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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

wtf? (nem sei que título dar a isto)

Cena 1 (início, ou enquadramento)
Eu, a iniciar uma reunião, em Lisboa. Toca o telefone e era de casa.
F - "Mãe, o A. hoje partiu um prato na escola, e trouxe o recado que amanhã tem de levar um para substituir. Leva um daqueles azuis? É que vai ser diferente dos de lá..."
Eu - "Oi?? Não leva prato nenhum. Amanhã eu falo com a professora e resolvo o assunto"

Cena 2 (a minha chegada a casa e primeira reação)
Chego a casa, já toda a minha gente a dormir. Em cima da mesa da cozinha, estava isto:

Sim, é um saco de plástico com os cacos do prato partido.
Juro que me belisquei a mim própria para confirmar se estava a ver bem...

Cena 3 (o que se passou, e quem foram os intervenientes)
De manhã não havia tempo, à noite chamo os dois e esclareço o que aconteceu.
Resumindo: Junto à entrada da escola existe uma mesa (ali mesmo coladinha à porta de saída/entrada dos alunos - onde eles colocam lancheiras, livros, mochilas, casacos, e tudo o que calha a crianças de 1º ciclo de escolaridade). Nessa mesa estava um saco com pratos. O meu A e outro colega estavam na brincadeira, o A atirou uma lancheira, errou o alvo, a lancheira bate no saco, este cai e parte-se um prato. 
Realço que isto ocorreu às 17h30, hora de saída dos cerca de 100 alunos do 1º ciclo (6-10 anos).

Cena 4 (como os adultos da escola resolveram o caso)
A Auxiliar presente diz ao aluno (A, meu filho e educando) que no dia seguinte terá de trazer um prato substituto. Apanha os cacos e coloca num saco de plástico. No meio da confusão chega nem mais nem menos do que a Adjunta da Direção do Agrupamento de Escolas aqui da terrinha. Reforça a indicação de que o prato terá de ser substituído. Quando a F (minha filha e educanda, 13 anos de idade acabadinhos de fazer) chega para ir buscar o irmão, a dita Adjunta da Direção do Agrupamento de Escolas informa-a do que se passou (13 anos, contra uns 30 e tal), e entrega-lhe o saco de plástico com os cacos, para que o levasse para casa.
Assim, sem mais, um saco de plástico com os cacos que acima se vêem, para que duas crianças de 8 e 13 anos trouxessem, a pé, num trajeto de cerca de 1km, até casa*

Cena 5 (eu, atónita, a olhar para o saco e a ouvir a descrição dos factos)
"F, tens a certeza que foi a prof. Graça (a tal Adjunta da Direção do Agrupamento) que te deu o saco? Mas tens MESMO?"
"Tenho mãe, claro que sim. Estava lá a S (a Auxiliar), mas foi a Graça que deu e disse que tínhamos de levar um novo" (corroborado pelo A)

Primeira reação (depois de conseguir fechar a boca com o espanto do que tinha acabado de ouvir) 
Telefonar à Professora Titular da turma do A. Que não sabia de nada, primeiro riu-se com o espanto igual ao meu, e que imediatamente se calou quando eu lhe disse quem é que tinha feito aquilo (escuso de repetir que foi a Adjunta ...).
"Obviamente que tem toda a razão em reclamar, isso não se faz, é um perigo enviar um saco de plástico com cacos, principalmente a uma criança, e que sabe que vai para casa a pé, sujeita a cortar-se pelo caminho".

Segunda reação
Telefonar a duas amigas a contar tudo isto, para que me ajudassem a reforçar a ideia de que de facto não sou eu que estou louca e isto é uma coisa que não cabe na cabeça de nenhuma pessoa normal - check. Claro que após a risada inicial das duas (sim, porque isto contado é difícil de acreditar à primeira), me deram razão.

