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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

escola (agora a minha)

Hoje ganhei uma batalha. (foi ontem, mas hoje fui lá pessoalmente confirmar e oficializar a coisa)

É vergonhoso e triste que ao fim de 20 anos, o Instituto Superior onde estudei me tenha feito esperar 5 (sim, CINCO) meses para certificar aquilo que era meu por direito: o reconhecimento de todas as disciplinas que tinha feito antes, e respetivas equivalências para a treta que é o processo de Bolonha.

É triste que tenha trocado dezenas de e-mails.
Oooops, "trocado" não, que sempre os enviei, mas nunca obtive resposta escrita.

É triste que só tenham de facto feito alguma coisa quando preenchi o Livro de Reclamações, remeti todo o processo e provas para o Ministério da Educação, e ainda meti um advogado ao barulho. Foi remédio santo, mas agiram em menos de 24h...

Parto pois para a segunda parte desta guerra (sim, infelizmente é de uma guerra que se trata). Mas que me vão reembolsar tudinho o que me obrigaram a pagar a mais estes meses... ai isso vão!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

hospitais, paciência, e cada um é para o que nasce

Fui, há uns anos valentes, a Alcoitão (ao hospital mesmo). Tenho uma ideia muito vaga disso.
Tenho um amigo que teve um gravíssimo acidente de bicicleta (sim, acontece!) quando tínhamos os dois 14 anos, e que passou lá uns meses em recuperação. Nunca o visitei nessa altura (ele não queria), mas sempre falou dessa instituição com muito carinho.
Conheci entretanto mais 3 ou 4 pessoas que por lá passaram. E que hoje têm vida autónoma graças à estadia ali.

Neste último ano fui diversas vezes e por razões diferentes, ao hospital distrital da zona onde moro. Sempre testemunhei, por horas e horas, a forma como médicos, enfermeiros e auxiliares tratam as pessoas.
Há gente bruta, que a há. Há médicos que mal olham para nós, doentes, que os há.
Mas, se tivesse de fazer um balanço, diria que ali as pessoas (e na sua maioria são pessoas de idade avançada) são bem tratadas. Tratadas com humanidade, com carinho até.

Estou há uma semana a ir à fisioterapia a um hospital conceituado em ortopedia, aqui na zona. Há pessoas (poucas) que como eu vão tratar problemas "menores" como um pulso ou um pé partidos, mas há muitas pessoas, regra geral de idade avançada, que ali estão para recuperarem a tal mobilidade que a idade ou doenças várias lhes tiram. Há "jovens" como eu que apresentam graves deficiências por causa de acidentes. Há crianças que nasceram com problemas. Há de tudo...

Tenho tido tempo para ir observando o funcionamento da coisa. As pessoas.
Dou por mim a emocionar-me (porra, que ando super-lamechas) com a forma carinhosa com que os terapeutas tratam todos. Como realizam tratamentos, transportam, conversam, conhecem muitos há alguns anos e trocam histórias. Como os abraçam, beijam, acarinham (sim, é verdade!!!). 
E os voluntários? Os voluntários andam num reboliço a transportar cadeiras de rodas do internamento ou dos cuidados continuados até ao ginásio e vice-versa. 
Em todos, mesmo, um sorriso no rosto, uma palavra amiga, um conforto.
Não tratam ninguém como "coitadinho", mas com o respeito e a dignidade que todos os seres humanos merecem.

E tudo isto faz-me pensar.
Diz-se tanto e tantas vezes, mal destes locais. Porque se espera muito, porque nem sempre ouvimos aquilo que queríamos, porque não olhamos para eles com a devida atenção.
Eu, que tantas vezes me levantava de mau humor e quando chegava ao escritório nesses dias todos percebiam que não se deviam atrever a dirigir-me a palavra nos primeiros minutos. Eu podia dar-me a esse luxo.
Médicos, terapeutas, enfermeiros, podem? Não, não podem. Porque nós exigimos sempre ser bem tratados, exigimos bom humor e um sorriso. Esquecemos tantas vezes que do outro lado está um ser humano como nós, que também tem problemas e dias menos bons.

