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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 28 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Esta altura do ano é sem dúvida nenhuma, aquela em que me sinto pior. E nem o facto de estar em contagem descrescente para um primeiro cheirinho a férias (faltam escassas horas para estar 1 semana fora daqui), me faz ficar mais bem disposta.
Vejamos.
Passamos um ano inteiro a trabalhar - e nem os dias que vou metendo amiude contam para este efeito, à espera que chegue a nossa vez de espairecer, esquecer horários, esquecer maquilhagem, roupas, etc, ir para a praia, dormir, ver filmes atrás de filmes, comer...
Sim, para mim os dias que antecedem as férias são os mais dolorosos de todos.
O sol brilha, o tempo está quente, mas aqueles que ainda não foram de férias acusam cada vez mais o cansaço e o stress de um ano de trabalho. Fica tudo mais mal humorado, mais impaciente, mais intolerante.
Bem, mas o que é certo é que elas estão quase a chegar, e vai ser uma semana de relax.
...
Os pimpolhos estão na casa da avó desde 3ª feira, e cá por casa reina um silêncio ensurdecedor. É realmente muito estranho chegar a casa e não ter que ir fazer jantar a horas certas, não ter ninguém com quem ralhar, não haver brinquedos espalhados pelo chão, não haver brigas e barulho.
Não falámos no assunto, mas acho que este ano não temos falado neles um com o outro por causa disso mesmo... estamos os dois cheios de saudades dos nossos terroristas pequenos. Por muito cansaço que eles signifiquem, a nossa casa e a nossa vida não é a mesma sem eles. Falta qualquer coisa, falta um pedaço de nós...
sábado, 21 de março de 2009
E cá viemos nós de fim de semana prolongado fazer as devidas comemorações.
O apartamento das férias é parco nos equipamentos, mas confortável q.b. para descansar e passar uns dias em sossego.
Ontem tivémos direito a um jantar festivo e romântico a 4...
O sol tem sido nosso amigo e, tal como há 10 anos atrás, permite-nos andar de manga curta a curtir o calorzinho, e esta manhã até fomos à praia.
É bom estar de férias...
O apartamento das férias é parco nos equipamentos, mas confortável q.b. para descansar e passar uns dias em sossego.
Ontem tivémos direito a um jantar festivo e romântico a 4...
O sol tem sido nosso amigo e, tal como há 10 anos atrás, permite-nos andar de manga curta a curtir o calorzinho, e esta manhã até fomos à praia.
É bom estar de férias...
sexta-feira, 20 de março de 2009
10...
Desempregada e com um princípio de uma depressão (ou de um esgotamento? A médica nunca se conseguiu resolver).
15 dias antes tinha espatifado a traseira do nosso Golf num acidente super-idiota.
Com uma cerimónia preparada num mês e meio (sim é possível!!!).
Com os convidados todos que quisemos ter ao pé de nós naquele momento tão especial.
15 dias antes tinha espatifado a traseira do nosso Golf num acidente super-idiota.
Com uma cerimónia preparada num mês e meio (sim é possível!!!).
Com os convidados todos que quisemos ter ao pé de nós naquele momento tão especial.
Na véspera ainda tivemos direito a um jantar de despedida de solteiro a 2. Só nós, a comer um belo Naco na Pedra ali no David da Buraca. Assim que me deixou na casa dos meus padrinhos, ele ainda foi com amigos a um piano-bar, e eu fiquei a agrafar os livrinhos da Missa, a ver prendas e a aturar o nervosismo da minha mãe e do meu pai.
Na manhã seguinte fui ao cabeleireiro (arranjado na própria semana), ainda vim com a minha prima Ana a Lisboa comprar uma pochete para o 2º fato, e almocei nas calmas.
Estava um dia muito bonito de sol e de calor, tal como agora.
Quando começaram a chegar os convidados ainda não estava vestida, e quando chegou o fotógrafo consegui ainda discutir com ele – que se vingou deixando a discussão gravada no filme que nos entregou. Acreditem, uma noiva a discutir com um fotógrafo não é muito bonito… mas também não se ouve, só se vê o meu ar zangado.
