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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

wtf? (nem sei que título dar a isto)

Cena 1 (início, ou enquadramento)
Eu, a iniciar uma reunião, em Lisboa. Toca o telefone e era de casa.
F - "Mãe, o A. hoje partiu um prato na escola, e trouxe o recado que amanhã tem de levar um para substituir. Leva um daqueles azuis? É que vai ser diferente dos de lá..."
Eu - "Oi?? Não leva prato nenhum. Amanhã eu falo com a professora e resolvo o assunto"

Cena 2 (a minha chegada a casa e primeira reação)
Chego a casa, já toda a minha gente a dormir. Em cima da mesa da cozinha, estava isto:

Sim, é um saco de plástico com os cacos do prato partido.
Juro que me belisquei a mim própria para confirmar se estava a ver bem...

Cena 3 (o que se passou, e quem foram os intervenientes)
De manhã não havia tempo, à noite chamo os dois e esclareço o que aconteceu.
Resumindo: Junto à entrada da escola existe uma mesa (ali mesmo coladinha à porta de saída/entrada dos alunos - onde eles colocam lancheiras, livros, mochilas, casacos, e tudo o que calha a crianças de 1º ciclo de escolaridade). Nessa mesa estava um saco com pratos. O meu A e outro colega estavam na brincadeira, o A atirou uma lancheira, errou o alvo, a lancheira bate no saco, este cai e parte-se um prato. 
Realço que isto ocorreu às 17h30, hora de saída dos cerca de 100 alunos do 1º ciclo (6-10 anos).

Cena 4 (como os adultos da escola resolveram o caso)
A Auxiliar presente diz ao aluno (A, meu filho e educando) que no dia seguinte terá de trazer um prato substituto. Apanha os cacos e coloca num saco de plástico. No meio da confusão chega nem mais nem menos do que a Adjunta da Direção do Agrupamento de Escolas aqui da terrinha. Reforça a indicação de que o prato terá de ser substituído. Quando a F (minha filha e educanda, 13 anos de idade acabadinhos de fazer) chega para ir buscar o irmão, a dita Adjunta da Direção do Agrupamento de Escolas informa-a do que se passou (13 anos, contra uns 30 e tal), e entrega-lhe o saco de plástico com os cacos, para que o levasse para casa.
Assim, sem mais, um saco de plástico com os cacos que acima se vêem, para que duas crianças de 8 e 13 anos trouxessem, a pé, num trajeto de cerca de 1km, até casa*

Cena 5 (eu, atónita, a olhar para o saco e a ouvir a descrição dos factos)
"F, tens a certeza que foi a prof. Graça (a tal Adjunta da Direção do Agrupamento) que te deu o saco? Mas tens MESMO?"
"Tenho mãe, claro que sim. Estava lá a S (a Auxiliar), mas foi a Graça que deu e disse que tínhamos de levar um novo" (corroborado pelo A)

Primeira reação (depois de conseguir fechar a boca com o espanto do que tinha acabado de ouvir) 
Telefonar à Professora Titular da turma do A. Que não sabia de nada, primeiro riu-se com o espanto igual ao meu, e que imediatamente se calou quando eu lhe disse quem é que tinha feito aquilo (escuso de repetir que foi a Adjunta ...).
"Obviamente que tem toda a razão em reclamar, isso não se faz, é um perigo enviar um saco de plástico com cacos, principalmente a uma criança, e que sabe que vai para casa a pé, sujeita a cortar-se pelo caminho".

Segunda reação
Telefonar a duas amigas a contar tudo isto, para que me ajudassem a reforçar a ideia de que de facto não sou eu que estou louca e isto é uma coisa que não cabe na cabeça de nenhuma pessoa normal - check. Claro que após a risada inicial das duas (sim, porque isto contado é difícil de acreditar à primeira), me deram razão.