Terceira reação 
Ir confirmar a propriedade do prato em causa (para cabrão, cabrão e meio, já dizia a minha avó - peço desculpa pelo palavreado). 
E confere. 
É que, sendo uma escola de 1º ciclo, o refeitório é da responsabilidade da Câmara Municipal. Logo, todo o equipamento é da Câmara Municipal. Logo, não é à escola que terei de devolver o prato. Mas, obviamente, não é o valor do prato que está em questão, até porque o mesmo partiu-se em consequência de uma atitude incorreta por parte do meu filho (e que já levou o responso respetivo).

O que está em causa são todas as circunstâncias em que isto aconteceu.
1º - O que fazia um prato de porcelana, em cima de uma mesa, num local por onde passam dezenas de crianças em correria e brincadeira? É suposto estar ali? Não me parece...
2º - Se o aluno partiu algo, não deverá o Encarregado de Educação (eu) ser informado diretamente do sucedido, por escrito ou por telefone? (um e-mail, recado na caderneta, o que fosse)
3º - Qual é o objetivo pedagógico da atitude da adulta (docente, com responsabilidades em contexto escolar, e responsabilidades ao nível do próprio Agrupamento, e portanto com a obrigação de ter discernimento para agir de forma educativa e responsável), em tomar tal atitude para com uma criança de 8 anos?

Quarta reação 
Solicitar reunião com a Diretora do Agrupamento, a quem entregarei o saco com os cacos e reclamação escrita com descrição do acontecido, solicitando os devidos esclarecimentos.
Acabei de receber confirmação, e esta tarde irei lá.

Agora mais a sério...
Isto é normal?
A minha vida dava um filme...


Pormenor eventualmente não relevante, mas que não deixa de o ser: a dita Adjunta da Direção é nem mais nem menos que a minha vizinha do lado... significando isto que nos conhece bem, sabe onde moramos, sabe o que a criança tem de andar entre a escola e casa, e sabe que o faz a pé.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

ainda escola...


Mas agora sem problemas.

Vou ali babar um bocadinho sobre as boas notas de um e de outro e já volto, sim?

(ainda não saíram, mas tanto pelos testes como pelo que transmitiram, são excelentes)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ui

Já há mais de um mês (26/fevereiro), o pirralho cumpriu 8 anos.
Festa com amigos, jantarzinho em casa.
Almoço de aniversário com a família, que acabou por se tornar num almoço de Páscoa (quase).
 
Pelo meio?
Problemas com a escola - que esteve encerrada por duas semanas, mais as 2 das férias da Páscoa.
Chatices e preocupações enormes.
Reuniões, comunicação social, denúncias, e tal e tal e tal.
1 mês com eles em casa, e eu parcialmente na empresa-trabalho em casa-empresa.
 
Uma roda viva que só visto.
 
Pelo meio, a nossa M. veio passar connosco a semana da Páscoa.
Foi tão bom tê-la connosco!
Pensar que há 3 anos por esta altura andávamos a enfrentar problemas com a adaptação de uns e de outros...
Ela está diferente, mais crescida. Mais senhora. Com muita paciência para os meus pequenos, que se nota à distância que ela adora de coração.
E também isso foi tão tão bom de ver.. o brilho nos olhos dela quando abraçava os irmãos!
Foi embora ontem, não sem muito insistir que quer que a F vá passar férias à Noruega.
(ofereceu-se inclusive para pagar a passagem de avião)
 
Resultado deste mês?
Estou cansada, e de novo a dormir mal.
Só que desta vez tenho verdadeiras insónias. Acordo e desperto. Pronto.
O que resulta numa média de 5 a 6 horas de sono por noite, e que é manifestamente pouco para uma pessoa como eu.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

rotinas

As aulas recomeçaram, este ano sem brigas (ainda, pelo menos).
Suspiro de alívio por não ter de andar diariamente a correr e a arranjar esquemas para os ir buscar.
Ainda não temos os livros todos (dela), ainda não temos o material todo (dele), mas as coisas vão ao sítio.

A escola que ela (mais uma vez) estreou é linda (branca demais), um bocado megalómana (mau feitio o meu), e para não variar, há coisas a mais e outras que ficaram por fazer porque se gastou dinheiro numas coisas e faltou para outras (à tuga, portanto).
Mas é boa, espaçosa, arejada, linda de morrer, e parece-me que funcional também.