Quando começaram a chegar os convidados ainda não estava vestida, e quando chegou o fotógrafo consegui ainda discutir com ele – que se vingou deixando a discussão gravada no filme que nos entregou. Acreditem, uma noiva a discutir com um fotógrafo não é muito bonito… mas também não se ouve, só se vê o meu ar zangado.
A ida para a Igreja foi no mínimo sui generis, bem à minha moda. Basta dizer que eu, que seguia no carro dos meus padrinhos, cheguei lá 20 minutos antes dos meus pais, que resolveram ir por outro caminho, sozinhos, a 50km/h e com os 4 piscas ligados, para os verem bem (sim, é tudo verdade!!!).
Quando finalmente chegaram, lá despachei o pessoal para dentro da igreja e entrei. As primeiras palavras que o Padre Nuno me disse foi “Estava a ver que não vinhas”, mas a cerimónia correu bem. Inclusive a parte em que ele nos pregou uma partida e nos mandou ao púlpito ler o nosso testemunho.
Ahahah, o Zé ia morrendo de vergonha…
Ahahah, o Zé ia morrendo de vergonha…
Acho que também não há muitas pessoas/noivas que se possam gabar de ter um ataque de riso quando a noiva tenta colocar a aliança no noivo e esta não lhe serve – as alianças foram compradas um mês antes e ele engordou…

A saída teve de se fazer pelas traseiras da igreja pois com o “meu” atraso já o pessoal do Terço queria entrar. Mas foi engraçado na mesma, e ao menos não houve cagadelas de pombo em cima de ninguém. Ainda conseguimos ir à escadaria tirar a foto de grupo da praxe.
A ida para o copo de água também teve o seu quê de engraçado, pois metade dos convidados perdeu-se e outra perdeu o tubo de escape. Mas lá chegámos a tempo e horas. Afinal, estava agora por nossa conta.
A malta mais nova engraçou com um pormenor do nosso testemunho do qual eles não sabiam, e isso ainda hoje os faz perguntar por ele. Mas não, não vou contar o que foi o “feliz contratempo” que nos levou a conhecer e a ser aquilo que somos hoje.
O jantar e o convívio foram aquilo que nós quisemos que fosse. A nossa ementa no espaço que nós quisemos. Os convidados escolhidos criteriosamente por serem quem são, o que representavam e ainda representam para nós. Porque queríamos mesmo que aquelas pessoas estivessem connosco naquele dia.
Éramos poucos mas bons, e se fosse hoje só não escolheria aquele grupo porque infelizmente alguns já não estão entre nós.
Éramos poucos mas bons, e se fosse hoje só não escolheria aquele grupo porque infelizmente alguns já não estão entre nós.
No meio daquilo tudo apenas me esqueci de atirar o ramo de noiva, mas ainda assim foi melhor, pois ainda hoje o guardo.
No fim, e eu que sempre quis ser a primeira a sair do meu próprio casamento, ainda me despedi de todas as pessoas e acabei por ser a ultima a sair. O nosso carro estava cheio de garrafas de água vazias, laços das cadeiras, preservativos cheios de chantilly e muitíssimo besuntado com margarina. Apesar de vários dias depois ainda sair margarina da fechadura, sei que já fiz bem pior nas mesmas circunstâncias…
Quando chegámos ao hotel, TCHARAAAAN, estava lá toda a malta dos escuteiros. Pronto, ok, fomos por as malas ao quarto e regressámos ao bar. O pianista é que não achou muita piada dado o adiantado da hora, mas como era para os noivos ainda tocou uma música dos Delfins (homenagem a mim), e foi-se embora.
Ao subirmos, bateram à porta várias vezes… Como pensávamos que algum engraçadinho tivesse descoberto o número do quarto, teimámos em abrir. Lá abrimos à 4ª ou à 5ª vez, e afinal era apenas o empregado que trazia o champanhe com morangos (delicioso), e que já se estava a passar da cabeça connosco.
