas horas de espera?
O mail já está gasto, o messenger não me apetece, a tv não me anima, o telemóvel não pára e os sms têm sido incontáveis.
É assim que se vê como os amigos são importantes nestas alturas... obrigado a todos!
Por esta hora, eu que devia mas era ir pastar em vez de estar aqui a escrever (chamar-me-ão louca alguns), estou aqui sozinha no quarto sem cama, numa cadeira que já viu melhores dias, a comer chocolates atrás de chocolates e a tentar acalmar-me a mim mesma.
Não sei quem estava esta manhã com mais medo: se eu ou ele. Mas os dois ocultámos o medo um ao outro (como se isso fosse possível...), e foi como se fosse um beijo de "até amanhã" via telefone.
Agora aguardo ainda que as 4 horas previstas (e que já vão em 4h30...) passem, e alguém me venha dizer quecorreu tudo bem.
...
Um reparo importante.
A equipa médica é excelente (dito por quem sabe e quem os conhece), pelo que assisti e pelo que me têm aturado a equipa de enfermagem e auxiliares também são bons e muitíssimo simpáticos, os auxiliares e administrativos também...
No entanto, e para quem tem ouvido falar tanto do Hospital da Luz, e para quem há um ano foi operada na Cuf Infante Santo (ou seja... o mais antigo da Cuf), as instalações deixam muito a desejar.
Quarto duplo e com pouquíssimo espaço - se quisesse um individual teria que ter feito a marcação com 2 meses de antecedência (ou seja, mesmo antes de ter marcado a cirurgia), pois são poucos e estão todos ocupados.
Cadeiras para os acompanhantes... bem, tenho uma cadeirita e um banco quadrado tipo "cubo" que tenho de dividir com os acompanhantes do paciente da outra cama...
WC grande mas "despido", chuveiro sem poliban.
Vale um écran TFT para cada cama, que dispõe de tv, net, telefone e intercomunicador. No entanto, a imagem é má - da tv claro, a net está com teclado para uma outra linguagem e portanto não se consegue escrever (sim, já tentei de tudo, mas as configurações estão todas bloqueadas).
Ou seja, a malta paga, e nem sequer tem direito a boas instalações!
Para a próxima (xiça...), não volto cá!!!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

trabalho

(introdução explicatória: o André após ter ficado em casa com a avó na 2ª feira devido a febre, na 3ª feira repetiu a dose por causa da nossa impossibilidade de o irmos buscar ao colégio)

Ao ver que o pai se preparava para sair:
- Pai, onde vais?
- Vou trabalhar
- Posso ir contigo?
- Não Dé...
- Ohhh, porquê pai?
- Tens de ficar em casa a fazer companhia à avó, pra ela não ficar sózinha
- Ah! Tá bem pai!

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Discos Voadores II

TENHO de contar esta, em parte até em resposta ao Jonas.
Voltámos à Feira uns dias depois. A F. quis ir andar nos carroceis, e como até tínhamos comprado aquelas senhas de 10 voltas pelo preço de 7, lá fomos. Só que ao lado estão... os Discos Voadores de que vos falei.
A F. pediu:
- Mãe, vamos andar naquele outra vez!
(EU ali outra vez não....)
- F., hoje vais com o pai, está bem? Ele ainda não andou naqueles.. depois fica triste! (a ver se pegava)
(F.) - Está bem. PAAAAAI, vamos andar nos Discos Voadores!
(Z.) - ehhhhhh, Vai com a mãe! Ela é que gosta... (estava a querer descartar-se)
(Eu) - Eu hoje não posso, está aqui muito barulho e tenho de ir com o A. passear a outro lado se não ele assusta-se, e tu ainda não andaste nesses com a filha (queria ele que eu fizesse a mesma figura não?)
(Z., não muito contente) - Queres mesmo ir F.?
(F.) - Vamos pai!

Lá foram. Sabem o resultado?
Ah Ah Ah Ah Ah
O homem que não tem medo de nada (a não ser de tirar sangue e levar injecções)... não conseguiu levantar o Disco Voador mais do que eu!!!!! Vitória! O que eu me ri sózinha a ver aquilo!
A única coisa que me danou foi que naquele dia havia mais movimento e o homem não gozou com ele ao microfone, e por isso passou despercebido!