Objetivos estabelecidos para os dois.
Ela - subir (mais) ou manter nas "disciplinas nucleares", subir o mais possível nas outras. Não repetir o filme do ano passado. Conversámos com calma e concordou com tudo.
Ele - melhorar a concentração/paciência, melhorar a letra, entender que as linhas existem por uma razão (e a mesma para toda a gente). Continuar a ser o Excelente aluno que foi no ano passado.

Com ela, nós pais conseguimos o que queríamos em relação à professora de inglês (yaaaaay), e esta eu conheço bem - é do tempo da M. Vai recuperar tudo o que devia ter aprendido no ano anterior, não tenho dúvidas.
Com ele, as AEC estão este ano mais atribuladas e restritas, mas as mais importantes (para mim) vão-se manter, e isso é que importa.

Falta recomeçarem os escuteiros e a catequese, e tudo volta à "normalidade" (e as piscinas para levar um e outro).

Eu estou a conseguir conciliar o trabalho regular com o regresso às tão desejadas rotinas, com algum trabalho pro bono que me tem dado muito gozo, e a vida familiar. Ainda me custa ter de sair de casa cedo às 3ªs e 5ªs para ir à fisioterapia - e cada vez mais, por causa do frio que agora faz a essa hora, mas tudo se leva.
E tendo em conta que ainda não atingi o ponto de loucura decisivo, é bom sinal.

É bem verdade, o Verão acabou, e o Natal está mesmo aí à porta...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ano novo...

O novo ano letivo está à porta.
Este ano, aparentemente, não vou ter a briga que tive no ano passado... pelo menos, as turmas já estão afixadas na escola (nova!!!) desde a semana passada, e na net... nada! Ando a considerar se "compro" outra briga (esta agora mais política que outra coisa), ou não.

Para ele temos tudo.
Para ela, ainda ando a percorrer os Bancos de Livros. No ano passado saímo-nos bem. Conforme isto, assim "brigo" ou nem por isso.

Sei que vou estar em estado de ansiedade até se saber como ficou a questão da professora de inglês. Se o pedido dos EE não resultar, vamos ter de investir tempo e dinheiro numa escola exterior. É triste, mas esta é uma disciplina nuclear, e eu não quero arriscar que ela tenha uma má preparação logo nesta fase inicial.
Sei que com os outros professores estou descansada, e com a DT ainda mais. Resta-nos agora a "nós" trabalharmos em casa e atingir os objetivos que traçámos para este ano letivo.

Ela vai estrear (outra vez) uma escola. Ampla, arejada, salas amplas (pelo menos as dos 5º/6ºs anos), equipamento novo e do melhor que há. Salas de estudo, salas multimédia, e tudo e tudo. Está contente por isso, e eu também. Ter aulas nos contentores não foi "mau", mas também não foi uma coisa muito boa...
Sei que vou ter mais uma briga: a segurança no controle de entradas/saídas, mas dessa não vou abdicar. Assim como assim, de "chata", "incómoda", "exigente", "picuinhas", "manias de lisboeta" e outros adjetivos que nem me lembro já, já não passo. Por isso, siga!
Vou tentar convencê-la a ter também aulas de viola - pelo menos para experimentar. Como já faz tanto exercício físico, preferia isso ao ballet. Mas não sei se ela vai nisso, e não a quero/posso obrigar.


Ele vai continuar com a mesma professora também. Sabe que tem de trabalhar mais a caligrafia (as linhas existem por uma razão...), e tem de começar a perceber que "só" o charme não resolve tudo. Mas melhores notas é impossível pedir-lhe. Apenas que as mantenha.
Este ano vamos inscrevê-lo numa escola de percurssionismo (não sei se é assim que se chama). O miúdo tem um sentido rítmico que impressiona, e de tudo ou em tudo transforma em batuque. (no Natal vou oferecer-lhe um djambé ou um bombo - conforme as aulas derem).

