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domingo, 19 de fevereiro de 2012

sopas e descanso

Um fim de semana sem crianças foi sinónimo de levantar da cama só quando o estômago já doía de fome, descer para tomar o pequeno almoço e voltar para dormir mais uma sestinha.
Sair de casa para ir ver o mar, e passear e voltar a tempo de ir participar no fogo de conselho. Dormir de novo até altas horas da manhã, mais pequeno almoço e nova sesta. Não ter horas para almoçar, mas pensar tão somente na hora a que tínhamos de os ir buscar.
Foi sinónimo de transformar o sofá da sala em cama e ficar até às tantas numa sessão de cinema com uma boa banda sonora, pipocas e edredon, de não pensar em refeições com todos os ingredientes necessários nem em horas para nada - foi ir fazendo as coisas à medida que nos apetecia.

Mas foi também sinónimo de chegar a casa na 6ªfeira e sentir a casa vazia e demasiado silenciosa. Foi acordar no sábado assustada porque já eram 10h30 e ainda ninguém tinha vindo reclamar pelo pequeno almoço. Foi estar na praia a pensar no quanto eles gostariam de lá ter ido connosco, foi vê-los à noite felizes e ter tido pena de não ter ficado lá com eles ou não os ter trazido. Foi ir ao supermercado e não ter que ter dito 10721 vezes que "não".

Foi muito bom estarmos assim, de novo namorados sem compromissos. Foi bom dormir e descansar muito.
Mas não é coisa que eu quisesse repetir muitas vezes.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

kidless

E não é que dentro de 1h30 vai ter início o meu fim de semana kidless?????

Yup! As crianças vão para um acampamento, e só voltam no domingo.
(para quem não tem com quem deixar crianças por 2 horinhas para ir ao cinema, há lá melhor que um acampamento de escuteiros??)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

-5º C

Tinha-me comprometido a estar presente neste fim de semana de formação, mas um imprevisto do pai veio trocar-me as voltas. 
Já pouco havia a fazer (o resto do pessoal tinha já compromissos também), e eu tinha mesmo de ir.
Fazer o que aos miúdos???
Só havia uma solução. irem comigo...
O tempo esteve frio, mas frio. As atividades eram para adultos, acampamento mas formação, e eu tinha responsabilidades em cima.
Ainda em casa, tivemos uma conversa. Expliquei-lhes ao que iam, e que não podia estar assim muito "ocupada" a dar-lhes atenção. Expliquei-lhes que tinham de se portar bem, e que podiam brincar à vontade mas sem perturbar as coisas dos crescidos, que estavam a aprender.

Os meus filhos são impecáveis!!!
Aguentaram-se ali o tempo todo, brincaram com toda a gente, estiveram a pé ao frio (ok, havia a fogueira) até todos nos irmos deitar.
Adorei passar a minha primeira noite de campo em família, estar na tenda com eles, rir, conversar e brincar dentro dos sacos-cama enquanto esperávamos pela hora do silêncio.
Dormimos quentinhos, mas a aragem do lado de fora era gélida.
De manhã, quando às 8h00 saí da tenda, estavam uns amenos -5ºC.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

4 dias em 7 fotos

Os Reis, Príncipes e súbditos à espera que o espectáculo começasse
Ballet à noite

No hospital pela manhã
 
Santos Populares 2011

Altar de Santo António
Vida difícil


Uma Cache ao final do dia, num miradouro espectacular

sexta-feira, 18 de março de 2011

e eles que estão convencidos que vão ficar esta noite com uma baby-sitter?

(nem sonham prima, nem sonham...)

(eu sei que é feio enganar as criancinhas, mas aturra a ansiedade deles por 3 dias ao saberem que iam ficar com os primos era demais para mim)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

wish-list de Natal, deles

Estranhamente, ainda está muito pequenina.

Ele
- Jogo FIFA 2011 para a wii

Ela
- (ainda não se decidiu, mas quer muitas prendas para os pobres)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

apontamentos para mim

1. A contagem decrescente para dia 19 está prestes a acabar, e a ansiedade do Grupo é enooooorme.
Temos Sede (yupiiii, 1ª batalha vencida), material (faltam umas coisitas, mas nada de preocupante), falta de dinheiro (grande novidade), as caloiras foram ao CI e o CIP começa este sábado.
A partir de agora, é ver o que o "nosso" Pe. vai dizer de nós. (meeeeeedo! LOL)
O pessoal está ansioso e cheio de pica. Vamos ver se continuam assim. Para já, dá muito trabalho e canseira mantê-los todos quietinhos e sem estragar o trabalho de bastidores que ando a fazer.
(isto de acabar por ter de ser RP também fora da empresa é lixado)

2. Sábado já não tenho de ir trabalhar.
Em contrapartida, tenho de estar no CIP e tenho lá outra vez o pessoal a pintar a casa (será que acabam agora?)

