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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Sis

aqui tinha falado sobre elas.
E várias outras ocasiões, mesmo sem as mencionar diretamente.
Ontem, cerca de 1 ano e meio depois de "existirmos", uma questionou:

"Será que vamos ter este grupo toda a vida?
Será que vamos envelhecer juntas?
Eu sei que não me sabem responder.
Deu-me para isto... Hoje estou sentimentalona."
Pronto, estou lamechas hoje..."

Entre outras respostas que surgiram,(todas no mesmo sentido), eu respondi assim:

"vamos ter este grupo enquanto nos mantivermos assim: 
Uns dias mais tolerantes, outros menos; 
Uns dias choramos e recebemos apoio, outros somos nós que apoiamos; 
Uns dias somos brutas comáscasas, mas estamos com tpm ou assoberbadas em trabalho, e mesmo que alguém se melindre na altura, acabamos por "fazer as pazes". 
Uns dias falamos de banalidades, outros de temas importantes e relevantes. 
Uns dias trocamos receitas de dieta, noutros "comemos" gelados. 
Uns dias falamos e falamos e falamos só para não ficarmos caladas, noutros dias ficamos sossegaditas no nosso cantinho, sem querer falar com ninguém, e nenhuma das outras incomoda. 
Sabemos que aqui, de uma forma ou de outra, alguém nos há-de ouvir e dar um empurrão ou uma palmadinha no ombro."

Só por isto, já valeu a pena o Zucas ter inventado o Facebook.
E esta nossa t-shirt diz tudo:

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

As minhas pessoas

Nos primórdios da internet (generalizada, entenda-se), os new-mother/baby-fóruns trouxeram-me uma pessoa que ainda hoje mantenho como amiga. Partilhamos coisas das nossas filhas, das nossas vidas, de tudo.
 
Os escuteiros trouxeram-me amigos que fiz na infância, e que hoje mantenho, que estão lá para mim, cujas famílias são amigas da minha família. Trouxeram-me, já adulta, outros amigos que guardo na mesma gaveta do meu coração. Uns com quem partilho atividades, vários que me leem, que me ajudam nas minhas loucuras. Outras que comigo vão beber um café sem café, mas com muita conversa e uns scones deliciosos, feitos com muito carinho.
 
A blogosfera trouxe-me novos horizontes, novas pessoas que fui conhecendo pela sua escrita, que fui aprendendo a gostar, a acompanhar. Trouxe-me a escrita (aquela que não guardo em pedaços de papel), a partilha, a interação num canal onde podemos ser nós ou inventar personagens. E algumas dessas personagens passaram para a vida real. A minha vida.
 
O Facebook trouxe-me de volta colegas de escola com quem não tinha contacto há anos. Trouxe-me um grupo de amigas - algumas delas bloggers que já conhecia (ou antes, lia). Que se tornaram peças fundamentais na minha vida. Pedras basilares dos meus momentos bons, mas acima de tudo os ombros amigos dos tantos momentos menos bons que tenho tido nestes últimos meses. Ali falo tudo, de tudo, com todas e sem receios. Ali falo, oiço, aconselho e sou aconselhada. Choro e rio com as tristezas ou conquistas de cada uma.
E se tenho alternado estas duas coisas!!!
Ali tiramos fotos de looks banais, fotos de desafios loucos, partilhamos roupas, livros, receitas e dietas, falamos de filhos, maridos, namorados, aventuras, desventuras. Tão depressa nos amparamos como na hora certa e necessária damos o devido raspanete a alguma, para a fazer voltar à razão.
E isso faz-me tão bem...
O Facebook trouxe-me também causas. Causas que abracei e abraço sem pensar muito no tempo que me vão consumir. Sou pessoa de convicções e não me custa fazer opções, tomar atitudes, agir de acordo com elas. Fazer agir, fazer acontecer.
 
Outras tecnologias trouxeram-me novas pessoas, novos grupos, novos horizontes.
Gente de todo o mundo que em comum tem o gosto por uma marca. Aventuramo-nos em explorar, partilhamos, levamos ao limite, rimos, brincamos, zangamo-nos e fazemos as pazes.
Uma fase em que apostei em algo que me magoou, mas que ultrapassei e curei. Com cicatrizes, mas curei bem curadinho.
Outras pessoas que vou conhecendo a cada dia um pouco melhor. Afinidades? Sim, acredito que sim. Costumo ter um sentido apurado para "sinalizar" logo quem me inspira ou não confiança.
Com uns começou por possíveis oportunidades de trabalhos conjuntos, outros por apoio nessa mesma tecnologia, um grupo que se gerou em volta de uma marca.
Com outros começou porque sim. E esses nem sei definir. Andam no limbo. Não me são indiferentes mas não me criam laços que julgo virem alguma vez a serem duradouros.
 
Com outra pessoa começou por uma simples foto. Um estado de espírito menos bom. Um comentário a partir do qual começaram a surgir conversas. Ao início, breves. Aos poucos foram-se tornando maiores, mais profundas, mais nossas. Confiança. Relatos de vida. Afinidades. Tantas coisas comuns e outras tantas tão distintas. Mas uma grande afinidade acima de tudo. Entendimento, desabafos, conselhos, partilhas. A necessidade de contar ao outro uma novidade boa do dia, do fim de semana.  
Horas de conversa que passam depressa demais (demais!!!) e sem dar conta, perdidos no meio de tantos assuntos e histórias que surgem naturalmente, sem esforço, com total naturalidade, com à-vontade. O sorriso, o abraço, o olhar. Um olhar profundo, terno, desinteressado e amigo.
Alguém que comigo partilha a simplicidade e honestidade, a quem me agrada contar o que me vai na alma. Que sei que me escuta de coração, e tem partilhado também muito (tanto...) de si.
Faz falta alguém assim, que dá, que recebe, que não exige nem cobra.
 
Posso dar-me por contente.
Tenho pessoas, as minhas pessoas.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

:(

As últimas semanas têm sido pródigas em notícias menos boas. Más mesmo.
Não diretamente a mim ou aos meus familiares, mas aos meus amigos.
E as palavras fogem-me, e os atos resumem-se a um beijo, um abraço (ainda que virtuais por vezes). E um gigantesco sentimento de impotência que me assola.
E as palavras de uma dessas pessoas que tem tido diversos revezes mas continua de sorriso nos lábios "Deus dá-nos na medida daquilo que conseguimos suportar".

quinta-feira, 24 de maio de 2012

lindo...

outra coisa maravilhosa destas cenas virtuais-que-já-não-são-tão.virtuais-assim é estar a "assistir" e a "acompanhar" uma amiga prestes a parir, em direto no telesperto.

E sim, o meu sobrinho vai nascer!!!!!!!

(estou histérica)

[update: ainda não foi esta noite. Tenho cá para mim que será amanhã...]