quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ginástica

Eu sei que as coisas acontecem porque têm de acontecer (ou por descuido, whatever...), mas não posso deixar de me arrepiar, a par com a felicidade dela, ao imaginá-la a saltar no mini-trampolim.

Pratiquei várias modalidades de ginástica desde os 3 anos de idade, e naquela onde finalmente tinha encontrado o meu "eu"*, aos 15 anos e por causa de uma estupidez de miúdas fiz uma lesão que me afastou de vez das competições.
Estávamos entre treinos, a brincar no mini-trampolim enquanto decorria a aula das mais pequenas.
Duas a duas, abraçadas de lado, saltávamos do plinto para o mini-trampolim, e daí fazíamos uma macacada para os colchões. 
Uma, duas, três vezes. 
Até que saltei e coloquei mal o pé. Caí redonda no chão e imediatamente uma bola de ténis se formou no meu tornozelo.
Uma rotura de ligamentos diagnosticada mais de uma semana depois ditou o destino de meses e meses de fisioterapia, nada de desporto durante 2 anos e uma mazela que veio para ficar.

Sim, fico super-contente que ela esteja a gostar da ginástica acrobática, que se entusiasme e queira saber mais, conseguir fazer mais exercícios novos e difíceis. Mas cá dentro (e sempre sem lhe dizer nada, a não ser pedir que tenha cuidado e juízo nas brincadeiras), fico cheia de medo a cada aula que ela vai.









*O Thumbling, já agora

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