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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

relax

É talvez um pouco incompreensível, mas quando o pai está fora, eu despacho tudo ainda mais depressa.
Às 20h30 já estávamos os 3 na sala, prontos a iniciar uma sessão de cinema.
Agora, com eles na cama, abro a garrafa de vinho que deixei perto da lareira "a abrir", e faço a minha própria sessão.

Há alguma coisa melhor para as noites de inverno em que estou sozinha? A lareira acesa, um bom vinho, as crianças na cama e eu enrolada na manta...




A qualidade da fotografia é inversamente proporcional à qualidade do vinho...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ainda o Dia de Nucleo

E como eu imaginava, a insistência do A para irmos no sábado trazia água no bico (apesar de não fazer ideia que ia ser nada daquilo).
Gostei, claro que gostei.
Como sempre disse (e digo), faço o que acho que devo fazer da melhor vontade e com todo o empenho que me é possível, mas é sempre bom ver esse trabalho reconhecido.
Fiquei sem palavras...
Obrigada!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

inverno

Sim, a água faz falta e as barragens estavam já com os níveis em baixo, e a agricultura e bla bla bla.
Mas escusava de chover assim tanto na altura em que eu preciso ir à biblioteca, ou ao supermercado, ou mesmo de conduzir.
Escusava de ser de noite quando saio do trabalho e quando os miudos saem da escola.
Adoro conduzir, mas gosto cada vez menos de conduzir à noite, e ainda menos de conduzir à chuva. Quando se junta chuva e noite... estão a ver.
Ao fim de um dia de trabalho ter de fazer 22km numa estrada muitas vezes estreita e com curvas e lençóis de água, nestas condições climatéricas (e com sono...), é do piorio...



Não podia vir o verão outra vez?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

a correr

Os dias passam numa correria e não dão para nada.
Entre deixar na escola, ir para o trabalho, estar atenta a horários e aos telefonemas dela, sair, voltar para a terrinha, apanhá-los na escola (ou apanhá-lo, ou nem isso), controlar as atividades, controlar TPCs, controlar banhos, fazer jantar, controlar roupas e mochilas do dia seguinte, chamar para jantar, jantar, arrumar cozinha, controlar lavagens de dentes, controlar tv/wii/computador, meter na cama... o tempo cooooooooooooorre e quando dou por mim são 22h30 e ainda não me sentei.
O pai tem andado por fora mais tempo outra vez e eu sou só uma e por isso estou recorrentemente cansada e cheia de sono e com pouca paciência.
No dia seguinte, o tempo continua a correr e eles frescos que nem alfaces, e eu sem paciência, sem tempo, cansada e sem paciência (sim, duas vezes). E grito e fico zangada porque gritei. E desespero e fico zangada porque desesperei. 

E é nessa altura que ele faz um daqueles sorrisos e manda uma boquinha e faz uma festa e eu desmancho-me a rir e pronto.
Ganharam. Gahamos todos quando termina assim, a rir.

Trovante, 35 anos

Eu andava a fazer um mealheiro para comprar os bilhetes...
Eu nunca os vi ao vivo, e queria mesmo ir ao concerto...

Só mesmo eu para falhar um concerto por uma diferença de um mês não é?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ginástica

Eu sei que as coisas acontecem porque têm de acontecer (ou por descuido, whatever...), mas não posso deixar de me arrepiar, a par com a felicidade dela, ao imaginá-la a saltar no mini-trampolim.

Pratiquei várias modalidades de ginástica desde os 3 anos de idade, e naquela onde finalmente tinha encontrado o meu "eu"*, aos 15 anos e por causa de uma estupidez de miúdas fiz uma lesão que me afastou de vez das competições.
Estávamos entre treinos, a brincar no mini-trampolim enquanto decorria a aula das mais pequenas.
Duas a duas, abraçadas de lado, saltávamos do plinto para o mini-trampolim, e daí fazíamos uma macacada para os colchões. 
Uma, duas, três vezes. 
Até que saltei e coloquei mal o pé. Caí redonda no chão e imediatamente uma bola de ténis se formou no meu tornozelo.
Uma rotura de ligamentos diagnosticada mais de uma semana depois ditou o destino de meses e meses de fisioterapia, nada de desporto durante 2 anos e uma mazela que veio para ficar.

