terça-feira, 26 de abril de 2011

Como eu falhei na profissão, ou como poderia perfeitamente ter uma carreira paralela (fosse isso render alguma coisa de jeito) - parte I

Com um problema que não entendo de maneira nenhuma (não, a culpa não foi do adormecimento do Tico e do Teco, falei com várias pessoas entendidas na matéria) no meu TMN, liguei para o apoio ao cliente, onde um rapazinho com uma voz fantástica e de uma simpatia e disponibilidade irrepreensíveis me indicou que o próximo passo seria ir pessoalmente a uma loja TMN (os clientes pré-pagos têm algumas desvantagens face aos outros...).
Fui de imediato.

Cheguei lá eram exactamente 15h33m, confirmado pelo talão da máquina de distribuição de clientes (sei lá o nome daquilo), e pelo tal telefone (o problema foi no plafond de navegação que sacaram mesmo, o bicho funciona muito bem).
Exactamente às 16h21 fui chamada.
Tive portanto 48 minutos onde pude estudar os 16 clientes que tinha à minha frente, as condições da loja, as funcionárias, até o carros que estavam estacionados em frente à loja.

Nesse tempo, espantaram-me várias coisas.

1. Na mesma "loja", atendem-se clientes da Meo, TMN e Sapo - ok, tudo empresas do mesmo Grupo, mas com serviços complementares (idênticos até nalgumas circunstâncias), mas para todos os efeitos, empresas diferentes e clientes com problemas diferentes.

2. Nessa loja, que teria uns 25m2 (mais ou menos o tamanho da minha sala, daí saber a medida), existem apenas 3 cadeiras para os clientes que aguardam. (eu tinha 16 pessoas à frente, ok?)

3. Nessa loja, os expositores estavam arrumados, mas os folhetos desordenados e sem nenhuma lógica (depois explico porque sei isto*). Havia inclusive folhetos de promoções que passaram há 3 meses. (não que me interessasse, mas para passar 48 minutos à espera, a malta lê de tudo).

4. Nessa loja, havia 4 balcões disponíveis, mas apenas 3 funcionárias a atender. E claro que neste meio tempo duas delas foram lanchar (uma de cada vez, mas claro que atrasou o serviço - a culpa não é delas, porque têm obviamente de comer).

5. O atendimento foi irrepreensível na simpatia. No entanto, passei à rapariga uma pequena rasteira** e ela caiu - não estava muito preparada para falar do meu tarifário, estava constantemente a ir à net buscar informação (eu não via o monitor, mas ela lia a mexer os lábios e nem procurou disfarçar).

6. Saí de lá às 17h05 (hora e meia depois de ter entrado), e com duas reclamações no bucho***, mas sem solução à vista.

7. Ah, e na reclamação que me levou lá, apenas trouxe uma cópia da carta - com o número do processo, e a certeza absoluta da funcionária de que eles não vão cumprir o prazo de 10 dias que me escreveram num simpático sms. "É muito raro eles responderem dentro desse prazo..." disse ela. "Ai não? E para onde eu começo a ligar quando esse tempo terminar?"


Agora pergunto eu, às pessoas menos reclamantes do que eu, com menos mau feitio (eu não disse bom feitio... eheheh), e com um olho felizmente para elas menos bem treinado* para alguns pormenores: Isto é normal?
48 minutos de espera?
Sem cadeiras?
Uma loja de 3 empresas, totalmente desleixada?
A própria funcionária assumiu que o prazo a que eles se propõem não vai ser cumprido?

Mas, saí de lá satisfeita. Deixei a minha mensagem, reclamei o que devia ter reclamado, agradavel e educadamente, e quase nos tornámos melhores-amigas (se eu me desse a essas coisas com pessoas que acabo de conhecer e um bocadinho loiras)
Sim, nasci para reclamar.
Estou na profissão errada. Ou tenho de arranjar forma de retomar a minha antiga actividade-paralela (próximo post).




* É que eu já fui Cliente-Mistério
** Disse uma aldrabicesita descarada que ela não soube desmentir - e que estava escarrapachada no site, porque foi lá que eu também aprendi
*** Aproveitei e reclamei do meu Meo congelar frequentemente - afinal, eu estava lá não era? Mais valia aproveitar

1 comentário:

Jolie disse...

podemos sempre formar uma sociedade :p