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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

1ºs dias

Devia ser proibido ter 2 primeiros dias ao mesmo tempo.
A tarde e a noite de domingo foram passadas a forrar livros, a apagar livros (eheheh), a colar etiquetas e distribuir material escolar.
Foram à vida dezenas de etiquetas pequeninas, 7m de papel autocolante e uma borracha inteira. Mas com o aproveitamento e reciclagem que fiz dos materiais, acabei por gastar menos do que esperava.
Apesar de terem tido aulas "a sério" na semana passada, só hoje levámos o material todo para a escola, e para ela foi o primeiro dia inteiramente preenchido com aulas. Meter as coisas no carro e chegar à escola foi um filme, e parecíamos uns autênticos burros de carga. Nós, e os outros pais.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ainda a escola dela

A reunião foi com pais e alunos.
Primeiro a DT falou para todos, disse as suas regras, deu conselhos. Depois os alunos sairam com o professor de EDF para conhecerem a "escola de lata"*. Foram ver todos os espaços, explicou-lhes o funcionamento da escola, da cantina, do cartão do aluno que eles devem carregar para depois utilizarem para pagamentos dentro do recinto escolar.
Quando nos reencontrámos, vinha muito contente. Feliz, Grande.

Estivemos na fila para carregar o cartão e marcar as refeições dessa semana, e foi um inferno. As salas são boas porque os contentores têm ar condicionado, mas nos corredores forma-se um "forno" provocado pelas coberturas plásticas. Vai andar de cantil todos os dias...

Os dois primeiros dias de aulas foram bons, e já veio com trabalhos de LPO - a professora não mentiu quando disse que ia mandar trabalhos todos os dias!
Hoje marcou sozinha os almoços da próxima semana toda - estava feliz com este "progresso". Ainda surgiu uma confusão com o almoço de 4ª feira, que eu não tive paciência para ir resolver nesse dia ainda. Na 2ª feira ainda há tempo, e quero acreditar que foi mesmo só um mal entendido.
Este fim de semana vai ser para organizar as coisas da escola, forrar livros, comprar material.
Continua eufórica!





*A escola está a funcionar toda em contentores, porque a antiga foi destruída e estão a construir uma nova. Dizem que no 2º periodo já mudam para lá. Não acredito, mas...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

a reunião dela

Pronto, agora de cabeça ligeiramente mais fria, posso comentar sem me exaltar.
Sim, gostei da DT (e eu não costumo enganar-me muito nestas coisas, espero que este seja mais um caso). Directa, frontal, daquelas professoras "à antiga". Disse o que tinha a dizer (em relação ao ano lectivo, muito pouco, mas isso são outras questões de que espero falar brevemente, quando tudo se resolver), disse logo ali aos alunos, na frente dos pais, o que admitia e principalmente o que não lhes iria admitir - faltas de educação e de respeito, perturbação das aulas (as dela e as dos outros professores se ouvisse queixas), que lhes ia exigir muito estudo e muito trabalho, a par com as brincadeiras nas horas certas.

Já sabia os nomes dos alunos e já tinha lidos os processos - identificou logo o seu sucesso escolar, os comportamentos e outras pequenas coisas individuais, que mostrou que tinha mesmo feito o trabalho de casa.

Deu-nos os contactos todos e colocou-nos à vontade para lhe ligarmos ou enviarmos emails sempre que assim o entendessemos. Com bom senso, claro.

Gosto dos professores que exigem, que passam trabalhos de casa. Gosto que sejam assim frontais e ponham as cartas na mesa. Gosto de saber que posso contactá-los, embora o faça apenas quando é mesmo necessário, pois mostra que não têm nada a esconder.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Da reunião, do horário, da escola

Ela veio de lá entusiasmadíssima, eu vim desiludida.

Ela veio de lá encantada com o espaço, eu desanimada.

Ela ficou encantada com o horário, eu fiquei ainda mais desanimada, e preocupada.
Ela gostou da DT, e eu também... até falar com ela da nossa briga (eu e a escola).
Ela adorou ver "na real" que vai estar no mundo dos grandes, eu estou assustada.


Acho que ainda não tinha caído na realidade (eu).
Amanhã vai-se lançar numa aventura totalmente nova, numa responsabilidade tremenda que lhe está a cair assim de chofre. E eu não vou estar lá, nem tenho ninguém que lá esteja, que a guarde, que a ajude.
É tão difícil deixá-los crescer...