Sim, fico super-contente que ela esteja a gostar da ginástica acrobática, que se entusiasme e queira saber mais, conseguir fazer mais exercícios novos e difíceis. Mas cá dentro (e sempre sem lhe dizer nada, a não ser pedir que tenha cuidado e juízo nas brincadeiras), fico cheia de medo a cada aula que ela vai.









*O Thumbling, já agora

terça-feira, 1 de novembro de 2011

1.11.2011

Apetecia-me um dia de ronha, enrolada numa manta à lareira, a beber chá e a comer castanhas.
Em vez disso tenho montes de roupa para separar e uma reunião ao final do dia.
uau...

domingo, 30 de outubro de 2011

começar bem um domingo?

Dormir bem, acordar às 6h45 e receber o piolho mais pequeno para o ultimo sono na minha cama. Adormecermos os dois e acordarmos às 10h45 (hora nova... yupiii).
Rendemo-nos às evidências dos estômagos que teimavam em fazer uns barulhos estranhos reclamando por comida, fomos buscar a pimpolha à cama e descemos para comer. Tomámos o pequeno almoço nas calmas, a aproveitar o sol debaixo do alpendre. O solinho bom dava-nos luz, transmitia alegria e calor na medida certa.
Pastelámos pela casa a arrumar pequenas coisas. Enquanto eles se vestiam tomei um belo banho revigorante que me soube divinalmente.
Uma roupa confortável e a irresistível vontade de ir dar um passeio.
Mas... entretanto era meio-dia e era preciso ir comprar algumas coisas ao supermercado.
Solução?
Mochila às costas e lá fomos nós pela vila, a passear, cantar e com destino marcado.
Fiz o regresso com 8kg de compras, bem bom!

Diz-me o pedómetro que fizemos 3.4km. Confirmei no google earth e bate certo (aproximadamente).
Eles gostaram e aguentaram o ritmo que lhes impus.
Acho que vou comprar uns impermeáveis porreiros para todos, e temos assim mais uma medida de poupança, exercício físico e passeios familiares!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

botas

Pois que ela precisava de umas botas novas para o inverno, e eu também.
Pois que o orçamento é reduzido.
Pois que calçamos praticamente o mesmo número.
Pois que resolvi comprar umas botas "a meias", investindo numas mais caras e melhores.

Pois que ela hoje não achou piada quando me viu ir buscar a caixa e ser eu a estreá-las...
Mas eu não estava com vontade de saltos altos.






E assim-como-assim, já sei que não volto a calçar a minha "metade"...

:) - II

2 noites seguidas de soninho bom?

Qualquer dia ainda me habituo...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

:)

É fantástico como uma boa noite de sono faz toda a diferença!

E assim, nem a chuva nem o vendaval fazem desaparecer este sorriso idiota da minha cara, tal é a felicidade por ter conseguido dormir 6 horinhas de seguida, após 2 meses e meio de noites em claro...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Agora que as rotinas se instalaram (espero que) definitivamente, é tempo de retomar as minhas caminhadas.
Já chegou o meu pedómetro e tudo!

domingo, 23 de outubro de 2011

Do fim de semana

Foi fantástico rever Dirigentes que eu não via desde 2003 (e alguns antes).
Foi fantástico ver como conversas se retomam desde essa altura, como se não se tivessem passado 8 anos, sentir a sua amizade e carinho.
Como de costume, e com os seus aspectos positivos e negativos, foi muito bom falar, conhecer, partilhar, ouvir contar histórias de sucesso e de insucesso, ouvir conselhos de quem anda nisto da formação há muitos mais anos do que eu, e sabe tão melhor do que fala.

...

