Sim, esta palavra é a que melhor define os 10 meses que a M. passou na nossa casa.
Os primeiros dias e meses foram de "encanto", tudo era novidade, tudo era desculpado pela não-adaptação dela e nossa, a dificuldade na linguagem.
Depois vieram os dias difíceis, a casmurrice dela e minha, as brigas, as chatices.
Depois vieram os dias muito difíceis. A falta de paciência de parte a parte, a contagem decrescente para o dia da partida que nunca mais chegava.
Chegou esse dia e... veio um certo alívio. Recuperámos o nosso espaço, a nossa familia, os nossos ritmos de sempre.
Mas o alívio passou, e dei por mim, por nós, muitas vezes a pensar e a comentar: se a nossa M. estivesse aqui, ou a M. é que ia gostar disto, ou ainda a M. nunca veio aqui. Sim, vieram as saudades daquela ruiva estranha, esquisita com a comida mas que sempre provou tudo e que sempre comeu tudo o que lhe dissemos que tinha de comer. Que não sabia pegar numa esfregona ou num pano da loiça ou descascar uma batata, mas que saiu daqui a saber fazer tudo em casa. Da norueguesa que em 10 meses aprendeu de raiz um português quase perfeito.
A M. perguntou-nos no mês passado, via skype, se podia vir cá de férias no carnaval.
Se podes? Mas isso pergunta-se???
Ela chega dia 4, e cá por casa já contamos os dias que faltam. Já fazemos planos para quando ela vier. Até o A. aceitou com alegria (muita) adiar uma semana a festa de anos para ela poder estar presente!
Confesso. Eu, S "casca de carvalho", tenho saudades da minha filha mais velha.
E sim, a AFS tem razão quando diz que esta "é uma experiência para a vida". Ganhámos de facto um ano cheio de experiências que nenhum de nós os 5 vai esquecer, e uma familia alargada que ficará para sempre.
(ah, e a familia dela vem cá toda no verão. Aí é que vai ser bonito... uma casa cheia de noruegueses)
Os primeiros dias e meses foram de "encanto", tudo era novidade, tudo era desculpado pela não-adaptação dela e nossa, a dificuldade na linguagem.
Depois vieram os dias difíceis, a casmurrice dela e minha, as brigas, as chatices.
Depois vieram os dias muito difíceis. A falta de paciência de parte a parte, a contagem decrescente para o dia da partida que nunca mais chegava.
Chegou esse dia e... veio um certo alívio. Recuperámos o nosso espaço, a nossa familia, os nossos ritmos de sempre.
Mas o alívio passou, e dei por mim, por nós, muitas vezes a pensar e a comentar: se a nossa M. estivesse aqui, ou a M. é que ia gostar disto, ou ainda a M. nunca veio aqui. Sim, vieram as saudades daquela ruiva estranha, esquisita com a comida mas que sempre provou tudo e que sempre comeu tudo o que lhe dissemos que tinha de comer. Que não sabia pegar numa esfregona ou num pano da loiça ou descascar uma batata, mas que saiu daqui a saber fazer tudo em casa. Da norueguesa que em 10 meses aprendeu de raiz um português quase perfeito.
A M. perguntou-nos no mês passado, via skype, se podia vir cá de férias no carnaval.
Se podes? Mas isso pergunta-se???
Ela chega dia 4, e cá por casa já contamos os dias que faltam. Já fazemos planos para quando ela vier. Até o A. aceitou com alegria (muita) adiar uma semana a festa de anos para ela poder estar presente!
Confesso. Eu, S "casca de carvalho", tenho saudades da minha filha mais velha.
E sim, a AFS tem razão quando diz que esta "é uma experiência para a vida". Ganhámos de facto um ano cheio de experiências que nenhum de nós os 5 vai esquecer, e uma familia alargada que ficará para sempre.
(ah, e a familia dela vem cá toda no verão. Aí é que vai ser bonito... uma casa cheia de noruegueses)
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