Ainda os Livros

Fui hoje à biblioteca devolver o livro que trouxe de lá na 6ª feira (e que devorei em 3 dias), e como estamos as duas em casa sozinhas, ela foi comigo.

Não só nos escuteiros, também nisto filho de peixe peixinho é, e ela perdeu-se na secção infanto-juvenil enquanto eu me perdia na Literatura Portuguesa.

Embora eu soubesse o que queria trazer, estivémos lá cerca de uma hora, a folhear, cheirar, ler, passear por entre as estantes repletas de histórias.
Voltámos para casa com 2 livros cada uma, e ela fez-me prometer que a levava na próxima visita.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Porque ainda há gente boa neste país (e gente amiga, e gente que sabe o que custa a vida), este ano consegui poupar uns trocos valentes com os livros escolares (que a partir de agora são a dobrar).

Obrigada Rita!!!

Cada vez fico com mais vontade de voltar a morar na cidade: a minha filha é cada vez mais alérgica a todas as árvores, graminhas, ervas e afins que nos rodeiam.

Ou isso, ou compro-lhe uma máscara de astronauta para usar no Outono e na Primavera.
(talvez saia mais barato assim)

Vai entrar agora no maravilhoso mundo das vacinas anti-alergicas - todos os meses uma picadela, durante os primeiros 10 meses. E que saudades tinha eu disto...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

(esta foto pertence ao post de baixo, mas como não consigo entrar no blogger fica aqui)

a miuda ainda se faz...

Questionada ontem por uns amigos, sobre o acampamento (sobre o qual não se calava há já muito tempo):

- Então F., gostaste de ir passear, e as paisagens eram bonitas?
- Eu não fui passear nem fui ver paisagens, eu fui a uma ACTIVIDADE!


(toma e embrulha)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

aos 10 anos

a minha filha calça o 36-37 e veste o 36 de calças na Pull and Bear.





Estou traumatizada...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A primeira coisa que riscámos da lista

Só podia ser o Pastel de Nata.
Fomos de propósito ao Pingo Doce comer daqueles quentinhos, estaladiços, divinais que eles lá têm.
Fica a foto, altamente ilustrativa de como ela estava. Acho que ela não sabia bem como se sentir. Estava contentíssima, ansiosa, mas depois de conversar com ela acho que tinha um pouco de medo. Afinal, foi a primeira coisa que comeu fora da protecção do hospital. Mas correu muito bem, e ela ADOROU.


E os pedidos para hoje?

F. - Jantar: Profiteroles!
Eu - Mas isso não é jantar, F.
F. - aaaaaaaaah, ok, pode ser profiteroles à sobremesa

Eu - e almoço?
F. - empadão com ovo a sério por cima

E ainda:
lanche para levar: um caracol (o bolo)

Festa com a vizinhança: bolo com ovos

terça-feira, 12 de julho de 2011

mas...

Num dia de tanta felicidade para nós, surge uma notícia muito triste de uns grandes amigos.
E não tendo conseguido disfarçar o choque que levei (até porque eles ouviram a conversa), depois de lhes explicar o que aconteceu e porque aconteceu (como se isso fosse possível), eles comentavam, tristes, mas sem "perguntas difíceis".

Até que ela, do alto dos seus 10 anos:
"Já viste como a vida é injusta mãe? Como é que é possível que no mesmo dia haja notícias tão boas e notícias tão más... não é mesmo nada justo"

os contras

Foi um avanço estrondoso, mas nem tudo está ok.
Continua com alergia à Ovoalbumina e Ovomucoide (não pode comer ovo sem ser muito bem cozinhado), mas isso é o menos.
Os frutos secos continuam proibidos, e agora ainda se lhes juntaram as sementes de sésamo e as sementes de girassol - lá se foi o hamburguer McDonalds e as pipas.
Por estas coisas, a seringa de Anapen, e os comprimidos SOS continuam a ser os seus melhores amigos de sempre, e continua a ter de andar com eles para todo o lado.
Os nossos amigos pólenes continuam a ser uns inimigos a abater, com as pápulas todas acima dos 10mm, mas com esses esperamos começar a lutar no próximo Outuno.