Costumo dizer que Educadores e Professores são profissões que gabo, porque a mim dinheiro algum me pagaria ter de aturar as más-criações dos filhos dos outros. E continuar a sorrir e a tratá-los bem.

Hoje (ando há muito para escrever isto, hoje foi o dia) acrescento estas profissões a essa "lista". 
Médicos, Enfermeiros, Terapeutas, Auxiliares de Acção Médica.
Porque embora nem sempre nos sorriam, tratam-nos com todo o seu ser, dão de si, dão-nos de si e não desistem de nós, mesmo quando nós desistimos de nós mesmos.

Porque cada um é para aquilo que nasce, e eu gosto de enaltecer profissões que eu dificilmente conseguiria ter e a quem devo muito.
Obrigada.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

back on track

4 semanas de punho engessado, braço ao peito. Ter de escolher criteriosamente a comida quando ia fora, para não ter de pedir a ninguém que me partisse as coisas.
Acabou ontem essa parte.
A sério, há coisa de 19 anos aconteceu-me o mesmo, e não recordo ter sido igual.
Tirei o gesso e tinha um braço de velha. (eu sei... há 19 anos era bem mais nova...) Engelhado, pele seca, sem força nenhuma, mais dores do que com a imobilização. Juro que pensei que o médico me ia mandar por mais gesso porque aquilo não estaria bem curado.
Mas não.
Não saí do hospital sem começar logo a fisioterapia. Pelo menos 15 sessões. Diárias. Às 10h00, a 23km de casa.
Hoje cheguei à hora certa, e fiquei 40 minutos à espera de ser atendida. Reclamei. Ainda tive de ouvir que se estava de baixa, tinha muito tempo para aguardar. Claro, assim que disse que ia fazer queixa à seguradora (foi ainda um acidente de trabalho), trataram-me nas palminhas.
No entanto, e apesar das dores, da pouca mobilidade e da pele seca, diz o fisioterapeuta que estou com uma excelente mobilidade para a lesão em causa. Torceu obviamente o nariz quando lhe disse que hoje iria acampar, mas não objetou mais quando eu lhe torci o nariz a ele e lhe disse que já tinha faltado demais por causa disto. Fez-me no entanto prometer que iria ligar o punho e não pegava em nada pesado. 
Ah, e estou proibida de conduzir o jipe, pelo que o S. teve de o vir buscar...

O que interessa é que hoje recomecei a dar valor a certas coisas. 
Coisas tão simples como tomar banho utilizando as duas mãos e sem um saco de plástico enfiado numa delas. Foi uma felicidade brutal!
Coisas mais fúteis como poder fugir das únicas 3 camisolas que tinha e onde cabia o meu largo braço engessado. Hoje vesti um vestido com mangas justas e soube-me bem voltar a ver-me assim.
Coisas práticas como escrever no computador sem ter um braço (cotovelo) levantado.
E tantas outras.

Pois, só damos valor a estes "pequenos nadas" quando os perdemos...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

encerrar um capítulo

Hoje foi oficialmente o último dia desta parte da minha vida*.
Tive há dois dias o meu jantar de despedida (que apelidei antes de jantar de celebração, pois foi disso que para mim se tratou). Estiveram presentes as pessoas mais importantes, fizeram-me algo lindo, foi fantástico.
Hoje, último dia útil do mês, passei parte da manhã a enviar e-mails personalizados a diversos grupos de pessoas que me acompanharam ao longo deste tempo.

Fiz parte, literalmente, do nascimento e crescimento daquela empresa. Desde o primeiro dia, quando nem tínhamos telefones, nem internet, nem nada.
Entrei com uma função e a promessa de outra, assim aconteceu, e eu cresci. A nível pessoal e profissional. Muito mesmo.
Conheci pessoas fantásticas, conheci pessoas autenticamente fdp. Chorei muitas vezes por causa de situações geradas por estes últimos. 