2a. Como o chefe decidiu que sábado não vamos fazer o tal evento, a quem calhou inventar uma desculpa airosa para a empresa se baldar, a quem? Pois tá claro, a mim!

3. 2ª feira vai ser um dia em grande (????!!?), pelo menos de recomeço, de fazer o que disse que fazia, de...

4. Já ando a stressar com os preparativos (profissionais) do Natal. E a minha esperança de fazer algo diferente está no limbo - pediram-me mais do dobro do que eu tenho em orçamento para o evento que tinha pensado.
Meeeeeeedo - a fasquia no ano passado ficou tão alta, mas tão alta, mas tãaaao alta (foi fantástico, modéstia à parte, que eu não sou moçoila para essas coisas), que este ano tenho 84 pessoas expectantes e já a perguntarem-me como vai ser este ano o jantar de Natal, se vai meter cantorias de novo, máscaras, etc.
Pois, eu sei, habituei-os mal... agora olha, aguenta-te à bomboca e faz uma coisa diferente mas igualmente fantástica e com pouco dinheiro!

5. A natação já começou e para variar ainda não inscrevi os miudos. É sempre assim: são os ultimos a entrar para as aulas. Mas ao menos este ano a S. vai ficar contente com os progressos do A.

6. O ballet só começa em Outubro, o que me dá mais umas semanas para pensar no que vou fazer com a F. e com a saída da escola. Até lá, é continuar a entrar cedo e a sair cedo também.

7. Com tudo isto, ainda não consegui resolver se "dou um tiro no pé" e me proponho para a formação que eu queria tanto fazer, mas que me vai levar a caminho de Lisboa todas as tardes durante mês e meio. Tenho mesmo de tomar esta decisão urgente, e em caso disso, convencer o chefe a pagar tudinho. (era bem fixe)

8. Se não for durante um mês e meio, será durante 2 semanas. é um curso mais específico, não tão abrangente, e que daqui por 2 meses me levará a voltar. Mas aqui, o tal tiro no pé não será tão visível, digo eu. Mas assim, eu não fico logo Pro no meu novo programinha xpto. e eu sou tão impaciente com estas coisa...


Em jeito de resumé:
As rotinas começam a voltar mesmo.
Até os dias notoria e infelizmente mais pequenos são sinónimo de fim de férias.
Uma coisa boa destes 2 dias: o fantástico cheiro da terra quente molhada. Que saudaaaaades!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Esta altura do ano é sem dúvida nenhuma, aquela em que me sinto pior. E nem o facto de estar em contagem descrescente para um primeiro cheirinho a férias (faltam escassas horas para estar 1 semana fora daqui), me faz ficar mais bem disposta.
Vejamos.
Passamos um ano inteiro a trabalhar - e nem os dias que vou metendo amiude contam para este efeito, à espera que chegue a nossa vez de espairecer, esquecer horários, esquecer maquilhagem, roupas, etc, ir para a praia, dormir, ver filmes atrás de filmes, comer...
Sim, para mim os dias que antecedem as férias são os mais dolorosos de todos.
O sol brilha, o tempo está quente, mas aqueles que ainda não foram de férias acusam cada vez mais o cansaço e o stress de um ano de trabalho. Fica tudo mais mal humorado, mais impaciente, mais intolerante.
Bem, mas o que é certo é que elas estão quase a chegar, e vai ser uma semana de relax.
...
Os pimpolhos estão na casa da avó desde 3ª feira, e cá por casa reina um silêncio ensurdecedor. É realmente muito estranho chegar a casa e não ter que ir fazer jantar a horas certas, não ter ninguém com quem ralhar, não haver brinquedos espalhados pelo chão, não haver brigas e barulho.
Não falámos no assunto, mas acho que este ano não temos falado neles um com o outro por causa disso mesmo... estamos os dois cheios de saudades dos nossos terroristas pequenos. Por muito cansaço que eles signifiquem, a nossa casa e a nossa vida não é a mesma sem eles. Falta qualquer coisa, falta um pedaço de nós...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008



Olá a todos!

Venho pedir a vossa colaboração para assinarem uma petição online. Esta petição é proposta por um grupo onde estou inserida (Nós-Adoptamos), e pela Associação Bem-me-Queres – associação de apoio à adopção.


