quinta-feira, 28 de abril de 2011

Diga Fleeeexiiiiiiiiibiiiiiiiiii-lidade (ou a Revolução do 28 de Abril de 2011) - Parte 3


(continuação do post anterior)

A empresa seguinte passou por diversas fases.
Quando tudo sempre funcionou bem com responsabilização individual, eis que vem um relógio de ponto.
Ah, mas as minhas funções tinham então horário flexível. Mas isso é o quê, com um cronómetro preso ao dedo indicador? Resumidamente, tinha um período fixo em que tinha es estar lá, mas outro em que podia entrar e sair a horas diferentes, desde que cumprisse X por semana. Tivemos grandes brigas. Umas vezes ganhei, outras ganhou a empresa.

Actualmente deixo-os pensar que me dão uma certa liberdade (e dão!). Entretanto não tenho cartão, mas cumpro as horas flexíveis que devo trabalhar todas as semanas. Entro mais cedo e saio mais cedo, mas com muita frequência levo trabalho para casa. Tento despachá-lo depois de os miúdos estarem na cama, mas muitas vezes isso não é possível. Mas ao menos estou em casa, eles estão em casa e não nas respectivas escolas. Tenho o telemóvel disponível 24h/dia e ando sempre de portátil às costas.
Eles acham que me estão a dar uma benesse, eu acho que estou a ser um bocadinho enganada, mas com as condições actuais, deixo e não reclamo (muito). Vou fazendo passar a minha mensagem sempre que possível, mas não insisto. Não estou em condições de insistir muito.

Se as coisas podiam ser feitas de outra forma? Podiam… mas como dizem os outros, não era a mesma coisa.

Se eu podia ir para casa trabalhar durante pelo menos metade do meu tempo? Podia, mas nunca se colocou essa hipótese. Confesso, muito descontente comigo própria, que na actual conjuntura, tenho receio de o fazer.


(continua - 3/4)

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