terça-feira, 29 de janeiro de 2013

12 invernos

A criança mais velha cumpriu 12 anos.
12.
Custa a acreditar.
Auto-intitula-se "pré-adolescente". Tem uma noção de moda muito própria (e por muito que eu tente entender, é totalmente desadequada de tudo). Vestimos as mesmas roupas (quando eu ando casual. E o facto de eu ter perdido tantos kg que não pesava tão pouco desde os meus 18 anos não interessa nada), está da minha altura. É muito inteligente mas tão despassarada que dá dó. Responsável no que toca às idas e vindas para casa e com o enorme apoio que me dá com o irmão. Menos no que respeita às suas tarefas extra. É linda, e sabe disso.
Passaram 12 anos.
Continua a gostar de cor de rosa, e de saias, e de brincos e ganchos e coisas dessas. Mas está na fase em que tenho de a obrigar a tomar banho porque voluntariamente não o faz, e se me descuido sai de casa sem se pentear.
Este ano fez anos a um sábado.
E como há vários anos (7...) que não tinha uma festa "a sério", quis tê-la. Eu não achei muita graça, mas de facto estava no seu direito.
Vieram o tio e a avó almoçar connosco.
Convidou alguns amigos para lanchar. Quatro amigas ficaram para uma festa de pijama.
À 1h00 desisti e fui-me deitar. Deixei-lhes o recado de que fizessem pouco barulho.
Às 4h00 o pai foi mandá-las dormir.
Passaram a noite na conversa, e às 9h00 já estavam a pedir os wafles que eu tinha prometido para o pequeno almoço.
Correu bem.
Fui eu que fiz o bolo. Ficou lindo, e delicioso.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

i'm back!

Regressei ontem à ação!
(bem, ainda foi só um CG... o verdadeiro regresso será sábado)

Depois de vários anos fora, começava a ressacar da falta de contacto com o escutismo "real".
Não acredito em escutismo adulto, e os miúdos, as atividades, os acampamentos, as próprias chatices inerentes estavam a fazer-me muita falta...
Assim, nova etapa.
Totalmente fora da minha zona de conforto, é certo. Mas é um desafio que aceito com todo o entusiasmo.
Tecoree, Rock in Scouts, Acareg, vai ser um ano em grande!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 (ou, o fim de 2012)

Este foi o ano das dúvidas. Das decisões.
2012 foi o ano em que me vi numa encruzilhada.
Tive de descobrir o caminho a seguir.
Segui o Caminho. O meu Caminho.

2012 trouxe-me pessoas novas.
Levou-me pessoas, outras pessoas.
Outras entraram e saíram.
Mas todas, Todas deixaram a sua marca.

Tenho novos amigos. Novos lugares são ocupados no meu coração. Cada um com o seu espaço, com a sua importância, com o seu "quê" de bom para dar e receber.
Tenho "amigos" que deixaram de o ser. Nunca o foram, portanto. Não fazem falta, portanto.
Tenho feridas que estão a sarar.
Tenho acima de tudo, espaço. Muito espaço para amar.

De 2013 espero um ano de mudança. "A" mudança.
Separar em definitivo o trigo do joio.
Alcançar os meus objetivos, lutar por eles, usufruir do que a vida me oferta.
Espero, e farei por isso, conseguir retribuir a todos aquilo que tanto me dão e tanto me alegra. Aquilo que faz de mim o que sou, o que faço e o que acredito, pelo que luto e o que conquisto.

A todos os que permanecem por aqui, pelo meu coração, pela minha vida - seja de que forma for, o meu obrigada por estarem aí. Por me deixarem fazer parte das vossas vidas.
Acredito que todos temos um papel a desempenhar, seja no mundo em geral, seja no particular de cada um com que nos cruzamos ao longo da nossa permanência aqui neste mundo.
Vocês sabem quem são.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Natal!