Terceira reação 
Ir confirmar a propriedade do prato em causa (para cabrão, cabrão e meio, já dizia a minha avó - peço desculpa pelo palavreado). 
E confere. 
É que, sendo uma escola de 1º ciclo, o refeitório é da responsabilidade da Câmara Municipal. Logo, todo o equipamento é da Câmara Municipal. Logo, não é à escola que terei de devolver o prato. Mas, obviamente, não é o valor do prato que está em questão, até porque o mesmo partiu-se em consequência de uma atitude incorreta por parte do meu filho (e que já levou o responso respetivo).

O que está em causa são todas as circunstâncias em que isto aconteceu.
1º - O que fazia um prato de porcelana, em cima de uma mesa, num local por onde passam dezenas de crianças em correria e brincadeira? É suposto estar ali? Não me parece...
2º - Se o aluno partiu algo, não deverá o Encarregado de Educação (eu) ser informado diretamente do sucedido, por escrito ou por telefone? (um e-mail, recado na caderneta, o que fosse)
3º - Qual é o objetivo pedagógico da atitude da adulta (docente, com responsabilidades em contexto escolar, e responsabilidades ao nível do próprio Agrupamento, e portanto com a obrigação de ter discernimento para agir de forma educativa e responsável), em tomar tal atitude para com uma criança de 8 anos?

Quarta reação 
Solicitar reunião com a Diretora do Agrupamento, a quem entregarei o saco com os cacos e reclamação escrita com descrição do acontecido, solicitando os devidos esclarecimentos.
Acabei de receber confirmação, e esta tarde irei lá.

Agora mais a sério...
Isto é normal?
A minha vida dava um filme...


Pormenor eventualmente não relevante, mas que não deixa de o ser: a dita Adjunta da Direção é nem mais nem menos que a minha vizinha do lado... significando isto que nos conhece bem, sabe onde moramos, sabe o que a criança tem de andar entre a escola e casa, e sabe que o faz a pé.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

ainda escola...


Mas agora sem problemas.

Vou ali babar um bocadinho sobre as boas notas de um e de outro e já volto, sim?

(ainda não saíram, mas tanto pelos testes como pelo que transmitiram, são excelentes)

escola

Como tenho pouca sarna para me coçar, voluntariei-me para fazer parte do Conselho de Turma da minha F. 
Tivemos a primeira reunião há mais de um mês, mas quero deixar aqui o registo.
Em 18 alunos, há 4 com especial mau comportamento. MUITO mau mesmo. E que vão levando os outros por arrasto.
Fez-me confusão ouvir aquilo. Dei comigo, uma vez mais, a pensar que eu nunca daria para professora, pois é-me inconcebível imaginar-me numa das várias situações relatadas e não espetar um chapadão na tromba de um deles (alunos).
Mas não foi nada disso que ouvi.
Ouvi 12 professores preocupados com a situação, preocupados em "salvar" a turma. Ouvi-os a discutir uma forma de tutoria a uma dessas alunas (a pior, mesmo), pois sabem que uma das coisas que lhe falta é uma figura parental, uma autoridade masculina. E portanto um dos professores ofereceu-se para ser seu Tutor e ajudar a encaminhar a coisa.
Quando eu e o outro pai falámos, assisti a 12 pares de olhos incrédulos virados para nós. Ao que nos disseram - e depois disto quebrou-se definitivamente o gelo entre pais e professores, era a primeira vez que num Conselho de Turma ouviam por parte dos pais presentes palavras de apoio, preocupação em relação ao mau comportamento, a procura de uma solução conjunta entre Casa e Escola para os problema. Pelo que disseram (e nem me custa acreditar), estão habituados a ouvir o oposto - que é a eles e apenas a eles que cabe resolver, e a culpa... nunca é das criancinhas.
Saí de lá preocupada (a F não me tinha contado nem metade), mas a acreditar naqueles professores, no sistema e na escola.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ui

Já há mais de um mês (26/fevereiro), o pirralho cumpriu 8 anos.
Festa com amigos, jantarzinho em casa.
Almoço de aniversário com a família, que acabou por se tornar num almoço de Páscoa (quase).
 
