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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ainda os Livros

Fui hoje à biblioteca devolver o livro que trouxe de lá na 6ª feira (e que devorei em 3 dias), e como estamos as duas em casa sozinhas, ela foi comigo.

Não só nos escuteiros, também nisto filho de peixe peixinho é, e ela perdeu-se na secção infanto-juvenil enquanto eu me perdia na Literatura Portuguesa.

Embora eu soubesse o que queria trazer, estivémos lá cerca de uma hora, a folhear, cheirar, ler, passear por entre as estantes repletas de histórias.
Voltámos para casa com 2 livros cada uma, e ela fez-me prometer que a levava na próxima visita.

sexta-feira, 18 de março de 2011

livros - O Anjo Branco, José Rodrigues dos Santos

A leitura sempre fez parte de mim.
Tive a sorte de os meus pais serem sócios do Circulo de Leitores - o que me proporcionava um livro novo escolhido por mim a cada 3 meses (acho que era mais ou menos isso), e um móvel de sala repleto de livros escolhidos pelos meus pais (que comecei a devorar bem cedo, mesmo não tendo percebido alguns deles na primeira vez que os li), e tive a sorte de ter primos que, tal como eu, adoravam ler. Isto permitiu-me ter acesso a toda a colecção dos Cinco, dos Sete, da Patrícia, das Gémeas no Colégio de Santa Clara, dos Tio Patinhas e afins, e mais tarde na Agatha Christie, entre outros.
Eu devorava livros como quem devora... sei lá, uvas ou chocolates.
Esse hábito foi-se diluindo ao ritmo que cresci e a minha vida foi mudando, porque nem sempre tenho oportunidade para ler, porque muitas vezes estou cansada e só me apetece olhar no vazio da tv e não cansar a vista nas letras, porque... sei lá. Mas nos últimos anos tenho retomado, tão meu, tão gostoso, tão calmo. E assim tenho tentado adquirir um ritmo de pelo menos um livro mês sim, mês não.

Bem, tudo isto para dizer que o último livro que li foi uma oferta de Natal: "O Anjo Branco", do José Rodrigues dos Santos.
Foi uma desilusão...
A história não era má - foi aliás o que me prendeu ao mesmo, mas detestei a escrita.
Entendam-me, o livro está bem escrito, que está (malfeito fora, de quem é...), mas a linguagem utilizada é grosseira. Não encontro outra forma de a descrever. Ele prende-se em pormenores desnecessários (como o tamanho do mangalho do personagem principal, que ocupa um capítulo inteirinho, e que eu estive o livro todo à procura de uma explicação para tal descrição aparecer - sempre pensei que houvesse uma lógica para se perder tanto tampo com uma descrição sobre tal atributo, nem que fosse no final do livro), a construção frásica é simplista por um lado, mas alongada por outro, e as descrições que faz dos personagens são muitas vezes desprovidas de sentido no meio da história global.

José Rodrigues dos Santos desiludiu-me, e não voltarei a comprar um livro dele.
Agora estou a olhar para o "Livro", de José Luis Peixoto. Esse sim, escritor de que já conheço algumas obras e que gosto de ler.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

leitura obrigatória

Uma recomendação da I., numa reunião de pais, que registei e comprei assim que pude.


Amei...


Nuno Lobo Antunes é um médico, e este livro é a compilação das suas crónicas enquanto Neurologista Pediátrico Oncológico.


Nuno escreve com a alma, retrata sentimentos, a sua paixão pela profissão, pelos seus doentes, nota-se ao longo das suas histórias o carinho por todos com quem trabalhou e de quem cuidou, a amizade que ficou de muitas relações, e tudo o que os seus doentes lhe ensinaram com a sua dor e a sua força.




"Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito."
Nuno Lobo Antunes, Sinto Muito



domingo, 5 de outubro de 2008

6ª feira realizei a primeira das minhas tarefas.
Li um livro.
Li 186 páginas numa noite. Amei. Chorei.
Há muito tempo que não lia um livro em tão pouco tempo.
Hei-de escrever aqui sobre isso.

O fim de semana? Excelente, entre amigos de longa data.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Somos todos irmãos,
somos todos diferentes:
há uns que têm bico,
há outros que têm dentes,
há uns que têm escamas,
outros que têm asas,
na terra e na água
fazemos nossas casas.

Eu só tenho pescoço.
Eu voo pelo ar.
Eu nado a quatro patas.
Eu cá gosto de andar.

Somos todos diferentes,
mas todos queremos bem
à boa da galinha
que é a nossa Mãe.
in Os Ovos Misteriosos

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Numa livraria num shopping de Lisboa

(empregada da livraria) – Posso ajudá-la?
(eu) – Não sei bem... ando à procura de um livro para ler.
- Que livro procura?
- Não sei. Um bom. Para ler hoje. Não sou muito esquisita...
- Mas que livro procura? Gosta de que género de livros? Romance, poesia, história, técnico...?
- Romance, talvez. Ou ficção.
- Pois, assim é difícil.
- Deixe, eu procuro sozinha.
(adoro folhear livros numa loja para decidir o que comprar)
(mas a senhora insistiu...)
- Mas gosta de que autores? Se me disser o nome posso ajudá-la. Assim é mais rápido.
- Gosto de muita coisa. Deixe estar que eu procuro. (farta da conversa)
- Mas diga lá. Concerteza tem algum autor favorito.
- Olhe, já lhe disse que gosto de muitos géneros de escrita. Mesmo muitos. Gosto de Nicholas Sparks, Isabel Allende, Graham Greene, Paulo Coelho, Dan Brown, JK Rowlings, Agatha Christie, Miguel de Sousa Tavares, gosto muito daquele autor de “O meu pé de laranja lima”, e recentemente li o “As velas ardem até ao fim”. Pode mesmo ajudar-me???
- Ah pois... (exitante) Se calhar é melhor ver a senhora...
No fim, acabei por não comprar.
Recebi um telefonema a dizer que afinal eu não tinha de esperar mais umas horas por boleia para casa.
eh eh eh