Ao fim de praticamente 12 anos, vai "voltar a haver Natal".
Sim, resolvemos enterrar os machados de guerra, fumar o cachimbo da paz, dar sentido ao "o Natal é quando o Homem quer", e fazer um Natal familiar.
Juntámos toda a gente (bem, quase...).
Distribuímos tarefas e comida.
Queremos voltar a ter (e acima de tudo, proporcionar aos nossos filhos), o Natal de que todos recordamos: em família, com comida, alegria, cozinhados, cuscuvilhice e brincadeiras.
Vamos ter comida natalícia, vamos ter comida da boa, daquela que é feita com carinho.
Vamos ter uma potencial situação crítica para cuidar, vamos ter as nossas crianças a reviver o que nós vivemos durante a nossa infância.
Mas vamos estar juntos, cantar o jingle bells, emporcalhar a cozinha enquanto fazemos as coisas, comer, ter miúdos a correr pela casa, comer, trocar presentes, comer, deixar a casa em pé-de-guerra, comer, brincar, dizer barbaridades e divertirmo-nos.

E, se tudo correr como esperamos, este será apenas o primeiro de muitos dias assim...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

São ordens, são ordens...

Esta semana resolvi (finalmente) começar a cumprir as ordens do orto*.
Chego a casa, oriento as crianças e o jantar, equipo-me (botas, polar e hoje, impermeável. Phones e telesperto), e la vou eu.
Na 3a feira, pelo google earth terei feito 2,2km. Não reparei no tempo.
Hoje chovia. Liguei a app do exercício, liguei o "turbo" e fiz 3km à chuva, em 36 minutos e com um desnível de 100m.
Vou manter, daqui por 2 semanas aumento, em janeiro ataco a montanha a sério. (ordens do McBrasa)

Está a dar-me um gozo brutal chegar a casa, por os phones e espairecer.
E se preciso disso...






*daqui em diante, dr. McBrasa

eles a crescer também é...

Irmos às compras as duas.
Ela fica com os jeans 40, eu fico com os 38...


gluuuup

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

20.11.2012 (ou 22/11)

Este foi o dia em que as esperanças depositadas aqui saíram goradas.
Foi o dia em que senti ter feito esforços, sacrifícios, pedidos, as pessoas todas que metia ao barulho, os 1001 telefonemas e cuidados, para dar em nada.
Foi o dia em que me apeteceu ir até lá, desancar a médica ou implorar-lhe uma terapia de choque.
Caiu-me o chão.
E não descortino ainda como vou dar a volta à situação, encontrar alguém que consiga acompanhá-la de mais perto, impor regras, retomar uma vida "normal".
Porque a esta distância (física) não consigo, e trazê-la para junto de mim seria quase impraticável.

Just breathe...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

As minhas pessoas

Nos primórdios da internet (generalizada, entenda-se), os new-mother/baby-fóruns trouxeram-me uma pessoa que ainda hoje mantenho como amiga. Partilhamos coisas das nossas filhas, das nossas vidas, de tudo.
 
Os escuteiros trouxeram-me amigos que fiz na infância, e que hoje mantenho, que estão lá para mim, cujas famílias são amigas da minha família. Trouxeram-me, já adulta, outros amigos que guardo na mesma gaveta do meu coração. Uns com quem partilho atividades, vários que me leem, que me ajudam nas minhas loucuras. Outras que comigo vão beber um café sem café, mas com muita conversa e uns scones deliciosos, feitos com muito carinho.
 
A blogosfera trouxe-me novos horizontes, novas pessoas que fui conhecendo pela sua escrita, que fui aprendendo a gostar, a acompanhar. Trouxe-me a escrita (aquela que não guardo em pedaços de papel), a partilha, a interação num canal onde podemos ser nós ou inventar personagens. E algumas dessas personagens passaram para a vida real. A minha vida.
 
O Facebook trouxe-me de volta colegas de escola com quem não tinha contacto há anos. Trouxe-me um grupo de amigas - algumas delas bloggers que já conhecia (ou antes, lia). Que se tornaram peças fundamentais na minha vida. Pedras basilares dos meus momentos bons, mas acima de tudo os ombros amigos dos tantos momentos menos bons que tenho tido nestes últimos meses. Ali falo tudo, de tudo, com todas e sem receios. Ali falo, oiço, aconselho e sou aconselhada. Choro e rio com as tristezas ou conquistas de cada uma.
E se tenho alternado estas duas coisas!!!
Ali tiramos fotos de looks banais, fotos de desafios loucos, partilhamos roupas, livros, receitas e dietas, falamos de filhos, maridos, namorados, aventuras, desventuras. Tão depressa nos amparamos como na hora certa e necessária damos o devido raspanete a alguma, para a fazer voltar à razão.
E isso faz-me tão bem...
O Facebook trouxe-me também causas. Causas que abracei e abraço sem pensar muito no tempo que me vão consumir. Sou pessoa de convicções e não me custa fazer opções, tomar atitudes, agir de acordo com elas. Fazer agir, fazer acontecer.
 