Eu?
Eu estou um pouco indecisa quanto ao que vou fazer com o meu "tempo livre". As coisas aqui não me agradam. Vou manter-me no projeto que iniciei em Maio, mas quando esse acabar não sei o que faça. Não gosto de compadrios, não gosto de "meninos queridos" e os outros. Não gosto de malta que não sabe/não quer/não confia para delegar funções e depois anda constantemente a queixar-se de excesso de trabalho e falta de tempo. E obrigar os outros a reunir/fazer as coisas em cima da hora por causa disso. 
Ainda por cima este ano é ano de Regional, e o meu instinto faz-me crer que ainda me vou aborrecer com isso - esta malta faz de tudo uma tempestade num copo de água, e uma simples atividade transforma-se num projeto "gigantesco" carregado de problemas e coisas que se resolveriam mais facilmente se as pessoas desligassem mais o descomplicómetro. (gostava de os ver a organizar/pensar sequer numa atividade tipo o II Acanuc - ver Tag "Acanuc") (um estágio no Oriental fazia bem a muita malta daqui).
Não quero sair do Movimento, mas como estou não me satisfaz, não me completa, não cabe no meu conceito. Sem falsas modéstias, sinto-me "desaproveitada". E com falta de atividade, que tanta falta me faz*.
Nisso, fazer parte do GI vai dar-me gozo. Já está a dar. Pena estar longe de Lisboa, ou seria ainda mais e melhor. 

Bem, mas de qualquer forma acho que me vou dedicar à escrita "a sério", e a projetos profissionais mais arrojados. Ou diferentes, pelo menos. (a conjuntura atual e dos próximos 6 meses vai ditar muita coisa)

Como uma amiga me disse há poucos dias, o verão "acabou", o Natal está mesmo aí à porta...




*Taizé não está esquecido... mas não consigo ainda saber como vou estar por essa altura, sim?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

"ainda" as férias escolares


A propósito disto, arranjámos uma solução temporária, na casa de um vizinho, mas que não me agrada muito porque não gosto de ficar a dever nada a ninguém e não tenho assim tanta confiança com as pessoas (que foram fantásticos).
Vir comigo ou com o pai para os respetivos escritórios é para ela mais um castigo do que outra coisa, e também não é solução.
Pensei muito na situação e em como a resolver.

Não encontrei (ainda) soluções, mas entendi que não perdia nada em fazer um apelo direto a quem de direito.
Explicar, letra por letra, a nossa opção de vida aqui no interior, longe da nossa família e amigos.
Explicar que gostamos de cá estar, mas que temos necessidades diferentes das pessoas que aqui nasceram.
Expor o nosso problema, propor soluções, oferecer-nos para sermos parte da resolução.
Agradecer o (muito) que ainda assim, este local faz por nós.

Aguardemos...

sábado, 5 de maio de 2012

Habemus Lobito

Da melhor vontade

Para ele é hoje um grande dia!
Preparou-se, "estudou". Venceu medos, saudades, secou lágrimas e cresceu.
Ontem quando finalmente vestiu o uniforme oficial, não cabia em si de contente. Quis experimentar o lenço e corou de alegria quando se viu assim.

Passou a vigília com um ar muito compenetrado, senhor do seu papel.





Ficou lá esta noite, a última noite de campo como Pata Tenra... Quase se deixou vencer pelas lágrimas, mas olhou-me nos olhos e disse "um Lobito não chora mãe".
Por vezes um Lobito chora, sim, pensei eu. Mas entendi o que queria dizer e limitei-me a concordar com esta sua demonstração de valentia.

Daqui a nada vamos buscá-lo para almoçar e uniformizar-se de novo, e sei que vai trazer outras tantas recordações. Sei que vai trazer o sorriso aberto e o coração cheio. Sei que vai estar ansioso pela noite, que vai ter pressa em fazer tudo e em voltar para lá.

Como é que eles crescem e saem de nós tão rápido?

segunda-feira, 30 de abril de 2012


Graças à T., ontem estrearam-se* no teatro.
Foi bonito o espetáculo ("Pinóquio", de Filipe Lá Féria), mas eu honestamente estava à espera de mais.
Ele passou talvez a primeira emia hora de boca aberta, admirado com tudo o que o rodeava, as personagens, as canções, os sítios por onde apareciam as coisas.

