Comodidade, comodismo, insegurança de uma mãe dos dias de hoje? Talvez seja tudo isso, talvez seja mesmo uma necessidade dos dias de hoje.
Sempre fui contra (e continuo a ser) as crianças terem TVs, computadores e afins nos seus próprios quartos. Acho que é uma bela forma de se isolarem, de afastar ainda mais a familia, de tornar ainda mais pequeno o pouco tempo que temos para estar juntos.
Da mesma forma, e embora ela peça insistentemente um desde há uns 2 anos (pelo menos), sou contra dar telemóveis a crianças pequenas. Sempre expliquei à F que um telemóvel não é um brinquedo, que custa dinheiro, e que ela não tinha necessidade nenhuma de ter um. Sempre lhe disse que ela teria um telemóvel no dia em que eu e o pai achássemos que era mesmo necessário ela estar contactável ou poder contactar connnosco (ou com outras pessoas). A contragosto, ela chegou aos 9 anos e meio sem um telefone (era das poucas na sala dela a não ter).
Pois bem, esse dia chegou.
Aos 9 anos e 9 meses, a frequentar o 4º ano, e sem um suporte familiar para a ir buscar à escola, a minha F ganhou ontem um telemóvel.
Embora a distância entre a escola e o ballet seja relativamente curta, tem algumas ruas para atravessar.
Embora a distância entre a escola e a nossa casa seja um bocadinho maior do que para o ballet, continua a ser relativamente curta, mas tem mais estradas ainda para atravessar, uma delas com algum movimento (para a vila onde moramos, claro).
Assim, e porque começou na semana passada a fase de transição para as deslocações entre estes 3 locais sozinha, ontem recebeu o seu telemóvel.
A cara dela?
Bem... a cara de felicidade estampada no seu rosto era indescritível...
O aparelho em si não é novo (ficou com o meu último aparelho, quase novo), mas para ela foi uma coisa gigantesca.
Explicámos-lhe que aquilo não era uma prenda, que era fruto da necessidade por andar sozinha. Explicámos-lhe as regras de o ter desligado durante as aulas, os cuidados com os gastos (é um Moche, não vai gastar muito), o não dar o seu número a ninguém que não fosse seu amigo e de confiança, os cuidados para não o perder nem o roubar, como funcionava, etc.
Previamente coloquei lá o meu número, do pai, da vizinha mais próxima, do tio e de alguns amigos que a podem ajudar se for necessário.
E pronto. Com um simples telefone fiz a minha filha contente, e deixei-me a mim um pouquinho mais descansada e com menos sentimentos de culpa por não a poder acompanhar mais de perto.
Da mesma forma, e embora ela peça insistentemente um desde há uns 2 anos (pelo menos), sou contra dar telemóveis a crianças pequenas. Sempre expliquei à F que um telemóvel não é um brinquedo, que custa dinheiro, e que ela não tinha necessidade nenhuma de ter um. Sempre lhe disse que ela teria um telemóvel no dia em que eu e o pai achássemos que era mesmo necessário ela estar contactável ou poder contactar connnosco (ou com outras pessoas). A contragosto, ela chegou aos 9 anos e meio sem um telefone (era das poucas na sala dela a não ter).
Pois bem, esse dia chegou.
Aos 9 anos e 9 meses, a frequentar o 4º ano, e sem um suporte familiar para a ir buscar à escola, a minha F ganhou ontem um telemóvel.
Embora a distância entre a escola e o ballet seja relativamente curta, tem algumas ruas para atravessar.
Embora a distância entre a escola e a nossa casa seja um bocadinho maior do que para o ballet, continua a ser relativamente curta, mas tem mais estradas ainda para atravessar, uma delas com algum movimento (para a vila onde moramos, claro).
Assim, e porque começou na semana passada a fase de transição para as deslocações entre estes 3 locais sozinha, ontem recebeu o seu telemóvel.
A cara dela?
Bem... a cara de felicidade estampada no seu rosto era indescritível...
O aparelho em si não é novo (ficou com o meu último aparelho, quase novo), mas para ela foi uma coisa gigantesca.
Explicámos-lhe que aquilo não era uma prenda, que era fruto da necessidade por andar sozinha. Explicámos-lhe as regras de o ter desligado durante as aulas, os cuidados com os gastos (é um Moche, não vai gastar muito), o não dar o seu número a ninguém que não fosse seu amigo e de confiança, os cuidados para não o perder nem o roubar, como funcionava, etc.
Previamente coloquei lá o meu número, do pai, da vizinha mais próxima, do tio e de alguns amigos que a podem ajudar se for necessário.
E pronto. Com um simples telefone fiz a minha filha contente, e deixei-me a mim um pouquinho mais descansada e com menos sentimentos de culpa por não a poder acompanhar mais de perto.
5 comentários:
Bolas, bolas, uma miuda de 9 anos sozinha na rua. Que preocupacao, como te compreendo.
Acho que lhe tilha dado um telemovel, instalado um micro-chip como tem os caes, e pedido a 20 vizinhas para irem deitando o olho para ver se ela estava bem.
Eu espero so' chegar a essa fase ja' depois da escola primaria, nao estou preparada psicologicamente.
Beijinhos
A Filipa está crescida, acredito que a deixer ir sozinha porque sabes que ela é capaz.
De outra maneira .... enfim, eu conheço-te.
Conheces a minha opinião sobre este assunto, a Bruna também deve ser das poucas que ainda não tem, e não será essa a razão para vir a ter.
Fizeste muito bem, gostava de ver a cara dela :)
Estou orgulhosa da tua miúda, sabias? Dizes-lhe?
Beijos!
A Joana recebeu um quando foi para a colónia de férias fechada. Um bocadinho mais cedo que a tua mas com a diferença que o dela está sempre em casa desligado.
Ela só usa o telemóvel em situações não esteja connosco e que está mais do que um dia fora e com quem não seja facilmente contactável (que é o mesmo que dizer: com os avós paternos). Mesmo assim, depois da colónia em Setembro, acho que o bicho só foi ligado mais uma vez.
Partilho integralmente da tua opinião e eu acredito piamente que elas percebem bem os nossos motivos.
já lhe posso ligar?
não te esqueças de apagar o número da mãe ;)
Podes ligar sim, depois das 17h30.
Quanto ao telefone, ela já fez questão de lhe dar os dois números. Mas eu fiscalizo tudo...
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