Outras tecnologias trouxeram-me novas pessoas, novos grupos, novos horizontes.
Gente de todo o mundo que em comum tem o gosto por uma marca. Aventuramo-nos em explorar, partilhamos, levamos ao limite, rimos, brincamos, zangamo-nos e fazemos as pazes.
Uma fase em que apostei em algo que me magoou, mas que ultrapassei e curei. Com cicatrizes, mas curei bem curadinho.
Outras pessoas que vou conhecendo a cada dia um pouco melhor. Afinidades? Sim, acredito que sim. Costumo ter um sentido apurado para "sinalizar" logo quem me inspira ou não confiança.
Com uns começou por possíveis oportunidades de trabalhos conjuntos, outros por apoio nessa mesma tecnologia, um grupo que se gerou em volta de uma marca.
Com outros começou porque sim. E esses nem sei definir. Andam no limbo. Não me são indiferentes mas não me criam laços que julgo virem alguma vez a serem duradouros.
 
Com outra pessoa começou por uma simples foto. Um estado de espírito menos bom. Um comentário a partir do qual começaram a surgir conversas. Ao início, breves. Aos poucos foram-se tornando maiores, mais profundas, mais nossas. Confiança. Relatos de vida. Afinidades. Tantas coisas comuns e outras tantas tão distintas. Mas uma grande afinidade acima de tudo. Entendimento, desabafos, conselhos, partilhas. A necessidade de contar ao outro uma novidade boa do dia, do fim de semana.  
Horas de conversa que passam depressa demais (demais!!!) e sem dar conta, perdidos no meio de tantos assuntos e histórias que surgem naturalmente, sem esforço, com total naturalidade, com à-vontade. O sorriso, o abraço, o olhar. Um olhar profundo, terno, desinteressado e amigo.
Alguém que comigo partilha a simplicidade e honestidade, a quem me agrada contar o que me vai na alma. Que sei que me escuta de coração, e tem partilhado também muito (tanto...) de si.
Faz falta alguém assim, que dá, que recebe, que não exige nem cobra.
 
Posso dar-me por contente.
Tenho pessoas, as minhas pessoas.

sábado, 10 de novembro de 2012

08.11.2012

Esta data não me vai nunca trazer boas recordações.
Quanto muito, vai ser a data de um dia difícil, que dará frutos positivos.
Este foi o dia em que fiquei eternamente grata (e nunca poderei agradecer plenamente) a uma grande Amiga que muito me ajudou, e que tornou este passo possível.
Este foi o dia em que me despedi da minha mãe, e em que vi a enfermeira despojá-la de muitos dos seus pertences, e fechar à chave a ala onde ela ficou.
Foi o dia em que, mais uma vez, tive de revisitar fantasmas e histórias antigas, para relatar aos cuidadores que dela vão tratar, a minha parte (ou o meu lado, a minha versão) da história sobre o que a levou ali.
Foi o dia em que chorei de alívio, chorei de agradecimento, chorei de tristeza, chorei pela adrenalina que me deixou derreada e quase sem forças para regressar a casa.
Foi o dia (o segundo, na nossa fase "adulta") em que vi o meu irmão chorar, e em que não consegui apagar-lhe a dor, que eu também sentia.
Não sabemos quanto tempo ali permanecerá.
Acredito que tudo isto, por mau que esteja a ser para todos nós, é para o seu bem e para melhorar a qualidade da vida que lhe resta.
Foi o dia em que definitivamente se inverteram os papeis entre nós. 
E dói.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

a crescer

Pois, eles crescem, e a um ritmo assombroso.
O cachorrinho que em agosto me chegou com 4 semanas e 2,460kg, fez agora 4 meses.
E... bem, pela foto conseguem ver como cresceu.

