quarta-feira, 6 de julho de 2011

12.Julho.2011

Apercebo-me agora que na Prova do mês passado ela não tinha percebido bem ao que ia. Isto é, não tinha percebido, antes de lá chegar, que se tudo corresse bem com estes testes, poderia incluir o ovo na sua alimentação.
Percebo isso agora, em que ela conta os dias que faltam (coisa que não fez na outra prova). Percebo isso quando os seus olhos brilham de expectativa e toda ela se ri quando afirma: "faltam 7 dias para poder provar um pastel de nata, mãe".

No mês passado a expectativa estava só do meu lado, e vejo agora que eu a escondi bem. Mas agora ela sabe perfeitamente ao que vai, e a fasquia está muito alta.
E isso faz-me ter medo, muito mas muito medo de que as coisas não corram como nós esperamos. Porque ela agora está confiante que vai comer os bolos que nunca comeu, e se isso não acontecer será bem pior... Para uma criança que nunca provou um pastel de nata ou uma bola de berlim, mas que há 9 anos que vê os outros a deliciarem-se com isso, a esperança de poder vir a fazer o mesmo é um golpe cruel de lidar se não se realizar.
Lidámos relativamente bem com a evicção estes 9 anos, mas será muito difícil de lidar com um balde de água gelada.

Ela está esperançosa. Eu estou cheia de medo.
Ainda faltam 5 dias para o Dia C.








Mas já lhe prometi que se correr tudo bem, saímos do consultório direitas ao bar do hospital para comer um bolo cheio de creme. E dali vamos aos pasteis de belém. E dali ainda vamos comer um molotoff feito pela C.
Tenho tanto medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo
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