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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

back on track

4 semanas de punho engessado, braço ao peito. Ter de escolher criteriosamente a comida quando ia fora, para não ter de pedir a ninguém que me partisse as coisas.
Acabou ontem essa parte.
A sério, há coisa de 19 anos aconteceu-me o mesmo, e não recordo ter sido igual.
Tirei o gesso e tinha um braço de velha. (eu sei... há 19 anos era bem mais nova...) Engelhado, pele seca, sem força nenhuma, mais dores do que com a imobilização. Juro que pensei que o médico me ia mandar por mais gesso porque aquilo não estaria bem curado.
Mas não.
Não saí do hospital sem começar logo a fisioterapia. Pelo menos 15 sessões. Diárias. Às 10h00, a 23km de casa.
Hoje cheguei à hora certa, e fiquei 40 minutos à espera de ser atendida. Reclamei. Ainda tive de ouvir que se estava de baixa, tinha muito tempo para aguardar. Claro, assim que disse que ia fazer queixa à seguradora (foi ainda um acidente de trabalho), trataram-me nas palminhas.
No entanto, e apesar das dores, da pouca mobilidade e da pele seca, diz o fisioterapeuta que estou com uma excelente mobilidade para a lesão em causa. Torceu obviamente o nariz quando lhe disse que hoje iria acampar, mas não objetou mais quando eu lhe torci o nariz a ele e lhe disse que já tinha faltado demais por causa disto. Fez-me no entanto prometer que iria ligar o punho e não pegava em nada pesado. 
Ah, e estou proibida de conduzir o jipe, pelo que o S. teve de o vir buscar...

O que interessa é que hoje recomecei a dar valor a certas coisas. 
Coisas tão simples como tomar banho utilizando as duas mãos e sem um saco de plástico enfiado numa delas. Foi uma felicidade brutal!
Coisas mais fúteis como poder fugir das únicas 3 camisolas que tinha e onde cabia o meu largo braço engessado. Hoje vesti um vestido com mangas justas e soube-me bem voltar a ver-me assim.
Coisas práticas como escrever no computador sem ter um braço (cotovelo) levantado.
E tantas outras.

Pois, só damos valor a estes "pequenos nadas" quando os perdemos...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

11 anos sem pisar ovos

26 de janeiro de 2002.
A F fazia 1 ano, e seguindo as indicações da Pediatra, estava na altura de introduzir a clara de ovo cozida.
Pouco tempo depois do jantar, descobrimos da pior forma que tinha ocorrido uma alergia - a cara, as orelhas, o pescoço e as mãos tinham duplicado de tamanho e estavam disformes.
Sempre tive sangue frio nestas ocasiões, e o raciocínio imediatamente me levou a associar ao novo alimento. Um telefonema e uma rápida ida à farmácia resolveram o assunto.
Iniciamos a partir daí uma odisseia que não sabíamos na altura vir a ser tão prolongada.
Ao longo do tempo, dois episódios de choque anafilático (sem consequências de longo prazo, felizmente), consultas e testes regulares de Imuno-alergologia, um imenso rol de alimentos proibidos.
Essencialmente, ela não podia de forma alguma ingerir Ovo, Frutos Secos, Amendoim, Sementes diversas.

Foram anos de preocupações; de idas ao supermercado para fazer listas de ingredientes e de alimentos e marcas proibidas e permitidas; foram receitas inventadas e alteradas; encomendas internacionais de substitutos de ovo que permitissem cozinhar coisas "mais normais"; bolos de aniversário "normais" que eram feitos com muito carinho a centenas de km de distância; familiares, amigos, vizinhos e pais de colegas da escola que faziam sempre algo especial para que ela pudesse comer nas respetivas festas; foi o apoio incansável no(s) colégios onde andou; foram as brigas nas escolas; foram as seringas de Anapen que felizmente nunca utilizámos; foram os escuteiros com ementas alternativas; foram as inúmeras pessoas que conheci na blogosfera e que deram receitas, partilharam anseios, dicas e truques; foram as inúmeras vezes que ela chorava por não poder comer o mesmo que os outros; foi o ter aprendido, com UM ano de idade, a perguntar a qualquer pessoa que lhe oferecesse algo para comer: "isso tem ovo? se tem não posso comer", e repetir essa questão incansavelmente, vários milhões de vezes; foi o Dia de S Martinho passado nas urgências do hospital depois de um choque anafilático severo, a cantar e a brincar ao spider man; foi tanta, mas tanta coisa ao longo destes 4.097 dias de privação total deste alimento...