E qual é a probabilidade de, numa sala cheia, nos sentarmos precisamente ao lado de malta conhecida?
yup...





*ele estreou-se. Ia jurar que ela já tinha ido... mas como sou uma super-mãe não me recordo bem desse facto

quarta-feira, 25 de abril de 2012

banalidades

Ela (11 anos) - Mãe, o que é uma coisa banal?
Ele (7 anos) - daaaah, é uma coisa que abana

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

passa a correr

Há 7 anos atrás, exatamente a esta hora*, andava eu a passear a minha barriga gigante a caminho da oficina, para substituir o pára-brisas que tinha estalado com o frio.
Estava cansada e ansiosa pelo dia 26, para ter o meu caçula e ver-me livre da imobilidade.

Hoje estou a ver se consigo despachar o trabalho todo a tempo de sair cedo e preparar o almoço e festa de domingo.




* @13h51

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

palavrões

"ó mãe, com que idade é que podemos dizer palavrões?"
oi?
 
"é no 2º ano não é mãe?"
(eu a pensar depressa no que dizer)
 
(ele muito envergonhado) 
"é que os do 2º ano já dizem muitos..."
 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

streptococcus qualquer coisa

Ele tinha tido um pouquito de febre, e algumas dores de garganta. Nada a que eu desse muita atenção.
Na noite de 5ªf, tossiu imenso e acordou várias vezes a chorar com dores de garganta - adormecia de boca aberta e a garganta secava, provocando dores e tosse.
Resolvi ficar com ele em casa e passar no hospital.
Tiro e queda: um streptococcus qualquer coisa na garganta. Antibiótico, resguardo e muitos mimos.
Assim foi.
E quem é que aguenta um miúdo quase hiperativo em casa durante 4 dias???

Eu quero ir trabalhaaaaaaar (e é já amanhã)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ele e a escola II

Reunião de pais de avaliação do 1º periodo (dele).
Como não babar para tantos elogios da professora, e das notas Excelentes em tudo?

(aspetos a melhorar: caligrafia, concentração e conversa nas aulas, claro!)

domingo, 11 de dezembro de 2011

o 1º acampamento

Sem exagero, há mais de duas semanas que o A não falava de outra coisa: "mas que mochila é que eu levo", "já tens a lanterna para mim", "vamos dormir em tendas", "como vão ser os jogos", e o material, a roupa, a mochila, e etc etc etc...
A noite de 6ª para sábado foi um desassossego pegado - levantei-me quatro vezes porque ele acordava em sobressalto com medo que eu me tivesse esquecido de por o despertador e ele chegasse atrasado. De manhã, quando cheguei ao quarto, as suas primeiras palavras assim que abriu os olhos foram "mãe! mas os chefes vão ajudar-me, não vão???".

Saí de casa bem cedo, pois também eu tinha um compromisso no Movimento, e infelizmente os horários eram incompatíveis. Pois, não pude ir levar o meu filhote à sua primeira atividade, e fiquei de coração apertadinho...
Cerca das 10h30, liga-me o pai. 
"Fala aqui com o teu filho, que está a chorar desde que chegou e não quer ficar no acampamento"
...
Fiquei espantada. Falei com ele, que soluçava do outro lado do telefone. "Mas eu não conheço ninguém...". Conversei com ele, e depois de várias tentativas em vão, lá cheguei com ele a um acordo: ia ficar até à hora de almoço, e se depois de almoçar ainda quisesse ir embora, pedia aos chefes que ligassem ao pai para o ir buscar. (mais sabia eu que isso não iria acontecer). A custo, concordou.
Obviamente, chegou a hora de almoço e ninguém ligou. Chegou a tarde, e nada. Não me contive, e enviei um sms a uma das Dirigentes. Respondeu-me: "Está todo contente à procura do dinossauro". 
Não era preciso dizer mais nada.