Pretende-se recolher 4.000 assinaturas, que irão possibilitar a inserção em debate parlamentar da criação do Dia Nacional da Adopção.


Achamos este Dia necessário, porque a Adopção em Portugal é um tema muito esquecido, porque há mais de 11.000 crianças “fechadas” em instituições, para um número de aproximadamente 800 candidaturas a pais adoptantes, porque a Segurança Social tem um número insuficiente de pessoas a trabalhar nas equipas de adopção, etc etc etc.



Queremos mudar esta situação, e queremos pôr este assunto na discussão pública. A criação de um Dia Nacional da Adopção é um primeiro passo para que tal aconteça.


Não custa nada, basta apenas aceder ao site, inserirem o vosso nome e número do Bilhete de Identidade (este último fica oculto).


Peço ainda que divulguem isto pelos vossos amigos… necessitamos das assinaturas antes do dia 10 de Novembro.


A petição está online, vão lá assinar por favor, é aqui:

http://www.peticao.com.pt/dia-nacional-adopcao



Obrigada!!!


(estou disponível para prestar mais esclarecimentos em particular)


Sofia



sexta-feira, 22 de agosto de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

novidades (de férias)

Eu sei que esta frase se está a tornar repetitiva, mas… tantas coisas se têm passado nos ultimos tempos que nem sei o que hei-de escrever aqui.
Bem, alteraram-se algumas situações (ou nem por isso), estivemos uma semana de férias na praia, regressei para montes e montes de trabalho que me espera. Recebemos uma primeira boa notícia da SS, a Filipa passou de ano com excelentes notas, o André teve uma avaliação final muito engraçada. Neste momento, a Filipa frequenta um ATL, o André está por casa com a avó (que ganhou um Pompeu de prenda de aniversário… eheheh), eu continuo cheia de trabalho e umas vezes muito entusiasmada e outras nem por isso, e o Zé por lá anda.

A semana na praia correu bem. O André dizia que preferia ir para uma praia sem mar nem areia – realmente só ia para o mar ao colo e só deixava molhar os pés, mas em contrapartida na areia rebolava e fazia bolos e castelos como ninguém. Continua a fazer as suas birrinhas, passou a semana a parar em todas as lojas onde via Crocs e a querer comprar umas para as professoras (e sabia as cores e números correctos!), acha que os gelados são muito frios, continua a adorar o homem das Bolas de Berlim da praia e a chamar por ele a plenos pulmões.

A Filipa, essa está na fase em que perdeu de todo o medo e temos agora de ter cuidados máximos com isso, pois passou os dias a aventurar-se para fora de pé. Ok, era Algarve e não havia ondas, mas uma criança fora de pé (ou não) inspira sempre cuidados e atenção. A bicicleta já quase não tem segredos para ela, deu-se bem numa primeira abordagem aos patins da pista de gelo, ganhou um bronze invejável em tão pouco tempo e está giríssima.

Comemos gelados, passeámos – eu consegui manter o peso!!!, dormimos e descansámos.
De regresso a casa uma surpresa menos boa com a electricidade, e vários prejuízos com as coisas que estavam no frigorífico e na arca, mas tudo se foi resolvendo.
E mais? Pouco mais há a dizer. Está muito calor por aqui…

De resto, iniciámos a nossa espera. Essa espera sem data final…


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Passeios TT mais agrestes...

...dão em brincadeiras destas:
"Vá mana, agora eu tou atascado e tu és um trator que puxa o meu jipii!!!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

dia de chuva


Chuvisca lá fora.
A noite foi de trovoada e muita chuva. O dia amanheceu cinzento e sem sol.
Deixámos a Pipas na escola e o André foi para o colégio com o pai, triste por não ficar em casa a ver o Panda. Como eles são diferentes nestas pequenas coisas...
A Filipa sempre adorou ir para a escola. Acho até que gostava mais de estar lá do que em casa connosco, o que muitas vezes me deixava envergonhada quando ela afirmava isso mesmo perante outras pessoas. Nos fins de semana ficava triste por não poder ir ter com os amiguinhos de brincadeira.
O André não. Fica lá bem e sei que gosta dos outros meninos e das Educadoras e Auxiliares. Mas no fundo, se lhe dessem a escolher, preferia sempre ficar em casa. De manhã quando o deixo olha para mim com um ar meio desconsolado, pede para ficar com ele. No entanto sei que está bem, porque assim que fecho a porta o seu humor muda radicalmente e junta-se com alegria aos outros meninos. Além disso, à tarde quando o vemos buscar saúda-nos com alegria mas depressa regressa à brincadeira que estava a ter antes de chegarmos. São feitios...