Pensava que estar naquele espaço me iria trazer paz, eventualmente algumas respostas.
Pelo contrário.
Tantas vezes lá fui anualmente com os meus pais, integrada na Paróquia ou nas nossas viagens familiares. As coisas eram tão diferentes nessa altura...
No espaço onde eu procurei ontem paz, respostas, ajuda, surgiram recordações que me amarguraram e me magoaram. Surgiram mais dúvidas, incertezas, solidão e que me trouxeram uma péssima noite de sono. Um estado de espirito que me trouxe inquietude. Tive de lá voltar no domingo de manhã.
Apesar de cheio de gente, o Santuário que me recebeu nesta manhã fria foi para mim mais acolhedor, acima de tudo mais apaziguador.
Não trouxe de lá paz, mas trouxe mais um pouquinho de calma. Consegui um resto de domingo muito cansada, mas que pude disfrutar quase em pleno.

...

Cheguei a casa e o entusiasmo dela (deles) era contrastante com o meu cansaço físico e cerebral. 
Foi de facto uma excelente opção a mudança.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Já perdi pessoas das mais variadas formas.
Repentina e inesperada, após doença mais ou menos prolongada, por doenças várias, acidente, suicídio, negligência médica (questionável), em idades mais ou menos avançadas.
Atualmente perco através da vida. Pela tortura física e psicológica. Pelo degradar lento da sanidade física e mental. Pelo afastamento gradual, bruto, repentino e indesejado.
Queremos guardar das pessoas que amamos os seus melhores momentos, a sua beleza interior, a felicidade que partilhámos. Queremos que sejam para nós aquilo que sempre foram e muitas vezes não queremos aquilo em que se tornaram. Porque essa realidade é demasiado crua, dura e nós sentimo-nos impotentes para lidar com ela. Nós somos tantas vezes impotentes...
Perco lentamente (ou já perdi), de uma forma estranha, dolorosa, quase quase silenciosa.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

não há coincidências

Depois há aqueles dias em que sais de casa com tempo para ainda beberes um café "na" pastelaria local (sem bolo!!!).
Pegas no carro, e antes de saires da localidade, páras no cruzamento para dar prioridade ao carro dos bombeiros que vai a passar e nem prestas atenção e não vês que é o carro de desencarceramento. 
Passas o dia na boa (meio entediada porque é daquelas semanas...), ao final do dia trocas uns sms provocadores (no sentido de desafiadores...) e que te acabam por levar a jantar fora a meio da semana e num sítio improvável.
A caminho do tal jantar-num-sitio-improvável-e-que-a-consciência-te-faz-ser-num-sítio-mais-pertinho-de-casa, em conversa banal descobres que o tal carro dos bombeiros foi socorrer um acidente brutal perto da terrinha. Tão brutal que a estrada esteve interrompida umas horas.
No dito jantar-que-tinha-tudo-para-ser-um-jantar-romantico-a-quatro-mas-que-acabou-num-tasco-estranho descobres que há algumas coincidências na história do tal-acidente-para-onde-foi-o-tal-carro-dos-bombeiros, e começas a desconfiar mas até nem ligas muito porque afinal aquele era o tal jantar-combinado-à-ultima-da-hora-num-ataque-de-romantismo-inesperado mas apesar disso os miudos continuam a embirrar um com o outro e o clima foi-se.
No dia a seguir levantas-te à hora normal (aquela sem tempo para o café), chegas à empresa e descobres que as coincidências não eram só coinciências, e que nesse acidente estava um colega daqueles que tu até gostas bastante, e que agora se encontra em mau estado...
Força P.!


(tão depressa não saio cedo de casa e não vou à pastelaria beber café, ok?)