Começámos esta etapa com um pequeno almoço no quarto – para podermos dormir e descansar mais um bocadinho na manhã seguinte, e depois partimos em lua de mel.
…
Foram 10 anos nem sempre fáceis, nem sempre alegres.
Com muitas brigas, birras e zangas. Ou não fossemos os dois Touros, ou não tivesse eu um mau feitio desgraçado, e seja má de aturar. Eu sei que não sou nada fácil.
Mas são 10 anos com um balanço muito positivo, uma vida em comum com um projecto de vida traçado e seguido nem sempre à risca mas conforme as vontades, as possibilidades, de acordo com aquilo que vamos aprendendo a ser em família.
O resultado até agora é que aqui estamos para continuar, com 2 filhotes bem lindos e saudáveis, que são a razão de continuarmos a lutar por aquilo que queremos ser e crescer.
Foram 10 anos nem sempre fáceis, nem sempre alegres.
Com muitas brigas, birras e zangas. Ou não fossemos os dois Touros, ou não tivesse eu um mau feitio desgraçado, e seja má de aturar. Eu sei que não sou nada fácil.
Mas são 10 anos com um balanço muito positivo, uma vida em comum com um projecto de vida traçado e seguido nem sempre à risca mas conforme as vontades, as possibilidades, de acordo com aquilo que vamos aprendendo a ser em família.
O resultado até agora é que aqui estamos para continuar, com 2 filhotes bem lindos e saudáveis, que são a razão de continuarmos a lutar por aquilo que queremos ser e crescer.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Já questionei vezes e vezes sem conta se seria feliz. Felicidade?
Em conversas com amigas, com o Diário (nos tempos em que o tinha), com este e com aquele, cheguei à conclusão que nunca chegarei a conclusão nenhuma sobre o significado dessa palavra.
Há uns 4 anos atrás (ou terão sido mais ainda? Já te conheço há tanto tempo que não me lembro quando falámos sobre isso… ou pelo menos em qual dessas vezes me respondeste isso), em conversa, ela respondeu-me que nunca se é totalmente feliz. Ou antes, a felicidade não é uma constante, mas sim a diferença dos somatórios dos momentos felizes e dos não felizes. Ganha o lado maior…
Pelo conhecimento, pela amizade, por tudo o que trocámos no último ano, em conversa com outra amiga começo a chegar a uma outra conclusão. A Felicidade sou eu que a faço. A vida será tanto mais positiva quanto mais positiva for a forma como a encaro…
Passei vários anos a lamentar-me.
Porque em 14 anos de trabalho, nunca consegui juntar dinheiro para ir uma semaninha de férias para onde me apetecesse (há sempre outras prioridades…).
Porque na altura de chegar o IRS ou o subsídio de férias, ou algum outro dinheirito, há um muro que vem contra o carro, ou a casa que precisa mesmo de ser pintada, ou X precisa mesmo de ajuda para comprar aquilo que tanta falta lhe faz.
Porque entre o dia 24 de um mês e o dia 18 do mês seguinte há que fazer muita ginástica mental para racionalizar a distribuição do orçamento.
Porque gosto do que faço mas ganho mal para a função e responsabilidade, e há demasiadas injustiças na empresa.
Porque eu queria tanto mas tanto aumentar a família, mas a espera é grande tão grande e parece ser cada vez maior a cada dia que passa.
Porque gostava de estar mais perto da minha família e dos meus amigos, porque gostava de ter aqui alguns deles para poder trocar jantares, churrascos, crianças e noites de folga.
Porque gostava de não ser sempre eu a ter de ir a correr resolver os problemas.
Porque tudo isto e tantas coisas mais me fazem ter constantes mudanças de humor que transtornam obviamente a minha vida pessoal e familiar, e tantas vezes me mostram aos outros como uma pessoa menos feliz.