Hoje cheguei cedo e fui eu buscá-lo. Cheguei antes da hora, entrei por um sítio onde não me podia ver. Estava no seu melhor: a espalhar charme, a rir, brincar, encantado no meio da Alcateia. Dos seus chefes, os elogios do costume: "é um menino muito mimoso, muito carinhoso, divertido e brincalhão. Depois de passar a fase de se querer ir embora, esqueceu tudo e ficou como se sempre aqui tivesse estado."

Vinha sujo (...), com as bochechas rosadas e com as coisas da mochila salganhadas e húmidas. Vinha FELIZ.

Já em casa, contou tudo sobre as brincadeiras, os jogos, a comida, a noite em que choveu muito em cima da tenda mas não entrou água, e tudo e tudo e tudo.
Está encantado e desejoso do próximo acampamento.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

o crianço mais novo

teve na semana passada a sua primeira atividade "a sério". Foram um dia inteiro para fora, andaram a ver os dinossauros, vieram a tempo da Eucaristia e da festa de acolhimento ao 1º ano.
Vinha feliz feliz quando nos abraçou no final!

Amanhã vai para o seu primeiro acampamento.
Desde sábado passado que não fala de outra coisa. Conta a toda a gente, faz de cabeça listas e listas das coisas que tem de levar, preocupa-se com tudo, com o material, etc. Está num estado de excitação que só visto.
Ele vai para a atividade e eu não o vou poder levar, porque a essa hora eu estarei já no meu "trabalho". 
Lembro-me de como foi o 1º acampamento da F., de como eu fiquei ansiosa em casa, e só espero que desta vez o meu trabalho no CIP me deixe descontrair mais (aliás, não me dê tempo para pensar nisso).

Estão grandes eles, caramba!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ofereço

Criança loira de 6 anos - menino, bonito, simpático, come bem, porta-se (genericamente) bem, e que há 1 semana que não se cala com a mesma canção: "vou em busca do leão"...
Entrego ao domicílio, com roupas, livros e material escolar. Vacinas em dia, bem como as rotinas no dentista e oftalmologista.
Aceito devoluções, mas só depois dos 18 anos
.
 
 
 
(ainda me aparece à porta de casa alguém da comissão de proteção de menores...)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

??!!???

Ele estava a papaguear qualquer coisa sobre o magusto e as castanhas e bla bla bla.
Eu estava distraída a pensar na morte da bezerra até que oiço:

- Sabes mãe, é assim: (paragem) ... ... ... Não, deixa lá, isto é muito difícil para ti!

OI???

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

perfecionismo

O miudo anda a fazer-me passar dos carretos com os trabalhos da escola.
Ele agora gosta de os fazer, mas acho sinceramente que as minhas tentativas de o convencer que era importante fazer as coisas bem feitas foram... demasiadamente bem sucedidas*!

Eu explico: para fazer o "ta-te-ti-to-tu", 3 vezes cada, ele ontem demorou 2h15 (18h30-20h e 21h-21h45).
Sim, porque ele escreve, depois se não acha que ficou bem apaga, depois escreve outra vez, se ainda não ficou como ele queria apaga de novo, and so on and so on and so on...





*isso é possível? é...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Dia de Núcleo 2011

Huuum.
Ele chegou lá e fez uma birra desgraçada que não queria ficar com aqueles Lobitos. Foi difícil convencê-lo, mas acompanhei-o pelo caminho e fui-me afastando no trajeto. Quando chegámos ao local, já não queria saber de mim.
Fiquei estrategicamente colocada a observá-lo e estava ali como se sempre tivesse estado com "aqueles amigos" (expressão dele).
Ao fim do dia estava eufórico com o grupo, as canções, os jogos, os chefes.

Ela gostou bastante também. 
"Adorei esta Expedição mãe!" Reencontrou o pessoal com quem esteve no Acanuc, agora já alguns também na IIª, e voltou a falar em mudar. (Pois)

Eu voltei à IVª.
Como me disseram no domingo, ainda não cortei o cordão umbilical e nem o quero cortar. 
Para quê, se é ali que me sinto bem?