12 de Julho de 2011

Hoje foi um dia que ficará para sempre nas nossas memórias.
Hoje foi o dia pelo qual a luta de 9 anos rendeu finalmente os primeiros frutos, pelo qual valeu a pena brigar com tanta gente, contra a ignorância, com os olhos tristes da F. quando via que não podia comer qualquer coisa que os outros à sua volta tanto gabavam. 
O dia de hoje fez valer a mudança de hábitos alimentares que tivémos de fazer, as receitas que inventei ou alterei, os milhares e milhares de rótulos que li (lemos), as listas de ingredientes que decorei, as listas de alimentos permitidos e proibidos que fiz e que constantemente tinha de alterar, a procura de alimentos "normais", a busca e encomenda do exterior dos substitutos para o ovo que só se encontravam na internet, os bolos que nós não comíamos para sermos solidários com ela que não podia comer, o levar bolos e sobremesas para as festas de amigos para que ela tivesse alguma coisa doce que pudesse comer com os outros, e tantas outras coisas menos boas que passámos por causa desta alergia tão grave que ela tinha desde que nasceu.

A ansiedade dela e o meu medo de que as coisas não corressem como esperávamos fizeram-me não pregar olho durante a noite. 
Mas de manhã bem cedo saímos de casa e às 8h30 estávamos no hospital prontas fazer a Prova de Provocação da Clara.
Começámos com uns testes a outros alimentos a que ela também é alérgica (e que continuam a confirmar-se), e estando tudo bem avançámos. Bocadinho a bocadinho, lá foi ingerindo a clara do ovo cozido que eu tinha levado, foi fazendo análises, a tensão, o corpo e a auscultação cuidadosamente verificados.
Às 14h15, e sem nada de anormal entretanto, veio o diagnóstico final.
Aprovada com distinção para incluir o ovo na sua alimentação, desde que muito bem cozinhado. Continuamos a excluir todos os alimentos onde isto não se verifique: ainda não há mousse de chocolate, salame de chocolate, bacalhau à brás, farófias, maionese, etc. Mas em compensação há pasteis de nata, bolos "normais", empadão (com algum cuidado), quiches "normais", ovo cozido, ovos mexidos, croquetes, rissois, pasteis de bacalhau, etc.

Não pude cumprir a minha promessa de irmos comer pasteis de belém, pois a Dra. Angela disse que para 1º dia não convinha comer mais ovo. Mas amanhã vingamo-nos!

Hoje deu-se uma grande melhoria na variedade da alimentação dela, eu posso baixar um bocadinho a guarda em relação às refeições que ela faz fora de casa, e ela tem todo um mundo novo de sabores para descobrir.

Ela está em autêntico extase, e eu só tenho vontade de chorar de alegria e alívio...

Obrigada a todos os que nos acompanharam e apoiaram nestes 9 anos.
Obrigada por terem nas vossas festas coisas diferentes para a F.
Obrigada por me pedirem receitas para fazerem para ela.
Obrigada por ajudarem a que ela não se sentisse tão diferente.
Obrigada por terem aturado os meus dias de desespero, preocupação e frustração.
Obrigada! Valeu a pena!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

ela

Ela está ansiosa que chegue o dia 30 de Julho, para ir na grande actividade com os escuteiros de Lisboa.
Ela está ansiosa que chegue amanhã, para ver se pode comer um pastel de nata.
Ela está conformada com o facto de, mesmo que possa comer o pastel de nata, vai ter de continuar a carregar a seringa e as bombas e os medicamentos SOS, por causa dos frutos secos.
Ela ficou super vaidosa quando ontem apareceu em grande plano na tv durante a Missa.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

12.Julho.2011

Apercebo-me agora que na Prova do mês passado ela não tinha percebido bem ao que ia. Isto é, não tinha percebido, antes de lá chegar, que se tudo corresse bem com estes testes, poderia incluir o ovo na sua alimentação.
Percebo isso agora, em que ela conta os dias que faltam (coisa que não fez na outra prova). Percebo isso quando os seus olhos brilham de expectativa e toda ela se ri quando afirma: "faltam 7 dias para poder provar um pastel de nata, mãe".

No mês passado a expectativa estava só do meu lado, e vejo agora que eu a escondi bem. Mas agora ela sabe perfeitamente ao que vai, e a fasquia está muito alta.
E isso faz-me ter medo, muito mas muito medo de que as coisas não corram como nós esperamos. Porque ela agora está confiante que vai comer os bolos que nunca comeu, e se isso não acontecer será bem pior... Para uma criança que nunca provou um pastel de nata ou uma bola de berlim, mas que há 9 anos que vê os outros a deliciarem-se com isso, a esperança de poder vir a fazer o mesmo é um golpe cruel de lidar se não se realizar.
Lidámos relativamente bem com a evicção estes 9 anos, mas será muito difícil de lidar com um balde de água gelada.