Após os resultados do RAST, chegou o grande dia.
Às 9h30 estávamos pontual e ansiosamente na Cuf, munidas da mousse de chocolate feita com 2 ovos crus.
Testes cutâneos ok.
Observação ok.
De uma forma quase sádica (para nós, obviamente), a primeira colher de café de mousse foi ingerida com expectativa. Tudo correu bem, e a dose foi aumentando.
Às 15h00 teve "alta". Com distinção.
Caiu-me a ficha nessa altura... e a Dra. Susana quase teve de me dar um calmante a mim, tal era a sensação de alívio, felicidade e quebra da adrenalina que tinha sentido ao longo de todo o dia.
O Ovo pode, a partir de hoje, passar a ser inserido na sua alimentação como na de qualquer outra pessoa.
Uma vez que continua a apresentar um IGE muito alto, continua com alguma prevenção, mas pode ingerir sem receios de algo grave.

OBRIGADA a todos os que connosco partilharam estes 11 anos.
A todos os que ajudaram a prevenir, a procurar alternativas. 
A todos os que connosco dela cuidaram com tanto amor e carinho. 
A todos os que leram ingredientes vezes e vezes sem conta.
A todos os que sempre me apoiaram, aturaram as minhas crises existenciais e fases de desalento.
Valeu a pena!

Testes cutâneos

Sai mais uma colherada de mousse

Jantar comemorativo.
"O que queres comer? Ovos estrelados..."

NOTAs:
1. Continua estritamente proibida de comer frutos secos, amendoim, castanhas, pistacios, e sementes de qualquer espécie - a Anapen continua a ser necessária e essencial na sua vida.
2. Se há coisas/doenças piores? Infelizmente há. Mas felizmente a nós calhou-nos "apenas" esta.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

São ordens, são ordens...

Esta semana resolvi (finalmente) começar a cumprir as ordens do orto*.
Chego a casa, oriento as crianças e o jantar, equipo-me (botas, polar e hoje, impermeável. Phones e telesperto), e la vou eu.
Na 3a feira, pelo google earth terei feito 2,2km. Não reparei no tempo.
Hoje chovia. Liguei a app do exercício, liguei o "turbo" e fiz 3km à chuva, em 36 minutos e com um desnível de 100m.
Vou manter, daqui por 2 semanas aumento, em janeiro ataco a montanha a sério. (ordens do McBrasa)

Está a dar-me um gozo brutal chegar a casa, por os phones e espairecer.
E se preciso disso...






*daqui em diante, dr. McBrasa

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

20.11.2012 (ou 22/11)

Este foi o dia em que as esperanças depositadas aqui saíram goradas.
Foi o dia em que senti ter feito esforços, sacrifícios, pedidos, as pessoas todas que metia ao barulho, os 1001 telefonemas e cuidados, para dar em nada.
Foi o dia em que me apeteceu ir até lá, desancar a médica ou implorar-lhe uma terapia de choque.
Caiu-me o chão.
E não descortino ainda como vou dar a volta à situação, encontrar alguém que consiga acompanhá-la de mais perto, impor regras, retomar uma vida "normal".
Porque a esta distância (física) não consigo, e trazê-la para junto de mim seria quase impraticável.

Just breathe...

sábado, 10 de novembro de 2012

08.11.2012

Esta data não me vai nunca trazer boas recordações.
Quanto muito, vai ser a data de um dia difícil, que dará frutos positivos.
Este foi o dia em que fiquei eternamente grata (e nunca poderei agradecer plenamente) a uma grande Amiga que muito me ajudou, e que tornou este passo possível.
Este foi o dia em que me despedi da minha mãe, e em que vi a enfermeira despojá-la de muitos dos seus pertences, e fechar à chave a ala onde ela ficou.
Foi o dia em que, mais uma vez, tive de revisitar fantasmas e histórias antigas, para relatar aos cuidadores que dela vão tratar, a minha parte (ou o meu lado, a minha versão) da história sobre o que a levou ali.
Foi o dia em que chorei de alívio, chorei de agradecimento, chorei de tristeza, chorei pela adrenalina que me deixou derreada e quase sem forças para regressar a casa.
Foi o dia (o segundo, na nossa fase "adulta") em que vi o meu irmão chorar, e em que não consegui apagar-lhe a dor, que eu também sentia.
Não sabemos quanto tempo ali permanecerá.
Acredito que tudo isto, por mau que esteja a ser para todos nós, é para o seu bem e para melhorar a qualidade da vida que lhe resta.
Foi o dia em que definitivamente se inverteram os papeis entre nós. 
E dói.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

