Inicialmente por uma questão financeira (até tenho vergonha de dizer quanto gastei só este ano em livros, para mim e para ela), depois por uma questão prática, e finalmente por saudosismo, fui ontem tratar do meu Cartão de Leitora da bibliteca municipal cá da zona.
Aos anos que eu não entrava numa biblioteca!
As saudades... as estantes cheias de livros a chamarem por mim... as cadeiras e as mesas antigas... o cheiro daquele lugar que é o cheiro igual a todas as biblitecas (as antigas).
Se não estivesse com alguma pressa, tinha-me perdido ali, logo no primeiro dia, mas hoje não dava mesmo.
Ainda assim, no tempo que lá estive senti-me tão bem, tão "em casa".
Em conversa com a senhora que tratou do meu cartão, descobri que gostamos dos mesmos autores (pelo menos os portugueses), e trouxe comigo logo um livro, que já andava a namorar. Ganhei uma aliada, pois prometeu que me guardava os outros dois livros daquele autor que eu quero ler ainda! (eheheh)
Sempre fui fã de bibliotecas.
Comecei numas férias, no Sítio da Nazaré. Durante a pausa da praia, na hora do almoço, e não havendo televisão no apartamento onde passávamos férias, o meu pai levou-me a uma bibliteca de verão. O edifício ficava perto de casa, a zona de leitura (não havia empréstimo) era um pátio fresquinho, com umas cadeiras super agradáveis e uma sombra acolhedora para as tardes de verão. Não sei quantos livros li ali, no primeiro verão, mas foram muitos mesmo.
Quando regressei a casa resolvi espreitar a biblioteca local. Foi uma experiência muito boa, enquanto o horário escolar o permitiu...
Entretanto descobri para que servia o pequeno autocarro vermelho que por vezes via estacionado em pleno jardim da Câmara Municipal do Cartaxo* - era uma Biblioteca Itinerante.
Entretanto descobri para que servia o pequeno autocarro vermelho que por vezes via estacionado em pleno jardim da Câmara Municipal do Cartaxo* - era uma Biblioteca Itinerante.
Fiquei encantada com o espaço, e com o senhor Fernando (nunca me hei-de esquecer dele), o motorista-bibliotecário-conselheiro-e-amigo, que nos recebia sempre com um enorme sorriso. Sabia sempre que livros eu iria gostar (e nunca falhou!), mostrou-me novos géneros literários, abriu novos mundos no meu horizonte de leitura.
Naquele pequeno autocarro cabiam tantos e tantos livros, para todas as idades. As estantes, que ocupavam todo o espaço das paredes, estavam sempre arrumadíssimas e cobertas de estórias, histórias e contos diversos. O estreito corredor por onde nos movimentávamos tinha o espaço suficiente para caberem umas 3 pessoas de cada vez, mas com a saberdoria do sr. Fernando nunca precisávamos de nos demorar muito por lá. Belos tempos, estes!
Quando regressei a Lisboa perdi o hábito de frequentar bibliotecas. A vida mudou e fui preferindo comprar os meus livros - gosto de os ter sempre comigo, de os reler quando me apetece, de tomar notas a lápis, sublinhar, torná-los ainda "mais meus".
Ontem regressei à biblioteca, e foi como se nunca tivesse saído de lá. É pena que não abra ao sábado, pois quero muito criar nos meus filhos este hábito que considero tão saudável. Quero ensiná-los a amar estes espaços repletos de letras, palavras, livros que chamam por nós.
Já sei em que actividades os vou colocar nas férias do Natal!
Naquele pequeno autocarro cabiam tantos e tantos livros, para todas as idades. As estantes, que ocupavam todo o espaço das paredes, estavam sempre arrumadíssimas e cobertas de estórias, histórias e contos diversos. O estreito corredor por onde nos movimentávamos tinha o espaço suficiente para caberem umas 3 pessoas de cada vez, mas com a saberdoria do sr. Fernando nunca precisávamos de nos demorar muito por lá. Belos tempos, estes!
Quando regressei a Lisboa perdi o hábito de frequentar bibliotecas. A vida mudou e fui preferindo comprar os meus livros - gosto de os ter sempre comigo, de os reler quando me apetece, de tomar notas a lápis, sublinhar, torná-los ainda "mais meus".
Ontem regressei à biblioteca, e foi como se nunca tivesse saído de lá. É pena que não abra ao sábado, pois quero muito criar nos meus filhos este hábito que considero tão saudável. Quero ensiná-los a amar estes espaços repletos de letras, palavras, livros que chamam por nós.
Já sei em que actividades os vou colocar nas férias do Natal!
*Sim, eu morei no Cartaxo durante 3 longos anos da minha vida, para quem não sabe...