Pelo meio?
Problemas com a escola - que esteve encerrada por duas semanas, mais as 2 das férias da Páscoa.
Chatices e preocupações enormes.
Reuniões, comunicação social, denúncias, e tal e tal e tal.
1 mês com eles em casa, e eu parcialmente na empresa-trabalho em casa-empresa.
 
Uma roda viva que só visto.
 
Pelo meio, a nossa M. veio passar connosco a semana da Páscoa.
Foi tão bom tê-la connosco!
Pensar que há 3 anos por esta altura andávamos a enfrentar problemas com a adaptação de uns e de outros...
Ela está diferente, mais crescida. Mais senhora. Com muita paciência para os meus pequenos, que se nota à distância que ela adora de coração.
E também isso foi tão tão bom de ver.. o brilho nos olhos dela quando abraçava os irmãos!
Foi embora ontem, não sem muito insistir que quer que a F vá passar férias à Noruega.
(ofereceu-se inclusive para pagar a passagem de avião)
 
Resultado deste mês?
Estou cansada, e de novo a dormir mal.
Só que desta vez tenho verdadeiras insónias. Acordo e desperto. Pronto.
O que resulta numa média de 5 a 6 horas de sono por noite, e que é manifestamente pouco para uma pessoa como eu.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

rotinas

As aulas recomeçaram, este ano sem brigas (ainda, pelo menos).
Suspiro de alívio por não ter de andar diariamente a correr e a arranjar esquemas para os ir buscar.
Ainda não temos os livros todos (dela), ainda não temos o material todo (dele), mas as coisas vão ao sítio.

A escola que ela (mais uma vez) estreou é linda (branca demais), um bocado megalómana (mau feitio o meu), e para não variar, há coisas a mais e outras que ficaram por fazer porque se gastou dinheiro numas coisas e faltou para outras (à tuga, portanto).
Mas é boa, espaçosa, arejada, linda de morrer, e parece-me que funcional também.

Objetivos estabelecidos para os dois.
Ela - subir (mais) ou manter nas "disciplinas nucleares", subir o mais possível nas outras. Não repetir o filme do ano passado. Conversámos com calma e concordou com tudo.
Ele - melhorar a concentração/paciência, melhorar a letra, entender que as linhas existem por uma razão (e a mesma para toda a gente). Continuar a ser o Excelente aluno que foi no ano passado.

Com ela, nós pais conseguimos o que queríamos em relação à professora de inglês (yaaaaay), e esta eu conheço bem - é do tempo da M. Vai recuperar tudo o que devia ter aprendido no ano anterior, não tenho dúvidas.
Com ele, as AEC estão este ano mais atribuladas e restritas, mas as mais importantes (para mim) vão-se manter, e isso é que importa.

Falta recomeçarem os escuteiros e a catequese, e tudo volta à "normalidade" (e as piscinas para levar um e outro).

Eu estou a conseguir conciliar o trabalho regular com o regresso às tão desejadas rotinas, com algum trabalho pro bono que me tem dado muito gozo, e a vida familiar. Ainda me custa ter de sair de casa cedo às 3ªs e 5ªs para ir à fisioterapia - e cada vez mais, por causa do frio que agora faz a essa hora, mas tudo se leva.
E tendo em conta que ainda não atingi o ponto de loucura decisivo, é bom sinal.

É bem verdade, o Verão acabou, e o Natal está mesmo aí à porta...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

serviço público

Porque tudo passou, e este ano não se está (pelo menos ainda) a repetir, sinto-me na obrigação de lançar um alerta que há um ano não  podia escrever aqui declaradamente.

E um alerta importante para quem tem filhos em idade escolar.
E principalmente, os que "andam sozinhos" casa-escola-atividades-casa, e etc.