streptococcus qualquer coisa

Ele tinha tido um pouquito de febre, e algumas dores de garganta. Nada a que eu desse muita atenção.
Na noite de 5ªf, tossiu imenso e acordou várias vezes a chorar com dores de garganta - adormecia de boca aberta e a garganta secava, provocando dores e tosse.
Resolvi ficar com ele em casa e passar no hospital.
Tiro e queda: um streptococcus qualquer coisa na garganta. Antibiótico, resguardo e muitos mimos.
Assim foi.
E quem é que aguenta um miúdo quase hiperativo em casa durante 4 dias???

Eu quero ir trabalhaaaaaaar (e é já amanhã)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Otites

Na nossa família, férias não seriam férias se não tivéssemos de ir com um ao hospital.
Desta vez coube à F. estrear a novíssima Clínica Fórum do HPP Algarve, no Fórum Algarve*.

Diagnóstico: uma otite e uma recomendação/ordem de irmos visitar o otorrino brevemente, por causa dos adenoides.

Mais umas férias com tampões, antibióticos e sem mergulhos...






* Para quem tem seguro de saúde ou pode pagar. Atendimento rápido e de excelente qualidade, instalações novas e com vários meios auxiliares de diagnóstico ali disponíveis para as consultas em SAP de Pediatria. No Fórum Algarve, em Faro, junto à zona infantil exterior.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

como começar bem um dia?

Basta juntar 2 medicamentos incompatíveis:
- 1 para a tosse
- 1 para a constipação

(note-se, os respectivos princípios activos são MESMO incompatíveis... sinto-me como se tivesse bebido uma garrafa de whisky inteirinha ontem à noite)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Finalmente,
Hoje entrei oficialmente de férias.
O André já está com a varicela a desaparecer.
O quarto das visitas já não está cheio de manchas (longa história...), e está pintado de azul e com uma cama velha que virou nova com uma serra e uma manta.
Os preparativos para o dia 11 de setembro estão bem encaminhados (novidades perto dessa altura), e agora resta-nos descansar e curtir um solzinho.
Boas férias, ou bom trabalho a todos!

domingo, 21 de dezembro de 2008

3!!!

De facto... parece que como diz o ditado, não há uma sem duas, nem duas sem três.
Vejamos:

O Pai:
Saiu ontem do hospital, afirmando que não lhe doía nada (???), que se sentia bem, que já "bebia" o possível. Passou a viagem a queixar-se (claro), sem posição para estar sentado, e chegou a casa numa lástima de dores.


O Pimpolho:
Está cheio de tosse, apesar de não ter febre. Tem o nariz sempre ranhosito e queixa-se por vezes de dores de garganta. Por causa da tosse, de ter estado 1 semana assim só com a avó, 2 dias com tios que o mimaram ainda mais, ou por ver o pai doente, fica ainda mais "cola", faz de conta que lhe doi tudo, e nem sempre é possíve distinguir se está a dizer a verdade ou não. Apesar de perceber que o pai está doente, não se cansa de o moer, quer à força estar sempre a dar-lhe beijos e abraços, e ainda não se lembra de fechar sempre muito bem a porta do quarto para não sair o frio.


A Pimpolha:
A meio de uma grande luta com o acomodar do Pai cheio de dores, recebo um telefonema a dizer que ela está cheia de febre, e se não será preferível ir buscá-la ao acampamento, uma vez que está um frio de rachar. Já quase desesperada, lá fui de novo para o frio, com o Pai na cama a chorar com dores e o filho a queixar-se com sono e tosse.

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...