…
…
…
Não posso dizer com franqueza que tudo isto passou e que não me afecta. Nada passa assim, e a pior coisa que se pode tentar mudar é a mentalidade de alguém, mesmo quando falamos da nossa.
Mas o que é certo é que finalmente aceitei que olhar para o que temos e o que nos rodeia de uma forma positiva, perseguir os sonhos com cada vez mais afinco e confiança, olhar apenas o copo meio cheio e aceitar que as coisas são mesmo assim e só irão mudar se acreditar mesmo que VÃO mudar para melhor.
Mas o que é certo é que finalmente aceitei que olhar para o que temos e o que nos rodeia de uma forma positiva, perseguir os sonhos com cada vez mais afinco e confiança, olhar apenas o copo meio cheio e aceitar que as coisas são mesmo assim e só irão mudar se acreditar mesmo que VÃO mudar para melhor.
E isto sim faz aumentar fortemente o meu montinho dos momentos felizes.
A minha filha desdentada que lê livros sozinha e já sabe a tabuada, que está a 20 dias de deixar de ser pata-tenra, que dança ballet como se fosse a 1ª bailarina da CNB, que aprendeu a andar de patins sozinha e que adora os biscoitos queimados que eu faço.
O meu filho reguila e respondão que não gosta de fazer as fichas no colégio porque brincar é muito mais divertido, que tem um sorriso lindo que usa cheio de charme nas alturas certas para conseguir o que pretende, que fica a observar a TV com atenção para decorar e aprender a utilizar as palavras difíceis com que maravilha quem ouve um pirralhito de quase 4 anos a falar de “coisas em simultâneo”.
Quando eles riem à gargalhada, quando dormem descansados e quentinhos, quando me abraçam e beijam…
O desemprego e a crise marcam os tempos presentes e futuros? Pois marcam. Mas de nada adianta ficar a lamentar-me disso. Há que pensar em novas formas de dar a volta à coisa, rir-me disso e seguir em frente. Ninguém se compadece com cabeças baixas e desalentadas. Levantar a cabeça, esquecer a empregada que em tempos vinha arrumar a casa e passar a ferro e aproveitar a ocasião para travar uma nova amizade com o belo e caríssimo ferro com caldeira, ou com o aspirador vermelho, essa coisa que até ajuda a exercitar os bíceps, braços e pernas.
Se somos felizes?
Sim, sou.
Sim, vamos ser.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
o mundo ao contrário...
Mesmo quando se prevêem há muito, há notícias que chegam e que abalam o nosso mundo.
De repente, tenho o meu mundo ao contrário.
O meu "pediatra favorito", Brazelton, afirma que as crianças, no seu desenvolvimento, muitas vezes regridem antes de darem um salto no seu crescimento.
Numa de pensamento positivo (não sou adepta do Segredo, mas...), quero acreditar que esta regressão não é mais do que isso, uma preparação para algo melhor. Uma mudança, um novo rumo, ou pelo menos um percurso diferente do que estava estipulado.
Não, não vamos abandonar os nossos sonhos. Não vamos abandonar nenhum dos nossos projectos.
Vamos lutar ainda mais por eles.
Se calhar, até era disto mesmo que estávamos a precisar... de um abanão forte...
Afinal, quantas vezes não há males que vêm por bem?
De repente, tenho o meu mundo ao contrário.
O meu "pediatra favorito", Brazelton, afirma que as crianças, no seu desenvolvimento, muitas vezes regridem antes de darem um salto no seu crescimento.
Numa de pensamento positivo (não sou adepta do Segredo, mas...), quero acreditar que esta regressão não é mais do que isso, uma preparação para algo melhor. Uma mudança, um novo rumo, ou pelo menos um percurso diferente do que estava estipulado.
Não, não vamos abandonar os nossos sonhos. Não vamos abandonar nenhum dos nossos projectos.
Vamos lutar ainda mais por eles.
Se calhar, até era disto mesmo que estávamos a precisar... de um abanão forte...
