Um passeio por alguns sites das novas redes virtuais fez-me voltar ao passado longínquo, aquele dos meus 18/19 aninhos e mais alguns, recordar caminhos e escolhas.
Essas escolhas que vamos fazendo ao longo da vida e que condicionam não só o imediato como todo o nosso futuro, e que de uma forma ou de outra, mesmo que não nos arrependendo delas, nos fazem depois questionar " e se...?".
Recordo hoje um filme que fui ver ao cinema Nimas - sala conhecida por ter sempre um tipo de cinema alternativo e por vezes mesmo muito estranho. Eu achava alguma piada por vezes, embora nem semore tivesse paciência para assistir a cenas muito maradas mesmo e que me faziam chegar ao fim das apresentações com a sensação de ter estado a dormir o tempo todo, uma vez que não conseguia perceber patavina do possível nexo que aquilo teria. Adiante.
Na época fui a reboque de uma amiga de faculdade, que por sua vez foi influenciada por um outro amigo e conterrâneo, ele sim reconhecidamente conhecido pelos seus gostos peculiares e nada convencionais sobre música, cinema, etc.
O filme em questão era francês (blhaaaarg) e chamava-se "Oui-Non".
Na verdade este filme eram dois filmes, ou seja, para vermos a história toda tinhamos de ir lá duas vezes assistir aos dois filmes, e consequentemente pagar dois bilhetes.
A ligação entre o primeiro parágrafo e o resto é que o filme mostrava precisamente a vida de uma familia, baseada na escolha que um dos personagens principais fazia logo na primeira cena. Já não recordo bem como era, mas sei que tudo partia do facto de ele aceitar (Oui) ou não (Non) fumar um cigarro que alguém lhe oferecia.
A partir desta primeira escolha, toda a vida daquela familia seguia numa direcção ou noutra, dando assim origem aos tais dois filmes completamente distintos que nós fomos ver.
Sem darmos conta, aquele filme 2-em-1 é um retrato fiel do que é e do que poderia ter sido (ou ser) a nossa vida.
A todo o momento, as nossas opções, as nossas respostas, as nossas reacções dão origem a acontecimentos que condicionam aquilo que vai acontecer de seguida. E é assim que se constroi uma vida, um destino, vários destinos.
O truque, se é que ele existe, passará talvez por agir em conformidade com aquilo que somos e no que acreditamos. Acredito também que seremos mais felizes (ou menos infelizes) se não estivermos sempre a olhar para trás e a pensar no "e se...".
Para recordar.
5 comentários:
Pensar no 'e se...' é saudável quando o usas por 5 minutos e dele retiras uma conclusao do que mais te empolga fazer a seguir.
A resposta certa está no caminho que mais te fizer o coracao saltar! ;)
Fora isso, o 'e se...' apenas te fará sentir velha :P
Tens toda a razão amiga, todinha mesmo.
Desculpa corrigir-te, mas acho que os títulos dos filmes eram mesmo "fumar" e "não fumar" :-)
E apesar de tanto teres resmungado na altura, é bom virem estas recordações à memória e pensar que, afinal valeu a pena!
E se... não tivessemos visto aqueles filmes??? ;-)
Muitos "e ses" ficaram pelo caminho e as respostas serão sempre uma incógnita... Agora resta-nos pensar nos "e ses" futuros e tentar fazer as escolhas acertadas!
Sweet, acho que tens razão, os filmes eram "Fumar" e "Não fumar"... falha-me a memória, é da idade.
Bjs,
S
LOL
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