No meio disto, dá para perceber que a situação cá em casa não está fácil.
Não sei bem para que lado me virar, ou para onde ou quem me virar primeiro.
Um tosse, outro espirra, outro não come e doi-lhe tudo.
Ontem, às 4h30 (sim... 4,30 da manhã!!!), estava a montar uma cadeira de escritório para o Pai se instalar e tentar dormir assim.
Antes disso, à 1h30 já tinha brigado com ele para beber um medicamento, antes disso tinha tentado mover céus e terra para conseguir uma cama articulada (que não consegui, pelo menos nesta semana do Natal), feito 2 sopas - para ele e para os filhos, dado 2 jantares, arrumado a casa e aquecido 2 quartos.
No meio da confusão, lá consegui dormir um bocadinho entre as 6h30 e as 9h...
Espero que a noite que se aproxima seja bem melhor...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Uma semana terrível, sem dúvida.
Começou na semana passada, em que a febre veio e foi e veio e foi para a Filipa, mas acabou por ir de vez.
Domingo o André começa a queixar-se da lingua. Nada de especial à vista, não liguei muito.
2ª feira quando cheguei ao colégio, estava com um ar muito choroso ao colo de uma auxiliar, que me informou que praticamente não tinha comido nada nesse dia, e se queixava muito da lingua. De facto, estava esbranquiçada, e nalgumas zonas apresentava uma espécie de aftas. Fui a casa buscar a mochila e os documentos, e hospital com ele. Nada de especial, segundo a médica que o inspeccionou dos pés à cabeça. Controlar a febre com benurom e brufen, muitos liquidos e aguardar pelo desenrolar da situação.
Essa noite, sozinha em casa com eles e a avó, se consegui dormir 1 hora de seguida foi muito. Assim que regressava ao meu quarto e me deitava, voltava a ouvir o choro de quem se sente mal. De nada me valeu implorar-lhe que fosse dormir comigo na minha cama... Passei a noite entre um quarto e o outro, entre o acabar de adrmecer e o voltar a levantar-me.
No dia seguinte tive de ir a Lisboa à tarde, e o regresso revelou-se tardio. Ao telefone, a avó desesperava.
Chegada a casa, resolvi que não iria ter outra noite como a anterior. A cama dele é grande, peguei na minha almofada e instalei-me. Ao principio foi bom. Os abracinhos, os beijos. As lamúrias durante a noite acalmavam assim que me sentia ali com ele, e por isso foi um pouquinho mais descansada. Não me escapei aos pontapés de uma criança de 3 anos que está habituada desde sempre a dormir sozinha, às palmadas na cara como demonstrações de carinho (???!!), etc, mas lá dormi mais qualquer coisa.
Às 5h15, senta-se na cama a choramingar, tosse e queixa-se da lingua. Pede água, assoa o nariz, quer fazer xixi. Vejo que tem febre, e Brufen para dentro.
Acalma, e diz-me: "Pronto, agora vai para a tua cama."
Tentei resistir, com medo de passar as restantes 2h a levantar-me, mas nenhum dos meus argumentos o demoveu de correr comigo do seu espaço.
"Leva a tua almofada daqui".
Felizmente, correu tudo bem até de manhã.
No dia seguinte, sou chamada pela avó que não conseguiu controlar uma birra e entrou em pânico, conseguindo assustar-me também via telefone. Ao chegar a casa já estava tudo controlado, e até veio comigo fazer uma visita de estudo.
À noite, resolvi repetir a dose, até porque entretanto a febre tinha voltado a subir e ele continuava apenas a ingerir água.
De novo às 5h00, embora sem febre, volta a correr comigo sem dó nem piedade.
4ª feira, fico em casa, para prevenir sustos. Correu bem, não teve febre, comeu tudo o que não tinha comido nos dias anteriores. À sesta nem me deixou tentar ficar com ele (e tanto que me apetecia dormir aquelas 2 horitas...).
Jantou bem, não voltou a ter febre.
Ao deitar, diz-me assim:
"Já não vais trazer a tua almofada pois não?" (oooops)
"Porquê Dé? Não queres que a mãe fique aqui contigo outra vez um bocadinho?"
"Não. Já não estou doente. Vai dormir na tua cama. Esta cama é minha".
Estarão os meus filhos demasiado bem habituados a não querer ficar comigo???

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Hospitais 1 - Publicos ou privados? Você decide...

