Preparou-se, "estudou". Venceu medos, saudades, secou lágrimas e cresceu.
Ontem quando finalmente vestiu o uniforme oficial, não cabia em si de contente. Quis experimentar o lenço e corou de alegria quando se viu assim.
Passou a vigília com um ar muito compenetrado, senhor do seu papel.
Ficou lá esta noite, a última noite de campo como Pata Tenra... Quase se deixou vencer pelas lágrimas, mas olhou-me nos olhos e disse "um Lobito não chora mãe".
Por vezes um Lobito chora, sim, pensei eu. Mas entendi o que queria dizer e limitei-me a concordar com esta sua demonstração de valentia.
Daqui a nada vamos buscá-lo para almoçar e uniformizar-se de novo, e sei que vai trazer outras tantas recordações. Sei que vai trazer o sorriso aberto e o coração cheio. Sei que vai estar ansioso pela noite, que vai ter pressa em fazer tudo e em voltar para lá.
Como é que eles crescem e saem de nós tão rápido?

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