quinta-feira, 11 de agosto de 2011

dia 1

A viagem e o 1º dia foram demostrativos do que aí viria...
A chegada, o check-in, as arrumações, a Eucaristia, a cerimónia de abertura, o almoço, a partida a correr para a 1ª actividade, que para o nosso Clã seria o Barranquismo.
Aqui um primeiro desafio (o primeiro de muitos que viriam a ser cumpridos).
Rapel faço eu com "uma perna às costas", nadar também. Mas quando chegámos à parte do salto*... meu Deus! Não sei como há quem goste daquilo...
Eu seguia no final da comitiva, e observei os saltos de todos (apenas uns 3 ou 4 é que foram pelo caminho alternativo). Eram apenas 2 ou 3 segundos...
Avancei por entre as rochas, deitada, até à plataforma rochosa de onde tinha que saltar.
Parecia gigantesco!
Logo ali fiquei zonza de ver a altura real de onde era esperado que saltasse. Só pensava nos poucos segundos que tudo demorava, mas a altura era imensa.
Ainda perguntei ao Raoul (o monitor que nos acompanhava) se deveria saltar mesmo ou bastava "dar um passo". Ele brincou, dizendo que se saltasse me iria esborrachar na rocha em frente. Bastava dar um passo como se fosse a caminhar, e deixar-me cair.
Após uns minutos de medo, de hesitação (e todo o grupo a assistir à cena, incitando-me a saltar), lá me resolvi a saltar mesmo.
Pânico. Aqueles 3 segundos entre o saltar, cair na água e voltar ao de cima, pareceram-me 3 horas. Senti um frio a percorrer-me o corpo, uma sensação de vertigem horrível, como se estivesse em queda livre (e estava...).
Quando saí, estava toda a tremer, e demorei ainda um bom pedaço de tempo até recuperar.
Quando o Raoul se juntou ao grupo, perguntei-lhe a altura daquilo: 7,5m.
Se me dissessem que eu iria fazer aquilo, eu não acreditava. Consegui.
Consegui!!!

À noite a 1ª actividade do imaginário.
Cinema com Valores.
Notei com agrado a preparação que os Clãs fizeram de toda esta actividade. Houve empenho de todos, orgulho no seu trabalho, maturidade na organização. Nasceu aqui um bom augúrio para o que aí viria, e não estava enganada.









*Imaginem um poço. De rochas, mas um poço. Imaginem que nós estávamos numa plataforma/prancha no cimo desse poço e tínhamos obrigatoriamente de saltar lá para o fundo para podermos seguir o percurso. É o salto.

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