Acontece que há precisamente um ano, verifiquei que a escola da minha filha frequenta, disponibilizava na net, sem qualquer proteção por palavra-passe atribuída e apenas disponível aos Encarregados de Educação e alunos, as listas nominais das turmas e respetivos horários. Numa pesquisa que efetuei a nível nacional* (poderia ficar-me pelo distrito onde habito, mas sim, dei-me ao trabalho de ver em escolas por todo o país), deparei-me com o facto de haver um grande número de escolas (só eu, "investiguei" mais de 20) 

Ou seja, um pouco (muito) por todo o país, centenas (ou serão milhares, não contabilizei) de crianças têm os seus horários de entrada e saída da escola ali escarrapachados a quem os quiser ver. 
E apanhar.
E conhecer horários, percursos, e tudo e tudo.

Pois que a minha então preocupação de mãe me levou a reclamar deste facto.
Como quase todos sabem, eu sou reclamadora-profissional, mas só reclamo depois de saber que tenho a razão do meu lado, antes de o fazer fui ver de que lado estava a Lei. 
E, obviamente, estava comigo.
Comigo a briga foi grande, pois a escola em questão fez orelhas moucas (e ainda me enviou diversos emails, aos quais apelidar de arrogantes e mal-educados é pouco), e teimou ter razão. Pior que isso, aparentemente (e digo aparentemente porque a mim nem se dignaram responder), a Direção Regional de Educação a que o Agrupamento escolar pertence, considerava também que isto era uma "situação habitual e perfeitamente normal".

Mas contactei a Comissão Nacional de Proteção de Dados, que não só me esclareceu telefonicamente, como me apoiou por escrito nos pedidos (e posteriores reclamações) que fiz. Esta Comissão, inclusive, aconselhou-me a fazer queixa oficial por escrito, para que pudessem atuar (o que fiz, tendo depois retirado a queixa, dado que o assunto entretanto se resolveu).

Contactei inúmeros emails do Ministério da Educação, e obtive várias respostas a dizer que estavam a averiguar o assunto ou o tinham encaminhado para os serviços respetivos.

Contactei inclusive a Polícia Judiciária (por conselho da Comissão de Proteção de Dados), que se dispôs na hora a deslocar-se à escola para os forçar a cumprir a Lei, se eu quisesse apresentar queixa junto deles também (isto não cheguei a fazer, porque felizmente não foi necessário).

Bem, provavelmente já me alonguei demais.
O "meu" assunto acabou por ser resolvido pelo próprio Ministério da Educação, e posso garantir que em poucos minutos (tal foi aquilo que terão dito/feito ao Conselho Executivo da Escola em questão) foi tudo retirado da internet.

Mas quero com este post alertar para o facto de isto continuar a acontecer por esse país fora.
E pode estar a acontecer na escola dos vossos filhos**.
Atentem.
Protejam as vossas crias.
Exijam os vossos direitos.



* Por ordem alfabética, verifiquei (no ano passado), escolas de Aveiro, Beja, Bragança, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Porto, Setúbal.
**A 3 amigos meus, a quem contei da situação, aconteceu. Mas as respetivas escolas não foram autistas como a minha, e resolveram a coisa na hora, retirando os dados do acesso público.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ele e a escola II

Reunião de pais de avaliação do 1º periodo (dele).
Como não babar para tantos elogios da professora, e das notas Excelentes em tudo?

(aspetos a melhorar: caligrafia, concentração e conversa nas aulas, claro!)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

1º periodo

Depois disto, e disto, e das conversas todas que tivémos até chegar a isto, confesso que ontem fui para a reunião de pais com algum receio. Voltámos a falar antes da reunião, e ela desta vez até me contou coisas que em nada contavam para as notas finais.
Até tenho falado várias vezes por semana via email com a DT, e sabia o que tinha acontecido neste tempo, mas...

Pois que chegam as notas, e eu juro que o primeiro pensamento que me ocorreu foi chamar nomes a dois profs que tinham "prometido" uma nota e deram outra inferior. Seguidamente, analisei bem tudo, e caí na realidade de que as notas foram boas. Não foram excelentes, mas foram boas! (principalmente se tivermos em conta as considerações sobre o comportamento e interesse nas aulas, que andava nas ruas da amargura)

Mas de tudo, o que soube mesmo muito bem foi ver a nota final de Língua Portuguesa - um 5 (que já sabíamos, mas vindo da própria DT tem outro sabor), e o comentário que ela fez:
"A F parece uma menina totalmente diferente. As conversas acabaram, o interesse e participação nas aulas aumentou como do dia para a noite, e nunca mais falhou os tpc."