Houve uma época em que o facto de me levantar para ir trabalhar era terrivelmente assustador e quase me levou a uma depressão (nos tempos em que me deixava ir abaixo com essas coisas). 

Houve diversas épocas em que ir trabalhar era algo que me fazia levantar cedo com um sorriso de orelha a orelha, que me levava a trabalhar, projectar, sonhar até com coisas que ia ou queria vir a fazer.
O meu feitio lixado faz-me segmentar as pessoas e não esconder o que sinto em relação a elas, embora isso nunca tenha afectado o meu profissionalismo - e isso é que importa.

Trago dali bons amigos. Do coração.
Saio de lágrimas nos olhos, mas lágrimas de saudade do convívio diário, do alívio pelo desprendimento que ocorre, de felicidade por saber que também ali deixei uma marca, de acreditar em mim.

Tomar a decisão de me "voluntariar" para sair não foi fácil.
Mas era algo com que eu sonhava há muito, e que não tinha tido coragem de fazer.
Há quem considere que foi um acto de loucura ou impensado. Pelo contrário. Foi uma decisão muito bem pensada, ponderada, estudada.
Tive (e tenho) um apoio fantástico neste aspecto... 
Obrigada, do fundo do coração.

O futuro assusta-me, é um facto. Mas sobretudo alicia-me, desafia-me, leva-me a dar mais de mim.
É nas horas difíceis que surgem as melhores oportunidades, right?

Encerrei um capítulo. Inicie-se outro.
Chegou a hora de dar o meu "grito do ipiranga".




*Tecnicamente acabou por ser há duas semanas atrás, uma vez que estou de baixa devido a ter partido um pulso. Pormenores...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

despedida

Foi assim, ontem. 
E foi lindo.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

back to school

Ontem regressei à instituição que me acolheu quando entrei para o ensino superior.
Não no mesmo edifício, pois mudou radicalmente de instalações, mas o mesmo Instituto.
20 anos depois (aaaaah) de ter entrado pela primeira vez, regresso.
Fantástico como dois funcionários ainda são os mesmos - e reconheceram-me! -, como volto a ter pelo menos um professor da época.
Não me identifiquei com o espaço, com o clima (ou a falta dele), com as salas pequenas e com a turma reduzida.

Mas identifiquei-me, e de que maneira, com as pessoas.
Secretaria, Tesouraria, colegas, professores, bar, sala de convívio.
Voltar a ouvir da boca de quem sabe o que diz, de quem pratica o que diz, de quem faz das RP profissão há mais de duas décadas. Voltar a debater temas que me fascinam, pensar, retorquir, dar a volta ao esquema e pensar estrategicamente. Livros, sebentas, apontamentos, trabalhos, frequências, exames, estudo.
Tinha tantas saudades de voltar a estudar...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

10

Há dez anos, exatamente a esta hora, encontrava-me perante uma grande porta verde, no centro histórico desta cidade que me acolheu, com uma cara desconhecida que ia ao mesmo que eu. 
Ainda hoje brincamos com o facto de termos entrado exatamente no mesmo dia e à mesma hora nesta empresa.
Nestes dez anos cresci imenso. Como pessoa, mas acima de tudo como profissional.
Deixei uma grande parte do meu tempo, muito mais do que as 8h diárias que dita o horário "normal" de trabalho. Chorei muito, passei tempos muito duros. Engoli sapos do tamanho de elefantes. Ri imenso, diverti-me como nunca. Conheci o pior e o melhor do ser humano e do ser trabalhador (sim, porque a esses não posso epitetar de profissionais).
Fizemos festas, churrascos, brigamos, ajudamos e fomos prejudicados.
Levo daqui muitas coisas menos boas, mas muitas, mesmo muitas, coisas fantásticas.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Sis

aqui tinha falado sobre elas.
E várias outras ocasiões, mesmo sem as mencionar diretamente.
Ontem, cerca de 1 ano e meio depois de "existirmos", uma questionou:

"Será que vamos ter este grupo toda a vida?
Será que vamos envelhecer juntas?
Eu sei que não me sabem responder.
Deu-me para isto... Hoje estou sentimentalona."
Pronto, estou lamechas hoje..."

