segunda-feira, 14 de novembro de 2011

o direito à greve

Na 6ªf quando cheguei à escola do A., estava lá um catrapázio a informar que na próxima 3ªf não haveria almoço, pelo que deveríamos ir buscar as crianças às 12h00 para almoçarem em casa.
Pois que as senhoras da cantina vão fazer greve. aliás uma ação de protesto contra a discriminação do poder local.
Confesso, estava cheia de pressa e não liguei muito à coisa. Até ontem me terem perguntado o porquê da greve, e eu não ter sabido responder (mas já me informei).

Cada um sabe de si e Deus sabe de todos, já diz o ditado, mas a mim isto deixa-me chocada.
Elas são funcionárias públicas (as cantinas do 1º ciclo são da responsabilidade da câmara municipal), têm "regalias" superiores ao normal, e ainda querem mais?
O meu filho amanhã não vai à escola.
Eu, funcionária numa empresa do setor empresarial do estado, e que trabalho a 23km de casa, não me posso dar ao luxo de sair do meu trabalho a meio da manhã (12h00 lá...), dar almoço ao meu filho, almoçar e regressar perto das 14h. Não posso perder esse tempo no meu serviço e não posso suportar mais essa deslocação.
Como eu, estão muitos outros pais (alguns, vá).

Se estas funcionárias, que na próxima semana vão aderir à greve geral, se podem dar ao luxo de no mesmo mês prescindir de 2 dias de salário, digo eu que esse salário é mais do que suficiente para elas e consequentemente não precisam de aumentos.
Estarão no seu direito de o fazer, é um direito que por Lei lhes assiste, ok, mas em consciência acho isto escandaloso.

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