(depois fiquei a apanhar a baba que escorria já pelo chão da sala)

Sim, fomos mauzinhos ao ponto de esperarmos pelo fim do jantar para falarmos sobre as notas. Entretanto, combinei com o pai fazer um bolo de chocolate para celebrarmos as notas, o comportamento e o fim dos castigos.
No fim, os olhos dela brilhavam de felicidade.
Falámos de tudo o que aconteceu neste 1º período escolar, das coisas boas e das coisas menos boas. Ela percebeu que o esforço e o bom comportamento trazem recompensas e que só assim consegue atingir os objetivos.
Tal como a repreendemos e nos zangámos na altura, agora demos os parabéns e festejámos.





(devagarinho isto vai...)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

porque não é só dizer mal, é acima de tudo elogiar a melhoria

Entre ontem e hoje, tem-me ligado em quase todos os intervalos.
Excitada que só visto, a contar as notas que vai ter.
Até agora, a nota mais baixa que se prevê é um 3 a História e Geografia de Portugal. Vários 5 e outros tantos 4.
Não entendo esta forma de avaliar...
Whatever 
Tal como tenho conversado com a DT por mail, o esforço (dela, nosso e dos profs) tem resultado. Melhorou substancialmente o seu comportamento e a questão dos trabalhos de casa. 
Os castigos acabariam hoje, ou no dia da reunião de pais - que é só no dia 21. Ainda não falei com o pai, mas acho que vamos aguardar pela reunião, embora amenizando um pouco a coisa. Além das notas, quero ouvir dos outros professores o "elogio" à mudança de comportamento!!!


Fogo pá... já tenho saudades de ralhar com ela por estar demasiado tempo no computador! E de comer chocolates depois do jantar! E bolos nas pastelarias (quando ela vai comigo)!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

no teste de História

"As pinturas que se faziam nas paredes chamam-se pinturas pedestres"
F, 10 anos, 5º ano

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

pimpolha

Ela surpreendeu-me este ano, e não necessariamente pela positiva.
Nada de muito grave, mas eu não estava à espera, e a coisa não está a ir lá com conversas sérias (até o pai já se está a passar), nem com castigos. Basicamente, não tenho mais castigos para lhe dar...
Conversa, muita conversa nas aulas como se estivesse nos corredores (ela e a turma toda, mas isso a mim não me interessa). Aqui estou a levá-la através da amiga: se a minha F tem capacidade para ouvir ao mesmo tempo a aula e a colega, a S não tem... e isso prejudica-a. Não entrega trabalhos - que até estão feitos, tem os cadernos numa lástima de riscos e desenhos, deixa-se ficar no fim da aula de acrobacias sem me dar cavaco, etc etc etc.
Quis tentar a tática que a Rita utilizou, mas das 3 mães implicadas, só uma é que alinhou. Não sei se insista se desista.

O que vale - e o que me deixa muitas vezes sem "armas" é que as notas continuam boas. Muito boas. Até agora a nota mais baixa foi a História (sai à mãe, tadinha) - 68%. Nada mau, portanto.
Vamos levando o barco um dia de cada vez.
Nalguma coisa há-de dar.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Desporto escolar

E o que ela anda feliz com as novíssimas aulas de Acrobacias*?
Tem-nas integrada no desporto escolar, duas vezes por semana e sem qualquer custo adicional.
Assim, por comum acordo saiu do ballet (aquilo já não dava com nada), e tem uma actividade física ainda mais "mexida" e - melhor ainda - gratuita!
Adoro ouvi-la contar com os olhos a brilhar sobre os saltos, os mortais, as rodas, as cambalhotas... e trás-me à lembrança os meus saudosos tempos de ginasta...





