Acho eu.
Pelo menos nunca foi essa a intenção.
Isto nasceu como um não-diário*, onde ia partilhando pedaços do meu dia a dia, do qual fazem inevitavelmente parte os meus filhos.
A minha incursão na blogosfera sempre foi recatada, e nunca me dei bem pelos blogs mediáticos. Não gosto das lindas, amiguinhas, kiduxas e mais-que-tudos que se leem e comentam freneticamente, ficam neuróticas com o contador de visitas e com o número de comentários que têm nos seus posts.
Desses blogs, leio 3 ou 4 de uma forma mais ou menos regular. Leio assiduamente os de pessoas que me dizem realmente alguma coisa, com quem me identifico ou que considero "blogs com cabeça" (acho que são 2 apenas, porque um deles foi promovido há uns meses a blog-amigo).
Isto nunca foi um babyblog.
Frequentei foruns em busca de informação sobre a gravidez e primeiros tempos de vida principalmente quando a F. nasceu, e daí trago 2 Amigas, ou 3 conhecidas e pouco mais. Nunca achei piada andar a ler furiosamente se A ou B ou C (que eu não conhecia) estava com 30 ou 39 ou 21 semanas de gravidez, pelo simples facto de que aquelas que realmente me importavam eu conheci antes dos blogs, ou conheci já depois de as crias terem nascido.
Nunca encarei a gravidez como algo naturalmente maravilhoso e lindo, até porque eu da F, como já comentei aqui, detestei estar grávida, odiava ver-me ao espelho, e tirando o facto de adorar senti-la e daí ter resultado uma das minhas obras-primas nesta vida, passava perfeitamente ao lado disso. Ah, e não suporto ver barrigas de grávida. Por isso, grávidas ao pé de mim, só "tapadinhas".
Escandalizados? Mudem já de blog, please.
E sim, vou continuar a pespegar aqui as gracinhas dos meus cada vez maiores pequenos, porque isto é uma espécie de diário.
E acho que dos meus leitores só uma saberá do que falo.
Essa não se importa. Acho eu.
ATENÇÃO: nada contra os babyblogs, tá?
*O primeiro nome deste espaço
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