Mostrar mensagens com a etiqueta balanço. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta balanço. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012

2011 foi um pouco melhor que 2010, é um facto. Teve muitas mais coisas melhores, mas nem assim consigo chegar ao final e ficar 100% satisfeita com o balanço.
O ultimo dia do ano trouxe mais uma discussão, uma chatice, um aborrecimento familiar que era desnecessário. Talvez me coubesse a mim ultrapassar, relevar, perdoar. Continuo a não conseguir fazê-lo, e não sei se alguma vez o conseguirei. É, mais do que uma mágoa, uma dor que transporto. Uma dor fininha, persistente, que umas vezes está muito muito forte e outras ameniza um pouco, mas que não passa. Tenho de aprender a viver com ela, eu sei...

Não gosto particularmente da passagem de ano, mas gosto da ilusão que ela me dá: poder recomeçar, agarrar numa folha em branco e começar a escrever a minha vida de novo, voltar ao zero, crescer outra vez.

2012 afigura-se-me como um ano difícil (financeiramente, a instabilidade dos nossos empregos, etc), mas desafiante. 
É o ano em que prevemos alterar várias coisas, voltar a investir no nosso futuro e na nossa familia. Temos andado um pouco em standby, e assim não pode ser.
Porque nós valemos a pena, porque a família vale a pena, e acima de tudo, porque só assim faz sentido: remarmos todos para o mesmo lado, lutarmos por um objetivo comum, fortalecer-mo-nos enquanto família.
As palavras de ordem para 2012 são:
Simplificar, Organizar, Economizar, Amar.

sexta-feira, 20 de março de 2009

10...

Desempregada e com um princípio de uma depressão (ou de um esgotamento? A médica nunca se conseguiu resolver).
15 dias antes tinha espatifado a traseira do nosso Golf num acidente super-idiota.
Com uma cerimónia preparada num mês e meio (sim é possível!!!).
Com os convidados todos que quisemos ter ao pé de nós naquele momento tão especial.

Na véspera ainda tivemos direito a um jantar de despedida de solteiro a 2. Só nós, a comer um belo Naco na Pedra ali no David da Buraca. Assim que me deixou na casa dos meus padrinhos, ele ainda foi com amigos a um piano-bar, e eu fiquei a agrafar os livrinhos da Missa, a ver prendas e a aturar o nervosismo da minha mãe e do meu pai.

Na manhã seguinte fui ao cabeleireiro (arranjado na própria semana), ainda vim com a minha prima Ana a Lisboa comprar uma pochete para o 2º fato, e almocei nas calmas.

Estava um dia muito bonito de sol e de calor, tal como agora.
Quando começaram a chegar os convidados ainda não estava vestida, e quando chegou o fotógrafo consegui ainda discutir com ele – que se vingou deixando a discussão gravada no filme que nos entregou. Acreditem, uma noiva a discutir com um fotógrafo não é muito bonito… mas também não se ouve, só se vê o meu ar zangado.

A ida para a Igreja foi no mínimo sui generis, bem à minha moda. Basta dizer que eu, que seguia no carro dos meus padrinhos, cheguei lá 20 minutos antes dos meus pais, que resolveram ir por outro caminho, sozinhos, a 50km/h e com os 4 piscas ligados, para os verem bem (sim, é tudo verdade!!!).

Quando finalmente chegaram, lá despachei o pessoal para dentro da igreja e entrei. As primeiras palavras que o Padre Nuno me disse foi “Estava a ver que não vinhas”, mas a cerimónia correu bem. Inclusive a parte em que ele nos pregou uma partida e nos mandou ao púlpito ler o nosso testemunho.
Ahahah, o Zé ia morrendo de vergonha…

Acho que também não há muitas pessoas/noivas que se possam gabar de ter um ataque de riso quando a noiva tenta colocar a aliança no noivo e esta não lhe serve – as alianças foram compradas um mês antes e ele engordou…

A saída teve de se fazer pelas traseiras da igreja pois com o “meu” atraso já o pessoal do Terço queria entrar. Mas foi engraçado na mesma, e ao menos não houve cagadelas de pombo em cima de ninguém. Ainda conseguimos ir à escadaria tirar a foto de grupo da praxe.

A ida para o copo de água também teve o seu quê de engraçado, pois metade dos convidados perdeu-se e outra perdeu o tubo de escape. Mas lá chegámos a tempo e horas. Afinal, estava agora por nossa conta.

A malta mais nova engraçou com um pormenor do nosso testemunho do qual eles não sabiam, e isso ainda hoje os faz perguntar por ele. Mas não, não vou contar o que foi o “feliz contratempo” que nos levou a conhecer e a ser aquilo que somos hoje.

O jantar e o convívio foram aquilo que nós quisemos que fosse. A nossa ementa no espaço que nós quisemos. Os convidados escolhidos criteriosamente por serem quem são, o que representavam e ainda representam para nós. Porque queríamos mesmo que aquelas pessoas estivessem connosco naquele dia.
Éramos poucos mas bons, e se fosse hoje só não escolheria aquele grupo porque infelizmente alguns já não estão entre nós.

No meio daquilo tudo apenas me esqueci de atirar o ramo de noiva, mas ainda assim foi melhor, pois ainda hoje o guardo.

No fim, e eu que sempre quis ser a primeira a sair do meu próprio casamento, ainda me despedi de todas as pessoas e acabei por ser a ultima a sair. O nosso carro estava cheio de garrafas de água vazias, laços das cadeiras, preservativos cheios de chantilly e muitíssimo besuntado com margarina. Apesar de vários dias depois ainda sair margarina da fechadura, sei que já fiz bem pior nas mesmas circunstâncias…

Quando chegámos ao hotel, TCHARAAAAN, estava lá toda a malta dos escuteiros. Pronto, ok, fomos por as malas ao quarto e regressámos ao bar. O pianista é que não achou muita piada dado o adiantado da hora, mas como era para os noivos ainda tocou uma música dos Delfins (homenagem a mim), e foi-se embora.

Ao subirmos, bateram à porta várias vezes… Como pensávamos que algum engraçadinho tivesse descoberto o número do quarto, teimámos em abrir. Lá abrimos à 4ª ou à 5ª vez, e afinal era apenas o empregado que trazia o champanhe com morangos (delicioso), e que já se estava a passar da cabeça connosco.

Começámos esta etapa com um pequeno almoço no quarto – para podermos dormir e descansar mais um bocadinho na manhã seguinte, e depois partimos em lua de mel.

Foram 10 anos nem sempre fáceis, nem sempre alegres.
Com muitas brigas, birras e zangas. Ou não fossemos os dois Touros, ou não tivesse eu um mau feitio desgraçado, e seja má de aturar. Eu sei que não sou nada fácil.
Mas são 10 anos com um balanço muito positivo, uma vida em comum com um projecto de vida traçado e seguido nem sempre à risca mas conforme as vontades, as possibilidades, de acordo com aquilo que vamos aprendendo a ser em família.
O resultado até agora é que aqui estamos para continuar, com 2 filhotes bem lindos e saudáveis, que são a razão de continuarmos a lutar por aquilo que queremos ser e crescer.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008