*confesso: ainda não percebi se é mesmo Acrobacias ou Ginástica Acrobática

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A DT disse na reunião de pais que esta é uma situação "complicada".
Eles são todos (tirando um ou dois) bons alunos, muito educados mas... extremamente conversadores. Falam na sala de aula como nos corredores, brincam e a maioria nem sequer tem vergonha quando é chamado à atenção. Cala-se na altura mas poucos segundos depois retoma a conversa.
Fiquei pasma quando vi que a F. tinha tido um registo de ocorrência por comportamento incorreto na aula de Matemática. Parece que virou mesmo a cadeira para trás para melhor falar com a colega...
Tivemos uma conversa muuuuuuito séria quando cheguei a casa. Ficou com um castigo razoável: nada de tv, nada de computador, nada de brincar no quintal. Chega a casa, faz as suas tarefas, os tpc, e estuda. Nas horas vagas (???) deixamo-la ler um livro, e porque considero isso de grande importância para a sua aprendizagem e crescimento global. Mais nada.
Ralhámos ralhámos ralhámos. Tentámos que percebesse o porquê. E ela até percebe, mas tem dificuldade em manter-se calada. Vamos continuar em cima até atinar.

Mas o grande problema é que eles vieram da escola primária sem regras. Ou melhor, a regra era serem educados, não conversarem durante os testes, não se agredirem. Isto são regras???
Conta a DT que se cruzou com a antiga professora da escola primária de alguns deles, e que ao comentar as dificuldades em os manter calados e concentrados, ela terá respondido: "eu em dois anos não conseguia mantê-los calados na sala...".
Mas afinal para onde vai o nosso ensino? Como é possível esta permissividade por parte dos professores?

Contou-me ainda ontem a DT que por sorte, os pais parecem estar todos do seu lado. Que a seguir à reunião a turma tinha um comportamento geral muito melhor. Que ia cerrar fileiras e fazê-los entender que a brincadeira acabou mesmo.

Eu acho que as reguadas e os castigos que antigamente se davam aos alunos (as orelhas de burro por exemplo) não são opção. Mas cair no extremo oposto, em que os meninos são literalmente levados ao colo quer no aspeto do comportamento quer no da aprendizagem, parece-me que é estar a criar pequenos monstros ignorantes.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

está a tornar-se recorrente, mas...

eu não consigo ficar calada.

1. E a salada (ou os legumes cozidos) que não constam da ementa (nem na cantina)? - aquela que ainda não está disponibilizada na net, nem para fotocópias, e que a miuda tem de escrever para um papel...

2. E os erros ortográficos no site da escola? Falta de acentos, e acentos a mais?

3. E num mesmo parágrafo, no dito site, palavras escritas com o acordo ortográfico, e palavras escritas sem acordo ortográfico.
4. E (esta é picuinhice já, eu sei) ainda nesse site, informações do ano letivo 2010/2011 misturadas com o ano 2011/2012? As tais listas de turmas e horários por exemplo...
...
...

a resposta tem sido sistematicamente a mesma todos os dias

- Então como foi o dia na escola A.?
- Foi muito bom
- O que fizeram hoje?
- Brincámos, almoçámos, brincámos depois do almoço, depois fui para a biblioteca à tua espera
- Então e o que fizeram sem ser brincar? Brincaram na sala de aula?
- ... na aula fizémos trabalhos, mas depois brincámos nos intervais

terça-feira, 20 de setembro de 2011

já começa (ela)

Acabou de me ligar.
Esqueceu-se do cartão da escola em casa.
Como o sistema é carregar o cartão e com isso marcar as senhas do almoço... não sei como vai almoçar hoje.
Mas vai aprender esta à custa dela, e se as funcionárias não forem condescendentes com uma "caloira", lá terá de ir a casa a correr comer qualquer coisa e buscar a carteira.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ele e a escola

Ele hoje trouxe já trabalhos de casa.
Uma ficha complicadíssima onde tinha que pintar 3 animais. Quando lhe pedi para ver a ficha, aquilo estava uma gatafunhada que metia dó: tinha preenchido os espaços com cor ao calhas, para se despachar e ir ver televisão.
Tal como fazia no colégio.
Tivémos uma conversa sobre a importância de fazer bem os trabalhos, com calma e "perfeitinhos". Sobre os desenhos animados na tv que não fogem, e sobre a prioridade dos trabalhos de casa (e a professora até avisou logo que vai mandar poucos...).
Apaguei (o possível) e fez de novo.