Ela está esperançosa. Eu estou cheia de medo.
Ainda faltam 5 dias para o Dia C.








Mas já lhe prometi que se correr tudo bem, saímos do consultório direitas ao bar do hospital para comer um bolo cheio de creme. E dali vamos aos pasteis de belém. E dali ainda vamos comer um molotoff feito pela C.
Tenho tanto medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo. Medo
.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Otites

Na nossa família, férias não seriam férias se não tivéssemos de ir com um ao hospital.
Desta vez coube à F. estrear a novíssima Clínica Fórum do HPP Algarve, no Fórum Algarve*.

Diagnóstico: uma otite e uma recomendação/ordem de irmos visitar o otorrino brevemente, por causa dos adenoides.

Mais umas férias com tampões, antibióticos e sem mergulhos...






* Para quem tem seguro de saúde ou pode pagar. Atendimento rápido e de excelente qualidade, instalações novas e com vários meios auxiliares de diagnóstico ali disponíveis para as consultas em SAP de Pediatria. No Fórum Algarve, em Faro, junto à zona infantil exterior.

domingo, 26 de junho de 2011

Estou oficialmente de férias há 3 dias, mas só amanhã* partimos.
Hoje foi a festa de final de ano do Ballet. Ela que não me leia, mas este ano foi o mais bonito de todos, e o primeiro que não foi uma seca estar ali sentada durante mais de 2 horas**. Foi mesmo muito bom, ela dançou imenso, estava feliz e isso transparecia. Foi até elogiada pelo CJ no final.

É meia-noite e meia e lá fora estão 29ºC. 
No meu quarto não se pode com o calor, e dá-me vontade de esganar o homem que já devia ter vindo montar os ares condicionados, que guardadinhos na garagem, se riem para mim cada vez que lá passo esbaforida.
Acho que ainda vou à piscina antes de me deitar.

Amanhã rumamos a sul para uma merecida semana de férias.
Alguma coisa deve estar para acontecer: pela primeira vez em muitos anos, tenho as malas feitas desde a tarde. Só falta mesmo tomarmos o pequeno almoço, cortar o cabelo ao A. e aspirar a cozinha antes de sairmos.

Só me faltava conseguir que ninguém do trabalho me ligasse durante estes dias. Isso é que era. (portem-se bem e não façam asneiras ok? É só uma semana)



É mesmo isso.
Um mergulho, cama e férias.

Até já.





* Estou a escrever isto depois da meia noite. A partida vai ser de manhã.
** Como castigo pelo que pensei nos anos anteriores, este foi o primeiro em que não levei a máquina fotográfica. 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

finalistas???

E não é que na escola da F. querem mesmo fazer fitas de finalistas?
Não é por nada, mas acho uma idiotice pegada.
Sempre conheci as viagens, as pastas, as fitas de finalistas associadas aos finalistas universitários. Estavam intimamente ligadas ao percurso académico que ali terminava, a partida para o mercado de trabalho, o sair de um mundo de maior ou menor boémia e/ou responsabilidade e partir para o mundo dos adultos. A separação física dos colegas que juntos tinham estudado 4 anos intensos (normalmente), tantas vezes oriundos de pontos distantes do país e que assim regressavam às suas terras de origem.

Consigo, ainda que com alguma dificuldade, associar uma coisa algo semelhante no colégio do A., em que aquelas crianças estiveram juntas 6 anos durante 8 horas por dia, se amam verdadeiramente e vão agora todos separar-se. ainda assim, nós os pais dos finalistas, concordámos que cada menino devia levar apenas as fitas (1) do colégio, (2) das professoras, (3) da sala e (4) dos pais.

Mas no 4º ano de escolaridade, numa terra em que eles estão juntos em todas as actividades dentro e fora da escola (incluindo professora e auxiliares), em que vão ficar juntos na mesma turma até tomarem opções de vida diferentes (lá para o 10º ou 12º ano), acho muito idiota e desprovido de qualquer sentido estar a comprar 25 fitas de finalistas para eles escreverem banalidades uns aos outros.
Mesmo havendo mais meninos que não o vão fazer, não quis no entanto impor a minha vontade à F., e por isso vou ter de alinhar na coisa. Sob um grande (enooooooooorme) protesto, mas lá tenho de alinhar.