Entre outras respostas que surgiram,(todas no mesmo sentido), eu respondi assim:

"vamos ter este grupo enquanto nos mantivermos assim: 
Uns dias mais tolerantes, outros menos; 
Uns dias choramos e recebemos apoio, outros somos nós que apoiamos; 
Uns dias somos brutas comáscasas, mas estamos com tpm ou assoberbadas em trabalho, e mesmo que alguém se melindre na altura, acabamos por "fazer as pazes". 
Uns dias falamos de banalidades, outros de temas importantes e relevantes. 
Uns dias trocamos receitas de dieta, noutros "comemos" gelados. 
Uns dias falamos e falamos e falamos só para não ficarmos caladas, noutros dias ficamos sossegaditas no nosso cantinho, sem querer falar com ninguém, e nenhuma das outras incomoda. 
Sabemos que aqui, de uma forma ou de outra, alguém nos há-de ouvir e dar um empurrão ou uma palmadinha no ombro."

Só por isto, já valeu a pena o Zucas ter inventado o Facebook.
E esta nossa t-shirt diz tudo:

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Há um ano

Exatamente por esta hora estava com os meus três companheiros de jornada a jantar em Santiago de Compostela.
Festejavamos a chegada. O fim, o início.
Estava totalmente rebentada a nível físico, mas com uma felicidade que não me cabia no peito.
Muito há para dizer sobre isso, mas agora fico por aqui.
A emoção da data não me deixa escrever mais.
Sent from my BlackBerry® smartphone

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ui

Já há mais de um mês (26/fevereiro), o pirralho cumpriu 8 anos.
Festa com amigos, jantarzinho em casa.
Almoço de aniversário com a família, que acabou por se tornar num almoço de Páscoa (quase).
 
Pelo meio?
Problemas com a escola - que esteve encerrada por duas semanas, mais as 2 das férias da Páscoa.
Chatices e preocupações enormes.
Reuniões, comunicação social, denúncias, e tal e tal e tal.
1 mês com eles em casa, e eu parcialmente na empresa-trabalho em casa-empresa.
 
Uma roda viva que só visto.
 
Pelo meio, a nossa M. veio passar connosco a semana da Páscoa.
Foi tão bom tê-la connosco!
Pensar que há 3 anos por esta altura andávamos a enfrentar problemas com a adaptação de uns e de outros...
Ela está diferente, mais crescida. Mais senhora. Com muita paciência para os meus pequenos, que se nota à distância que ela adora de coração.
E também isso foi tão tão bom de ver.. o brilho nos olhos dela quando abraçava os irmãos!
Foi embora ontem, não sem muito insistir que quer que a F vá passar férias à Noruega.
(ofereceu-se inclusive para pagar a passagem de avião)
 
Resultado deste mês?
Estou cansada, e de novo a dormir mal.
Só que desta vez tenho verdadeiras insónias. Acordo e desperto. Pronto.
O que resulta numa média de 5 a 6 horas de sono por noite, e que é manifestamente pouco para uma pessoa como eu.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

verdadeiramente "back"

Hoje vou acampar. 
Com as minhas "novas crianças". 
Vou apanhar frio (tanto frio que vai estar à noite), andar km de mochila às costas, dormir num abrigo que vamos construir (dormir portanto praticamente ao relento - pouco e mal), cozinhar no fogo, cantar à volta da fogueira (se eles não se perderem no raid que será durante a noite), ensinar aquilo que aprendi ao longo dos anos, aprender a lidar com estes teens que me assustaram ao início mas que já acho adoravelmente desafiantes, amigos, trabalhadores, empenhados e complicadinhos como a idade implica.