4 meses, 20kg

inversão

Todos sabemos que, mais cedo ou mais tarde, a inversão de papeis se há-de vir a dar.
Claro que por todas as razões, regra geral queremos que seja o mais tarde possível.
Comigo não foi, não tem sido. Nunca foi sequer.
E sinto-me (egoisticamente) cansada. Esgotada. 
Com falta de tempo para ser apenas eu, apenas mãe, apenas filha ou apenas irmã.
Cansada de carregar às costas tantas coisas e todas ao mesmo tempo.

Life goes on. It always does...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

rotinas

As aulas recomeçaram, este ano sem brigas (ainda, pelo menos).
Suspiro de alívio por não ter de andar diariamente a correr e a arranjar esquemas para os ir buscar.
Ainda não temos os livros todos (dela), ainda não temos o material todo (dele), mas as coisas vão ao sítio.

A escola que ela (mais uma vez) estreou é linda (branca demais), um bocado megalómana (mau feitio o meu), e para não variar, há coisas a mais e outras que ficaram por fazer porque se gastou dinheiro numas coisas e faltou para outras (à tuga, portanto).
Mas é boa, espaçosa, arejada, linda de morrer, e parece-me que funcional também.

Objetivos estabelecidos para os dois.
Ela - subir (mais) ou manter nas "disciplinas nucleares", subir o mais possível nas outras. Não repetir o filme do ano passado. Conversámos com calma e concordou com tudo.
Ele - melhorar a concentração/paciência, melhorar a letra, entender que as linhas existem por uma razão (e a mesma para toda a gente). Continuar a ser o Excelente aluno que foi no ano passado.

Com ela, nós pais conseguimos o que queríamos em relação à professora de inglês (yaaaaay), e esta eu conheço bem - é do tempo da M. Vai recuperar tudo o que devia ter aprendido no ano anterior, não tenho dúvidas.
Com ele, as AEC estão este ano mais atribuladas e restritas, mas as mais importantes (para mim) vão-se manter, e isso é que importa.

Falta recomeçarem os escuteiros e a catequese, e tudo volta à "normalidade" (e as piscinas para levar um e outro).

Eu estou a conseguir conciliar o trabalho regular com o regresso às tão desejadas rotinas, com algum trabalho pro bono que me tem dado muito gozo, e a vida familiar. Ainda me custa ter de sair de casa cedo às 3ªs e 5ªs para ir à fisioterapia - e cada vez mais, por causa do frio que agora faz a essa hora, mas tudo se leva.
E tendo em conta que ainda não atingi o ponto de loucura decisivo, é bom sinal.

É bem verdade, o Verão acabou, e o Natal está mesmo aí à porta...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

serviço público

Porque tudo passou, e este ano não se está (pelo menos ainda) a repetir, sinto-me na obrigação de lançar um alerta que há um ano não  podia escrever aqui declaradamente.

E um alerta importante para quem tem filhos em idade escolar.
E principalmente, os que "andam sozinhos" casa-escola-atividades-casa, e etc.

Acontece que há precisamente um ano, verifiquei que a escola da minha filha frequenta, disponibilizava na net, sem qualquer proteção por palavra-passe atribuída e apenas disponível aos Encarregados de Educação e alunos, as listas nominais das turmas e respetivos horários. Numa pesquisa que efetuei a nível nacional* (poderia ficar-me pelo distrito onde habito, mas sim, dei-me ao trabalho de ver em escolas por todo o país), deparei-me com o facto de haver um grande número de escolas (só eu, "investiguei" mais de 20) 

Ou seja, um pouco (muito) por todo o país, centenas (ou serão milhares, não contabilizei) de crianças têm os seus horários de entrada e saída da escola ali escarrapachados a quem os quiser ver. 
E apanhar.
E conhecer horários, percursos, e tudo e tudo.

Pois que a minha então preocupação de mãe me levou a reclamar deste facto.
Como quase todos sabem, eu sou reclamadora-profissional, mas só reclamo depois de saber que tenho a razão do meu lado, antes de o fazer fui ver de que lado estava a Lei. 
E, obviamente, estava comigo.
Comigo a briga foi grande, pois a escola em questão fez orelhas moucas (e ainda me enviou diversos emails, aos quais apelidar de arrogantes e mal-educados é pouco), e teimou ter razão. Pior que isso, aparentemente (e digo aparentemente porque a mim nem se dignaram responder), a Direção Regional de Educação a que o Agrupamento escolar pertence, considerava também que isto era uma "situação habitual e perfeitamente normal".

