Um fim de semana sem crianças foi sinónimo de levantar da cama só quando o estômago já doía de fome, descer para tomar o pequeno almoço e voltar para dormir mais uma sestinha.
Sair de casa para ir ver o mar, e passear e voltar a tempo de ir participar no fogo de conselho. Dormir de novo até altas horas da manhã, mais pequeno almoço e nova sesta. Não ter horas para almoçar, mas pensar tão somente na hora a que tínhamos de os ir buscar.
Foi sinónimo de transformar o sofá da sala em cama e ficar até às tantas numa sessão de cinema com uma boa banda sonora, pipocas e edredon, de não pensar em refeições com todos os ingredientes necessários nem em horas para nada - foi ir fazendo as coisas à medida que nos apetecia.
Mas foi também sinónimo de chegar a casa na 6ªfeira e sentir a casa vazia e demasiado silenciosa. Foi acordar no sábado assustada porque já eram 10h30 e ainda ninguém tinha vindo reclamar pelo pequeno almoço. Foi estar na praia a pensar no quanto eles gostariam de lá ter ido connosco, foi vê-los à noite felizes e ter tido pena de não ter ficado lá com eles ou não os ter trazido. Foi ir ao supermercado e não ter que ter dito 10721 vezes que "não".
Foi muito bom estarmos assim, de novo namorados sem compromissos. Foi bom dormir e descansar muito.
Mas não é coisa que eu quisesse repetir muitas vezes.
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