E tudo isto (que sei faz muita confusão a alguns dos leitores aqui do tasco...), faz-me TÃO FELIZ como não imaginam.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

i'm back!

Regressei ontem à ação!
(bem, ainda foi só um CG... o verdadeiro regresso será sábado)

Depois de vários anos fora, começava a ressacar da falta de contacto com o escutismo "real".
Não acredito em escutismo adulto, e os miúdos, as atividades, os acampamentos, as próprias chatices inerentes estavam a fazer-me muita falta...
Assim, nova etapa.
Totalmente fora da minha zona de conforto, é certo. Mas é um desafio que aceito com todo o entusiasmo.
Tecoree, Rock in Scouts, Acareg, vai ser um ano em grande!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 (ou, o fim de 2012)

Este foi o ano das dúvidas. Das decisões.
2012 foi o ano em que me vi numa encruzilhada.
Tive de descobrir o caminho a seguir.
Segui o Caminho. O meu Caminho.

2012 trouxe-me pessoas novas.
Levou-me pessoas, outras pessoas.
Outras entraram e saíram.
Mas todas, Todas deixaram a sua marca.

Tenho novos amigos. Novos lugares são ocupados no meu coração. Cada um com o seu espaço, com a sua importância, com o seu "quê" de bom para dar e receber.
Tenho "amigos" que deixaram de o ser. Nunca o foram, portanto. Não fazem falta, portanto.
Tenho feridas que estão a sarar.
Tenho acima de tudo, espaço. Muito espaço para amar.

De 2013 espero um ano de mudança. "A" mudança.
Separar em definitivo o trigo do joio.
Alcançar os meus objetivos, lutar por eles, usufruir do que a vida me oferta.
Espero, e farei por isso, conseguir retribuir a todos aquilo que tanto me dão e tanto me alegra. Aquilo que faz de mim o que sou, o que faço e o que acredito, pelo que luto e o que conquisto.

A todos os que permanecem por aqui, pelo meu coração, pela minha vida - seja de que forma for, o meu obrigada por estarem aí. Por me deixarem fazer parte das vossas vidas.
Acredito que todos temos um papel a desempenhar, seja no mundo em geral, seja no particular de cada um com que nos cruzamos ao longo da nossa permanência aqui neste mundo.
Vocês sabem quem são.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

São ordens, são ordens...

Esta semana resolvi (finalmente) começar a cumprir as ordens do orto*.
Chego a casa, oriento as crianças e o jantar, equipo-me (botas, polar e hoje, impermeável. Phones e telesperto), e la vou eu.
Na 3a feira, pelo google earth terei feito 2,2km. Não reparei no tempo.
Hoje chovia. Liguei a app do exercício, liguei o "turbo" e fiz 3km à chuva, em 36 minutos e com um desnível de 100m.
Vou manter, daqui por 2 semanas aumento, em janeiro ataco a montanha a sério. (ordens do McBrasa)

Está a dar-me um gozo brutal chegar a casa, por os phones e espairecer.
E se preciso disso...






*daqui em diante, dr. McBrasa

eles a crescer também é...

Irmos às compras as duas.
Ela fica com os jeans 40, eu fico com os 38...


gluuuup

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

As minhas pessoas

Nos primórdios da internet (generalizada, entenda-se), os new-mother/baby-fóruns trouxeram-me uma pessoa que ainda hoje mantenho como amiga. Partilhamos coisas das nossas filhas, das nossas vidas, de tudo.
 
Os escuteiros trouxeram-me amigos que fiz na infância, e que hoje mantenho, que estão lá para mim, cujas famílias são amigas da minha família. Trouxeram-me, já adulta, outros amigos que guardo na mesma gaveta do meu coração. Uns com quem partilho atividades, vários que me leem, que me ajudam nas minhas loucuras. Outras que comigo vão beber um café sem café, mas com muita conversa e uns scones deliciosos, feitos com muito carinho.
 
