Cada ano mais diferente, cada ano melhor nuns aspectos, pior noutros.
Tenho tantas saudades dos Natais passados em casa cheia de primos, tios, a familia toda reunida, as correrias pelas prendas, a emoção dos doces, o abrir os presentes, os fritos típicos, o dormir no chão de um quarto cheio, ficar na conversa e brincadeira até tarde.
Este ano foi mais calmo sim. Não tive de fazer de enfermeira, tive ajuda para tudo, partilhámos tarefas. Tivémos o bacalhau com batatas e couve portuguesa, o caldo verde e o lombo recheado. Tivémos a Roupa Velha no dia seguinte, o bolo Rei e a lampreia de ovos.
Temos a M., e como tudo é novo para ela. Tivémos biscoitos ("pequenos bolos" como ela diz) da Noruega, Grot e uma bebida que nem me lembro o nome. Temos o A. que ainda acredita fielmente no Pai Natal, a F. que quer acreditar, tivémos a ida ao 1º andar para vestir pijamas e lavar dentes, e o Pai Natal que gritou nesse tempo e deixou as prendas ao monte junto à árvore. O A. que desceu as escadas a correr e a gritar de contentamento, a F. que vinha logo atrás.
As prendas... as prendas que todos abrimos com maior ou menor surpresa, os Gormittis, a Operação, o perfume, as luvas, a Wii, os jogos da Wii, o DVD, os livros, as roupas, e tudo o mais.
As primeiras brincadeiras com as prendas abertas, montar a Wii, jogar até tarde. Ir dormir sem muita vontade, a excitação de saber que no dia seguinte haveria tanta coisa nova para continuar a brincar...
E no entanto... no entanto continua a faltar-nos tanta coisa.
O Natal que esteve para ser ainda mais preenchido e afinal não foi.
A forma como os adultos continuam a suportar, a esconder, a ocultar sentimentos e revoltas.
Foi um Natal agradável, sim, no entanto. Foi o Natal possível, que continuaremos a construir a cada ano que passa.
Feliz Natal!
4 comentários:
É ridiculo como toda a gente por aqui, em varios canais, sooner or later, falou do STRESS que é o Natal. Do quanto é mais aparencias que outra coisa. Estar com pessoas em família porque é a altura do ano em que é suposto estar em família.
Já pensei tanto sobre isso que já nem sei bem o que pensar. Será que devemos continuar a forcar convencionalismos, sejam eles comprar e oferecer prendas, estar com pessoas que nao apreciamos, fazer esta ou aquela comida e esperar que ninguem nos julgue por ela?
Já muito ouvi sobre "é Natal, tens de ir, tens de dar, tens de fazer..." e nunca nada fez sentido dentro da minha cabeca quando só via familiares a falarem mal uns dos outros pelas costas em todos os Natais em familia da minha vida. Uns falavam mal na viagem de carro até á casa da fulana tal, outros faziam perguntas inoportunas e insinuacoes que nada tinham de humoristico, e depois riam alto como se fossemos todos amigos e mto divertidos.
Sim, este era o meu Natal. Infelizmente descobri que é o Natal da maior parte das pessoas. Há sempre gente que nao queriamos ter me nossa casa, que nao queriamos ter a falar com os nossos filhos sequer, e há sempre o stress do dinheiro todo que se vai em prendas pq tem de ser e dp a maioria nem gostou do que recebeu.
O Natal passado vieram cá pessoa selecionadas: pais e irma do Bruno.
Este Natal nem isso, ficámos por cá os dois. Foi dos melhores Natais que já tive até hoje.
Beijinhos! :)
chama-se glogg e vende-se no ikea...
mas para mim continua a ser coca cola sem gás...
Comparacao interessante. Sabia que coca-cola sem gas faz bem para parar diarreias?
não, prefiro drambuie aquecido
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