Antigamente (num passado não assim tão distante), ir a um hospital público significava horas e horas de espera, um atendimento normalmente nada simpático, exames, os minimos possível, e muitas vezes diagnósticos incorrectos.
Ir a um hospital privado, para quem podia pagar, significava ser rapidamente atendido, por médicos simpáticos, equiamentos normalmente modernos.
Hoje em dia, com a generalização dos seguros de saúde (e atenção, que ainda bem que existem!), dá-se uma situação quase inversa.
Este, domingo 15h05, demos entrada no parque de estacionamento pago do ultra moderno, ultra chique, ultra carérrimo (mas acessível a quem tem seguros de saúde, o que graças a Deus é o nosso caso), do Hospital da Luz. Nem 2 minutos depois estávamos a ser encaminhados por simpáticos funcionários, de farda impecável, para a fila de atendimento do Serviço de Atendimento Permanente.
Aí, reinava o caos!!!
Pasmei ao ver um aglomerado de gente (nem se pode chamar àquilo de fila). Seriam umas 15 pessoas, entre adultos e crianças, numa fila mista que, segundo me fui apercebendo, misturava numa fila única as pessoas que estavam para dar entrada, as que aguardavam para pagar, e as que aguardavam só para carimbar receitas.
Aguardámos. Aí uns 20 minutos de espera, somos gentilmente aendidos por uma senhora (simpatia ali é por todo o lado), que nos perguntou ao que íamos. Pedimos uma consulta de clinica geral, urgente. Gentilmente, e antes de efectuar qualquer gesto que indicasse que iria fazer a ficha, informou-nos:
"Antes de mais, tenho o dever de o informar que o tempo de espera estimado neste momento para consultas de Atentimento Permanente em Adultos é de 1 hora e meia a 2 horas. Deseja aguardar?"
Deixe, para esperar isso, vou a S. José e nem pago a Taxa Moderadora...

Hospitais 2 - Pediatria e brinquedos

Já levei as minhas crianças por diversas vezes a hospitais.
Claro que ninguém gosta.
Por más experiências de espera, de exames que nunca mais chegam, vou sempre prevenida com brinquedos e alguma coisa que eles possam comer.
Mas agora, e já em vários locais (Portimão, Cuf, Estefânia, Évora, Amadora, entre outros), vejo que na zona da espera de Pediatria há por lá brinquedos, legos, até lápis e canetas para os meninos usarem.
Acho uma atitude com intenções louváveis.
Mas...
Não erá mais uma forma de os meninos pegarem e trocarem ainda mais micróbios e vírus do que aqueles que já os levaram às urgências de um hospital?
O meu André, por exemplo,tinha aí uns 2 anos e tivémos de ir a Portimão. Andava naquela fase de levar tudo à boca. Fomos lá porque andava obstipado há uns dias, e nem com a medicação resultava. Veio de lá com a obstipação resolvida, e uma virose que lhe provocou mais 4 dias de febres e aftas.
Hoje, ao ir com ele a outras urgências, lembrei-me da cena.
Por acaso há 1 ano foi uma virose sem consequências. E se fosse pior???

domingo, 30 de setembro de 2007

"Cozinhar sem ovos"

Nasceu hoje um novo blog.

A minha filha mais velha - Filipa, agora com 6 anos e meio, é altamente alérgica ao ovo e aos frutos secos (5 na escala RAST). Descobrimos isso no dia em que completou 1 ano de idade.
Desde então, tem sido algo complicado encontrar receitas - de bolos principalmente, compatíveis com esta alergia. Imaginem uma criança desta idade numa vulgar festa de anos dos seus amiguinhos, de familiares, a sua própria festa...

Não é felizmente das piores doenças que existem, mas exige muitos cuidados, muita atenção à composição daquilo que se compra, muito cuidado quando vamos a alguma festa, e mais ainda quando a deixamos numa festa. É complicado fazer perceber a uma criança tão pequena porque é que não pode comer as mesmas gulodices dos outros meninos, ou porque é que por vezes tem de ter uma comida diferente na cantina da escola. Em suma, é preciso aprender a viver com isto e com os pequenos truques que entretanto vamos aprendendo ou mesmo inventando.

Desde esse dia que passo mais tempo que o normal nos supermercados, pois tenho de ler a lista de ingredientes para ver se estes contam lá. E acreditem que mesmo sem ser nas bolachas, há imensas coisas que têm ovo na sua composição. Mesmo muitas! (os famosos caldos Knorr, por exemplo)
Pesquiso muito na net, mas nem sempre é fácil encontrar receitas. Porque não se encontram num só local, porque as pessoas não chamam à atenção para este facto, por imensas razões. Mas conto com a ajuda de amigos nesta tarefa, e conto também com o meu engenho na cozinha. Já transformei diversas receitas "normais" com ovo, em coisas igualmente boas sem este ingrediente.