Mas contactei a Comissão Nacional de Proteção de Dados, que não só me esclareceu telefonicamente, como me apoiou por escrito nos pedidos (e posteriores reclamações) que fiz. Esta Comissão, inclusive, aconselhou-me a fazer queixa oficial por escrito, para que pudessem atuar (o que fiz, tendo depois retirado a queixa, dado que o assunto entretanto se resolveu).

Contactei inúmeros emails do Ministério da Educação, e obtive várias respostas a dizer que estavam a averiguar o assunto ou o tinham encaminhado para os serviços respetivos.

Contactei inclusive a Polícia Judiciária (por conselho da Comissão de Proteção de Dados), que se dispôs na hora a deslocar-se à escola para os forçar a cumprir a Lei, se eu quisesse apresentar queixa junto deles também (isto não cheguei a fazer, porque felizmente não foi necessário).

Bem, provavelmente já me alonguei demais.
O "meu" assunto acabou por ser resolvido pelo próprio Ministério da Educação, e posso garantir que em poucos minutos (tal foi aquilo que terão dito/feito ao Conselho Executivo da Escola em questão) foi tudo retirado da internet.

Mas quero com este post alertar para o facto de isto continuar a acontecer por esse país fora.
E pode estar a acontecer na escola dos vossos filhos**.
Atentem.
Protejam as vossas crias.
Exijam os vossos direitos.



* Por ordem alfabética, verifiquei (no ano passado), escolas de Aveiro, Beja, Bragança, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Porto, Setúbal.
**A 3 amigos meus, a quem contei da situação, aconteceu. Mas as respetivas escolas não foram autistas como a minha, e resolveram a coisa na hora, retirando os dados do acesso público.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ano novo...

O novo ano letivo está à porta.
Este ano, aparentemente, não vou ter a briga que tive no ano passado... pelo menos, as turmas já estão afixadas na escola (nova!!!) desde a semana passada, e na net... nada! Ando a considerar se "compro" outra briga (esta agora mais política que outra coisa), ou não.

Para ele temos tudo.
Para ela, ainda ando a percorrer os Bancos de Livros. No ano passado saímo-nos bem. Conforme isto, assim "brigo" ou nem por isso.

Sei que vou estar em estado de ansiedade até se saber como ficou a questão da professora de inglês. Se o pedido dos EE não resultar, vamos ter de investir tempo e dinheiro numa escola exterior. É triste, mas esta é uma disciplina nuclear, e eu não quero arriscar que ela tenha uma má preparação logo nesta fase inicial.
Sei que com os outros professores estou descansada, e com a DT ainda mais. Resta-nos agora a "nós" trabalharmos em casa e atingir os objetivos que traçámos para este ano letivo.

Ela vai estrear (outra vez) uma escola. Ampla, arejada, salas amplas (pelo menos as dos 5º/6ºs anos), equipamento novo e do melhor que há. Salas de estudo, salas multimédia, e tudo e tudo. Está contente por isso, e eu também. Ter aulas nos contentores não foi "mau", mas também não foi uma coisa muito boa...
Sei que vou ter mais uma briga: a segurança no controle de entradas/saídas, mas dessa não vou abdicar. Assim como assim, de "chata", "incómoda", "exigente", "picuinhas", "manias de lisboeta" e outros adjetivos que nem me lembro já, já não passo. Por isso, siga!
Vou tentar convencê-la a ter também aulas de viola - pelo menos para experimentar. Como já faz tanto exercício físico, preferia isso ao ballet. Mas não sei se ela vai nisso, e não a quero/posso obrigar.


Ele vai continuar com a mesma professora também. Sabe que tem de trabalhar mais a caligrafia (as linhas existem por uma razão...), e tem de começar a perceber que "só" o charme não resolve tudo. Mas melhores notas é impossível pedir-lhe. Apenas que as mantenha.
Este ano vamos inscrevê-lo numa escola de percurssionismo (não sei se é assim que se chama). O miúdo tem um sentido rítmico que impressiona, e de tudo ou em tudo transforma em batuque. (no Natal vou oferecer-lhe um djambé ou um bombo - conforme as aulas derem).