Afinal, quantas vezes não há males que vêm por bem?
segunda-feira, 26 de maio de 2008
(in)decisões, compras, comportamentos, alturas, leituras
Há uns 7 ou 8 anos atrás (já nem me lembro quando foi), fomos à Moviflor mais perto de casa comprar uns sofás baratuchos que remediassem a situação até haver tempo para comprar uns melhores e mais resistentes. Esses mesmos sofás resistiram a 1 inundação em que um deles ficou totalmente submerso e o outro por metade, uma mudança de casa, 7 anos de Filipa e 3 de André. Um deles partiu-se de vez entre o ultimo Natal e a passagem de ano (o que lhe valeu uma ida directa para o contentor mais próximo de casa, e para o Bóris umas forras novas para a casota), e o sobrevivente está ainda na sala, assente em não-sei-quê para não partir o resto, até que haja tempo para comprar outros sofás, provisórios ou não.
Diversas situações levaram a que entendêssemos que era tempo de fazer o esforço definitivo de comprar agora os ditos, e já fizémos diversas incursões a diversas lojas paraos tentar comprar. Entre outras coisas, deparamo-nos com diversas questões que nós, os 2 adultos e decisores lá de casa, não consigamos chegar a uma conclusão sobre uma aquisição tão importante: o plafond disponível não é muito, os nossos gostos não são iguais neste campo (aliás, são até bastante diferentes), os tamanhos: compramos 2+2 ou 3+2?, cores, pele ou tecido, etc etc etc.
Bem, isto tudo para relatar o facto de este sábado termos saído de casa de manhã para uma vez mais procurarmos os ditos. Fizémos um brevíssimo regresso para almoçar, e acabámos em Lisboa, a percorrer as mesmas lojas do mês passado.
No meio disto tudo, os miudos, sempre connosco e a delirarem com aquela correria: senta aqui senta ali, não mexas nos candeeiros, não põe os pés em cima dos sofás de pele sff, não se atirem para cima dos puffs, párem de correr pelas lojas para não vos perdermos de vista, etc etc etc. Ao estacionar o carro ao pé de cada uma, sempre o mesmo raspanete à Filipa, sempre as mesmas promessas do André: Eu porto-me bem mãe, não corro e não ponho os pés nos sofás.
Eis que chegamos à ultima loja do dia, a abarrotar ainda mais do que as outras (cadê a crise?????): o Ikea.
"Boa", pensei eu, "Aqui podem ficar no parque infantil... sempre ficamos um bocadinho mais descansados"
Lá vamos nós preencher os papeis, pega 2 caixotes, tira sapatos, tira BI, vai para a fila. O André começa a olhar entusiasmado para as brincadeiras lá de dentro, e impaciente para entrar. Mas tínhamos ainda umas 4 crianças à nossa frente, e a lotação estava quase esgotada. No meio disto, ainda me disse: "Mãe, vou para ali brincar com a mana mas tu ficas aí a ver-me, sim?" Pois...
Ao chegar a nossa vez, o rapaz diz-nos meio aliviado que temos sorte, pois ainda tem 2 vagas. "Pode entrar o menino".
"Sim, mas são os dois mesmo..."
"Os 2? huuuum, olha, encosta-te ali àquela parede" (para a Filipa)
Encostou-se. Passava uns 3 ou 4 dedos da altura máxima. Um cartaz dizia: para crianças entre os 85 e os 125cm.
"Pois, excede o limite, a menina não pode ficar"
"Se a Mana não fica eu também não" exclama logo o André.
Desilusão estampada nos nossos 4 rostos, cada um pelos seus motivos.
Lá vamos nós, direitinhos aos sofás - também só íamos ver mesmo isso, não havia de ser assim tão mau... A não ser... Todas as centenas de pessoas que estavam naquela tarde no Ikea e que se acotovelavam para passar, mexer, ver tudo, que nos impediam de irmos direitos apenas e só ao nosso objectivo. Mas lá chegámos.