A blogosfera trouxe-me novos horizontes, novas pessoas que fui conhecendo pela sua escrita, que fui aprendendo a gostar, a acompanhar. Trouxe-me a escrita (aquela que não guardo em pedaços de papel), a partilha, a interação num canal onde podemos ser nós ou inventar personagens. E algumas dessas personagens passaram para a vida real. A minha vida.
 
O Facebook trouxe-me de volta colegas de escola com quem não tinha contacto há anos. Trouxe-me um grupo de amigas - algumas delas bloggers que já conhecia (ou antes, lia). Que se tornaram peças fundamentais na minha vida. Pedras basilares dos meus momentos bons, mas acima de tudo os ombros amigos dos tantos momentos menos bons que tenho tido nestes últimos meses. Ali falo tudo, de tudo, com todas e sem receios. Ali falo, oiço, aconselho e sou aconselhada. Choro e rio com as tristezas ou conquistas de cada uma.
E se tenho alternado estas duas coisas!!!
Ali tiramos fotos de looks banais, fotos de desafios loucos, partilhamos roupas, livros, receitas e dietas, falamos de filhos, maridos, namorados, aventuras, desventuras. Tão depressa nos amparamos como na hora certa e necessária damos o devido raspanete a alguma, para a fazer voltar à razão.
E isso faz-me tão bem...
O Facebook trouxe-me também causas. Causas que abracei e abraço sem pensar muito no tempo que me vão consumir. Sou pessoa de convicções e não me custa fazer opções, tomar atitudes, agir de acordo com elas. Fazer agir, fazer acontecer.
 
Outras tecnologias trouxeram-me novas pessoas, novos grupos, novos horizontes.
Gente de todo o mundo que em comum tem o gosto por uma marca. Aventuramo-nos em explorar, partilhamos, levamos ao limite, rimos, brincamos, zangamo-nos e fazemos as pazes.
Uma fase em que apostei em algo que me magoou, mas que ultrapassei e curei. Com cicatrizes, mas curei bem curadinho.
Outras pessoas que vou conhecendo a cada dia um pouco melhor. Afinidades? Sim, acredito que sim. Costumo ter um sentido apurado para "sinalizar" logo quem me inspira ou não confiança.
Com uns começou por possíveis oportunidades de trabalhos conjuntos, outros por apoio nessa mesma tecnologia, um grupo que se gerou em volta de uma marca.
Com outros começou porque sim. E esses nem sei definir. Andam no limbo. Não me são indiferentes mas não me criam laços que julgo virem alguma vez a serem duradouros.
 
Com outra pessoa começou por uma simples foto. Um estado de espírito menos bom. Um comentário a partir do qual começaram a surgir conversas. Ao início, breves. Aos poucos foram-se tornando maiores, mais profundas, mais nossas. Confiança. Relatos de vida. Afinidades. Tantas coisas comuns e outras tantas tão distintas. Mas uma grande afinidade acima de tudo. Entendimento, desabafos, conselhos, partilhas. A necessidade de contar ao outro uma novidade boa do dia, do fim de semana.  
Horas de conversa que passam depressa demais (demais!!!) e sem dar conta, perdidos no meio de tantos assuntos e histórias que surgem naturalmente, sem esforço, com total naturalidade, com à-vontade. O sorriso, o abraço, o olhar. Um olhar profundo, terno, desinteressado e amigo.
Alguém que comigo partilha a simplicidade e honestidade, a quem me agrada contar o que me vai na alma. Que sei que me escuta de coração, e tem partilhado também muito (tanto...) de si.
Faz falta alguém assim, que dá, que recebe, que não exige nem cobra.
 