Eu?
Eu estou um pouco indecisa quanto ao que vou fazer com o meu "tempo livre". As coisas aqui não me agradam. Vou manter-me no projeto que iniciei em Maio, mas quando esse acabar não sei o que faça. Não gosto de compadrios, não gosto de "meninos queridos" e os outros. Não gosto de malta que não sabe/não quer/não confia para delegar funções e depois anda constantemente a queixar-se de excesso de trabalho e falta de tempo. E obrigar os outros a reunir/fazer as coisas em cima da hora por causa disso. 
Ainda por cima este ano é ano de Regional, e o meu instinto faz-me crer que ainda me vou aborrecer com isso - esta malta faz de tudo uma tempestade num copo de água, e uma simples atividade transforma-se num projeto "gigantesco" carregado de problemas e coisas que se resolveriam mais facilmente se as pessoas desligassem mais o descomplicómetro. (gostava de os ver a organizar/pensar sequer numa atividade tipo o II Acanuc - ver Tag "Acanuc") (um estágio no Oriental fazia bem a muita malta daqui).
Não quero sair do Movimento, mas como estou não me satisfaz, não me completa, não cabe no meu conceito. Sem falsas modéstias, sinto-me "desaproveitada". E com falta de atividade, que tanta falta me faz*.
Nisso, fazer parte do GI vai dar-me gozo. Já está a dar. Pena estar longe de Lisboa, ou seria ainda mais e melhor. 

Bem, mas de qualquer forma acho que me vou dedicar à escrita "a sério", e a projetos profissionais mais arrojados. Ou diferentes, pelo menos. (a conjuntura atual e dos próximos 6 meses vai ditar muita coisa)

Como uma amiga me disse há poucos dias, o verão "acabou", o Natal está mesmo aí à porta...




*Taizé não está esquecido... mas não consigo ainda saber como vou estar por essa altura, sim?

pupp...

O cachorro que em 4 semanas triplicou de tamanho (7.5kg), tem estado a iniciar-se a ficar no canil, e esta noite já não vai dormir na cozinha. 
(menos uma coisa para lavar logo pela manhã)
Claro que ainda não temos a cancela, e portanto fica mesmo "só" no canil. Mas pronto, ainda é pequeno e habitua-se, depois logo terá o seu espaço ampliado.
Não gosta de água (para banho, entenda-se), e já empina as orelhas. Começa a parecer um cão a sério.

domingo, 2 de setembro de 2012

férias


As férias terminaram.
Como "em equipa vencedora não se mexe", voltámos a aceitar o convite da L. 
Claro, para os miúdos (todos) foi o delírio.
Para nós acaba por ser mais fácil, pois vamos dividindo as tarefas entre adultos (e este ano ainda melhor, com os dois carros), para eles mais divertido. E já é um hábito...

Este ano encontrámos uma praia mais pequenina, sem vento, onde conhecemos 2 outras famílias.
E o Xavier? Esse foi a estrela das férias. Deu um pulo enorme neste tempo. Já passeia por todo o lado, brinca, corre e adora relva. E claro, as pessoasl (quase) todas adoram mexer num peluche pequenino. Na praia ficava sossegadito no seu buraquinho à sombra, e detestava o mar. Esteve sempre solto e nunca houve problemas.

Eles (e nós) vieram morenaços e saudáveis. Felizes. A pensar no ano que vem. É bonita esta amizade que cresce assim, em duas semanas de ano a ano, e que quando os reúne parece que passaram apenas 3 dias.

Levantar, arrumar as tralhas, distribuir a malta pelos carros, praia, brincadeiras, passeios, mergulhos, voltar, compras, banhos, jantar, passeios, café, parque infantil, gargalhadas, descanso. Em modo repeat durante semana e meia... 
Ah, este ano conseguimos ir todos à feira, eu escapei-me de andar com a M. naquele carrossel horroroso, e nenhum teve de ir ao hospital. Estamos a fazer progressos!!!
Deu para descansar a mente. O corpo... esse nem sempre.

A foto de cima (créditos de Lurdes Silva), tem por título "4 amigos e um cão" (o cão não gosta de água, não apareceu na foto), e não podia descrever melhor estas férias e estes miúdos. 
Fantásticos, todos os 4!