Aquelas instruções todas que tínhamos passado o dia a incutir-lhes? Esqueçam lá isso.
A Filipa já sabe ler...
O magnífico Ikea tem cartazes espalhados pela loja, que incitam precisamente as pessoas a experimentar, a deitarem-se nas camas, nos colchões, nos sofás. Só falta mesmo dizer: Saltem aqui em cima à vontade, isto não parte mesmo!
Não, não foi assim tão mau. Como me disse a empregada da primeira loja a que tínhamos ido, há crianças verdadeiramente mal comportadas, e até nem é o caso dos meus. Modéstia à parte, são muito irrequietos, mas não posso apelidá-los de mal-comportados. Mas no mínimo foi...
- cansativo, desgastante, repetitivo estar sempre a dizer as mesmas coisas um dia inteiro (pela nossa parte)
- bestial, super-divertido, o máximo andar aos saltos naqueles sofás todos em que os senhores tinham lá escrito que podíamos experimentar à vontade todos os artigos (pela parte deles, em especial a Filipa).
No fim?
No fim não comprámos (ainda) os sofás. Mas comprámos finalmente os toalheiros que estavam esgotados há 2 anos e ainda fomos jantar a casa dos primos.
Para eles? Um dia em grande.
Para nós? Mais um dia frustrante sem chegarmos a conclusão nenhuma, mas que após um jantar-surpresa em casa dos primos E. nos trouxe a casa pelas 00h30, cansado mas divertidos.
segunda-feira, 3 de março de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
ano novo, ...
Ando cheia, mas memso muito cheia de vontade de vir aqui escrever, mas sem inspiração nenhuma para tal. Mesmo nenhuma.
Em jeito de balanço, posso dizer que entrei (entrámos) em 2008 de uma forma pacata, entre familia e amigos e sentada à mesa a comer (como de costume...). Diria que foi uma boa forma de começar um novo ano. Nada como boa companhia e boa comida na mesa.
2008 começou para a malta cá de casa de uma forma muito agradável, portanto, se falarmos da passagem de ano propriamente dita.
Aquelas coisas das resoluções de ano novo nunca fizeram muito o meu género - nunca fumei, não bebo por hábito, emagrecer é uma decisão há muito tomada, e outras questões de fundo também já estão decididas.
No entanto, quer queira quer não um ano novo traz-me sempre alguma esperança, ainda que meramente psicológica (o que, convenhamos, já não é nada mau).
2008 começou assim com os mesmos problemas, o mesmo emprego, o mesmo vencimento ao final do mês, as mesmas contas para pagar, os mesmos filhos lindos, inteligentes e saudáveis (alergia não conta), e uma mudança pensada e quase anunciada.
Há muito tempo que tenho no meu PPV* um objectivo que espero começar a realizar este ano. Pensados os prós e contras pessoais e familiares, estamos (eu e o Zé) a ultimar as negociações para o começar a concretizar. É algo pelo que anseio muito, que me faz ter o coração a pular de ansiedade - passe a redundância - e que creio nos vai completar e fazer ainda mais felizes. (Sim, porque isto dos problemas afinal não passam de obstáculos que temos de ultrapassar para continuarmos a crescer e para nos fazer dar cada vez mais valor ao que temos e ao que somos, certo? Um pouco de optimismo não faz mal a ninguém nesta época, e o Natal é quando o Homem quiser)
Há dias numa reunião lá no escritório, um colega dizia que tinha a certeza que 2008 iria ser um ano de grandes mudanças.
Também acho que sim! Espero que sim!
*PPV - Projecto Pessoal de Vida
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Xutos ao rubro
Depois de ir para a borga a um domingo à noite, claro que a semana começa cheia de sono.
Mas...
VALEU A PENA!!!
O concerto dos Xutos excedeu todas as minhas expectativas, tendo-se revelado um espectáculo muito para além de um simples concerto.
