Eles são todos (tirando um ou dois) bons alunos, muito educados mas... extremamente conversadores. Falam na sala de aula como nos corredores, brincam e a maioria nem sequer tem vergonha quando é chamado à atenção. Cala-se na altura mas poucos segundos depois retoma a conversa.
Fiquei pasma quando vi que a F. tinha tido um registo de ocorrência por comportamento incorreto na aula de Matemática. Parece que virou mesmo a cadeira para trás para melhor falar com a colega...
Tivemos uma conversa muuuuuuito séria quando cheguei a casa. Ficou com um castigo razoável: nada de tv, nada de computador, nada de brincar no quintal. Chega a casa, faz as suas tarefas, os tpc, e estuda. Nas horas vagas (???) deixamo-la ler um livro, e porque considero isso de grande importância para a sua aprendizagem e crescimento global. Mais nada.
Ralhámos ralhámos ralhámos. Tentámos que percebesse o porquê. E ela até percebe, mas tem dificuldade em manter-se calada. Vamos continuar em cima até atinar.
Mas o grande problema é que eles vieram da escola primária sem regras. Ou melhor, a regra era serem educados, não conversarem durante os testes, não se agredirem. Isto são regras???
Conta a DT que se cruzou com a antiga professora da escola primária de alguns deles, e que ao comentar as dificuldades em os manter calados e concentrados, ela terá respondido: "eu em dois anos não conseguia mantê-los calados na sala...".
Mas afinal para onde vai o nosso ensino? Como é possível esta permissividade por parte dos professores?
Contou-me ainda ontem a DT que por sorte, os pais parecem estar todos do seu lado. Que a seguir à reunião a turma tinha um comportamento geral muito melhor. Que ia cerrar fileiras e fazê-los entender que a brincadeira acabou mesmo.
Eu acho que as reguadas e os castigos que antigamente se davam aos alunos (as orelhas de burro por exemplo) não são opção. Mas cair no extremo oposto, em que os meninos são literalmente levados ao colo quer no aspeto do comportamento quer no da aprendizagem, parece-me que é estar a criar pequenos monstros ignorantes.
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