Os dois da esquerda têm 7 anos. As duas da direita têm 11 e 14. Qual é qual?
(se não fossem as formas mais femininas da adolescente, não seria fácil, pois não???)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Xavier

(prometo que isto não se vai transformar num puppy-blog)

Duas semanas depois, passámos de 2.439 para 4,400kg!

Nota-se uma enorme diferença, principalmente no desenvolvimento...

Há 12 anos que eu não tinha cachorros, mas comparando com o meu querido Bóris, este é já notoriamente mais inteligente (ou antes, obediente).

Já reconhece o nome, e os comandos "anda", "não" e "cama". Embora, obviamente, ainda não lhes obedeça inteiramente. (exceto ao "não", que faz sempre - embora volte depois a tentar mais tarde).
Os instintos de cão (e da raça) também se começam a notar - ao início chegámos a julgar que seria surdo, pois não reagia, e é agora um bebé mais crescido, mais desenvolvido e mais atento a tudo. Tem medo do escuro, mas de dia já se aventura por todo o quintal... chegando à frente da casa*.

A primeira passeata na rua não correu muito bem (tinha chegado cá há 3 dias), mas hoje já demos um grande passeio pela vila. Não acha muita graça e ainda tem medo de muitas coisas - barulhos, muitas pessoas, e tudo isso. Tudo normal, que faz parte do processo de socialização que estamos a iniciar.
Como bebé que é, continua a preferir o leite à água, mas já come apenas ração granulada (e muito!)
7 semanas...









*colocar cancela urgente!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Acanac (last) / Acagrup

Voltou felicissima, sujíssima e cansadíssima.
Eu já tinha as malas feitas e o jantar pronto. Foi chegar a casa, tomar banho por 3 tshirts dela e os calções a lavar (e secar), comermos, meter tudo no carro e rumarmos a Troia.
Ela veio de um acampamento... para outro acampamento.
Os primeiros 5 minutos de viagem contou coisas sobre o que fez (e começou a contar as coisas "menos boas", depois aterrou de tal forma que ao cheguei ao acampamento, tirei tudo do carro, montei a tenda, e só a consegui empurrar tipo zombie para cima do saco cama (descalcei-a, apenas).
Foi divertido, foi cansativo, foi diferente.
Muita coisa mudou em 25/27 anos.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

(ainda) Acanac - IV

Continua a descrever a atividade como "brutal mãe, brutal mesmo!", e a cada dia que passa sinto na sua voz uma alegria maior.

Uma coisa que me encheu de orgulho foi o facto de, uma vez que não têm sopa na ementa de campo, e pelos vistos salada muito pouco, a Patrulha dela resolveu juntar o dinheiro que cada uma levou e comprar salada para comerem com as refeições "normais".

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Acanac - III

Mesmo sem a ter visto (pelo menos, ainda) na tv, tenho estado para aqui a chorar que nem uma madalena arrependida (again).
E recordando a conversa que tive com ela ontem, não posso deixar de partilhar isto aqui.
Sei que são gostos individuais, e opções de cada um.
Sei que um número como 17.100 pessoas todas juntas assusta quem não conhece a organização brutal que tudo tem, e a responsabilidade dos adultos que lá estão.
Sei, porque já estive em grandes atividades, que muitas vezes a comida atrasa algumas horas, ou que é menos do que se esperava. Que por vezes eles se perdem nos jogos e dizem que querem vir embora porque estão assustados. Que as horas de sono nem sempre são as desejáveis para uma vida "normal". Que os acidentes acontecem a qualquer um, e a minha não é exceção.
 
Falamos de aproximadamente 14.000 crianças e jovens entre os 6 e os 22 anos de idade, acompanhados por cerca de 3.000 voluntários adultos, que deixam as suas casas, as suas famílias, tiram dias de férias, para ali estar. E que os voluntários (tal como os profissionais) também se cansam, também se enganam...

Mas sei que experiências como esta marcam para uma vida, e que nos bons e nos maus momentos ela vai retirar desta semana recordações e ensinamentos que farão dela uma jovem e adulta preparada e ativa na sociedade.
Mesmo não estando lá, orgulha-me muito fazer parte de um Movimento que tem esta capacidade de mobilização, de organização e de educação.
Porque Escuteirar é Educar para a vida!