quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Férias - dia 5 (parte 1)

Bem, o dia hoje foi, diferente.
Saímos de casa um pouco mais cedo que nos dias anteriores (10h00 talvez), e como estava estipulado, rumámos à praia para uma aula de surf.

Pelo caminho, vejo uma autocaravana atascada. Ligo à L., vou deixar os miudos na praia, e volto para a minha BA (Boa-Acção) do dia.


Antes de regressar, vejo um carro também ele atascado, e bem pior. Atravesso a estrada, engato as mudanças, e ofereço gentilmente:

"Posso ajudar?"


Agora imagine-se a cena: um Seat Ibiza com 4 homens, entre os 20 e os 40 anos talvez, completamente enfiado na areia. Eles eram pás, eles eram pranchas de desatascamento, eles cavavam, tudo menos tirar dali a viatura. Eis que chego eu, mocita rechonchuda mas desenrascada e ainda jeitosita, num jipe semi-artilhado, páro na maior ali na mesma areia onde eles estavam, saio do jipe com o meu vestidinho de praia e havaianas, e ofereço ajuda.


Resposta pronta deles?
"Não obrigada, isto está quase"


Pois, estava quase... a chegar areia aos vidros do carro! Mas pronto, eu ainda insisti, mas como macho que é macho não aceita ajuda de gaja armada em simpática, e eles lá continuaram numa de cava, prancha, anda 50cm, atasca de novo, cava, prancha, etc.


Resolvi gozar o prato. Engatei as lentas, dei uma voltinha ao jipe (ali, bem no meio da areia solta e fininha que teimava em afundar ainda mais o Ibiza), coloquei-me numa posição onde via bem a cena dentro do meu carrito com AC, e aguardei.


Passados nem 5 minutos, abri a janela e perguntei de novo:
"Têm a certeza que não querem ajuda? É que eu em 2 minutos tiro-vos daí... e escusam de esforçar ainda mais o carro"

Gera-se uma discussão entre eles. Uns queriam ajuda, outros nem por isso (o dono do carro, pelo que percebi, e o mais novo do grupo). É que ainda faltavam uns 7 metros para chegarem a terra firme. Lá ganhou o sim.


Saquei do cabo, coloquei-me em posição, ainda tive de os ensinar onde estava a argola para rebocar o carrito, e em 2 minutos (com estas manobras incluídas), o Ibiza estava no alcatrão.

E não é que me queriam pagar?
Bimbos do caraças!


O puto (o tal dono do carro) queria porque queria que eu aceitasse uma nota de 5€. Tive de brigar (verdadeiramente) com ele. E no fim disse-lhe que, quando eu fosse à terra dele, também gostava de encontrar alguém que me ajudasse numa situação difícil. A contragosto, lá aceitou que ainda há pessoas que ajudam só pelo gosto de ajudar (as parvas como eu).

Pois adivinhem de onde eram os indígenas? Do nuorte, carago! (Desculpa Isabel, eu gosto muito de vocês, e sei que o Nuorte é uma naçóuen, mas realmente são todos uns castiços do pior quando desatam a falar assiem).


Bem, com a autocaravana foi mais pacífico, um simpático casal na casa dos 60 ficou agradecidíssimo com o gesto, e só não me obrigaram a almoçar ali com eles porque eu os ameacei com as nossas 4 crianças sempre esfomeadas, e depois de uma aula de surf... ainda mais comeriam.

Adivinhem de onde eram eles?
Pois nem é preciso dizer né? Carago, que eles andem aí...

3 comentários:

Alex disse...

só tu me fazias rir à gargalhada a esta hora da manhã!!!!!!!!!!!!!


Não me estou a rir de "tudo", estou a imaginar a cena, quanto esperas, pacientemente, dentro do carro, ar condicionado ligado, de óculos escuros postos com toda a certeza, a apreciar a cena.


BOAS FÉRIAS

S disse...

Ai ai, claro que os óculos escuros são uma peça essencial, não só do wardrobe veranil, como do cenário em si mesmo.
(interrupção nas férias durante o fim de semana... retomam 2ª feira)
Bjs

Jolie disse...

lol

ri mesmo com vontade :)