Posso dar-me por contente.
Tenho pessoas, as minhas pessoas.

sábado, 10 de novembro de 2012

08.11.2012

Esta data não me vai nunca trazer boas recordações.
Quanto muito, vai ser a data de um dia difícil, que dará frutos positivos.
Este foi o dia em que fiquei eternamente grata (e nunca poderei agradecer plenamente) a uma grande Amiga que muito me ajudou, e que tornou este passo possível.
Este foi o dia em que me despedi da minha mãe, e em que vi a enfermeira despojá-la de muitos dos seus pertences, e fechar à chave a ala onde ela ficou.
Foi o dia em que, mais uma vez, tive de revisitar fantasmas e histórias antigas, para relatar aos cuidadores que dela vão tratar, a minha parte (ou o meu lado, a minha versão) da história sobre o que a levou ali.
Foi o dia em que chorei de alívio, chorei de agradecimento, chorei de tristeza, chorei pela adrenalina que me deixou derreada e quase sem forças para regressar a casa.
Foi o dia (o segundo, na nossa fase "adulta") em que vi o meu irmão chorar, e em que não consegui apagar-lhe a dor, que eu também sentia.
Não sabemos quanto tempo ali permanecerá.
Acredito que tudo isto, por mau que esteja a ser para todos nós, é para o seu bem e para melhorar a qualidade da vida que lhe resta.
Foi o dia em que definitivamente se inverteram os papeis entre nós. 
E dói.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

inversão

Todos sabemos que, mais cedo ou mais tarde, a inversão de papeis se há-de vir a dar.
Claro que por todas as razões, regra geral queremos que seja o mais tarde possível.
Comigo não foi, não tem sido. Nunca foi sequer.
E sinto-me (egoisticamente) cansada. Esgotada. 
Com falta de tempo para ser apenas eu, apenas mãe, apenas filha ou apenas irmã.
Cansada de carregar às costas tantas coisas e todas ao mesmo tempo.

Life goes on. It always does...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

rotinas

As aulas recomeçaram, este ano sem brigas (ainda, pelo menos).
Suspiro de alívio por não ter de andar diariamente a correr e a arranjar esquemas para os ir buscar.
Ainda não temos os livros todos (dela), ainda não temos o material todo (dele), mas as coisas vão ao sítio.

A escola que ela (mais uma vez) estreou é linda (branca demais), um bocado megalómana (mau feitio o meu), e para não variar, há coisas a mais e outras que ficaram por fazer porque se gastou dinheiro numas coisas e faltou para outras (à tuga, portanto).
Mas é boa, espaçosa, arejada, linda de morrer, e parece-me que funcional também.

Objetivos estabelecidos para os dois.
Ela - subir (mais) ou manter nas "disciplinas nucleares", subir o mais possível nas outras. Não repetir o filme do ano passado. Conversámos com calma e concordou com tudo.
Ele - melhorar a concentração/paciência, melhorar a letra, entender que as linhas existem por uma razão (e a mesma para toda a gente). Continuar a ser o Excelente aluno que foi no ano passado.

Com ela, nós pais conseguimos o que queríamos em relação à professora de inglês (yaaaaay), e esta eu conheço bem - é do tempo da M. Vai recuperar tudo o que devia ter aprendido no ano anterior, não tenho dúvidas.
Com ele, as AEC estão este ano mais atribuladas e restritas, mas as mais importantes (para mim) vão-se manter, e isso é que importa.

Falta recomeçarem os escuteiros e a catequese, e tudo volta à "normalidade" (e as piscinas para levar um e outro).

Eu estou a conseguir conciliar o trabalho regular com o regresso às tão desejadas rotinas, com algum trabalho pro bono que me tem dado muito gozo, e a vida familiar. Ainda me custa ter de sair de casa cedo às 3ªs e 5ªs para ir à fisioterapia - e cada vez mais, por causa do frio que agora faz a essa hora, mas tudo se leva.
E tendo em conta que ainda não atingi o ponto de loucura decisivo, é bom sinal.

É bem verdade, o Verão acabou, e o Natal está mesmo aí à porta...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ano novo...

O novo ano letivo está à porta.
Este ano, aparentemente, não vou ter a briga que tive no ano passado... pelo menos, as turmas já estão afixadas na escola (nova!!!) desde a semana passada, e na net... nada! Ando a considerar se "compro" outra briga (esta agora mais política que outra coisa), ou não.