A abertura, com os Tocá Rufar foi fenomenal, tal como todos os artistas que estiveram presentes: os acrobatas-malabaristas, a cama elástica, a mulher vestida de Nua, o coro que acompanhou diversas músicas foi fantástico... A encenação estava um must, os efeitos especiais idem aspas, as imagens que passavam nos plasmas muitissimo bem planeadas, executadas e coordenadas com o resto do espectáculo.
Em relação ao grupo, e mesmo tendo em conta que foi o último de 3 concertos (dos quais 2 no próprio dia), estiveram ao seu melhor nível. Especial enfase para o Kalu e para o Zé Pedro, que são sempre aquela simpatia contagiante...
A plateia esteve ao rubro o tempo todo, não parando de dançar e de cantar bem alto todas as músicas apresentadas.
Sem haver para já tempo para mais, fica uma foto (mal tirada, ok... mas é de telemóvel e por isso tem desculpa) de um dos momentos altos quando os X & P vieram até ao fim do palco para tocar 3 músicas bem pertinho dos espectadores.
Pena que no encore tivessem cantado apenas mais duas musiquinhas, enquanto o pessoal continuava a não arredar pé e bem que esperou uns 5 minutos em vão...
AMEIIIIIIIIIII
Em geito de comemoração, por aqui ouve-se uma das músicas que foi um ponto alto do concerto...
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
home alone
Quando já nada fazia prever que a viagem anual acontecesse, eis que chega. E eis-nos de novo sós sem o pai.
Não gosto de estar assim, sozinha com eles. Penso em tudo o que pode acontecer. Perco-me em pensamentos meio parvos sobre a viagem, sobre a estadia, deixo que os meus próprios medos de aviões me façam imaginar coisas que me metem medo. Não tenho com quem brigar, a quem contar as coisas boas ou menos boas do dia de trabalho. Tenho de acender eu a lareira, e simultaneamente controlar banhos, fazer jantares e arrumar as coisas.
Os ritmos cá em casa mudam nestas alturas.
Por incrível que pareça consigo acelerar tudo, e despacho-me por norma mais depressa do que quando repartimos as tarefas.
Consigo encontrar ao final de cada noite tempo para mim, tempo para brincar com eles, tempo para vir brincar no PC, tempo para me deitar cedo.
Não, não gosto de ficar sem ti.
Mas sei que no fundo, independentemente de ser uma viagem de trabalho, são separações que até nos fazem alguma falta enquanto casal. Dão-nos espaço individual. Fazem saudades.
Partiste há 3 horas e já tenho saudades.Já só faltam 3 dias...
domingo, 30 de setembro de 2007
O cúmulo
É estarmos sentados no mesmo sofá, lado a lado, e "falarmos" por sms:
21h19 : Eu - Onde está o Tomás?
21h23 : Eu - Onde está o Tomás?
21h25 : Eu - Sabes onde pára o peludo?
21h26 : Eu - Sabes onde é q a bola de pelo se enfiou?
21h28 : Eu - Onde é q está o cão?
21h29 : Eu - Pq é q tás só a brincar com o telemóvel e nao me ligas nenhuma?
21h31 : Eu - Como é q consegues estar sentado quase em cima de mim e n me respondes?
21h32 : Ele - Isso de teres msg à borla é grande Porra...
21h33 : Eu - Mas ainda não me respondeste..
21h19 : Eu - Onde está o Tomás?
21h23 : Eu - Onde está o Tomás?
21h25 : Eu - Sabes onde pára o peludo?
21h26 : Eu - Sabes onde é q a bola de pelo se enfiou?
21h28 : Eu - Onde é q está o cão?
21h29 : Eu - Pq é q tás só a brincar com o telemóvel e nao me ligas nenhuma?
21h31 : Eu - Como é q consegues estar sentado quase em cima de mim e n me respondes?
21h32 : Ele - Isso de teres msg à borla é grande Porra...
21h33 : Eu - Mas ainda não me respondeste..
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et moi...

1ª descolagem

gutten tag!