Assim, lembrei-me de compilar num só local as receitas que já tenho, as que entretanto fui inventando ou alterando, as que entretanto me forem enviando. Não colocarei aqui nada que não experimente primeiro, e vou tentar daqui em diante tirar fotos ao resultado final, para melhor ilustrar aquilo que mostro. Nasceu o "Cozinhar sem ovos"

Conto com a ajuda desta blogosfera para aumentar o meu livro de cozinha...
Mandem as vossas receitas para: sofia.fs@gmail.com

Obrigada!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Petição online... assinem por favor

Porque acompanho um caso bem de perto, porque considero injusto que pessoas com necessidades especiais tenham de pagar 2€ e 3€ por um pedaço de pão "especial" (dado que não podem comer farinha de trigo), quase 5€ por 250gr de esparguete, etc, sem terem qualquer ajuda ou pelo menos benefícios fiscais, divulgo aqui este apelo de uma amiga e colega minha, e da Associação Portuguesa de Celíacos:

"Como muitos já devem saber, foi-me diagnosticado há pouco tempo a doença celíaca (não tolerância ao glúten). Neste momento estou inscrita na APC (Associação Portuguesa de Celíacos) que está a organizar a 1ª Petição Online da APC, com o intuito de recolher assinaturas para a Assembleia da República.
O tema é a inclusão das nossas despesas na declaração de IRS. O objectivo é conseguirmos mais de 8000 assinaturas para que este assunto seja debatido no plenário, incluído em Diário da República e dependendo do nº de assinaturas, será mencionado pela comunicação social.
Para assinar basta inserir o nome completo e o nº do BI (incluindo o nº que se encontra mais à direita). Qualquer pessoa pode participar, daí pedir a V/ colaboração.

Toda a informação necessária encontra-se neste site: http://www.celiacos.org.pt/ "






Obrigada

terça-feira, 11 de setembro de 2007

ao fim

de 4 dias (fim de semana incuído), estou farta de estar em casa.
Ficar aqui, deitadinha no sofá dias e dias a fio, não é de todo a minha onda.
Ainda se pudesse dar uns passeios a pé, ir à piscina, ao café, às compras...

Os miudos ao menos têm ajudado. Com as traquinices próprias da sua idade claro, mas têm-se portado à altura e percebem que não podem abusar muito da minha falta de mobilidade.
Se tudo correr bem, amanhã o André já regressa ao colégio (ufa...), e a Filipa começa na 6ª feira. Está tão entusiasmada com esta nova fase!
Já estou farta de TV. CSI (Las Vegas, Miami, NY, etc), House, Companhia, Lost Files, e outras séries que tais, já não as posso nem ver. Os filmes dos Premiums, dos VOD, os documentários do Discovery, dão todos os dias os mesmos. Só "descanso" destes canais quando eles estão comigo aqui na sala e para os entreter tenho de pôr no Panda ou no Baby Tv...
Já li 2 livros e vou no 3º.
Espero na 5ª feira já ter ordem para umas voltinhas.
Preciso de espairecer e de arrumar umas coisas. Está tudo ainda mais caótico do que estava na semana passada, tal como se pode calcular...
Tenho na sala uma cama insuflável, colocada pelo meu querido marido para eu poder estar ao pé da familia mesmo deitada. Apesar de a sala ser grande, dá para ver o estado "bestial" em que a minha sala se transformou.
Ontem resolvemos finalmente pôr o computador no quarto da Filipa, o que resultou na (re) desorganização da casa das máquinas, dentro do pouco arrumada que estava. (resolvemos mas quem veio cá ajudar à festa foi o vizinho Quim, porque é óbvio que eu não podia fazer nada a não ser indicar onde queria as coisas)
Ontem descobrimos que o André está com uma otite, que já está medicada, mas que o leva a, de cada vez que se lembra disso, levar a mão à orelha e dizer que tem ali um "doi-doi muito grande" e está doentinho, e "Coitadinho do Dé".
Agora resolveram ir os dois para o quintal brincar. Já sei que logo ao final do dia vou ter casca de carvalho espalhada por todo o lado, sopas de hortelã em todos os baldes e alguidares que encontrarem, triciclos, trotinetes e biciletas no espaço que sobrar, bolas pelo meio, e alguns brinquedos no canil do Bóris (aqueles que couberem pelo meio das grades).

Descanso não é???