Gosto de ficar assim, no quentinho de casa, a olhar a chuva que cai, o cheiro da terra molhada. A calma da manhã, do dia, do local deixa-me serena apesar das preocupações que me invadem nas últimas semanas. Recordo-me que fiquei de arranjar maneira de pendurar a cama de rede debaixo do alpendre para poder deitar-me nela nestes dias assim, chuvosos mas quentes.
Gosto de ficar assim a contemplar a paisagem. Encher o peito de ar e sentir-me plena com este odor. Os cheiros, sempre os cheiros. Que me ligam a locais, recordações, pessoas, casas, terras, à terra.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

ao fim

de 4 dias (fim de semana incuído), estou farta de estar em casa.
Ficar aqui, deitadinha no sofá dias e dias a fio, não é de todo a minha onda.
Ainda se pudesse dar uns passeios a pé, ir à piscina, ao café, às compras...

Os miudos ao menos têm ajudado. Com as traquinices próprias da sua idade claro, mas têm-se portado à altura e percebem que não podem abusar muito da minha falta de mobilidade.
Se tudo correr bem, amanhã o André já regressa ao colégio (ufa...), e a Filipa começa na 6ª feira. Está tão entusiasmada com esta nova fase!
Já estou farta de TV. CSI (Las Vegas, Miami, NY, etc), House, Companhia, Lost Files, e outras séries que tais, já não as posso nem ver. Os filmes dos Premiums, dos VOD, os documentários do Discovery, dão todos os dias os mesmos. Só "descanso" destes canais quando eles estão comigo aqui na sala e para os entreter tenho de pôr no Panda ou no Baby Tv...
Já li 2 livros e vou no 3º.
Espero na 5ª feira já ter ordem para umas voltinhas.
Preciso de espairecer e de arrumar umas coisas. Está tudo ainda mais caótico do que estava na semana passada, tal como se pode calcular...
Tenho na sala uma cama insuflável, colocada pelo meu querido marido para eu poder estar ao pé da familia mesmo deitada. Apesar de a sala ser grande, dá para ver o estado "bestial" em que a minha sala se transformou.
Ontem resolvemos finalmente pôr o computador no quarto da Filipa, o que resultou na (re) desorganização da casa das máquinas, dentro do pouco arrumada que estava. (resolvemos mas quem veio cá ajudar à festa foi o vizinho Quim, porque é óbvio que eu não podia fazer nada a não ser indicar onde queria as coisas)
Ontem descobrimos que o André está com uma otite, que já está medicada, mas que o leva a, de cada vez que se lembra disso, levar a mão à orelha e dizer que tem ali um "doi-doi muito grande" e está doentinho, e "Coitadinho do Dé".
Agora resolveram ir os dois para o quintal brincar. Já sei que logo ao final do dia vou ter casca de carvalho espalhada por todo o lado, sopas de hortelã em todos os baldes e alguidares que encontrarem, triciclos, trotinetes e biciletas no espaço que sobrar, bolas pelo meio, e alguns brinquedos no canil do Bóris (aqueles que couberem pelo meio das grades).

Descanso não é???

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

O meu S. Valentim

trouxe-me prendas muito especiais:
(do André)

(da Filipa)

E um grande ramo de rosas... do meu namorado!


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

de molho...

Estamos em casa.
Febre, muita tosse, diarreia, má disposição geral. É este o cenário dos mais pequenos, e nós estamos solidários.
Fruta da época... (que me calha numa péssima altura)
Coitadinhos deles, que estão com umas carinhas mesmo desoladas.
No entanto, a animação do André não baixa nem assim.
Agora que já vai dizendo umas frasezitas, não se cala nem por 2 segundos, ou quando o faz é porque está a pensar muito a sério no que vai dizer a seguir. E quando não conseguimos decifrar o que ele tenta dizer??? Aí é que ele se "dana" por completo e desata a barafustar connosco a uma velocidade vertiginosa. Claro que isto torna-o ainda mais ininteligível e faz-nos rir descontroladamente, criando uma bola-de-neve de desespero-risada-palavras não perceptíveis...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