Já começa...

1ºs dias

Devia ser proibido ter 2 primeiros dias ao mesmo tempo.
A tarde e a noite de domingo foram passadas a forrar livros, a apagar livros (eheheh), a colar etiquetas e distribuir material escolar.
Foram à vida dezenas de etiquetas pequeninas, 7m de papel autocolante e uma borracha inteira. Mas com o aproveitamento e reciclagem que fiz dos materiais, acabei por gastar menos do que esperava.
Apesar de terem tido aulas "a sério" na semana passada, só hoje levámos o material todo para a escola, e para ela foi o primeiro dia inteiramente preenchido com aulas. Meter as coisas no carro e chegar à escola foi um filme, e parecíamos uns autênticos burros de carga. Nós, e os outros pais.

Escola IV - Eu-2; Escola-0 / Cheque Mate

A guerra chegou ao fim.
No dia em que tudo acabou por se resolver, recebi um mail verdadeiramente inacreditável por parte do Executivo.
Honestamente, eu quero acreditar que a professora que o assinou estava sob o efeito de coisas estranhas quando o escreveu.
Só pode.
É impossivel que alguém que está à frente de uma escola com cerca de 600 alunos seja tão inconsciente, tão ignorante, tão insensível à segurança dos seus alunos e dos apelos dos pais.
E que seja assim mal-educada como ela foi. 
Fiquei chocada. Muito chocada.

Mas Deus escreve direito por linhas tortas, e meia hora depois recebo um mail do próprio Ministério da Educação.
Como eu já sabia (eu raramente não "refilo" sem saber que tenho a razão e a Lei do meu lado...), a "ordem" que o Executivo me acusava de querer dar tinha mesmo de ser cumprida. Nesse mail, dizia ainda que o Agrupamento já tinha sido contactado e iria resolver o assunto.
Assim que acabo de ler isto, vou ao site da escola.
Já estava!!!

Fiquei eufórica. Por ter ganho, por ter conseguido proteger os interesses da minha filha, por tudo estar acabado.
Mas é muito triste ter tido que chegar ao ponto que chegou...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ainda a escola dela

A reunião foi com pais e alunos.
Primeiro a DT falou para todos, disse as suas regras, deu conselhos. Depois os alunos sairam com o professor de EDF para conhecerem a "escola de lata"*. Foram ver todos os espaços, explicou-lhes o funcionamento da escola, da cantina, do cartão do aluno que eles devem carregar para depois utilizarem para pagamentos dentro do recinto escolar.
Quando nos reencontrámos, vinha muito contente. Feliz, Grande.

Estivemos na fila para carregar o cartão e marcar as refeições dessa semana, e foi um inferno. As salas são boas porque os contentores têm ar condicionado, mas nos corredores forma-se um "forno" provocado pelas coberturas plásticas. Vai andar de cantil todos os dias...

Os dois primeiros dias de aulas foram bons, e já veio com trabalhos de LPO - a professora não mentiu quando disse que ia mandar trabalhos todos os dias!
Hoje marcou sozinha os almoços da próxima semana toda - estava feliz com este "progresso". Ainda surgiu uma confusão com o almoço de 4ª feira, que eu não tive paciência para ir resolver nesse dia ainda. Na 2ª feira ainda há tempo, e quero acreditar que foi mesmo só um mal entendido.
Este fim de semana vai ser para organizar as coisas da escola, forrar livros, comprar material.
Continua eufórica!





*A escola está a funcionar toda em contentores, porque a antiga foi destruída e estão a construir uma nova. Dizem que no 2º periodo já mudam para lá. Não acredito, mas...