quinta-feira, 18 de novembro de 2010

diferente, eu?

Dizem-me as mais variadas pessoas que eu estou diferente.
"Diferente, eu?" pergunto. "Naaaaaa"
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Sim, sei que até estou, mas não pensei que se notasse tanto... Até porque comentários destes vêm de pessoas tão diferentes, tão distantes que nem se conhecem, e isso dá que pensar.
Uns disseram-me que é pela maneira de vestir, outros pela maneira de vestir - roupas menos "sérias" e com mais "estilo", mais sensual (o que uma pessoa ouve, meu Deus!) mas também pela maneira de estar - mais alegre, mais expansiva, menos fechada em mim. Outros dizem que, a somar a isto, tenho um brilho diferente no olhar.
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Sim, sei que este ano me fez mudar, e a vários níveis.
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Comecei o ano com um pontapé profissional que me permitiu somar pontos. Foi um mês complicado, muito trabalhoso, mas que me deu um enorme gozo e me fez aprender muito. Consegui mostrar o meu valor e consegui mostrar no meio de uma crise que o meu trabalho faz falta, e muita.
Progredi e ganhei mais confiança em mim própria também. Sinto-me bem comigo mesma.
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Entretanto, uma crise pessoal que me tem feito pensar muito na vida. Na minha vida. Na nossa vida familiar. Na minha vida. Minha.
Essa crise surgiu numa altura muito conturbada, e teve muitas consequências. Consequências graves. Tantas consequências que a minha vida, o meu ser, a minha consciência, nunca mais vai ser a mesma. Não vai...
Confundi sentimentos, questionei o futuro, o meu futuro, o nosso futuro. Passei muito tempo a pesar prós e contras, nem por isso tendo chegado já a uma conclusão.
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Tive grandes crises de ansiedade este verão. Crises de me fazer faltar o ar, crises de me pôr a chorar convulsivamente. Saía da empresa e ia dar uma volta, à torreira do sol na maior parte das vezes. Arejar, espairecer, acalmar. Bati no fundo nesta altura, quase que afundei.
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Fez-me muito bem ir de férias na altura em que fui, com quem fui e nos moldes em que fui. Foi tão bom, mas tão bom, mas tãaaaaaaaaaaaaaao bom estar fora deste meu meio durante duas semanas. Muita praia, muita conversa de mulheres, muita brincadeira de crianças, muita conversa da treta. Arejei a cabeça, arejámos a cabeça.
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Quando regressei, passei de novo por um periodo menos fácil, e por momentos contrastantemente muito bons. Muito bons mesmo. Foram dias de saudade, de ansiedade, dias muito felizes, livres, sem problemas nem futuro.
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Mais um periodo menos bom se meteu pelo meio, e um grande abalo nos meus pensamentos, na minha cabeça, nas minhas questões para o futuro. Para o meu futuro, para o nosso futuro. Uma vez mais pesei prós e contras, uma vez mais não cheguei a conclusões.
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No meio disto tudo, uma certeza.
Sim, estou diferente.
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Mas eu própria não consigo definir a que nível se operou ou se está a operar essa diferença.
Sei que no meio de tudo isto, sei de uma coisa, cheguei a uma conclusão muito certa (passando a redundância):
Gosto muito de mim.
Gosto de mim, sinto-me bem comigo e com o meu corpo (estou-me nas tintas para os 6kg a mais).
Voltei a sentir-me viva, voltei a sentir-me a mulher para além da mãe.
Gosto de mim, e quero ser feliz (só ainda não sei bem como).
Gosto de vestir um vestido giro, uma saia curta ou comprida, gosto de me arranjar, gosto que me digam "estás bonita hoje".
Gosto de usar uma maquilhagem básica para disfarçar as olheiras, e gosto de caprichar um pouco se me apetecer.
Gosto de vestir uns jeans e uma camisola grossa e sentir-me super confortável.
Gosto de ir para o campo e de me deitar na terra, de olhos fechados, sentir o cheiro, a textura, ouvir os sons do campo e do chão.
Gosto de prender o cabelo, abrir os vidros do carro e conduzir com a música em altos berros. Uma música bem alegre, bem mexida, bem ritmada.
Gosto de rir com gargalhadas sonoras.
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Até nos gostos musicais eu sei que mudei. E sei quem me ajudou a mudar... a conhecer novos artistas, a ouvir todos os estilos.
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Por dentro sinto-me ainda inconstante, um pouco incerta, uns dias mais triste e pensativa, outros dias super-confiante. Por fora faço por ter sempre um sorriso no rosto quando saio de casa.
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Não tenho fim à vista para estes contrastes.
No entanto, encaro agora essas incertezas com muito mais serenidade. Não uma serenidade plena mas qb para que não volte a bater no fundo.
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Este blog andou estranho nestes últimos meses? (vários comentários que me fizeram neste sentido)
Pois andou, e agora quem o lê tem um pequeno vislumbre do porquê.
Poucas pessoas sabem realmente do que falo aqui, mas acreditem que todos, de uma forma ou de outra, me ajudaram muito ao longo deste ano.
Obrigada por me aturarem.
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Em conclusão: Respondendo à pergunta inicial deste post...
Não estou diferente. A minha postura e a forma como agora tento encarar a vida é que estão diferentes, para melhor acho eu.
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Pensei, disse e fiz coisas que nunca pensava vir a pensar, dizer ou fazer. Aprendi a não dizer Nunca. Aprendi a olhar certas atitudes que antes encarava como proibidas como possíveis. Aprendi a amar e a amar-me.
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Um dos meus novos lemas?
"Quando você se sente bela, os outros acham-na mais bela" (lembram-se do anúncio?)
MUDASTIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

4 comentários:

Anónimo disse...

Pois eu acho que sempre foste assim: Linda - por dentro e por fora.


paula

lucie disse...

li há uns meses o the happiness project! queres que te empreste? um de muitos caminhos possíveis para a felicidade, basicamente a desafiar-nos a criarmos o nosso projecto de felicidade!

(já não vinha cá há algum tempo, agora é pôr a leitura em dia!)

S disse...

Sejas muito "bem revinda"
Quero sim! Isso é um livro?
Beijo


PS - gostei muito de te ver "no outro dia"!!! :)

lucie disse...

sim um livrito! Fazemos um bookcrossing! Não estou em LLisboa quando lá estiver depois envio-te ;)