quarta-feira, 29 de setembro de 2010

meeeeeeeedo

As notícias das ultimas semanas assustaram-me.
Principalmente porque sei que grande parte do alarido era mentira, mas isso sou eu que estou por dentro de grande parte do assunto, e isso sou eu que não posso falar do assunto. Principalmente por falar com o meu chefe e por ouvir nas suas entrelinhas o que daí viria. Pelas cabeças que ainda estão por rolar, pelo rebuliço, pelo seu ar sério, verdadeiramente preocupado, pelo pouco que deixou cair e que eu já aprendi a reconhecer como sendo verdade ou mentira. E neste caso tem um grande fundo de verdade...

O comunicado de há pouco do nosso PM assustou-me.
Tenho notado nos ultimos 2 anos, como milhares ou milhões de portugueses, um decréscimo acentuado no meu poder de compra. Eu sei que não sou propriamente uma pessoa poupadinha, mas nunca fui despesista (como agora é chique dizer-se), e o que é certo é que de mês para mês custa mais fazer esticar o dinheiro. Quando estica...

Assusta-me pensar que, não sendo aumentada há 3 anos, não tendo este ano nem tido direito ao acerto da inflacção, tendo a carreira congelada, a comissão de serviço cada vez mais longe, o aumento do IRS de Junho passado, esses já escassos euros vão ter de durar ainda mais, pagar o mesmo com menos dinheiro.

Adivinham-se tempos complicados, a todos os níveis.
Para cúmulo (ok, esta é mais psicológica, e eu tenho cá um poder de encaixe... tipo estômago: vai esticando), não posso dar-me ao luxo de refilar. Sou daquelas que tem de estar ao lado dos cabecilhas, cabeça erguida e defender a empresa, o sector e o patrão grande a todo o custo.
Ah pois é...
Mas, tem graça (ou talvez não), estas circunstâncias não surgiram precisamente na altura em que foram congelados aumentos, carreiras e progressões?

Adivinham-se tempos muito difíceis.
Muito mesmo.

2 comentários:

Administrator disse...

Eu só posso dizer que estou em pânico. Ainda mais em pânico do que já estava.
Maçã Dentada

S disse...

Em pânico não estou...
Estas eram medidas que, por muito que nos custe admitir, se adivinhavam há algum tempo.
Custa claro, mas de alguma forma tinham de ser tomadas medidas. e sabemos que são sempre os mesmos a pagar.
Mas receio principalmente pelos meus filhos, pelo que os espera no futuro e pelo que não lhes poderei proporcionar.