perdoa

Perdoa-me...
Uma vez mais, todos os planos e projectos foram gorados... desta vez por causa de um egoísmo impensável de adultos que deveriam ter juízo e assumir responsabilidades.
Uma vez mais, a festa terá de ser mais pequena, não pode surgir "aquela festa" que pensámos tantas e tantas vezes...
Tenho muita muita pena, mas um dia entenderás porque não posso fazer o que gostaríamos as 2. Aliás, os 4.
Entenderás porque também és filha, és neta... também tens irmão e tio... um dia saberás dar o valor e reconhecer algumas obrigações que nós adultos, temos de assumir, mesmo que isso nos pese na alma e no coração.
Um dia saberás que uma familia fala mais alto... que o Amor dessa familia nos exige por vezes sacrifícios...
Para já, peço-te perdão...
Mais pequena, mas haverá sempre festinha, bolo sem ovo, velas para soprar, balões, chapéus e cornetas!
Mas não é hora de pensar nessas coisas! Bola para a frente, que tu, na tua tenra idade, não entendes e nem tens de te preocupar com parvoíces de adultos insensatos.
Para o ano, prometo que para o ano faremos uma festa de arromba.
Prometo, e tenho muitas testemunhas dessa promessa!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

solidariedade de irmã

- mãe, gostas de mim?
- gosto F, gosto muito de ti
- eu também gosto de ti sabias?
E gostas do A. mãe?
- claro que gosto do A., gosto muito do A. também
- ainda bem que gostas mãe... ele depois ficava zangado contigo se tu gostasses de mim e não gostasses dele...

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Jesus

Conversa entre pai e filha...
- Pai, o Natal é os anos do Jesus não é?
- É sim F.
- E onde estão os pais do Jesus?
- Os pais do Jesus já morreram, estão no céu
- huuuum. E o Jesus está onde?
- O Jesus está no céu
- Então se está no céu é porque já morreu, não é pai?
- Pois... já morreu
- Morreu como, estava muito doente era?
- Não, foram os senhores maus
- Que lhe bateram? Eu vi o Jesus na Igreja da Avó com sangue... foram os senhores que lhe fizeram mal pai?
- Foram, foram os senhores
- E o que é que aconteceu aos senhores?
- Os senhores foram para a cadeia
- Aaaah. Então mas se o Jesus morreu como é que ele faz anos no Natal???

Um dia em grande

Domingo foi o Dia D.
O A. ficou em casa com os avós, eu e a F. saímos pelas 12h30 rumo a Lisboa, num dia dedicado só a nós.
Há tanto tempo que não estávamos assim, só as duas, como antigamente…
Ela ainda não sabia ao que ia, quis fazer-lhe uma surpresa.
Estrada fora, resolvi ir pela Nacional em vez da auto-estrada. Ia mais devagar, com calma, apreciando a paisagem. Poderíamos parar quando quiséssemos, para comer ou dar uma volta. No rádio tocaram os CDs que pediu: imagine-se, os Humanos e a Filarmónica Gil, saltitando as músicas pelas suas preferidas. Como que numa premonição, já perto de Lisboa pediu as músicas do Noddy.
- Hoje escolhes tu o almoço. O que queres F.?
- Pizza!
E pizza foi…

Ao saber que íamos a Lisboa, não sei porque razão pensou que íamos ver a “Árvore da Europa” – como se eu fosse capaz de ir a Lisboa para ver semelhante coisa… enfim. Ficou desiludida ao desembocar no Parque das Nações e não ver árvore de natal nenhuma. Mas…
A chegada ao Pavilhão Atlântico foi mágica! (até eu estava em pulgas para ver a reacção dela).
Aqueles grandes olhos castanhos brilharam de alegria ao saber que ia ver o Noddy! Tudo era motivo de júbilo: os bilhetes, a fila para entrar, as escadas, as pipocas, as outras crianças, a entrada no recinto e o palco já montado, aguardando o início do espectáculo…
O Noddy que nunca mais começava… (entrámos 20 minutos antes)
O show! Meu Deus, que espectáculo!
Um musical encantador, com uma história cheia de coisas boas para ensinar aos meninos, interacção com o público, um pavilhão inteiro cheio de crianças a gritar e a cantar em coro…
O drama durante o interminável intervalo, com o coitadinho do Noddy durante a noite na prisão do Sr. Lei. A vontade da F. em o ir salvar… a vontade de denunciar os Duendes Marotos… Enfim, tudo passou na 2ª parte!
Adorei. O espectáculo e o “espectáculo dentro do espectáculo” – a F. a cantar e a dançar, a bater palmas e a responder às perguntas feitas no palco, a viver intensamente cada momento que passava. ADORÁMOS!

À saída, nova surpresa aguardava a F. cá fora. O pai tinha chegado e esperava por nós junto à porta. Mais uma festa!
Que festa!
E vivam os dias assim…