Finalmente "desliguei o botão". Que é como quem diz, fechei o último berbicacho no trabalho e posso pensar "só" nas férias, no protector solar, nos mergulhos, na trouxa da praia e no jantar.
Vim para baixo no domingo, e juntei os amigos "diferentes".
Deu bom resultado, numa manhã de praia e uma tardada como de costume... à mesa. Caipirinhas, churrasco, muita conversa da treta, muitas brincadeiras de miudos e graúdos. Um dia em grande, portanto.
Ontem começámos as férias a sério.
Eu, a L. e as crianças (2 minhas, 1 dela e outra emprestada - respectivamente 5, 9, 5 e 12 anos).
O ritmo tem sido... levantar, pequeno almoço, fazer o farnel, meter o pessoal no carro, praia, comprar jantar, vir para casa, banhos, jantar, café com esplanada e parque (bendita conjunção), crianças na cama, conversas de gaja, um pouquinho de net (hoje deve ser o ultimo dia, vou tentar), cama. Estar na praia o dia inteiro é uma experiência que está a resultar, gastamos rios de protector solar é certo (a média tem sido de 4 besuntadelas por dia por criança - factor 50, que a malta não brinca com estas coisas), mas poupamos no gasóleo, no desgaste de andar para trás e para diante, e os miudos adoram.
Têm é perguntado o dia inteiro pelo almoço, não obstante as sandes, yogurtes, águas, linguas de gato, bolachas, fruta, sumos e bolas de berlim que passam o dia a comer. Ainda não perceberam que aquilo é o almoço. Mas cooooomem, ou se comem, santo Deus!
S. Torpes continua igual a ela própria, embora hoje estivesse com gente a mais do que é costume. Amanhã vamos tentar uma praia menos concorrida, em especial com menos malta do nuorte carago, pois gritam que se fartam, só faltou hoje levarem o fogareiro para a praia, e isto para mim fica demasiado parecido com o Algarve - e isso é coisa que eu este ano não quero.
Não sendo tarefa fácil andar com toda esta malta para trás e para diante, estamos já todos a encarrilar com o esquema, e as rotinas (como a simples ordem pela qual devem entrar nos carros por causa das cadeiras, ou aquilo-que-cada-um-leva-para-a-praia-cada-um-tem-de-trazer-da-praia) começam a estar mecanizadas já.
Por isso, esta noite já não estamos tão cansadas, principalmente de estar sempre a dizer a mesma coisa ou de estar sempre a perguntar se falta algum, se se perdeu alguma coisa, ou se é preciso mais alguma coisa.
Nós, as adultas, porque eles continuam frescos que nem alfaces.
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