Para ele temos tudo.
Para ela, ainda ando a percorrer os Bancos de Livros. No ano passado saímo-nos bem. Conforme isto, assim "brigo" ou nem por isso.

Sei que vou estar em estado de ansiedade até se saber como ficou a questão da professora de inglês. Se o pedido dos EE não resultar, vamos ter de investir tempo e dinheiro numa escola exterior. É triste, mas esta é uma disciplina nuclear, e eu não quero arriscar que ela tenha uma má preparação logo nesta fase inicial.
Sei que com os outros professores estou descansada, e com a DT ainda mais. Resta-nos agora a "nós" trabalharmos em casa e atingir os objetivos que traçámos para este ano letivo.

Ela vai estrear (outra vez) uma escola. Ampla, arejada, salas amplas (pelo menos as dos 5º/6ºs anos), equipamento novo e do melhor que há. Salas de estudo, salas multimédia, e tudo e tudo. Está contente por isso, e eu também. Ter aulas nos contentores não foi "mau", mas também não foi uma coisa muito boa...
Sei que vou ter mais uma briga: a segurança no controle de entradas/saídas, mas dessa não vou abdicar. Assim como assim, de "chata", "incómoda", "exigente", "picuinhas", "manias de lisboeta" e outros adjetivos que nem me lembro já, já não passo. Por isso, siga!
Vou tentar convencê-la a ter também aulas de viola - pelo menos para experimentar. Como já faz tanto exercício físico, preferia isso ao ballet. Mas não sei se ela vai nisso, e não a quero/posso obrigar.


Ele vai continuar com a mesma professora também. Sabe que tem de trabalhar mais a caligrafia (as linhas existem por uma razão...), e tem de começar a perceber que "só" o charme não resolve tudo. Mas melhores notas é impossível pedir-lhe. Apenas que as mantenha.
Este ano vamos inscrevê-lo numa escola de percurssionismo (não sei se é assim que se chama). O miúdo tem um sentido rítmico que impressiona, e de tudo ou em tudo transforma em batuque. (no Natal vou oferecer-lhe um djambé ou um bombo - conforme as aulas derem).

Eu?
Eu estou um pouco indecisa quanto ao que vou fazer com o meu "tempo livre". As coisas aqui não me agradam. Vou manter-me no projeto que iniciei em Maio, mas quando esse acabar não sei o que faça. Não gosto de compadrios, não gosto de "meninos queridos" e os outros. Não gosto de malta que não sabe/não quer/não confia para delegar funções e depois anda constantemente a queixar-se de excesso de trabalho e falta de tempo. E obrigar os outros a reunir/fazer as coisas em cima da hora por causa disso. 
Ainda por cima este ano é ano de Regional, e o meu instinto faz-me crer que ainda me vou aborrecer com isso - esta malta faz de tudo uma tempestade num copo de água, e uma simples atividade transforma-se num projeto "gigantesco" carregado de problemas e coisas que se resolveriam mais facilmente se as pessoas desligassem mais o descomplicómetro. (gostava de os ver a organizar/pensar sequer numa atividade tipo o II Acanuc - ver Tag "Acanuc") (um estágio no Oriental fazia bem a muita malta daqui).
Não quero sair do Movimento, mas como estou não me satisfaz, não me completa, não cabe no meu conceito. Sem falsas modéstias, sinto-me "desaproveitada". E com falta de atividade, que tanta falta me faz*.
Nisso, fazer parte do GI vai dar-me gozo. Já está a dar. Pena estar longe de Lisboa, ou seria ainda mais e melhor. 

Bem, mas de qualquer forma acho que me vou dedicar à escrita "a sério", e a projetos profissionais mais arrojados. Ou diferentes, pelo menos. (a conjuntura atual e dos próximos 6 meses vai ditar muita coisa)

Como uma amiga me disse há poucos dias, o verão "acabou", o Natal está mesmo aí à porta...




*Taizé não está esquecido... mas não consigo ainda saber como vou estar por essa altura, sim?