(sim, sou supersticiosa com estas cenas)(Muito)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Não sou isenta de defeitos.
Muito pelo contrário, tenho consciência deles (de muitos pelo menos), e uns mais do que outros, lá vou tentando combatê-los como posso. (ou não, que há uns que faço quase questão de deixar que existam).
Mas sei que sou produto de quem me criou, do ambiente em que cresci, das pessoas com quem convivi - familia, amigos, pessoal da ginástica, pessoal dos escuteiros, pessoal da faculdade, catequese, colegas de trabalho, vizinhos até.
Sei que me esforço para combater certas coisas com que vivi e que me fizeram ser quem sou, que muitas consigo evitar e muitas outras são mais fortes do que eu. Sei que me esforço por escolher apenas as coisas boas que me ajudaram a crescer.
Sei que me esforço para não dar aos meus filhos preocupações que eu vivi quando tinha a sua idade.
Sei que tantas vezes não o consigo fazer, e que noutras alturas é necessário que eles tenham consciência das minhas preocupações para perceberem porque lhes digo tantas vezes que não.
Custa-me ver quem me criou deitar por terra grande parte desses princípios educativos. Custa-me que me sejam atiradas à cara acções que senti na pele, na cara.
Custa-me ver frustrações antigas transferidas para mim, à falta de outro saco de porrada, da coragem que na altura faltou.
Não é de animo leve que vou cortando os laços. Isso custa-me mais do que tudo, embora ninguém o entenda.
Esforço-me para ser uma boa mãe e uma boa pessoa. Às vezes consigo, outras nem por isso. Mas sem falsa modéstia reconheço que o saldo é mais positivo que negativo.
Preciso de me agarrar a essa certeza para seguir em frente, afastar os meus filhos de situações negativas desnecessárias à sua infância. Preciso de garantir a minha sanidade mental, para conseguir sobreviver e garantir a deles.

domingo, 25 de setembro de 2011

o fim

Não sou daquelas pessoas que "santificam" as outras "só" porque morrem. Se gosto ou se não gosto, se tinham defeitos e qualidades, elas para mim permanecem, e a minha opinião não muda.
Não significa isso que a morte não me afecte, muito pelo contrário... E depois de ter sofrido já várias perdas de pessoas chegadas, sinto estes momentos de uma forma mais especial, mais tocante.
Custa-me ainda mais por isso ver a vida de uma pessoa, que já foram duas, reduzida a meia dúzia de fotografias, móveis velhos, roupas e electrodomésticos. Custa-me ver como um espaço onde outrora alguém já foi feliz, onde fui tantas vezes e que de alguma forma fez parte de um pouco da minha vida, se esvazia assim, num dia de limpezas e partilhas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

AO

Por imperativos profissionais, este espaço vai passar a ser escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

Como dizia a formadora da acção em que participei sobre o dito, é uma questão de hábito. De certeza que para os nossos antepassados foi também muito estranho deixar de escrever pharmácia e passar a farmácia. E tantos outros exemplos...

Vai no entanto ser necessária muita atenção nos primeiros tempos, e não estranhem se houver por aqui alguns erritos.

Se alguém quiser, posso fornecer uma cábula que nos deram na formação (envio por email).
Podem também consultar para qualquer tipo de dúvida o site:

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

(seria: a reunião de apresentação com a DT)

Não posso escrever nada sobre a reunião ainda.
Saía asneira na certa.
Mas posso dizer que, ao contrário do que sempre fiz, tomei um calmante (fraquito) antes de ir. E devia ter tomado dois. Não, não me descontrolei, mas saí de lá num estado de nervos que só visto.

Estou francamente desiludida com o sistema de ensino, com o ministério da educação, mas acima de tudo, com as pessoas (leia-se Pais) parvas, ignorantes e cobardemente conformistas que assistem a tudo rindo (literalmente) e batendo palmas e dizendo "pois... é assim, não há nada a fazer".

Mas como é que isto assim anda para a frente? Que exemplos aprendem as nossas crianças? A conformarem-se e a não fazerem nada para que se mude o que está mal?
Badamerda.

Ainda os Livros

Fui hoje à biblioteca devolver o livro que trouxe de lá na 6ª feira (e que devorei em 3 dias), e como estamos as duas em casa sozinhas, ela foi comigo.

Não só nos escuteiros, também nisto filho de peixe peixinho é, e ela perdeu-se na secção infanto-juvenil enquanto eu me perdia na Literatura Portuguesa.

Embora eu soubesse o que queria trazer, estivémos lá cerca de uma hora, a folhear, cheirar, ler, passear por entre as estantes repletas de histórias.
Voltámos para casa com 2 livros cada uma, e ela fez-me prometer que a levava na próxima visita.