A vida prega-nos partidas. Dá-nos que pensar, coloca escolhos no nosso caminho.
Há alturas em que não sabemos muito bem para onde nos virarmos, a quem recorrer, com quem falar. Não queremos incomodar os outros com os nossos problemas, não os queremos preocupar. Por isso calamos os gritos que queremos soltar, reprimimos a vontade de chorar, ensaiamos o nosso melhor sorriso e seguimos ou tentamos seguir, em frente.
Passam estas fases menos boas, que são mais ou menos duradouras, vêm os momentos de felicidade, de alegria, de descanso e paz. Vem a euforia, voltamos a saborear as pequenas coisas que temos de bom e que suavisam as nossas amarguras, que nos fazem sorrir com gosto e apreciar melhor o que nos rodeia. Esquecemos por instantes os problemas no trabalho, na escola, no banco, as contas para pagar e a melhor forma de fazer esticar os euros que temos.
Mas as coisas não desaparecem assim.
A vida parece um carrocel que não pára. Uma roda gigante que gira devagarinho. Umas vezes estamos na mó de cima e outras estamos bem lá em baixo. No fundo, no fundo, sabemos que tudo há-de melhorar um dia, mesmo que esse dia demore mais um pouquinho a chegar...
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